10/04/2025

Sapatos Laranja, parte X

> 08/06/2272; Las Vegas, Novo México; Universo 255-P
 Carla e Melissa foram visitar as Larapink na cafeteria, e embora esteja fechada, tava disponível pra elas pela Carla ter cópias das chaves da cafeteria e também da biblioteca e da galeria de arte delas caso necessário, geralmente quando esse lugar fica fechado as Larapink estão ocupadas em alguma reunião religiosa ou de negócios do clube, ou tem mais atividade na biblioteca, no entanto, hoje tava só a Alex relendo a sinopse do filme Earth of No Gods, porque ela lembrou daquela vez que ela tocou no assunto na casa do Charles e aquela releitura foi só pra tirar aquele pensamento da mente.
Alex: Os cervos sabem, uma organização secreta está se reunindo para trazer os Não-Deuses para destruir a Terra e o ultraverso, e somente o detetive particular Jonathan Wayne e seus companheiros podem resolver.
Carla: Alex, eu posso fazer uma faxina aqui por um...
Alex: AAA! Q-quero dizer, olá, Carlita e Meli!
 Alex abraça a Melissa e beija a Carla, e enquanto elas conversavam outro assunto, sobre a cafeteria parecer estar mais suja que normalmente, a Melissa quis saber onde está a Frigga e se ela ainda está tão participativa e ativa quanto antes.
Melissa: Aquela maga fortona, ela ainda tá conosco ou já foi embora?
Alex: Ah, ontem, na verdade, o Muramasa resolveu contratar ela pra equipe de heróis por ter visto como ela tava tendo uma interação tão direta com o Charles, que... Pelo que ela disse parecia ser um dos mais importantes.
Melissa: Então aquilo dela ser assessora do Charles não era só piada?
Alex: É... ainda é só piada, mas falando no Charles, ele falou que tava fazendo um projeto simples lá na base, e convidou o clube todo pra ver.
Melissa: Demorô.
Carla: E se você chamar as moças pra lá e eu e a Melissa vamos lá primeiro?
Alex: Pra falar a verdade eu já tava esperando vocês, mas bem, vamos.
 Alex e Carla se seguram na Melissa, que teleporta com elas, e boa parte do Clube do Livro Larapink já está lá, com a Meluisa, a Miko e a Avamma já próximas do Charles que tinha acabado de ligar o grande robô, chamado J4red, enquanto Laura e Olivia estavam conversando com Elen Magni sobre o planeta Hunkal e aparentavam ter interesse em viajar para o mesmo planeta que veio ela e o carro do Charles. Frigga, por outro lado (não só do assunto, mas da área ao ar livre em que elas estavam), parecia brava.
 O robô J4red parecia meramente com uma máquina de garra com os "dedos" tentaculares e flexíveis, de silicone, até aí normal, a Frigga não tava decepcionada com a apresentação do Charles, mas sim com ciúmes de que agora o Charles fazendo o projeto agora roubando a cena da Frigga que era oficialmente membra dessa equipe, o que Carla e Alex não entendiam, mas a Melissa nem ligava, afinal, numa mesa que tinha por perto tinha um pudim de caramelo que ela pegou uma fatia bem grande pra comer.
Carla: Oh, Friggie, por que você tá assim?
Frigga: Aquele moleque~ acha que tá sendo tudo isso por causa dessa garra monstruosa que ele fez, isso não faz sentido~ era pra minha presença ainda tar sendo comemorada, isso... isso soa até armado~
Alex: Não acho que foi por maldade, você conversou com ele?
Frigga: Bem como eu queria, mestra~ Mas as outras garotas vão atrapalhar e eu não quero isso~
Alex: Ah, garota, você só tá falando isso pra não admitir alguma coisa! Se quer resolver esse assunto, supera esse medo de falhar e arrisca!
 Alex gira a Frigga em direção do Charles e das outras moças e dá um tapa na bunda da Frigga pra impulsionar ela, e ela estava com um pouco de vergonha do assunto, mas ela tenta falar sobre isso e as outras Larapink ficam curiosas sobre o assunto, já outros membros da base, que já tavam ali, estavam curtindo uma televisão e comendo umas rosquinhas de pistache antes de começarem alguma missão.
Frigga: Ei, Charles~ Tem algo que eu queria dizer que... Esse trabalho não é tão interessante assim~
Charles: Como não é interessante? Elas tão aqui não só por você, mas pelo projeto que eu tinha mostrado pra você antes e você até contou pra elas virem pra cá.
Frigga: Sim~ O problema é que isso tá saindo do controle~ Não deveriam ter reconhecido como algo tão digno.
J4red: E qual é o problema comigo?
Frigga: Ele não falava quando você apresentou esse... projeto!~
Joana: Ah, legal, ele fala!
Frigga: Com um ego tão grande, deve... deve... deve ter no máximo 15 centrímetros de genital e... e... não aguentar segurar um saco de farinha.
Alex: Ih, calma lá, querida, tá já escalando pra bodyshaming?
Meluisa: É mesmo, se você fosse um homem julgando uma 'Charlie' por ser feia com estria e bigode, quem você acha que ia concordar com você?
Laura: Eu ia estranhar a sua sexualidade, mas tenho tantas perguntas... Você já teve uma noite com homens, ou travestis, com esse 'calibre'? Porque se foi pra ofender, lembre-se que isso é três vezes o tamanho do cabo da Melissa.
Melissa: E-ei, não deviam falar isso em voz tão alta!
 Frigga se sente envergonhada, e sai um pouco, era pra ela dar uma respirada, mas a Joana e a Olivia tentam dar um conforto e conversar melhor sobre o assunto, a Frigga estava ignorando o fato que o que ela disse não tinha relação e a apresentação do J4red podia ser bem menos relevante que ela pensava, e que a ofensa dela não fazia sentido. Miko e Avamma são convidadas pela Laura pra passear um pouco no carro do Charles, que aliás o próprio se voluntaria pra guiar elas, mas Laura responde educadamente.
Charles: Espera, o carro é manual!
Laura: Não se preocupa, quando eu morava no México eu dirigia uns tratores do meu pai.
Avamma: O que é um carro 'manual'? Artesanal?
Laura: Não, é que as velocidades não são calibradas sozinhas, elas precisam da alavanca da marcha.
Frigga: Hã? Carro manual?~ Ouvi desse assunto~ É... Sinto muito pela discussão, mas talvez eu possa entrar no carro.
Charles: Se couber.
Frigga: Droga, é mesmo... Vou ficar no canto da vergonha~
 Olivia e Joana estranham aquilo, mas Frigga fica perto de um armazém, brincando com o que parecia ser uma energia verde que ela ia modelando até parecer algo sólido e de forma extremamente simples, enquanto isso, a Laura, a Avamma e a Miko andam um pouco em círculos entre setores da base, e foi confortante, era legal saber que um povo alienígena fazia uma tecnologia tão convergente com algo já comum na Terra, porém mais confortável e seguro, e o Jarl Heisenstein estava tirando um tempinho com a Abigail, conversando um pouco.
Abigail: Eu achava que teria um trabalho muito difícil aqui na base do Muramasa, aqui é gigante, quase uma vila por aqui!
Jarl: Pra falar a verdade nem é como se eu fosse limpar todos os setores, afinal, os quarteirões são pequenos e tem um pessoal cuidando ao meu lado, e sim, minha rotina tá bem normal assim.
Abigail: Pois é, e... Não se sente mal sendo um mandisisto faxineiro?
Jarl: Você não se sente mal sendo uma mandisista garçonete, garota?
Abigail: Eu... sou nutricionista e treinadora na verdade.
Jarl: Tá melhor que eu pensava.
Abigail: Eu... Eu digo o mesmo, hehe.
Jarl: Você também cozinha e lava louça?
Abigail: Do trabalho? Porque todo mundo precisa fazer isso.
Jarl: Sim, do trabalho.
Abigail: Eu até ajudo com ingredientes e limpeza.
Jarl: A responsabilidade deve tar bem pesada mesmo.
Olivia: Não sei se é ofensivo, é... Espera, por favor, não leve a mão, é...
Jarl: Tira o pé do freio e dá partida, menina.
Olivia: Por que mandisistos homens são carecas e mandisistas mulheres têm cabelos tão lindos?
Jarl e Abigail: ... Nunca parei pra pensar nisso.
 Olivia, sem respostas, voltava a ver o que os outros estavam fazendo, enquanto Joana tentava conversar com a Alex e via que ela estava vendo muita coisa sobre Earth of No Gods:
  • Memes criticando cenas da esposa do tal Jonathan Wayne tendo cenas longas que parecem ser dela meditando em momentos que seria pra indicar ela procurando pistas psiquicamente.
  • Uns artigos e publicações informais expondo o quanto o filme era ofensivo ao ter muitos inimigos secundários de atores afroamericanos e vilões judeus (apesar de no livro ter uma explicação ligada à Guerra Israel-Palestina, no filme nunca é contextualizado).
  • Uma notícia sobre o ator de Jonathan Wayne ter tirado a própria vida após o filme fracassar e ele perder muita reputação.
  • Um vídeo que ela assistiu sobre diálogos ruins, e que mostra os diálogos extra expositivos do filme, que, ao oposto do livro que mostra um certo esoterismo sobre o "Universo Constante", nessa versão em filme mistura muito com terraplanismo e criacionismo.
  • E o que a Joana acabou de ver agora, que era comparando o personagem James Goat - vindo do livro Nos Limites da Onipotência (um livro em que esse personagem teria que viajar no tempo pra matar Deus e salvar o universo) mas existindo no filme de forma muito estereotipada e edgy -, com alucinações de difemidramina.
Joana: Eu lembro desse personagem! Ele é muito babaca no filme mas no livro parecia tão mais romântico, mas nessa foto tá estranho.
Alex: É algo a ver com um antialérgico muito forte e pouco recomendado, e... Nossa, bateu uma vergonha de ver esse filme depois que reparei nos defeitos.
Joana: Mas por que? É um filme tão profundo e místico, mas a crítica não entendeu.
Dragondorf: Mas o filme realmente é bem ruim, e... Não é esse o ator que se matou?
Alex: Não, o que se matou foi outro, e... Você conhece esse filme, né?
Dragondorf: Sim, eu tive que prender um roteirista desse filme no Texas, o cara tava envolvido com drogas e fotos ilegais que o pessoal denunciou.
Joana: Isso é mansplaining.
Dragondorf: Mansplaining não é tipo o alfa, beta e sigma das mulheres?
Joana: ...
Alex: É... Esquece isso, como tão os doces que a gente trouxe?
Dragondorf: Tão ótimos, não sabia que pistache fosse tão bom mesmo sendo um sabor verde.
Alex: Verde, né? Combina com as suas escamas.
Dragondorf: Isso é racismo.
Alex: ...
Dragondorf: Tô brincando, na real é um elogio!
 Os dois riam daquilo, enquanto Joana entendia nada, mas ela saía e, se encontrando com a Olivia, as duas tinham uma ideia, em que, enquanto o grupo já saía e ficava longe do robô Jared, elas duas iam e, a Joana com uma espada de diamante conjurada e a Olivia lançando um grande cristal branco, elas quebram o robô J4red antes dele terminar uma saudação com elas, o Charles ouve o barulho e foi ver junto com a Carla e a Frigga, e eles não entendiam nada do que tava acontecendo, afinal, as duas já haviam sumido.
Charles: Oh, caralho, eu acabei de terminar esse robô!
Frigga: É... Por favor, confia em mim, não fui eu, eu juro~
Charles: Você tava conosco instantes atrás, só se você tiver usado um clone mágico ou chamado alguém pra fazer isso.
Frigga: Não, nenhum dos dois, eu... eu, eu juro!
Carla: Espera um pouco. Ah ha!
 Filha da mãe, ela correu mais rápido que o roteiro, mas bem, ela pegou a Olivia e a Joana com suas mãos enquanto corria circulando a base do Muramasa atrás de alguém suspeito, suspeitando logo que fossem as duas por serem as únicas que ainda pareciam simpatizar o suficiente com a Frigga e que estavam suspeitamente se escondendo e não havia dica alguma de um "esconde-esconde" antes. Joana fazia uma magia de gelo pra endurecer a mão da Carla e tirar força dela, e Olivia até tentava se soltar com as mãos e braços mas se machuca enquanto só forçou Carla a se soltar pelo susto dela se mexendo muito.
Frigga: Joana, Olivia... Por que?
Joana: Você mesma admitia que esse robô tava atrapalhando o seu charme, miga!
Olivia: É, e também não é como se um golem desses morresse pra sempre, dá pra substituir.
Frigga: Não é golem~ É um robô~
Charles: E também mesmo pra remontar foi uma trabalheira desgraçada pra fazer e vocês destruíram até mesmo escondidas, então que vocês usem uma magia temporal ou algum treco de quebrar osso em troca de consertar algo.
Olivia: A magia é uma força complexa, bofe, não depende de grandes brinquedos pra funcionar e não é fácil.
Joana: E a magia está presente no universo há muito tempo e não deve ser usada em vão, há mistérios que a ciência não pode explicar.
Charles: Os mesmos mistérios que vocês que usam magia colocam no universo e exigem que quem só quer interpretar a realidade descubra?
Joana: ...
Olivia: ...
Frigga: É um argumento interessante, embora uma pergunta retórica.
Charles: Mas perguntas retóricas são assim, se usa como argumento e não porque precisa de respostas.
Joana: Então você sabe a resposta.
Charles: E esperava que cê tivesse ao menos uma.
 Frigga olhava ao lado, e via Carla montando pedaço por pedaço até reconstruir o corpo do J4red... mas dando errado e a garra desmoronando inclusive encima dela, que gritava por ajuda e Frigga foi socorrer, Charles olhava pra cena ainda pensando na situação, e pensa, "elas tão fazendo esse alvoroço pelo ciúme que nem é delas, elas agora tão querendo me desmoralizar, e isso pode pôr quem elas tão tentando defender em risco, assim como aquela que eu jurei que se tornasse minha amiga, o que eu faço".
Joana: Já pode desistir, amigo, acabou.
Charles: A que ponto querem chegar?
Joana: Me pergunto a que ponto você quis chegar com essa palhaçada, você tá chorando como uma criança.
Charles: Do que você tá falando?
Joana: Ah, é que... É que...
Olivia: Quem sabe a gente pode ter exagerado, é... quanto tempo isso pode demorar?
Joana: Espero que nunca, porque você devia saber que seus amigos são mais importantes que esses lixos. Vai fazer o que? Ouvir isso tudo quieto, hein!?
Charles: Cala a porra da boca!
 Charles pega um controle remoto que leva as peças do robô e aparentavam encaixar as partes de volta, mas a construção não iria completar tão rápido, e da mesma maleta que ele sacou o controle remoto, ele veste sua armadura, e avança contra as duas, que bloqueiam com um escudo de cristais combinados, mas eles três são jogados de um jeito que partia o portão do armazém em que estavam, e Joana prepara uma magia de cristal que ia fazer diamantes voarem contra o Charles, segundo ela ninguém poderia desviar e se defender iria machucar o defensor, mas com um forte campo magnético, não só o Charles bloqueia os diamantes como rebate uns que os diamantes partiam uns aos outros, já Olivia cria portais pra poder partir partes do Charles e teleportar pra outros cantos, mas o próprio Charles, voando e fazendo acrobacias, desviava rápido demais pros portais fecharem, e ainda emite um pequeno míssil para atingir Olivia, que usa uma magia reflexiva para lançar o míssil de volta contra Charles, e Joana se teleportava com uma magia luminosa e sacava uma espada de diamante, que golpeia o Charles, o lançando contra o míssil e o ferindo muito, a armadura estava danificada por mais que estivesse funcionando, e elas aterrissam no chão normalmente.
Joana: Admita, você perdeu.
Charles: Eu 'perdi' porque tava pegando leve.
Joana: Hã?
 Tankanar, com correntes de aço, segurava a Joana, e Dragondorf, com sua magia dourada, modela energia numa bolha que segurava Olivia, e depois de um tempo conversando e tentando tirar aquela convicção da discussão que começou tudo isso, elas tentam se desculpar, mas Charles ainda estava bravo com aquilo mesmo que soubesse que podia passar, Sh31la se voluntariava pra alterar as coisas na linha do tempo e corrigir o problema, mas Charles recusa e o grupo aparentava respeitar o motivo.
Charles: Na verdade não, nem acho que seria algo realmente permanente, seria desperdício controlar a causa e seus efeitos por uma briga besta.
Joana: E-então não tá mesmo bravo conosco?
Olivia: Charles... Eu nunca ia esperar isso de você.
Frigga: Falando nisso, Charles, sabe aquele brinquedo temporal que a gente viu no espaço?
 Frigga usa uma magia, ainda olhando pro Charles, em que uma câmara verde, de tom mais azulado por dentro e mais amarelado nas arestas e pontas por fora, em que a Olivia e a Joana levitavam e até tentavam gritar pra Frigga parar, a Frigga olhava e elas caem, e ela fechava os olhos, a gravidade parecia desligar, e ela olha, e voltava, e ela repetia aquilo até cansar elas, e desfazer essa magia, depois disso, o Dragondorf, o Tankanar e o Peipers foram rondar a cidade, enquanto o Charles aciona robôs menores para guardarem as mesas e as Larapink se voluntariam pra levar as sobras das comidas embora, algumas dava pra elas comerem em casa, mas como sobrou muito, boa parte era melhor doar.
Frigga: Hmhmhm, pensando bem, Charles~ Eu só tava assim porque-
Charles: Tava frustrada de depender de mais de mim quando tá perto, né?
Frigga: Você lê mentes?~
Charles: Achei que fosse óbvio, afinal... Até o Narrador tava bravo com essa situação.
Frigga: Oh, então eu realmente devia ter sido mais aberta com você, e aliás... sem sacanagem...
Frigga (sussurrando): Eu não sou totalmente lésbica, até te acho fofo.
Charles: !

Continua>>>

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