> 05/06/2272; Thürberg, Nova Alemanha; Universo 255-P
Erick: Então o que a gente viu no túnel era real.
Wanderley: A gente, tipo... Vocês dois?
Giulia: Sim, são alguns dos seres astrais que achamos, são bem diferentes das fúrias de gelo que talvez vocês tavam indo atrás, mas é, tem a ver.
L. Nouvelle: Bem, tem como a gente eliminar a ameaça?
Giulia: Bem... Vocês já mataram um demônio uma vez?
L. Nouvelle: Acho que só eu, os meus colegas não têm mag-
Krono: Teve umas entidades dimensionais bizarras que invadem nossa cidade às vezes, alguns demônios e seres demoníacos devem tar incluídos.
Giulia: É, isso era óbvio, mas bem, quando um demônio morre no mundo físico, ele renasce no Tártaro, só dá pra matar definitivamente matando o demônio no Tártaro.
Com base nisso, os mutantes de Deming se viam numa obrigação em que vão morar na cidade por uns dias, pra terem uma preparação mais próxima pra conseguirem deter esses demônios que estão causando problemas, o que a Giulia aceita a proposta de deixar eles em casa, Erick achava estranho mas a casa é das Pouis, então a Giulia que organizava aquilo.
> 06/06/2272.
O grupo acordou até que bem cedo, e enquanto os mutantes de Deming ajudavam nas tarefas da Giulia, a Nouvelle ajuda o Erick e a Alice a irem comprar alguns materiais que o grupo precisava pra um artefato que será bem útil pra eles. Pra falar a verdade, um material a Nouvelle acha por aí no chão e até explicava pra eles.
Alice: Dai, como você fez brotar no chão?
L. Nouvelle: Eu não fiz brotar, pedras mágicas são comuns onde há energia natural em excesso, o da terra é energia da terra e plantas cristalizada.
Alice: Isso é incrível, mas precisamos de mais três coisas.
Coisas essas eram uns gramas de morango, que devido à localização e extremo frio tava muito raro e difícil Thürberg ter seus próprios morangos, então aqueles eram importados da França, mas fora isso o leite em caixinha, o álcool puro que tinha em garrafinhas simples e as framboesas estavam todos mais baratos, mesmo assim a Nouvelle escolheu pagar com notas de Euro físicas, uma delas a Nouvelle aproveita pra assinar uma das notas com o nome dela em letra rúbrica, e depois o grupo ia embora e volta à casa.
Como tudo foi feito bem rápido, alguns dos mutantes tavam só usando o celular ou assistindo à TV com a Giulia, e o Kai Howell tava testando e treinando um pouco de música com uma harpa que tinha no quarto da Alice, que tava irritada de terem mexido nas coisas dela, mas a Giulia interrompe perguntando se conseguiram o que precisavam.
Erick: É... Sim, a Nouvelle ajudou a gente meio rápido com isso.
Giulia: Então realmente tão comprometidos em acompanhar a gente com o que tá acontecido.
L. Nouvelle: Comprometidos no plural? Os outros tavam fazendo o que mesmo?
Genny: Sabe quando vocês ficaram uns minutos fora? Tudo que a gente fez até antes de te acordar foi ajudar a Giulia com a sala e cozinha.
L. Nouvelle: Oh... É, é bem raro eu acordar cedo, ainda mais depois que me formei.
Erick: Falando em formar, que aula você vai dar pra gente hoje, Mestra Giu?
Giulia: Venham comigo.
No laboratório, a Giulia pega apenas 8 das framboesas e põe junto com o morango, depois um ovo que ela recém tirou da geladeira, 500 mL de leite que cabiam em um copo normal, uma garrafinha inteira do álcool que equivaleu a 600 mL, e foi misturando em uma panela, dizendo ao grupo que depois de uns minutos isso vai se tornar numa bela poção de vida, aos poucos ficando vermelha brilhosa quando homogênea, mas Giulia dizia que não era suficiente: Precisava de sangue. Erick e Alice tavam com medo de se oferecerem pra passarem sangue pra poção, mas a Genny tinha uma dúvida.
L. Nouvelle: É... Se quiser eu mesma posso dar meu sangue, mesmo que seja só em gotas.
Genny: Espera, uma poção dessas geralmente usa sangue de humanos normais, mas se pegar sangue de um mutante ou de um monstro tem diferença?
Giulia: Eu lembro do meu mestre ter feito uma poção com o sangue negro dele, isso mudou a cor da poção e deixou forte demais.
Genny: Eu... Eu tô com dúvida mesmo se eu arriscaria dar sangue pra uma poção, será que daria poderes nossos?
Faith: Eu sou doadora de sangue em Deming, meu sangue é O positivo, então mais da metade dos mutantes em Deming já foram salvos por mim desse jeito, como extrai?
Giulia: Eu só preciso de uma agulha e de qualquer do seu indicador.
Faith: Eu quero acompanhar isso também.
Faith tira a luva da sua Femmesuit e Giulia furava o indicador direito dela, e apertava pra sair o sangue em poucas gotas, e a Giulia passava uma energia verde que fechava a ferida.
Faith: Ah, você também pode curar por magia? Por que a poção?
Giulia: A resposta é simples na verdade, a magia é preciosa demais pra tentar aprender muitos poderes de uma vez. Sabe esses poderes que vocês conseguiram evolutivamente? Magos ganham aprendendo, e aprender magias demais pode nos deteriorar muito, tem algo equivalente na genética?
Faith: Eu e o Wander trabalhamos num hospital de mutantes que sofrem disso.
Giulia: E com isso, mesmo curando com magia, pra algo imediato eu acabaria conseguindo curar até menos que um furo no dedo, esse anel ainda tá contendo muito da sanidade.
Faith: Os dois moleques daqui usam esse mesmo anel, agora faz sentido!
Depois de fazerem a poção e guardá-la em frascos, o grupo se juntou pra irem atrás daquele túnel de novo, e chegando lá, cruzando no meio da escuridão daquele túnel, a luz vermelha ainda estava os assustando, intimidando, até que Giulia saca de uma bolsa dela um crânio fossilizado que ela vai usar para conduzir o feitiço.
Wanderley: What the fuck is this? De que humano é esse crânio?
Giulia: Faz tanto tempo que tenho isso que nem lembro, mas enfim, preciso que vocês me protejam porque essa magia vai ser muito difícil de fazer!
O grupo entendia a intenção, e enquanto Giulia cantava um tipo de prece em alemão, e apareciam seres vermelhos de diferentes cantos do túnel, e embora avançassem, o grupo dos heróis buscava defender, como a Genny que, conforme usava seus poderes congelantes com o tempo, ela ficava com um gelo mais forte, que a Alice tentava completar com uma magia de madeira que, como era mais fraca, as árvores e raízes que cresciam se rachavam muito fácil, porém, a mistura de gelo e madeira aos poucos imobilizava completamente aquelas coisas em pykrete, algo que Alice não sabia mas Giulia sim.
Alice: Espera, a madeira congelou esses demônios!?
Genny: É um gelo de serragem, mas não dá tempo de explicar!
No outro lado do grupo, Faith emitia sons finos que seriam apenas um sonar pra ela por causa do eco do túnel, mas estranhamente aquilo feria fatalmente os ouvidos dos demônios, e o Krono então usa a energia escura, algo presente no tempo, pra empurrar muitos daqueles pra longe dos demônios, e o Wanderley, irritado e com um pouco de inveja do poder não ser só dele, criava uma maça de matéria escura condensada, e bate em vários daqueles demônios, muitos deles os presos em pykrete ou os que estavam com sérias dores de ouvido.
Wanderley: Você pode usar energia do tempo pra copiar meu empurrão gravitacional, mas não poderia solidificar o espaço em arma que nem eu, Krono!
Krono: Isso não é uma competição, meu nego!
Faith: Podem parar de brigar? E cadê o Kai?
O Kai havia sido pego e despedaçado por alguns demônios, e Dova usa do seu poder pra rebobinar o tempo, e então, avançando aos poucos de volta àquele mesmo ponto inicial, o Dova que é pego pelos demônios pra não deixar o Kai ser pego, porém, como dessa vez, quando ele rebobinou o tempo, ele tirou um tempo mais cedo pra tatuar um símbolo sagrado evocristão (similar a algo como uma cruz com uma figura minimalista de Jesus, mas com a barriga desenhada como um símbolo de DNA), os demônios tinham menos força ao tocarem no Dova, ou se queimavam bebendo o sangue dele, e ele escapa deles.
Erick conseguiu, com muita dificuldade, furar a carne de um demônio com a chama da mão de vela (uma magia de fogo e luz bem básica, que pode tornar a mão temporariamente numa vela luminosa ou acender velas comuns) que ele projetava, eletrificar o peito do mesmo ao concentrar eletricidade de uma pedra âmbar que ele estava carregando em outra, e usar de uma magia de projeção astral para, projetando sua alma em forma de uma lâmina, furar o coração do demônio, o finalizando, ele se sentia meio culpado de ter detido só um inimigo nesse meio tempo que os mutantes e as feiticeiras devem ter detido cerca de 250, mas quando duas fúrias de gelo (seres feitos de gelo, neve e vapor gelado, em forma de algo como uma serpente com asas) chegavam em direção de Erick, a Nouvelle usa a pedra mágica da terra para, levantando concreto caído do túnel, lançar contra elas, as partindo em pedaços.
Erick: Mas o que?
L. Nouvelle: Quem sabe você devia tar mais confiante.
Erick: Fala por você... majestade? Afinal, você deve saber magia há mais tempo que eu, e tendo uma princesa como você dizia deve ter artefatos melhores.
L. Nouvelle: E olha que nem tô usando o que mais me dá poder.
Sulfury: Concordo, se não tivessem vindo tantos que nem precisam de magia pra serem fortes, a Nouvelle taria até cansada.
Erick: ... Cadê a Alice?
Luna Nouvelle foi ver, e a Genny criou vários pilares de gelo com serragem completando com a magia de madeira da Alice, enquanto os mutantes se agrupavam de volta para mais perto de Giulia, a prece estava terminando, uma luz forte se expandia e isso afastava os que ainda estavam fortes, e pulverizavam os incapacitados que ainda não tinham morrido, e entre os que viram a luz, e que eram humanos ou mutantes, só o Wanderley não foi atordoado por usar seus óculos escuros, e o Kai e o Dova só sentiam uma dor nos olhos, que foi menor devido aos olhos menores deles em que passou menos luz mágica, o crânio que Giulia carregou tinha uma pequena rachadura depois do poder mágico usado.
Genny: Meus olhos... meus olhos...
L. Nouvelle: AAAAAA!! E agora! Eles podem matar a gente sem que a gente possa se defender, o que você fez!?
Giulia: Vocês esperavam o que de uma magia luminosa feita pra banir demônios? Nem a luz do sol é suficiente pra ferir eles em um lugar com atmosfera!
Faith: Mas também a gente não tava esperando, moça.
Giulia: Esperem, fiquem parados logo onde estão, tem algo estranho vindo perto da gente.
No meio da energia negativa restante, só havia um diabrete preto com desenhos vermelhos em formato de fogo que, sacando um pergaminho, o abria e linha.
Diabrete: Saudações, campeões humanos e pós-humanos, mágicos e naturais, vocês podem ter quebrado o maior desafio que tivemos até então, mas daqui a dez dias humanos, que serão dez anos para os demônios, o executivo do Tártaro, Haar, irá os visitar com mais força, senão ele irá os visitar pessoalmente, e esse portal, por esses dias, estará selado, assinado, Executivo Vermelho Haar.
O diabrete corria para o portal, que se fechava, não desaparecia por completo, mas ficava como uma linha vermelha vibrante no meio da escuridão, que agora estava menor que antes.
Kai: Isso... Isso foi bem estranho.
Alice: Mas dez dias não vai dar tempo da gente treinar!
Giulia: Então a gente tem que fazer valer a pena, vocês podem me ajudar com umas coisas, pessoal de Deming?
Kai: Com certeza!
Giulia ia com os outros pra sua casa, Luna Nouvelle ia acompanhar eles mas, com dúvida, usa um portal pra ir a Lille e avisar a família dela e os Redlar pra saber se eles podiam ajudar ela e seu grupo, enquanto Genny, por seu celular, recebia ligação da Giulia e avisava que ela e seu grupo se livraram do maior problema mesmo que temporariamente.
Continua>>>
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