03/09/2025

Projeto Dream, episódio 406

> 05/11/2272; Contra-Terra; Universo 255-P
 Na mesma Contra-Terra onde há humanoides, animais e plantas mágicas próprios, da onde saíram alguns reforços pra impedir uma invasão em Las Vegas, também o grupo ocidental do Muramasa esteve enviando alguns agentes pra ajudar a inspecionar e proteger essa dimensão.

 Mandla Bandile é um padre Flameliano da Etiópia que, embora sua função de sacerdócio não tenha a ver, seus poderes como uma força e durabilidade maior o protegeram durante umas operações braçais simples ao lado dos onis, assim como ele era bem eloquente quanto ao que ele falava sobre deuses, ou o Deus de sua igreja, pra aqueles onis que estavam o acompanhando. Derick Antoniano é um engenheiro mecânico e eletrônico, embora de etnia afro-americana e nascido em Stereo, foi criado em Hunkal e treinou sua tecnologia e arte no molde desse povo, tendo seu principal companheiro chamado DA-1, só não acostumou com o mesmo estilo de roupa deles, e prefere usar roupas velhas, principalmente algumas que Harii resgatou de uma fábrica chinesa abandonada, assim como sua colega Giovana Versace, embora ela tenha cuidado e reaprovietado algumas peças ao ponto de parecerem algo feito hoje.
 Giovana foi acolhida por seus pais e algumas tias da família Versace mais rápido que Luna Pleine foi no Clã Luna em questão de quando ela saiu do armário, o que por mais que ela conte muitas vezes o que ela é ou foi como parte de sua identidade, as pessoas não trataram diferente de outros integrantes do bloco dos Dracojuniors, o Derick ate mesmo ficou acompanhando ela e tentando ser amigo dela, uma das poucas que o Derick parecia se importar sem ter algo a ver com autoridade, diferente da "velha guarda" do bloco (Dragondorf, Tankanar, Alyx, etc.)..
 Zephon Zenn, um mestre da guerreira Amy Zônia, usuário de machados bem afiados, inteiros feitos do melhor aço da região, ao ponto do Zephon odiar o fato da Giovana ferir monstros invasores com bem mais eficiência usando esferas (palle) de bronze ou de ouro, que são metais bem mais moles e as armas conduziam especialmente o Fattore Spirale, mas ele achava fofinhos o combatente sério Joaquin Antonio, a corporima espiã gentil Maria Marisol e o safiro-gray confiante Carlos Alejandro, que estavam saqueando juntos algumas torres mágicas da região em busca de espólios.
 Foi durante essa visita e exploração que foram chamados alguns reforços na Contra-Terra, como a Amy Zonia e a Seraphina Isolta foram chamadas, e Joaquin, Maria e Carlos se perderam numa torre de luz azul no Sul, precisando de ajuda do grupo do Mandla Bandile e seus onis, enquanto Derick mantinha o portal da Contra-Terra aberto com uma Faberfaira modificada de prata.

> Las Vegas, Novo México.
 Dragondorf esteve contando algumas histórias à Oprah e ao Norville, sobre alguns discípulos antigos do Muramasa, e que segundo o mesmo homem-porco-esqueleto, eram histórias pessoais demais pra ele ostentar, mas eram de seres que impactaram tanto a humanidade que seria uma pena esquecerem mesmo que só a versão que Muramasa lembrava, e por isso que Dragondorf ouviu histórias dele pessoalmente. Um dos mais antigos foi Thorsidus, um guerreiro, embora humano, de baixa estatura, muitas vezes confundido com um anão de Nidavelir gigante, mas como o Norville entendeu pelo que Dragondorf quis dizer na paráfrase, "era tipo o Naej", e enfim, sendo um guerreiro germânico com apenas uma espada de ferro e um escudo estampado com o dragão-leão dos Dermurer (cujo símbolo nesse mundo inspirou a serpe de Bragança e o leão de Habsburgo), ele enfrentou vários guerreiros de Amon, vampiros de Poora e o que um dia foram os sparti de Pahapayar, porém, depois de uma última aventura, que Muramasa tentou resgatar Thorsidus de um templo perdido das águas, o mesmo já estava enfrentando serpentes, e decapitando serpentes, e morreu num empate contra uma fera em forma de planta carnívora enquanto protegia a esposa dele, sequestrada por um povo de reptilianos. 
 Mas pro Dragondorf, e também pro Charles e Tankanar, uma história mais leve e divertida foi a de um esquadrão sem nome, quando Muramasa esteve formando uma equipe no Ocidente para proteger a Terra, enquanto Piccu esteve operando no Japão. Nessa época o Muramasa teve uma equipe com o magnata Reginaldo Batista Silveira Jr. (um mosmano meio mamídeo-de-leão e meio humano, embora empresário de café, também conhecido por fazer ferrovias no Sudeste e criar o primeiro cabo submarino de comunicação para Portugal), Sergio Alejandro Pacheco Hernandez Romero del Golfo (um cowboy de uma região onde um dia foi entre o Novo México e o Arizona, quando eram territórios mexicanos, era um arqui-inimigo de Clint Volt e um atirador extremamente forte, capaz de matar um hiperdragão da deusa Poora com tiros no pescoço por seu revólver), os nobres Sir John Peter Dermurer X (um dos melhores cavaleiros do Clã Dermurer, mestre de espada e capaz de controlar aço, fogo e raios) e Luna Gwenmorgana (uma nobre do Clã Luna, que ajudava a equipe com orçamento assim como os Dermurer, mas enquanto os Dermurer investiam em pesquisas e peças de máquina, os Luna contratavam mão de obra para tarefas menores do esquadrão, ela e o John Peter se gostavam, mas eram proibidos de se relacionar pois os Redlar que eram aliados das Luna eram inimigos dos Dermurer na época), o pugilista e fisiculturista Eric Leon Bricks (um grande atleta de levantamento de peso e também bem forte, além de ter uma mutação natural que o dava tanto controle sobre o corpo dele, que com sua força natural ele já puxou um trem de Reginaldo quando estavam sem combustível, e ele até mesmo quebrou o pescoço do Campeão de Pahapayar e incapacitou o Abraxas quando o mesmo existia mais de uma vez).
 O grupo lutava contra vampiros que estavam sendo um problema no Oceano Atlântico, ainda mais no Caribe, mesmo vampiros sendo considerados mais animais selvagens do que monstros, eles ainda conseguiram se organizar em uma das maiores organizações de piratas em meados do Século XIX, enquanto o grupo de Muramasa esteve operando mais no Hemisfério Norte, inclusive usando uma pizzaria dos Cristigallo como ponto de encontro, até que Piccu trouxe ao grupo o samurai Same Asahara (um piscêtropo de tubarão branco, com armadura de pele de dragão e um par de katanas forjadas por elementares, ambas com alto poder sobre a água e o vento, e mesmo sendo sério e frio no começo, depois dele ajudar a equipe a massacrar os vampiros piratas, ele começou a desenvolver uma atitude mais descontraída e alegre com eles, gostando mais do John Peter e do Eric), houveram múltiplas fotos desses integrantes, juntos e separados, em grupos menores ou inteiros, e com mais colegas, mas só uma o Dragondorf pôde achar na base, felizmente uma foto do grupo inteiro, faltando só o fotógrafo Pablo Francisco Dermurer (um Dermurer primo de John Peter que fundou parte da divisão espanhola dos Dermurer, também um grande fotógrafo e pintor amigo de Picaso).
Naej: Então no Distrito 415 no Setor S, há uma facção de guerreiros reptilianos extremamente violentos, mas também que têm um estilo de arte tão único que as ruínas daquelas regiões inspiraram algumas regiões.
Frieda: Espera, você ouviu falar dos Dhagoni?
Brigitte: Pensei que você não chegou a ouvir falar desses caras, mas...
Naej: Na verdade eu achei que nenhuma desse clube soubesse, cês podiam tar muitos ocupadas com magia da Terra.
Brigitte: Você já achou um Astroperegrino? Ou quem sabe, você viajando pra lá e pra cá que nem numa história infantil espacial conta como um Astroperegrino?
Naej: Não faço a menor ideia, eu nunca vi um desses, mas também não sou um porque Astroperegrino simplesmente vive de viagens espaciais, talvez a Tifanny seja uma mais do que eu.
Carmen: Qual desses é mais fácil de achar?
Naej: Olha, acho que os dois são tão difíceis de achar que nem os S-Setorenses acreditam que esses grupos existam, mas desses os Dhagoni são os piores, tanto que magos espaciais do planeta Coração recomendam que não vão nem pras ruínas e castelos deles porque há muita energia negativa.
Carmen: Tem como, tipo, tacar uma bomba nuclear lá e acabar com tudo e expelir essa energia negativa?
Naej: ... Não vale a pena, seja pelo peso cultural dessas regiões ou pelo medo de espalhar energia negativa com a destruição.
Avamma: Petite, você quer mais alguma coisa?
Naej: Mais um cheesecake de morango, tá ótimo.
Avamma: Certo.
 Miko ainda olhava o Naej de longe, suspeitando que ele comece a agir estranho na Cafeteria Larapink de novo, mas a Avamma estava feliz com o Naej estar sendo amigo de umas integrantes de menor grau e até trocando relatos de "cultura mágica espacial" (ainda que o Naej não saiba se o povo Dhagoni tenha mesmo habilidades mágicas, já que nos relatos é dito que os Dhagoni tendem a torturar mais ainda os usuários de magia de Ego, e os Astroperegrinos na verdade usam aparelhos extremamente complexos ou com efeitos de diferentes tipos no espaço, o que só é confundido com magia), e Joana, tentando se sentar ao lado da Frieda e Brigitte, e mesmo elas sendo muito magras, isso apertava elas, e a Joana tentava conversar com o Naej sobre animes, como Blue Star, Katanas do Destino, mas quando foram falar sobre poderes dos personagens, a Joana tentava encher o saco sobre o quão mais poderosos eram os mechas do anime Shin Kamiboshi em relação ao Chizuka de Blue Star, mas Naej, de saco cheio, só pedia a conta e a fatia de bolo, enquanto convida Joana pra uma viagem com ele na nave da O&S que ele tava usando.

> 11/11/2272; espaço sideral.
 Naej e Joana estiveram viajando no espaço, inicialmente ele foi apresentar os chefes e uns colegas de equipe dele pra Joana, e a Joana se apaixonou muito fácil pelas flamígeras que estiveram na equipe, seja a Otasha (que talvez Joana Diamonds tenha se apaixonado mais ainda por ser a chefe, e se sentiu triste por ela já estar casada e cuidando de um filho dela com o Shiro) ou algumas que um dia foram colegas e vizinhas de Otasha e agora estão alternando entre alguns serviços de telemarketing (que, por ser mais eficiente, menos irritante e ligado só para clientes interessados no serviço, varia entre telefones e Superfones) ou guias turísticos, algumas mais acostumadas aos uniformes até mesmo operam em lojas da empresa, porém, uma mais similar a uma fox-paulistinha humanoide, com um bodysuit azul de peças brancas com peças de armadura magnética, ainda com um penacho tradicional e uma saia amarela da Guilda de Delfim (seja referente à constelação de origem ou ao lendário Delfim da mitologia grega, e a ser uma guilda de navegadores e mercadores), ela esteve visitando essa nave pois foi contratada pela O&S para um consórcio entre a empresa e a guilda.
Joana: Ah, esse é o meu número, e... espera, quem é aquela?
Atendente flamígera: Kyara Natznik, ela é de uma constelação distante, o Naej te falou sobre o planeta Stereo?
Joana: Não, e nem essa... Voidea Delphinus Guilder?
Atendente flamígera: Guilda Espacial Delfim, eu também te explico o que é.
[Essa Kyara, a propósito, é uma homenagem à fox-paulistinha de estimação minha, chamada Kiara, que eu não lembro os anos exatos, mas meu pai adotou a Kiara quando eu e ela éramos pequenos, com o tempo ela esteve doente, aos poucos ela morreu de câncer no começo desse ano, menos de uma semana de diferença de um tio mais velho meu, a personagem era pra ser só um easter egg, mas até escrevendo aqui eu repenso o peso emocional]
 No entanto, Joana fica um tempo a mais do que esperava, pois o Naej resolveu sair pra ajudar e guiar essa Kyara numa expedição, pra Joana foram umas 7 horas, mas pro Naej foi cerca de um dia e meio, com um total de 15 horas de caça de grandes feras de Skarabis na Constelação Delfim e o cultivo de materiais para fabricar sal negro em Isandi (ele não esteve na manufatura, mas arou muita areia em busca dos minerais e carvão usados para os Jud'Ahara produzirem o Sal Negro, e ele nem cobrou dinheiro, mas sim um tanque de hidrogênio adicional pra ele usar na nave própria dele), e então o Naej volta para, junto com Joana, visitar o planeta Stereo, onde ele podia ver seus filhos, só não viu a Tifanny no dia exato porque ela estava ocupada numa expedição à procura de um assassino Massefa que ainda estava causando problemas em alguns sistemas estelares vizinhos.

> 12/11/2272.
 Durante algumas das viagens, Naej mostrou a advogada Zefira Meli, que a Joana não esperava que tivesse outros tipos de humanos com nanismo, da mesma forma que ela não sabia que o povo de Mamba Negra (que inclui um amigo do Naej chamado Berdinet, de uma altura similar à do Naej e da Zefira) ainda tivesse um setor primário (principalmente pecuária e coleta de frutas) complexo, embora não ao ponto de haver exportação planetária, diferente do setor secundário (em sua maioria as minerações e as máquinas), e durante um jantar num restaurante de Mamba Negra, eles conhecem Lizandra I (uma turista que está aproveitando as férias de seu emprego numa empresa de escritório em Glisera) e Taya Kaya (uma Barita parrana que está numa viagem nesse planeta durante seu intercâmbio), que a Joana até queria saber quem seriam, mas realmente elas não pareciam querer conversar.
 De qualquer forma, a Joana estava comendo um tipo de macarrão com torikis (tokiri sendo um tipo de bolinho de carne coberto de massa de vegetais nativos apelidados de milho-negro e batata-azeda de Salmar), e achando que podia alegrar o garçom ou o cozinheiro, ela fazia uns sons tipo "hummm", "nhom, nhooom", enquanto comia, mas o Naej dá um pescotapa nela.
Naej: Que catenga que é essa, menina? Tá quente demais ou tá com pimenta-aranha?
Joana: Ah, n-nhão, é que... é que...
Naej: *sigh* Só coma quieta, tá?
Joana: *gulp* ... Você ainda vai me levar pro planeta que parece com a Terra de Shin Kamiboshi?
Naej: É mesmo! Mas você quer ir pro banheiro primeiro? Lá é mais longe e não tem banheiro na nave que tô usando.
Joana: Mas não usa, sei lá, nave velocidade da luz?
Naej: Não, essa nave usa Portões de Partida, e é necessário vários desses buracos de minhoca pra chegar no ponto necessário, e isso leva minutos. Motores FTL são caros demais pra isso.
Joana: Tá bom...
 Joana vai atrás de um banheiro, cada banheiro (um masculino, um feminino, e um "banheiro valete" - banheiro unissex caso um dos outros estiver ocupado) tem uma única cabine, com uma privada branca, paredes pretas de mármore-carbori e alguns móveis, como a pia, de mármore-terra (um mármore verde sagrado da região, comum em diferentes móveis com base ou derivação em mesas), a torneira é de um bronze bem claro, parecendo um ouro duro à primeira vista, e na linha verde da parede, haviam três ostras.
 "Três ostras?", pensava Joana quieta, "É uma referência engraçada ao Demolidor, filme do Stallone", e testando as peças, a com um círculo soltava um sabonete líquido neutro, sem cheiro mas bem eficiente, o de triângulo liso pra baixo soltava o bidê da privada, e o com um triângulo riscado pra cima era um secador. Joana põe sua roupa de volta (mesmo ela indo só mijar e depois passar água da pia pra lavar a boca, ela tinha que tirar a Femmesuit inteira do corpo antes de se sentar na privada) e pede pro Naej levar ela logo pro tal planeta Caverna.
[Pode não ter ficado tão bom, mas espero que esse desenho ajude a representar o que seria uma pia desse banheiro]

Continua>>>

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