> Ato 1
No planeta Terra, um dos elementares que eram comuns antes das revoluções industriais eram os Astomi, entidades humanoides, de pelo castanho macio e, sem boca, só se alimentam de cheiros bons, eles se refugiaram pro plano elementar depois que os seus habitats estiveram cada vez mais poluídos e desmatados. Depois do surgimento da Contra-Terra, eles viram como uma oportunidade, e treinaram magia da terra e das plantas para alguns dos nativos da Contra-Terra, até que um grupo específico de Astomi azuis treinou magia de gelo para um povo no equivalente do Polo Sul nessa dimensão.
Sejam os magos de gelo da tribo Yroisã, os reptilianos metamorfos arquimaleões ou as escuridões humanoides inconsombras, ou os magos imigrantes ou peregrinos que chegam a essa dimensão, essas pessoas acabam conhecendo nessa dimensão entidades como o deus do sangue, uma entidade do Fundamento do Sangue que corrompe as fés dos tridimensionais, as inverte e faz com que seus seguidores cometam mais atrocidades para lhe dar sangue, há uma entidade chamada deusa da dor, que enquanto o deus do sangue se modela em avatares da forma da raça de seus seguidores, a deusa da dor é uniforme, com um corpo violeta, similar a uma sereia de lendas gregas, porém machucada, seja com pregos, espinhos ou suturas, e ela seduz os mortais pra modelarem obras sem propósito, atuações sem o menor sentido, golpes que tentam se disfarçar de revolução artística, e assim esconde suas verdadeiras seitas devotadas à dor e ao masoquismo, pois assim, a deusa da dor acumula mais fiéis enviesados naturalmente, como os Dhagoni criaram até mesmo cidades em seu nome e em seu hedonismo de sangue, diferente do deus do sangue que escraviza seus seguidores, e assim como foi um ídolo secreto de João Calvino.
> Ato 2
Durante a reunião dos povos humanos e seus aliados na Via Láctea, um dos mais difíceis foram os Wülfnar, guerreiros surgidos de ancestrais humanos que evoluíram nessa região com uma pele grossa, levemente escura e resistente ao sol, mas com pelos e músculos pra proteger do frio, as roupas eram mais uma forma de identificação e uniformização das tribos que pra cobrirem seu corpo ou pra defesa, ainda que eles tenham passado rápido da Idade do Ferro e dominado armas e escudos, como suas espadas sværdragge (de lâmina curva e curta, lembrando um pouco um machado, com o fio apenas de um lado e um formato para ter mais peso e estabilidade) e as lanças tip'himmel (de lâmina parecida com a sværdragge, porém mais curta e com pontas adicionais na costa dela para segurar as caças durante as estocadas, e o cabo mais longo), e alguns desenhos nas capas, escudos ou tatuagens corporais podem indicar de quais tribos eles são.
Não foi difícil por serem guerreiros tão fortes e teimosos, ainda que fossem, eles ainda tinham uma sensação de familiaridade com outros povos humanos pela aparência corporal parecida, mas porque esses povos não confiavam se o povo galáctico fosse de fato um aliado, então, como proposta, foram pedidos 10 mil filhos que seriam criados desde crianças, e num tempo que pra eles seriam 20 anos esses filhos iriam retornar inteiros e com experiências novas. Depois do sucesso do experimento, ainda que manipulado ao levar só pra planetas confiáveis e eles ainda tivessem um instinto guerreiro apesar do aprendizado novo.
Arigar Airon foi criado por cientistas do planeta Stereo e retornou muito cedo, sua arma favorita era uma sværdragge de Metal do Vale que o fez vencer muitos duelos e o fez ser conhecido como o "parte-lâminas" pelo feito que fazia neles, e uma arma que ele usava em guerras era uma Teslatein negra, pra combinar com seu Warnius (um tipo de lobo que, ainda domesticado no planeta CryoCryo, não diminuiu, só ficou mais amigável aos humanos e Wülfnar) chamado Thiorn, que aliás, assim como os guerreiros desse povo usam botas pra andar estavelmente na neve e evitar acidentes com espinhos e serventes, os Warniata (plural de Warnius) tinham um tipo de braceletes de aço com uma cobertura de tecido pras patas. Já Friana e Freria são gêmeas, mas foram separadas durante seus cuidados.
Friana foi criada no planeta Chevrilloth, por onde lhe foi ensinada táticas de caça e de magia, alguns sacerdotes queriam ensinar magia de gelo por combinar com CryoCryo, mas Friana preferiu o caminho do ferro e da madeira, ela era capaz de materializar correntes que prendiam as Piulas de forma inescapável, seu corpo podia virar madeira quando ela via que sua pressa iria se defender, e também lhe foi ensinada a invisibilidade, em que muitos acharam que iria facilitar suas caças, mas depois desse tempo crescendo num povo amoroso e pacífico, ela usava essa magia pra pequenas brincadeiras, mudando decorações de lugar pra irritar ou confundir seus colegas, no entanto, depois de crescer o suficiente e antes dela ir pra CryoCryo, ela foi criada no planeta Custódia, por onde teve mais disciplina. Freria foi criada no planeta Verão, treinada por atletas flamígeras e se mostrando muito eficiente, acrobática e mais forte que eles, as lâminas retráteis de seus pulsos, um tipo de parte corporal desses seres, era útil pra escalar, mas depois de um surto instintivo que ela teve durante uma briga entre seus próprios colegas, ela eliminou todos, e chorando, chamou ajuda, a organização que esteve a inspecionando a levou pra Agrabah, por onde apesar do treino rígido das damas agrabanas, ela podia voltar a lutar e se melhorar estavelmente.
Os Wülfnar vivem num planeta no Setor V, mesmo setor onde fica o sistema Tradicia, onde fica o planeta Custódia, que por sua vez, foi com certeza um dos mais fáceis de unificar assim como Stereo, o sistema Proxima Centauri e o Setor C inteiro, pois esse povo tecnicamente já esteve esperando a visita dos aliados galácticos, ainda que quase num tom profético, já que a tecnologia se misturou tão bem com uma cultura mais tradicional e rústica em vez de um se sobrepor ao outro.
> Ato 3
Os V-Custodas são relativamente mais fortes e, conforme o Ego foi se suprimindo mais e a magia foi ativamente abandonada (embora não havendo inquisições por mais que muitos povos vizinhos acreditam, apenas o abandono daquilo como se fosse ultrapassado e bárbaro), eles aumentaram a sua resistência mágica evolutivamente, assim como a visão e olfato deles é bem melhor e mais eficiente, talvez em parte por engenharia genética assim como eles são tão mais fortes e imunes.
Durante as guerras, causadas por crises internas e desentendimentos, em que armas de fogo ou de destruição em massa não foram usadas, não por abandono ou esquecimento, mas pra causar dano mínimo, por isso havendo até hoje uma tradição de armas brancas nesse povo, assim como os homens saíam nos campos de batalha enquanto suas esposas cuidavam da casa e filhos, no entanto... haviam só relações heterossexuais? Curiosamente não, já que os guerreiros eram muito homossociais, tendo muita interação e amizade entre si mesmo que não se limite à homoafetividade, assim como mulheres lésbicas atuavam em combate ao lado dos homens. Curiosamente, depois do fim dessas guerras e a pacificação de Custódia, os guerreiros passaram a ser Arquípedros (homens especializados em arquitetura, engenharia, construção civil e logística, boa parte usando sua experiência de combate assim como ficaram mais fortes ao sobreviverem), e a maioria das Penitentes (guerreiras freiras, seja por sacerdócio comum ou como um tipo de policiais religiosas, muitas cuidam de orfanatos, templos e da segurança civil) são mulheres lésbicas, as mais velhas sendo experientes de guerra tanto quanto os Arquípedros.
As Penitentes usam roupas mínimas, como esse seu maiô em forma de cruz, com um simbolismo de combinar beleza e elegância, e a expressividade de suas emoções, seu prazer e também, por destacar no meio das pessoas tão cobertas, isso vira mais os seguidores a verem e ouvirem elas, assim como são ensinados a respeitarem elas, as tatuagens também podem carregar diferentes simbolismos e são feitos no corpo delas por outras Penitentes. Um dos símbolos da Igreja Estrutural de Custódia é um tipo de cruz com 4 braços horizontais e um X em seu centro, algo como uma combinação das cruzes de Cristo, de São Pedro e Santo André, pois boa parte de seus ancestrais eram católicos e o povo aos poucos se dividiu numa vertente nativa. Sara Etalina e Lina Taricina, um casal de Penitentes na vila Fogo Verde, são muito amadas devido ao carinho delas com órfãos e a criação de operários funcionais, mas também temidas por também serem juízas ainda honestas e que, ainda que com ajuda de outros agentes legais, terem acelerado a queda dos crimes organizados em Custódia ao executarem os chefes dessas gangues.
As pessoas se cobrem muito porque em tempos mais antigos o céu era muito coberto por poeira, então as túnicas são grossas pra resistir ao frio, assim como tinha reforços de aço pra resistir a armas, e as mulheres até mesmo usavam véus e capuzes, antes como parte da proteção, hoje como mera tradição estética, e falando nas pessoas, Arquípedros desde os mais novos, como Carlos Lingard (um dos jovens exemplares de sua família e também bem demandado em Hunkal da Constelação Antlia, popular entre as Raanmir desse planeta) aos mais velhos, carregam trajes amarelos e vermelhos (que são associados a riquezas, materialidade e força), botas revestidas com metal e também o símbolo de triângulo para baixo e riscado (runa do elemento terra), já as boticárias vestem mantos verdes com detalhes laranja (como as luvas e o véu, assim como há no mesmo um símbolo que é, além do símbolo da botânica custoda, também uma forma abstrata e fractal de árvore), e são além de médicas, farmacêuticas e biólogas (seja de botânica ou zoologia), também a maioria das professoras da região, como a Domuxor (pronúncia: Domuxeur, também é uma denominação respeitosa a mulheres mais velhas, ainda que longe da terceira ou meia idade) Leandra Sererita, muito respeitada na Cidade Lágrima Celeste e uma grande pesquisadora ao ponto de ser reconhecida por mulheres Bitdrows.
Outros exemplos são Pedro Laudrex (embora da idade de Carlos que é Arquípedro por herança de seu pai e avô de mesma profissão depois de aposentados das guerras, o Pedro nesse caso sendo menos guerreiro que ele e seguindo os ensinamentos de sua mãe e sendo um criador de homúnculos medicinais, isso é, humanoides sintéticos usados pra doar órgãos, sangue e medula a pacientes, curiosamente mesmo Pedro e Carlos sendo da mesma cidade, Alto Meteoro, eles nunca se encontraram pessoalmente até agora) e Naladuztra Tiina (uma boticária mestra em perfumes e antídotos, ao ponto de, se unindo a outras boticárias, incluindo a família Sererita que era uma das mais influentes de sua época em Custódia, para formarem uma empresa médica que pudesse facilitar os cuidados civis, embora sem fins lucrativos, ironicamente uma das indústrias que mais levantou Custódia na Via Láctea, inclusive extendendo esses interesses a alianças e importações krippanas, equipe essa chamada Better Day).
Já os Skhmer são uma organização disfuncional, tão problemática que por mais que o grupo insista que representam liberdade e expressividade, eles são um povo violento, sanguinário e sexualmente muito depravado, assim como eles são mestres em armas biológicas, desde gases fúngicos Noxtrark que podem necrosar quem tocar, até lâminas de ferrugem infectadas com tétano terrestre, uma das poucas doenças que causam muita dor aos V-Custodas, assim como, tendo muitos integrantes de gangues e máfias atualmente extintas, esses grupos têm um forte consumo de drogas, que pros próprios Skhmer parecem poções proibidas que deixam eles mais fortes e frenéticos, mas na prática as Penitentes, os Arquípedros e o exército atual se sentem numa dor de cabeça à toa por um grupo de guerreiros que parecem imortais, porque a cada inimigo abatido, aparece mais 10. Falando no povo de Custódia, além da forte força de trabalho e boa medicina, uma das artes mais elogiadas deles, talvez A mais elogiada, é a sua arquitetura, assim como esse povo, como já sabia de fontes eólica, solar e nuclear para terem eletricidade, e que se completou com o alcance da Tecnologia a Laser (um conjunto de mecânica quântica e dispositivos capazes de controlar diretamente tipos de energia que não envolvam a elétrica ou mecânica sem convertê-las), com isso esse planeta é o mais limpo da galáxia abaixo apenas dos planetas Heleni, os prédios usam um estilo barroco com peças como pilares e paredes em gravura vetorial e estátuas humanoides bem articularas, mesmo as mais simples ainda representando algo vivo ou importante da região, cercas de concreto balaustrado, estátuas de criaturas naturais e míticas sendo decorações de grande destaque ao ponto de influenciar a cultura do Setor V.
As casas pessoais são simples por dentro, com cores que variam entre amarelo claro, azul escuro ou vermelho vinho, pisos de mármore branco, janelas com bordas e batentes de madeira ou de aço mais simples e o vidro em forma de mosaicos simples e incolores, cômodos com eletrodomésticos montados sobre ou ao lado de móveis de madeira Tectis talhada e montada sem precisar de um único prego, em Custódia a técnica é chamada Gneztecti, ou Nhestétio (algo como Ninho de Tectis, sendo Tectis um gênero de madeiras escuras, vermelhas, azuis ou pretas muito usadas pra mobília V-Custoda). Já lojas, teatros/cinemas, casas mais nobres e templos têm direito a móveis com detalhes de bronze regularmente polido, um verniz mais durável pras peças de madeira, vidro geralmente colorido, incluindo janelas que simbolizam desde materiais que representam a instalação, membros das famílias a cenas históricas conhecidas, e as paredes têm muitas pinturas, seja afrescos de parede ou fotografias e pinturas instaladas. Por mais que exista televisão e internet, ela raramente é usada por realmente pouco costume (inclusive os custodas estranham muito os turistas que perdem muito tempo olhando pra seus aparelhos a não ser que pra tirar muita foto), assim como é uma preferência familiar deixar as crianças brincarem e os adultos trabalharem, e só assistir televisões em intervalos, à noite, ou usarem computadores ou videogames (por incrível que pareça, um dos mais populares nesse planeta é o Gambox por ser bem simples, barato e com muitas opções de jogos) nos fins de semana, e não há um preconceito ou estereótipo associando jogos e séries às crianças porque algumas mais sérias e voltados aos mais velhos são ainda mais populares, o que impressiona a maioria dos turistas pois pelas imagens muitos achavam que era um povo ainda medieval, assim como os Wülfnar seguiram primitivos e tribais por um motivo espiritual e de autoaperfeiçoamento na natureza, mas ainda têm alianças com povos avançados interplanetários.
Continua???

















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