Boas vindas

Sejam bem vindos ao meu blog, Projeto Dream, esse blogspot eu criei para registrar uma história que eu estava criando e planejando há tanto tempo, com muitas raças, muitos poderes e muita, mas muita luta. Espero que gostem.
[Aviso: Esse blog e suas histórias podem envolver mortes, suicídios, conteúdos de duplo sentido ou explicitamente sexuais e conceitos filosóficos muito difíceis de se entender, não recomendo que você leia se for menor de idade]

15/03/2025

Perdidos Não Sei Onde

> 29/05/2272; espaço sideral; Universo 255-P
 Charles e Frigga visitam por um tempo a nave mãe do construto galáctico do Nestion, inclusive descobrindo que o grupo atualmente está visitando a Terra, e o Charles se decepciona em ter saído de lá logo hoje.
Charles: Puta vida! E eu tava procurando conferir com eles sobre esse tal Kang Ru que eles visitaram porque eu também ia precisar de ajuda deles.
Frigga: Pensei que você ia pra esse tal planeta Xiza~
Charles: É Krippa, Xiza é minha namorada.
Frigga: A propósito, é verdade que tem dispositivos num dos seus braços que mede... prumo?~ Pra que isso? Arquitetura?~ Kripianos são bons pedreiros?~
Charles: Krippa tem muita montanha e eles voam muito, eles veem a gravidade e a ingrimidade pelo prumo.
 Depois de um tempo na nave mãe, eles passam por um refeitório bem bonito, com um chão e teto vermelhos, paredes brancas bem iluminadas, um balcão preto de madeiras do planeta Abismo, e num tipo de frigorífico, tinha vários refrigerantes da Kuma-Kola em latas vermelhas (normal, com açúcar) e pretas (zero, sem açúcar), e no outro lado do frigorífico algumas carcaças de grandes animais como boudeares (uma espécie de bovinos domesticados estereanos, conhecidos por ter queijo e carne bem ricos em gordura), que o Charles tiram um tempo pra comerem cada um um hambúrguer e tomar uma das latas, e depois disso, o Charles consegue mais dois hambúrgueres para levar pra Xiza e Charlotte.
Frigga: Esses hambúrgueres parecem maiores e mais saudáveis que muitos fast foods terrestres~ como isso é possível?~
Charles: É comida perfeitamente orgânica, tem uns hambúrgueres de emergência na nave que, embora gostosinhos, são duros e muito conservados quimicamente.
 Sr. Stanley, na sede da Vegsir, esteve cuidando das operações das máquinas até ser aconselhado a dar boas vindas e até guiar um novo trabalhador chamado Ninomagushi, um jovem do Setor C, de uma espécie de humanoides cinzentos pequenos, ele é metade do tamanho de Stanley e um quarto da idade dele, e Stanley, lembrando de uma vez que foi enganado no primeiro emprego em Stereo, tenta fazer algo parecido.
Stanley: Ei, garoto, eu preciso que você pegue lá do almoxarifado um soldador de estrelas, e pra esse soldador uma pilha à base de Enxofre 200.
Ninomagushi: Soldador... de estrelas... Enxofre não é de massa 16?
Stanley: É que pra energizar esse soldador é necessário um isótopo muito forte!
Ninomagushi: Ah... Ah, ah, certo!
 Ninomagushi foi atrás de um almoxarifado da fábrica, mas quando consulta as elfas almoxarifes à procura de um "soldador de estrelas" e uma "bateria de enxofre 200", elas acham estranho, mas tentam lembrar de uma piada que o Sr. Stanley contou uma vez para Anyla (inclusive um pouco antes deles se tornarem amigos) e outros novatos, e tentam fingir que estão procurando algum desses materiais, e indicam ele a irem a um dos armários, porém, quando ele ficava tentando procurar... elas riam e depois explicavam a pegadinha.
 Porém, falando na Anyla, Stanley estava estranhando a Anyla "trabalhando misteriosamente" três dias depois dela ter marcado um atestado de gripe, e depois se derretendo e desfazendo, e Stanley tenta discutir com um dos trabalhadores que só está acima do cargo dele por ficar colado perto do chefe e bajular muito ele, mas que ironicamente tem um parasita psíquico na própria cabeça que liga ele ao chefe, e aquele trabalhador chamado Gabari Hinidi, um humano marciano, tenta argumentar que eles fizeram um bem em manter a produtividade da fábrica enquanto Anyla estava em casa, mas Stanley contra argumenta, irritado, que aquilo era bem desumano ao precisarem forçar ela, mesmo que num segundo corpo, a trabalhar só por uma meta de produtividade, e quando o Gabari tenta argumentar que todos da fábrica odiavam e falavam mal do Stanley, achando que poderia escapar, Stanley responde.
Gabari: O Seu Lavorato sabe que você não tá trabalhando e todo mundo conta pra ele o que você faz, então saiba o teu lugar, chispa.
Stanley: Claro que não falariam mal nem pelas costas, mas aí, segundo cérebro rosado, você sabia que o Gabari tá mexendo com ações paradoxais pantemporais?
Gabari: Para, isso dá lucro, já devia saber como funciona, você não é o cara das economias?
Stanley: Sim, e é cosmicamente impossível depositar dinheiro digital no passado e coletar do futuro, você tá no esquema de pirâmide e você admitiu que pagou 100 fixitaus semana passada e só ganhou 11, enquanto numa lógica dessas cê deveria ter conseguido uns milhares de fixitaus.
 Gabari, sem argumento, vai embora chorando, e o chefe Lavorato, um ser em partes amorfo mas com detalhes ainda humanoides, tenta se desculpar pelo que aconteceu quanto à Alyra, e quer saber se ele sabe alguma atualização do paradeiro dela, o que Stanley responde admitindo que até ajudou ela levando ao hospital e bancou os medicamentos, e o Lavorato pergunta se o Stanley precisaria de um dia de folga como uma compensação.
Stanley: Não posso, chefe, eu sou o que mais cuida da programação da fábrica, uma parte operacional que a fábrica depende muito.
Lavorato: Bem, está a fim de alguma coisa? Só pra não dizer que não te faço nada.
Stanley: Tem uma festinha que você avisou que vai ter amanhã, gostaria de um bolo de batata brulée junto com as pizzas, pra adiantar uma festa de aniversário.
Lavorato: ... Volta pra sua sala e eu decido isso depois.
 De qualquer forma, Charles foi visitar Xiza e Charlotte alegremente e a Frigga ajudou os outros Chalér em uma viagem deles e a coletarem madeira e ervas para a casa de banho deles, além de tomar um banho com aquelas moças krippanas, embora não se apaixonasse por elas por acharem elas fofinhas demais pro tipo dela, e enfim o Charles e a Frigga se arrumaram pra irem a outros planetas, visitando Mixtalario para comprar peças de madeira e ter uma curta interação com alguns sapiens de lá (um grupo de raças mamídeas de lobos, ursos e leões humanoides que pareciam muito tribais, incluindo uma mamídea de leoa chamada Felicia Falugi, bem alta e, embora magra, relativamente forte e que parecia a Avamma pra Frigga, e que o Charles era apaixonado e que ele conheceu e se deu bem com ela por causa do Sean Nozawa que apresentou um pro outro, mesmo a Felicia sendo muito agressiva e impulsiva, só respeitando o Charles por ele não ter tido medo nenhum dela), e depois visitar o planeta Namek (ou Kepler-22b) para ajudar Johani Josaurus a consertar a smart house dela que estava extremamente descontrolada, com as TV's mudando de canal aleatoriamente e em idiomas que nenhum deles entendiam, ou as portas automáticas abrindo e fechando sozinhas, que a Frigga quebrou uma delas por medo que fosse realmente uma assombração (e Charles cobrando que ela ajudasse nos reparos porque não tinha assombração)...
Charles: Frigga, para com isso, mesmo se fosse uma energia demoníaca assombrando seria motivo pra quebrar a casa? Desculpa dinossaura de saia.
Johani: Eu sou Johani, mas pode me chamar de Jojo e... caramba, diziam que esse vidro era até 'à prova de dinossauro', nossa!
Frigga: E-espera, não tem poltergheist aqui!?
Charles: Ela mesma avisou que só a casa dela tá fora de controle, tinha como ser um descontrole eletrônico.
Frigga: M-m-mas na Terra não tem isso!
Charles: Não trata como se a Terra como maior referencial tecnológico, não lembra da feirinha espacial?
Frigga: ... Suas perguntas retóricas são fofamente irritantes!~~
 Charles e Johani tentam conferir como reparar a geladeira automática, o fogão inteligente que tem cada tempo e temperatura certos para as receitas pra cozinhar e fritar nas bocas e assar no forno, até tirar o malware que estava pesando e observando o computador da Johani, e recuperar uma conta dela no Hixtube (uma rede social de vídeos em Namek), assim como ajustar o ar-condicionado e matar uns meizers errantes que estavam escondidos na casa gigante, e que a Johani estava com muito medo por aqueles seres serem nojentos e erráticos demais, e até construir um robô aspirador melhor para a Johani, aproveitando algumas peças de madeira mixtalariana.
Charles: Até eu admito que essa carcaça de madeira em vez de aço inox foi pra gastar porque eu até acredito que comprei madeira demais.
Frigga: Cê gosta de levar madeira pra todo lado~
Charles: Frigga, vai tomar no cu.
Frigga: Ai! Grosso!~
Charles: Cê que mexeu com quem tá quieto.
Johani: É... Poderiam ir pra onde quiserem? Vou ficar sozinha por um tempo e não preparei nada pra vocês.
 Depois disso, Frigga e Charles estavam meio de mal um com outro, e embora Charles se acalmava e tentava se desculpar, Frigga só não conseguia responder, a não ser tentar dizer algo pra disfarçar sua raiva.
Frigga: Humph~ não como se você e aquela Xiza se entendessem tão bem assim~
Charles: Concordo, eu deveria ter ficado perto dela por mais tempo mesmo.
Frigga: V-você deve se achar muita coisa não é?~ Inteligentinho, certamente não ganharia de alguém num duelo desarmado~
Charles: Admito que não ganharia mesmo, mas cê nem faz ideia de como eu derrotei os meus colegas quando eles tavam controlados telepaticamente.
Frigga: Deve ter trapaceado muito, fraquinho~
Charles: Quando precisa sobreviver, até quebrar regras vira necessidade, ou teria que seguir regras diferentes.
Frigga: ... Como você venceu os colegas 'trapaceando'?~ Eles são fortes demais perto de um bobo como você~
 Charles busca recapitular o que ele lembra, e numa viagem deles, uma tempestade radioativa passa sobre a nave dele logo quando a nave cruza um Portão de Partida, mas numa segunda tentativa de viajar pra onde precisavam, Charles usava um tipo de Portão de Partida de emergência, em que a nave vai para o planeta mais seguro próximo deles, e aterrissando mal devido à tempestade, eles acabam pousando em uma floresta de um planeta que o Charles não consegue, e mesmo a nave não estando tão destruída, muitas peças da frente, como motores, comunicador e um pouco das janelas, e o Charles se preocupa.
Charles: Ah, merda! A nave quebrou muito!
Frigga: Olha, veja pelo lado bom~ Estamos num planeta respirável... eu acho~
Charles: Aí que tá o problema, nem é um planeta habitado por vida inteligente, e o Portão de Partida de emergência é automático pra ir a qualquer planeta seguro próximo, pode incluir até planetas muito longe.
Frigga: O que?~ Bom, eu posso sobreviver aqui, te trarei frutas e água, ou sei lá~ você é urbano demais pra aguentar lutar aqui na selva~ talvez tenha muitas alergias, diferente de mim, quem treina o poder da natureza como a magia~ e...
Charles: Você pode ter força pra bater em um equivalente a ursos daqui, mas pode ter patógenos alienígenas que te matariam ao nível celular ou algum fenômeno terrível de noite que a gente desconheça, e também... a gente precisaria ficar junto, porque embora não tenha wi-fi estelar aqui, em umas horas dá pra chamar ajuda.
Frigga: E... como é essa internet estelar?~
Charles: É qualquer internet pública transmitida em raios Híper, e bem, se não tem satélite disso nem a um mês de velocidade da luz de distância... Não tem nenhuma aliança com sociedade humana aqui.
Frigga: Espera! Então quer dizer... Que estamos naufragados... Em um planeta distante... De qualquer raça amiguinha de humanos... E força não será suficiente?... AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!
 As janelas racham mais, Frigga rasga o cinto que estava a segurando e a protegeu da aterrissagem violenta da nave, e corria muito em círculos, e abrindo um armário encima da pia da cozinha da nave, pega um dos hambúrgueres de emergência e comia muito rápido, até ia pegar mais um daqueles hambúrgueres, parecia que ia comer todos até acalmar, mas Charles se joga na Frigga, caindo encima dela.
Charles: Frigga, se acalma, pega papel e lápis e anota as dúvidas porque não quero que interrompa o que vou falar.
Frigga: M-mas estamos no espaço, não era pra precisar de uma caneta espacial própria pra iss...
 Charles dá um lápis e um bloco de notas pra Frigga.
Charles: A gravidade e o atrito aqui são normais, um lápis é suficiente e vem com um borracha boa, vai apagar erros sem rasura feia. Bom, o meu plano é bem simples, a gente tenta catar materiais de dia e fazer o que precisamos, assim economizamos o que temos aqui, e sim, vai incluir água, vamos usar a da nave só pra higiene, e as comidas, só pra almoço.
 Charles pega o segundo hambúrguer da mão da Frigga e comia, embora devagar, parecendo que estava enfiando ainda mais a comida na boca, e mastigando muito, até engolir aquilo, um hambúrguer de sobrevivência como o da nave era com um pão integral feito para durar mais na barriga, um queijo amarelo rico em gordura e bactérias saudáveis, uma carne grossa e preta feita de insetos que dão muita proteína, e especiarias de diferentes planetas (variações de alguns planetas podem usar plantas e pós diferentes) que completam algumas vitaminas que seriam ausentes ou insuficientes em outros nutrientes, mas enfim, Charles continua.
Charles: Tem banho também, mas só tem um xampu e um sabão daqueles de lavar roupa em tanque.
Frigga: Quem dera desse pra fazer piada de barriga de tanquinho~ Aliás, será que vale a pena você comer mais que eu? Você é magrinho, se passar fome desaparece~
Charles: Diria que quem deveria comer mais é você, você é maior que eu, sabe, gigante, até estranhava você ser mais alta que o 'Dorf.
Frigga: Bem, dá pra começar agora? Talvez o tempo passe bem rápido.
Charles: A lua é tão grande que dá pra ver do Horizonte quase cheia, e isso é péssimo, cada dia tem cerca de seis horas terrestres.
Frigga: Nossa~ Estamos tão perto da estrela desse planeta?
Charles: BEEHNG! Errado, a lua tando mais perto do planeta significa que o planeta vai rodar mais rápido, dizem que assim os dinossauros tinham dias menores que a gente.
 Com isso, o Charles tenta modelar cerâmica bem rápido, misturando água em uma terra mais barrosa e mole, e um pouco da terra mais seca arenosa, para deixar a argila mais forte, e busca alguns fiapos de folhas e raízes secas, enquanto Frigga, derrubando uma árvore e usando a própria força pra despedaçar ela, extraía frutas e tábuas, que Frigga achava que eles iriam usar pra algum tipo de cabana, mas Charles, com ajuda dela, usa umas tábuas maiores para fechar e cobrir onde as janelas quebraram, usando um método hunkaliano para, com alguns encaixes e ângulos, não precisarem de nenhum prego ou parafuso, além de Charles usar umas tábuas menores para uma lareira, esfregando pedaços de madeira seca nos materiais secos e juntando com as tábuas, mais do que fazer uma lareira, mas queimar as tábuas pra fazer carvão vegetal, Frigga até ia soprar pra fortalecer o fogo que nem o Charles estava fazendo, mas Charles põe a mão na boca dela pra bloquear o vento, mesmo que tenha quebrado uns ossos do braço.
Frigga: Ei! Eu tava ajudando!~
Charles: Sua boca é gelada e um vento muito forte acabaria cortando o fogo.
Frigga: Mas não ia empurrar o oxigênio?
Charles: Se você tivesse um tubo na boca e voasse duzentos quilos de comida lá, você aguentaria?
Frigga: ... Não!? Ai nossa~ Não podia ter um exemplo melhor não?
Charles: Desculpa, eu não tive ideia de que comparação usar de exemplo.
 Charles conversa um pouco com a Frigga ainda mais sobre sobrevivência e como ele treinou em sobrevivência e acampamento com a equipe dele em Las Vegas, enquanto usa o carvão para fortalecer a lareira e adiantar a secagem da cerâmica no que seria próximo da porcelana o mais rápido que desse, porque eles não teriam muito tempo, e quando a Frigga saía da vista do Charles, quando o mesmo olha pra trás via ela extremamente rápida correndo pra nave usar o banheiro, e sabendo que naquela direção tinha um rio, percebeu o que era, e corria pra preparar os remédios, em um outro lado também da cozinha, tirando de um tipo de dispenser de remédios um antibiótico, um remédio de prender intestino e um multi-vitamínico, e mistura num copo de água, e entregava à Frigga, que estava seca de desidratada, e sem roupa pois teve que tirar tudo o mais rápido que podia pra poder usar a privada, pra ela beber e então se recuperar.
Frigga: ... Como isso é possível!? É água do rio!!
Charles: Água de um rio alienígena, com patógenos que o corpo nem sabia que podia existir!
Frigga: Não tinha patos!
Charles: Patógeno não vem de patos que nadam, voam e andam e são ruins nos três, vem de pathos, que é sofrimento! Doenças, vírus, bactérias e até protozoários! Agora vista esse bikini porque se rolar de novo talvez você não tenha tempo como dessa vez!
Frigga: ... E aqueles copinhos de argila? O que planeja fazer?
Charles: Tem algo de cerâmica que aprendi no Brasil, me acompanha.
 Frigga vestia aquele bikini de fios (algo similar ao que Enna usa, mas amarelo, o que ela sentia que não combinava), vendo que ia mesmo precisar, em que, além dos copos e um equivalente a uma panela, o que parecia um mero vaso o Charles termina com uma tampa que tem um centro com o carvão, e então o Charles foi fervendo a água do rio e depois colocando no filtro de barro que ele montou, que só tinha uma torneira por ele usar uma torneira que tinha largada num armário da nave, e Frigga se sentia estranhamente bem bebendo a água purificada, e o Charles depois tira um pouco das horas que sobraram pra fazer uma ligação à procura de sinal, o que não dava certo, então, durante uma noite, um dia e a próxima noite, que a Frigga dormiu muito por ainda estar acostumada com as 8 horas de sono e com dormir cedo, alguns animais tentaram atacar a nave.
 Bravo com aquilo, Charles precisou reajustar o sistema da nave pra ela, além de continuar ligada, recuperar acesso ao sistema de defesa, acionando um campo de força que joga muitos dos animais pra longe e alguns até morriam na hora, outros mais teimosos, como um animal amarelo que parecia um urso sem pelos, tentava arranhar uma parede e janela da nave, uma arma sentinela se levantava e atirava na cabeça do urso, o que o Charles tenta puxar para dissecar, e descobrir se eram saudáveis de comer, os que eram o Charles assava as carnes e juntava nas embalagens abertas dos hambúrgueres de sobrevivência, os ossos o Charles juntava e as vísceras o Charles misturava em um tipo de isca pra um plano que praticará depois, e um fluido estranho de algumas criaturas o Charles guardava em um dos potes que Charles fez, para ver o que isso fazia, mas depois viu que era só um saco de gordura que os animais tinham pra armazenar energia, e os chifres eram cortados em pedaços e as placas ósseas de alguns raspadas, para Charles ter um tipo de armadura.
 Frigga acordava e já via o Charles catando manualmente algumas pedras, com umas botas de borracha que ela não sabia da onde vieram.
Frigga: É... Charles~ Por que você tá andando tanto na água?~ Isso não era perigoso?
Charles: Só era pra beber, e essas botas de borracha tão novas ainda.
Frigga: Mas como você conseguiu borracha na natureza daqui?~
Charles: Na nave tem EPI's, toda viagem espacial tem isso.
Frigga: Então aquele traje de astronauta é como um 'EPI'?~
Charles: Claro, mas é raro termos que operar alguma coisa no vácuo, então sempre é só um traje.
Frigga: A gente tá tentando sobreviver, né?~ Não sei porque você tá catando joias~ mas... Vou ajudar!~
 Charles tinha pego umas pedras alaranjadas, amareladas e cinzentas de brilho branco, que Frigga tenta catar alguns, e até umas pedras brancas que pra Frigga pareciam diamantes (talvez pra ela poderia ser uma boa lembrancinha ou ela usar como contexto pra uma joia hipervalorizada), mas que depois da coleta Charles avisou que aquilo na verdade era apenas quartzo branco, mas enfim, cada um estava com um saco de couro mal-curtido que Charles teve que improvisar, onde juntaram uns 10 kg daquelas joias no rio, e em um dos potes de cerâmica, tinha aquela gordura animal, em outro tinha vários ossos que o Charles queimou pra tirar o carbono e ficar só com o cálcio, e que uma boa parte ele usou pra umas cerâmicas melhores enquanto Frigga dormia, e tinha o que parecia ser um montinho junto da caixa em que estavam os carvões. O plano agora era derreter o cobre, o ouro e a hemadita (as pedras que Charles tinha coletado e a Frigga achou que eram apenas joias), e eles tiram o dia e a noite pra terminarem aquele "montinho", que era uma fornalha de cerâmica que eles irão usar, misturando a mesma receita de porcelana que Charles treinou.
 Com a fornalha recém-montada, e secada pelo tempo, a Frigga havia achado umas frutas enquanto o Charles, catando uma pedra vermelha que ele tirou do estômago de um pássaro que caçou, e eles conversavam.
Frigga: Charles, Charles, dessas frutas que tinha por perto, alguma delas dá pra usar pra fazer óleo? Meu cabelo tá começando a secar!
Charles: Pra falar a verdade, até eu tô precisando, vamos pra nave.
 Charles joga a pedra vermelha pra trás e pega as frutas, a Frigga fica assustada ao saber que Charles achou uma pedra mágica de fogo naquele planeta, enquanto Charles estava provando algumas frutas, algumas ele sabia que eram doces, ou azedas, amargas, cremosas, umas folhas que Frigga coletou e pareciam macias segundo ela, o Charles provou e sentia que davam uma energia a mais, e embora Charles estivesse procurando as propriedades das frutas e folhas pelo gosto, Frigga não entendia isso e ficava brava.
Frigga: Eu sabia, você tá aproveitando de mim, seu machista!
Charles: Do que você tá falando!
 Frigga come muito das frutas e folhas que o Charles tinha provado na cozinha, e olhava pra ele séria e de braços cruzados, porém, quando ela começava a passar mal e tentava correr ao banheiro, mas acaba caindo de cara por um desmaio, Charles, desesperado, mas procurando a solução, tira de um armário ao lado do dispenser de remédios uma seringa de soro vital, que ele injeta nas veias do braço esquerdo da Frigga, depois joga a seringa fora na hora, e seguindo o capítulo médico do manual de sobrevivência espacial, acha o chamado sabão estomacal, que Charles junta algumas pastilhas que extrai do dispenser, depois mistura um pouco com as folhas macias que sobraram, água do filtro e junto um antídoto em pó que ele acha no mesmo armário de produtos médicos maiores, e juntando em uma seringa de enema (depois vocês pesquisem, calma lá), o Charles passa a seringa no ânus da Frigga, e injeta, limpando muito o sistema digestivo dela e aos poucos a circulação dela.
 Frigga acorda na cama e com um suéter e uma calça que, embora pequenas, não encaixaram mal tecido a serem feitos de tecido inteligente que se adapta ao corpo de quem veste as roupas, e ela voltando à cozinha, via o Charles fazendo um tipo de placa-mãe com uma chapa finíssima do cobre e do ferro derretidos, seja pelo carvão queimado ou pela pedra de fogo que o Charles antes subestimou, e as linhas feitas de ouro e que vão servir para outras partes do projeto dele.
Frigga: É... Charles?~ O que aconteceu?~
Charles: Você quase morreu, e eu até tenho umas coisas que sobraram.
 Charles mostra a seringa com as últimas gotas do soro, e um vídeo de como foi aquilo, e mesmo convencida, ela estava extremamente envergonhada.
Frigga: ... Mesmo que você tenha provas... Eu prometo que não vou espalhar nada dessa parte da sobrevivência~ E se eu fizer besteira de novo... Acho que vou preferir morrer, não quero que você fica me tratando como se eu fosse sua filhinha~
Charles: Eu só vou precisar terminar isso aqui, Frigga, os problemas vão acabar.
Frigga: Por favor, por favor mesmo! Aliás, desculpa por subestimar a sua sanidade de aguentar viver aqui só com... Como eu descrevo direito?
Charles: Parecendo que estamos num Subnautica em terra seca?
Frigga: Pode ser~
 Depois de um tempinho, os dois foram comendo as carnes dos animais e algumas das frutas que viram que eram saudáveis, depois o Charles conseguindo moer umas frutas cremosas em um óleo pra eles arrumarem e lubrificarem o cabelo, depois a Frigga aproveitando a área aberta pra caminhar uma corrida pra se exercitar, depois o Charles moendo as folhas macias e fazendo um tipo de "café verde" pra terem como bebida, pois não querem desperdiçar as garrafas de vinho da adega ao lado da geladeira e a água de sempre a dupla precisava recuperar, até usando as vísceras de animais como isca pros peixes, e depois eles pescarem vários peixes, assarem e fazerem um tipo de risoto ao misturar com o pacote de arroz espiral do armário e alguns grãos menos duros que eles colheram, a Frigga até tenta pegar mel de uma colmeia que achou e, embora ferroada, depois de tantas intoxicações brutas no corpo ela tá começando a ter imunidade, e ela tenta misturar com as frutas doces, por serem o mais próximo dos morangos comuns em poções de cura, e com um ovo de pássaro que também colheu e um pouco de sangue animal, a Frigga tinha feito uma poção de cura provisória que ela entregou ao Charles pra ele beber, ele não entendia o porquê, só achou que fosse um drink, mas ele sentia uma energia vermelha o restaurando, e uns cortes sérios que ele acumulou sumiam e até as cabeças dos cupins que ele usou como sutura caíam da pele dele.
Charles: O que aconteceu?
Frigga: Entendo você ter usado muita ciência e umas práticas comuns pra gente sobreviver~ mas eu precisava treinar improviso também, talvez com alquimia~ 
Charles: Eu já tava estranhando você não ter usado nenhum poder seu nesse ambiente como você tinha prometido.
Frigga: Haha, fofo~ Mas sei lá, depois daquele... incidente de uns dias atrás, vi que quem tava se aproveitando era eu~
Charles: Ninguém tava se aproveitando, realmente não dava pra imaginar muito o que eu tava fazendo antes e você só tava brava pelo desespero.
Frigga: ... Suas análises pessoais são fofamente assustadoras~ para com isso!~
Charles: E pensar que você achava que eu não sobreviveria nesse matagal por ser 'alérgico e urbano'.
Frigga: ... Como posso ajudar com aquele roteador que você tá montando? Quero evitar lembrar isso~
Charles: Tá quase inteiro na verdade.
Frigga: Ufa~
 Charles só adiciona mais umas peças de cobre e de ouro, e fecha com uma base de madeira mixtalariana e conecta na energia, inclusive com um cabo azul de internet da nave, antes ligado ao comunicador que agora tá ainda destruído, e então, eles recuperam acesso à internet, e enquanto Frigga tinha anotado bordo de algumas coisas que ela tinha passado, o Charles consegue ligar para o grupo do Muramasa em 10 minutos, e chamar ajuda para buscarem eles.

Continua>>>

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