28/04/2025

Projeto Dream, episódio 388

[Para guiar vocês, os textos nessa cor aqui, de preferência do universo HSX, serão as narrações em primeira pessoa de uma protagonista desse universo, para separar da narração normal em terceira pessoa, ou em segunda pessoa pelo Doutor Caótico, ou dos textos entre aspas]

> 25/06/2272; Escola Terra; Universo HSX
 Estou atrasada, espero que o professor Carlton não fique furioso por eu estar atrasada, afinal, eu sei que o Naej é um menino bagunceiro da nossa sala, ou que o Dragondorf curte ficar implicando com o Charles e o Alyx, mas eu sinto que esse professor estaria disposto a me punir por bem menos. O Naej é bonitinho, e garanto pra quem está lendo que eu ainda posso consertar ele, o Charles está brincando com robôs que ele está montando em Lego, e... parece ridículo, não é como se isso fosse mudar o mundo, mas aposto que talvez ele goste e isso é bom.
 Dragondorf é um cara tão forte, careca, de pele áspera, eu não gostaria de estudar ao lado dele, já o Alyx... ele é tão deprimente, isolado, ninguém o vê como importante, mas a Luna Pleine... eu odeio ela, tão vaidosa, irritante, ela rabiscou um trabalho inteiro que eu fiz em meu caderno só para rir na frente dos outros na minha sala, ao lado de sua irmã e sua prima, que aliás, só lembro do rosto delas, nunca de seus nomes, será que elas são alguém fora das asas daquela garota musculosa? Isso é... assustador.
 Três espíritos parecem me acompanhar, assombrar, elas parecem só flutuarem ao redor dos outros que parecem não darem a mínima, ou se sentavam na mesa enquanto por exemplo a Professora Ego nos contava história da América, ou a gramática de inglês, ou nos levava ao laboratório, mas então uma delas, que se dizia se chamar Olivia, me acompanhou até minha casa.
 "Quem é você? De onde você veio?", eu disse, e Olivia me disse "Você já ouviu falar de multiverso?", eu pisquei, e ela desapareceu no mesmo instante, mas então, quando cocei meu braço, e olhei-o, estava escrito: "27:23:59:47".

> Las Vegas, Novo México.
 Olivia acorda um pouco mais cedo, ela sentia que algo estranho a incomodava no corpo, atrapalhando a viagem astral onírica, mas ela espera que Alex e Meluisa consigam terminar aquela viagem enquanto isso, ela vê o horário: 5:59, mas então ela ainda assim pega um regador, passa água em algumas das plantas, rega as ervas helênicas, ctônicas e etéreas, e flores Lúnea e flores de fogo, que cresceram primeiro, e relendo instruções ela se guia um pouco sobre como replantar melhor elas, guarda os materiais em potes, e pega um fertilizante de cascas de diferentes frutas e ovos misturadas, e passa aos poucos debaixo das plantas, mesmo as que não são mágicas, como o pé de pimenta e a laranjeira do jardim, e depois, ela lava as mãos e prepara um café da manhã.
 Preparou um prato de ovos e torradas fritas na frigideira, com uma manteiga de vaca comum, e com um pote de cappuccino em pó sabor avelãs italianas, ela misturava ao leite, e enquanto isso, Avamma e Christine acordavam só um pouquinho depois, às 6:10 sem despertador, e elas sentiam um cheiro misto de comida, café, doces e um incenso de canela, que no caso era o que Olivia estava usando para rezar por Olivia e Frigga, e Avamma e Christine participam.
Duves Goth, cheia de graça
Venha a nós o vosso reino
Seja feita a sua vontade, bendita seja vossa senhoria
Sua vontade nos guiou, sua vontade nos deu força
Por favor, nos livre da má sorte e do mau olhado
Por favor, permita-nos pedir este favor.
 No entanto, depois dessa oração, e da queima do incenso, elas se levantam e tomam o café da manhã, já esfriado, o que era curioso, já que Olivia achou mesmo que desse tempo disso, a Avamma ficava brava com aquilo pela torrada ter ficado murcha e o cappuccino ter ficado estranho tão frio, mas assim como Christine ela relevava aquilo, e elas conversavam sobre a experiência astral de Olivia, ela diz que seria melhor se tivesse durado mais. Avamma foi ver as plantas, e elas já foram colhidas, foi surpreendente pra Avamma, já que a Olivia não gostava de mexer com as plantas apesar de apreciá-las tanto e usá-las pra algumas poções de resistência a fogo, de visão noturna ou de recuperação da mente.
 Olivia lava a frigideira e os pratos de cerâmica vermelha de símbolos de fogo, gelo e luz, comuns na arte Larapink, e depois, ela e Avamma se juntam pra fazerem, cada poção numa panela, quatro poções em 4 das 6 bocas do fogão.
  • Poção de Cura: 600 mL de álcool, 500 mL de leite, 1 ovo, 8 framboesas, 1 morango, Olivia também fura o indicador esquerdo pra adicionar uma gota de sangue.
  • Poção da Mente: 1 litro de água, 2 colheres-sopa de sal, 5 nozes descascadas, 4 bolotas de mirtilo, Avamma cortou com uma garra dela um tufo de seus pelos.
  • Poção de Vigor: 1 litro de mel, 120 gramas de café, 10 caules de cavalinha que Avamma colheu agora a pouco, 1 abacate descascado e picado, e um cubinho de patinho (uma carne de boi que as três na casa gostam, assim como é válido qualquer tira de carne desde que seja favorita do alquimista).
  • Poção da Força Solar: 1 litro de água, 1 colher-sopa de mel, 1 ovo, 1 cubinho de patinho, 1 cabeça de flor de fogo, 1 cabeça de Lúnea, e essa poção vai ficar 45 minutos cozinhando enquanto as outras ficaram em média 30.
 As poções de cura, de mente e de Força Solar foram suficientes pra cada uma encher 4 frascos de vidro, e a poção de vigor foi necessário encher 6 frascos, todos similares a frascos-balão de fundo redondo e boca cilíndrica, cada poção foi necessário encher com um funel de vidro que não reagisse ou deixasse impurezas tóxicas junto com a poção.
Avamma: Você tá cada vez mais rápida nessa performance, Olivia, o que aconteceu?
Olivia: Ah... Nada, amore, por que?
Avamma: Nos outros dias parecia que você mal queria sair do quarto a menos quando fomos...
Olivia: Ah, ainda tô de luto, mas sei lá, miga, eu precisava tomar uma atitude antes que isso virasse rotina.
 Olivia olha pro pequeno altar que tinha a varinha mágica guardada e outros materiais, depois olha pra Avamma e pra Christine, e elas três se preparam pra irem à cafeteria Larapink.

> Deming, Novo México.
 Depois do primeiro contato com a versão do futuro e seus colegas, Thomas Dermurer foi ajudar eles, com base no que o John Parker aprendeu sobre viagem no tempo, a interação deles com versões passadas pode ser danosa, ver a si mesmos pode causar um Choque de Memória, e o contato físico pode ser autodestrutivo, assim como Charles está ocupado no Brasil nesse presente, as versões alternativas de outras pessoas também estão espalhadas pelo mundo, inclusive Thomas admite lembrar que nessa época ele está investigando o caso de Foramin no Hemisfério Norte, no entanto o grupo admite ter perdido memórias do que aconteceu após a investigação.
Thomas F: Não dá mais pra lembrar, como se depois do ocorrido os próprios eventos fossem apagados.
L. Nouvelle F: Concordo, e o Charles era um dos envolvidos.
Charles F: John, falando nisso, se quiser nós resolvemos parte desse mistério, enquanto você e os patrulheiros de Deming vão impedir o mago Zaraad em Gaza.
John: Puta vida, por que na Faixa de Gaza!?
Charles F: Foi o último lugar que acharam antes da crise de vampiros piorar, e também uma das primeiras bases dele, você tem que ser rápido.
John: ... Saudades quando você era só um bobalhão.
 Depois dessa conversa constrangedora, o grupo se reorganiza, e Carla, não querendo participar, chama Alex, Avamma, Olivia e Joana para compensarem, elas se sentiam constrangidas da possibilidade de enfrentar um perigo tão sério, assim como Olivia não se sentia pronta pra isso, assim como Marshall lembra de umas pessoas que são também fortes e em Albuquerque, que o John e o Charles do futuro (se passando pelo Charles do presente) chamam para chegarem também, assim tendo Michael e Oprah Boltagon, Norville, Lucas e Lisa Spice, Rachel e até mesmo o Dragom (ainda mantendo a ligação) aparentavam aceitar participar daquilo.
 No entanto, como isso vai levar tempo, a Carla volta a operar patrulhando a cidade, enquanto a Alex e as outras acompanham uma pesquisa da Bella Parker, com a Alex e a Joana que visitam o museu de Deming, vendo com mais detalhes as peças dos ciborgues do ano 10450, a máquina do tempo (que, apesar de não tar reluzente como a sua versão do futuro, estava bem conservada e restaurada) e também os tais insetos mágicos que elas queriam saber, haviam quadros com vários tipos de besouros, formigas, aranhas e abelhas, incluindo insetos mutantes, entre eles a Mariquázon, a Hormiel e o Armatuí (um tipo de tatuí de carne azul, patas vermelhas e carapaça branca crocante, dá uma força e durabilidade melhores a quem o come), insetos que Giulia havia afirmado antes que foram usados para um tipo de bala de caramelo que a Frigga precisaria, mas de qualquer forma, elas também encontram nas paredes do chamado Corredor Amarelo fotos do incidente mutagênico em Deming, e também fotos de alguns pesquisadores, incluindo os da Área 51, como o Dr. G. Cornell que liderou o projeto de supersoldadas blindadas, e da Agência Galáctica dos Humanos, que concordaram com o Concelho Galáctico que era direito dos mutantes eles terem um cotidiano na Terra desde que não fossem um perigo legítimo ao planeta.
 Já Olivia e Avamma foram ver os himutas da IMI, a Dragana achou que fossem só visitarem o hospital, enquanto a Faith Van Damme e o Wanderley Ororo estavam fazendo uma apresentação curta, para a festa de aniversário da Marina Anur, de 16 anos, e a Olivia aparentava reconhecer pelo menos a Nana Sova, que ela ouviu Monica Slona chamar, mas a Nana estava na forma de um leão, o que pra Olivia era assustador, e pra se defender, ela cria uma barreira de cristal na frente, e a Nana, em forma de uma leoa, se assusta com o reflexo, e avançava tentando bater e interagir com o reflexo, empurrando a barreira que Olivia tentava segurar, e Avamma, estranhando aqui, irritada, rugia para a leoa, que no começo recuava, mas rugia de volta, e então... as duas se olhavam, a Nana ia lentamente na frente e direção da Avamma, que se agacha de cócoras como se estivesse pronta pra acolher ela.
Avamma (telepaticamente): Então você é a Nana dentro desse corpo? O que aconteceu?
Nana (mentalmente, por trás dos grunhidos animais): Nana é só o corpo humano, já eu sou uma das consciências escondidas nela, como você consegue me entender?
Avamma: Estou usando magia, uma forma sobrenatural de assumir poderes como uma comunicação mental, vocês já tiveram contato com telepatia mutante?
Nana: Pensando bem, só vi o James e a Ichabella fazendo, eu tenho memórias desse corpo, mas o sistema não é o mesmo, vocês querem a Nana de volta?
 O corpo de leoa se rendia, e Nana voltava ao normal e se levantava, e abraçava Avamma, ela estava feliz de alguém ter entendido ela, James e Ichabella apareciam, e tentavam conversar por sinais de mão, que Avamma lembra de ter aprendido há muito tempo e não tendo usado antes, e tenta conversar com os dois, Olivia desfazia o escudo de quartzo, mas ainda estava assustada ao ver que uma das mutantes não tinha cabeça, mas assim como os mutantes dali estavam lembrando algo, a própria Nana tinha um poder animal que a fascinava, assim como ela lembra de ter visto vídeos sobre os himutas, que incluíam a Nana, o espécime que mais a chamou atenção, no entanto, nada passava de curiosidade, e ela então pega uma Baklava de avelã, que estava ótimo.
Olivia: Hm? Hmmm!
Wanderley: É ótimo, né? A Carla que pediu por essa ideia.
Olivia: Ah! Espera, quem é você? Não parece um mutante deficiente e nem se veste como um médico.
Wanderley: Como assim?
Olivia: H-hã? N-nada, eu... eu quero dizer, talvez eu esteja exagerando e me aproveitando, assim, do meu lugar de fala.
Wanderley: Mas por que vocês tão aqui? A festa era mesmo pros pequenos por causa de uma das pacientes.
Olivia: Hã? Eu... É...
 Olivia pegava várias Baklavas de avelã, uma seguida da outra, mastigava várias em sequência, e mesmo sendo um recheio bem cremoso, ainda era seco, ainda mais em conjunto com a massa seca dessa Baklava da festa, e Olivia, envergonhada, saía de perto, já Avamma foi logo conversar com o Wanderley.
Avamma: Eu mesma cuido dela, ela é uma colega de quarto e de trabalho minha, e ela tá nervosa por causa do que aconteceu esses dias.
Wanderley: É... Eu tava lá?
Avamma: Acho que sim, mesmo que ao lado da Frigga que a gente perdeu.
Wanderley: Isso é triste, afinal, aqui também perdemos um paciente que se voluntariou pra nos ajudar, foi bem triste ainda mais pelo jeito que ele se sacrificou.
Avamma: É... Isso tá piorando.
Wanderley: Confia em mim, vai ficar tudo bem e vamos lembrar só das coisas boas.
Avamma: Concordo, aliás, qual é o seu nome? Howard?
Wanderley: Wanderley, meus pais são médicos e... eu tinha de tudo pra ser uma decepção, mas tô indo bem junto com a Faith.
Avamma: Ah, aquela moça bonita? Gostei do cabelo, do que ela tingiu?
Wanderley: ... Na verdade é vermelho natural.
Avamma: N-Nossa, melhor ainda! He-hee, he-hee he-hee!

> dimensão dos monstros.
 Charles e outros do futuro, ao lado de John Parker, visitam a dimensão de Amon para conseguirem uma ajuda deles, porque desde quando Muramasa original acertou contas com Amon a relação está bem melhor entre os monstros e a Terra, e Amon, sentindo que haviam viajantes temporais em seu reino, os transporta pessoalmente para uma sala da torre de Hematon onde está Piut'mvo, por muito um Hematon do futuro, que poderá conversar com eles à procura de respostas, já John Parker, sozinho, anda pelo reino que está, e se perdendo na grande cidade de prédios negros com listras verticais prateadas e janelas amarelas, ele encontra Inka Liva e Claire Pinkfire, que são duas shiruut bem influentes desse reino e que levam John Parker a uma das "casas" das shiruut.
Inka: Há quanto tempo, achava que não veríamos vocês.
John: Concordo, ainda mais que eu morri, e antes disso eu senti que tava há tantos anos lá que simplesmente evoluí espiritualmente, mas acho que tudo voltou depois desse novo corpo.
Inka: Uau, direto ao ponto até demais.
John: E bem, eu vim aqui com uns colegas, mas parece que o pai de um chefe meu arrebatou eles e não posso fazer nada.
Inka: Vai levar mesmo muito tempo, moço, mas bem, poderíamos te dar um serviço pra passar um tempo, garanto que os seus colegas vão sair com vida e inteiros.
John: Obrigado mas acho que não precisa, o reino de vocês tem monstro de todo tipo, claramente ia suprir mais o prazer de vocês ou até criar uma prole mais forte.
Shiruut petrômata: A ideia não é só nos satisfazer, bobo!
Shiruut reptiliana-crocodilo: É satisfazer você!
John: Também não, porque... Mesmo se isso não ferrasse meu casamento, nesse corpo a minha libido simplesmente tá zerada.
Inka: É, não foi dessa vez.
John: E só pra ter certeza... Esses meus colegas do futuro tão nessa época justamente pra eliminar uma crise de vampiros antes que ela aconteça, e preciso saber se vocês tão dispostos a adiantar isso.
 Inka até pensava em responder aquilo, mas John era teleportado instantaneamente para a mesma sala, em que agora também estão Fortrex, O'range, Catarinia e Marcia, interessados em ajudar nessa proposta no tempo que precisarem os chamar, ou até mesmo antes se eles julgarem tão urgente, o que Charles gritava desesperadamente dizendo que aquilo era muito urgente, mas o Thomas, a Nouvelle e a Sora discordavam, dizendo que havia tempo de mais, já John ainda pensava na hipótese e, junto com o Kara Rika, também acaba concordando só pelo apelo da maioria, e enquanto, o grupo volta a Deming, no máximo com um aparelho similar a um relógio de bolso dobrável, com o símbolo de Amon na tampa, e dentro tendo um botão cinza com desenhos vermelhos estranhos, e o John Parker resolve guardar para quando começarem a missão.

Continua>>>

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