Boas vindas

Sejam bem vindos ao meu blog, Projeto Dream, esse blogspot eu criei para registrar uma história que eu estava criando e planejando há tanto tempo, com muitas raças, muitos poderes e muita, mas muita luta. Espero que gostem.
[Aviso: Esse blog e suas histórias podem envolver mortes, suicídios, conteúdos de duplo sentido ou explicitamente sexuais e conceitos filosóficos muito difíceis de se entender, não recomendo que você leia se for menor de idade]
Nota para novos leitores: A versão mais recente e que deve ser acompanhada ou então levada a sério é a de 2022 em diante, de 2021 para trás é a versão antiga atualmente descanonizada.
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01/06/26

Marcha dos Deuses Esquecidos

[Má notícia: O spin-off anterior tava ficando grande demais, então, só pra eu não me afobar enquanto escrevia, dividi em dois, esse sendo basicamente a parte 2 dos tais diários com grandes arquivos]

> Cassandra Gears, a Mais Prateada.
 Arquivos, arquivos, arquivos, e mais arquivos, eu sinto que eu conseguir precisar trabalhar um equivalente a uma semana por mês não é só um privilégio por ser um alto cargo, mas porque viajar p'ra um planeta, investigar matéria e cultura ao redor, se aderir à sociedade dos nativos, e enquanto os Bitdrows consultam e aprimoram a logística e aprendem sobre os civis e o ambiente, eu fico ocupada consultando a magia, física, química e medicina que o dito povo conhece, quando é boa, eu também estudo a culinária local, a culinária de Icênica era horrível antes de eu chegar, quem come batata com queijo gelado e feijão doce cozido??? Além das mulheres de lá serem feias.
 Os homens de lá criticam por eu não ser uma mulher de nascença e por ter um relevo que apareceu mesmo sob o vestido que eu usei durante a expedição, mas pelo menos eu tenho peitos e lábios, o povo dos planetas Parr e Hunkal foram anos-luz mais respeitosos com minha pessoa, e bem, eu sou uma Espaçadora, filha de uma filósofa missionária chevrillothiana com um professor gray do planeta Maurício durante a Idade das Trevas do planeta Chevrilloth.
 Sabe um planeta Anakos, que é tão ocupado por pessoas que, p'ra não apertar de tanta gente, obviamente é necessário dividir a civilização em andares? O planeta Chevrilloth se tornando superpopuloso levou meus avós e bisavós, assim como os de sua época, a criarem casas e torres subterrâneas p'ra não dividir espaço com tanta gente ou, então, com feras selvagens, e quem sabe por causa dessa Idade das Trevas, onde pelo celibato que levou a reduzir uma parcela da população pela morte natural dos mais velhos e diminuição de novos indivíduos, antes de uma ajuda para com humanos e shiniitas, que povos mais covardes como a raça do meu pai acha que os prateados são canibais ou algum dia foram canibais, assim como por isso há tribos de milhares ou milhões de prateados treinados em combate, por sobrevivência a crises e habilidades voltadas a magias de ataque, transporte, previsão do futuro, comunicação telepática e também alquimia curativa.
 Dizem que há mercenários necromantes nessas tribos, nunca contatei mas não acho que seria comum considerando como levantar cadáveres é uma magia desmotivada em Chevrilloth por ser uma magia muito nojenta, agora imagino assim: "Promoção mercenário necromante, compre 1, leve dez mil e ainda ganhe mais a cada vilarejo saqueado!" (o Comissário vai me cobrar se ele achar essa página em específico no meu diário, desculpa).
 Não, nunca seríamos canibais, seria uma desonra total a deuses como Isúmalo, deus da sabedoria e das viagens, e às sete deusas do culto atualmente mais conhecido, e não iria suprir fome o suficiente de bilhões congestionados, e falando em deuses subestimados, eu tive que lidar com culto de deuses esquecidos em planetas Xirim e que provavelmente o Lapnitis cultuou antes de preferir o deus do sangue.
  • A Lua de Babel foi deus da trapaça e da desinformação, cultuado erroneamente na nação de Penaeus, Xirim, como um deus da sabedoria e do pesar, ilustrado com uma torre crescendo de seu olho e cujo povo teria saído dessa torre e caído em Xirim segundo seu criacionismo.
  • Amarin Ofiúca era deusa da morte, da natureza e da fertilidade, cultuada em regiões do Setor S como uma deusa da cura e da herbologia em versões mais conhecidas, provavelmente relacionado a poemas que ditam ela como alguém que cura as pessoas em seus milagres p'ra que possam reproduzir e garantir mais almas p'ra o Íntala, o Paraíso.
  • Vran, o Devorador de Mundos, deus do fogo, do caos, tempestades pesadas e incêndios, inicialmente cultuado como um deus da destruição cíclica, o fim de algo velho p'ra trazer algo novo, porém, quando eu e uma horda de Espacetes fomos investigar em Schmitti, Xirim, era um elementar violento, filho de Chandus, o Devorador, e que seus movimentos agitados deixavam o vulcão onde concentravam seus cultos extremamente ativo.
  • Giro, a Rainha Mórbida, associada à beleza, às mulheres, a casamentos e infelizmente não pude achar documentos sobre pois o culto dela foi extinto junto da cidade onde seu culto seria o principal, pude achar estátuas na forma que seria essa entidade e pedras com orações a ela, a cidade foi afundada por uma erupção vulcânica e tudo que sobrou foi petrificado pelas cinzas vulcânicas juntas de um fenômeno químico natural.
  • Marz'har era um deus do fogo e da preguiça de Xiphopenaeus, pelo que Belefor e Antônio contaram, era um filho perdido de Belphegor com uma Escrivã das Chamas, o que eu discordo, afinal, um Nefalem, meio elementar e meio demônio, é como um filho de um humano, de matéria, com um anti-humano, de antimatéria, mas pelo menos a explicação "natural" (?) dessa coisa eliminou cultos desse ser, ainda que pelo sangue de sangue fedendo eu até achei que fosse uma seita suicida do deus do sangue, eu mesma pude matar uma entidade dessas com as minhas mãos mas eu quebrei meu Chifre de Sumatra no processo... :(
 Porém há cultos animistas, incluindo aqueles que eu tanto aprecio, por sinal, em planetas como Pessach.
  • Larvas e ninfas de Zimbbra começam como uma forma de vida microbiológica, tais quais os plânctons e os fungos, e que se alimentam de nutrientes nas lamas e nadam a partir de rios.
  • Insmua é um tipo de flor que cresce nos mesmos pântanos, com subespécies que crescem mesmo dentro desses rios, pois os Zimbbra conseguem "esculpir" ditas sementes e as plantarem, depende da fase da vida que o Zimbbra fez, os feitos por  ninfas levam 3 meses, os feitos por larvas iniciais levam 17 a 29 anos.
  • Baisei são uma praga maldita, voam em enxames dependendo da estação, assim como quase morri de tanta ferroada dessas coisas, e esses seres se alimentam de diferentes pequenos animais, seja formigas, abelhas, vespas, grilos, até sapos filhotes e ninfas de Zimbbra, os pessachanos locais associam os Baisei como demônios da seca.
  • Milcari, do singular Milcaro, são macacos anfíbios que vivem em rios e pequenos lagos, sua cor dourada é atraente e, por serem inofensivos, mesmo que roubando frutas e até chocolate dos locais (achei engraçado um desses macaquinhos roubando a barra de uma criança, mas também fiquei com pena e ajudei a comprar uma da mesma marca e fui capturar o Milcaro que fez aquilo, agora ele é meu pet >:D), ele é associado como uma figura sagrada por ser dócil e fofo, mas por esse mau hábito dele há figuras de entidades pícaras com base nesse animal em povos das Ilhas Milcari.
  • Grandes Zimbbra são do tamanho de enguias, variando de 2,44 metros para, dos maiores que eu vi, 120 metros, porém infelizmente esse maior que eu vi era um fóssil que eu vi num Museu Pessachano de Lendas, é comum os locais coletarem a seda do casulo que as Trutas Zimbbra, uma fase intermediária, fazem antes de completar desenvolvimento.

> Kauan Bukki, samurai de Yukyo.
 Mais um dia trabalhando no meu cargo militar, para jovens otakus de outros planetas é familiar a armadura, a espada de Katerea levada na cintura e até mesmo os fuzis de pósitrons, que diferente desses animes, o que nós samurais usamos são automáticos, eu tenho que cuidar e operar no Morro do Oeste, bairro de Ishikawa, a grande mega operação para abater os traficantes e seus soldados foi um sucesso, aqueles malditos com a cara pintada de vermelho com listras brancas era um alvo gigante para atirar.
 Eu lembro que o gray-alto Zebra Montone iria dirigir a sua banda num show em Ishikawa, Falling Star é minha banda estra-Nihpunker favorita desde a minha adolescência quando eu 'tava com depressão, e além de eu ter orgulho do Zebra ter superado o vício em álcool e crack, estava mais cheio e musculoso agora e eu consegui autógrafos da banda.
 Ouvi dizer que o sábio curandeiro e ocultista Murilo Perez, filho de uma gray médica com um mago zagreuano, foi assassinado por uma legião de mercenários durante uma das cerimônias que ele estava fazendo em Mizuryu, haviam cerca de 300 testemunhas, incluindo clientes, discípulos e funcionários.
 Seu corpo foi levado embora depois do incidente, suponho que para o planeta Zagreu ou para algum necrotério de Zeta Antlia, dizem que cérebros de aliens gray são órgãos preciosos no mercado negro e por isso são retirados na autópsia por proteção ou para ser doado em transplante. E realmente a concorrência é notória no mercado interestelar de exércitos privados.
  • No Setor C os soldados usam próteses de última geração para máximo proveito corporal e cinestésico e para evitar dor e cansaço, além de mochilas de oxigênio adicionado com um tipo especial de anabolizante, e um mini motor de plasma para carregar aparelhos e armas.
  • No Setor S tem uma versão de nós que são guerreiros pagos por empresas e contratantes, muitos deles foram veteranos de guerra aposentados ou abandonados, combinam arsenais tecnológicos e a laser com tradições mágicas e relíquias ex ossibus misturadas em ombreiras ou nas dogtags, os espíritos antepassados protegem eles assim como temos os que nos protegem.
  • No Setor V eles parecem templários de contos medievais, com armaduras e escudos à prova de balas e espadas que conduzem diferentes elementos da natureza, são assustadores por sobreviverem a guerras biológicas contra bruxos, como eles desmancharam a seita da Chefe dos Ermos.
    • Bruxas do pântano de Custódia cultuavam a Chefe dos Ermos, uma deusa pagã da sujeira e imundice e doenças, uma vertente que associava ela como uma deusa dos alimentos devido a ela fazer crescerem cogumelos e trufas, e que havia um ritual de servir bebês para os porcos custodas, animais sagrados e dedicados a essa deusa, para devorá-los.
    • Os porcos achados nessa seita foram mortos e depois desossados e assados, eu diria que foi uma vingança aos pequenos humanos.

Dirlihi Halihabei Garlick, biólogo espacial de Parr.
 Olá, Sr. Perez e Sra. Gears, em Maio de 2266, planeta Pax Anguipenna, eu estive dedicando meu ofício à pesquisa marinha, caso chegarem à Cidade Flutuante, Oceano Estoico, não se assustem, é uma das maiores forças de defesa em nome das Walark para impedir piratas, é um barco tão grande que dragões chegam nesse navio e pousam, eles acham que é algum tipo de ilha, graças à fusão nuclear esse navio tem força e mobilidade para viajar até o fim desse planeta.
 Falando assim parece que sou um grande fuzileiro naval assim como muitos da minha família na república esmeralda, mas eu me dediquei à biologia marinha, parece que Espaçadores evoluem quando crescem, ou uma metamorfose, que chamados de Anciões, ou de Espaçadores Cabeça-Fálica, devido ao formato longo e cilíndrico, e eles parecem ter migrado para esse planeta junto com a organização de pesquisa que eu participo.
 Os prateados eu lembro que chegam a 100 bilhões, os humanos e suas subespécies dão mais do que trilhões, mas é tão estranho uma raça tão fértil que a Idade das Trevas foi por superpopulação tenha uma subespécie de tão poucos filhos, 144 mil indivíduos no espaço, não é? Na Via Láctea, em Andrômeda e na Galáxia Xioma esse é o total arredondado pelo que eu saiba, o número total seria chato de anotar.
 Ainda assim Espaçadores são lindos em seu estágio de "ninfa", e que eu já tive 3 ex namoradas Espaçadoras, e quando pude lutar ao lado delas, com o tempo elas me deram três presentes, como um Vitálio, uma Cruz do Flagelo de Silício – nem sei como ela conseguiu um desses – e o livro de uma delas sobre biologia e física por trás de cérebros telepáticos, que eu usei como inspiração para catalogar como eu e outros Garlick enxergamos a quarta dimensão.
 Não é apenas um ângulo a mais, como a gente visualiza o tempo como parte desse ângulo, e combinando com nossa habilidade de cálculo, conseguimos ver eventos atrás e à frente, e ler os horários só de sentir a estrela e o satélite natural ao redor, porém... Mesmo acompanhado eu me sinto sozinho, como se tivesse algo me observando, eu já vi figuras sem cor, inteiramente brancas com só um sorriso como o Smile estereano no rosto plano, eu também vi um balão flutuando às vezes no oceano e às vezes no bombordo do convés, e quando vou a um beco escuro, o maldito Glacci quase me mata do coração aparecendo do nada só para começar conversas sobre geometria de dodecaedros.
Com amor, Dirlihi Garlick.

Continua>>>

31/05/26

Planetas Agridoces

[Mais uma vez esse estilo de "cartas/diário de personagens", dessa vez algo mais a ver com história da galáxia]

> São Belefor, Escriba do Verão.
 Houveram poemas que outros escribas escreveram em nome de grandes líderes, em maioria os fundamentais para a expansão da civilização humana desde a conquista de Marte, eu pude compilar pelo menos em uma versão própria minha.

Arte, história sólida, só pode ser destruída fisicamente
Caio Cailua, perpétuo presidente e general triunfante
Piratas disseram Ai dos Vencidos quando conquistaram as Proxima Centauri
Mas as tropas de Caio foram o primeiro, poderoso e primário bastião
Contra a invasão inevitável a nossas primeiras colônias da expansão

Durante a divisão de territórios, então
Também libertando veteranos da deserção
Depois de reformar o ano centauriano, sem pressão
Reduziu a dívida massante que assim os impostos, pagos senão
Ainda não lhe custasse nenhum coração batente

Sandro Bisano, enfim, o general e monarca
Conquistou mil e duzentos mundos com sua grande arca
Montado em sua blasarca veraniana, liderava uma grande tropa leviana
Aluno do melhor olívio de sua época, Linsey Masana
Aliou os klarkianos e hunkalianos, contra Amaril foram martelo e bigorna

Duzentos Sandrias, com bases, bibliotecas e transporte
Infelizmente, misteriosamente, uma gripe tão forte
Havia levado Sandro Bisano, o grande general
Caio Cailua, presidente, general e grande juíz, continuou a árdua iniciativa
De unificar Aquário, porém, durante a assembleia, foi emboscado, esfaqueado
Por quem ele jurava serem seus sobrinhos

 Durante a Grande Guerra de Ganímedes, onde Sandron Bisano e Caio Cailua estiveram conquistando os planetas habitados na Constelação de Aquário, Amaril Ursh'raar, que infelizmente não achei a tradução exata da língua carfênia, do planeta Carfeni, já foi antes um general tributário, de uma tropa que era dada aos povos pós-humanos quando os impostos não eram em dinheiro, comida ou recursos raros, pois era uma guerra tão antiga que não foram pensados os planetas Heleni-A, Heleni-B ou Anakos, e os carfênios nos traíram numa armadilha de lei, em que:
  • Havia os juramentos de Dragão Urish, em que um carfênio jamais deverá trair ou abandonar qualquer nação de seu império;
  • Enquanto no Concílio de Niterói, Amaril jurou não levantar exércitos contra Caio Cailua ou qualquer outro primestre vialacteano;
  • Porém, na conquista de Ikenika, ou Icênica, na mesma constelação de Carfeni porém em estrelas mais ao "Norte" do céu da Terra, o maldito aliou mercenários icênicos, de uma raça avermelhada muito similar a elfos estereanos, porém muito mais fortes e avançados no motor de dobra que era um tanto mais rápido, porém muito mais difícil de se montar, para máquinas de viagem espacial.
  • Também pudemos achar piratas espaciais, muitos deles filhos de veteranos negligenciados dos planetas Stereo e Primavera, provavelmente um tipo de corsários ou mercadores senão soldados ou navegadores e logisticistas.
 A Cigarra do Norte foi uma das generais e rainhas mais implacáveis e malditas do planeta Icênica por seus guerreiros, as Cigarras, terem passado pelas tropas klarkianas e saqueado milhões de naves nossas e ter queimado a Sandria do planeta prateado na mesma época que a constelação de Leão foi queimada.
 Uma das maiores pragas, por sinal, que tivemos de lidar na Constelação de Aquário e em Hunkal foram as Garras, que antes chamávamos de Garras do Demônio não por ser um tipo de demônio ou tentáculo infernal, mas pela força e inconveniência que elas apresentavam, depois, chamamos de Garras de Pahapayar depois de descobrirmos ninhos de Spartois com essas abominações, porém, chamamos normalmente de Garras do Abismo depois que descobrimos que é um tipo de forma de vida que migra entre planetas de forma similar aos Parataxes e àqueles gafanhotos (as Pragas Espaciais), porém em quantidades menores graças, ao Deus do Fogo.

> Santo Antônio de Órion, Escriba de Escorpião.
 Belisária VII, descendente de Custodas e uma grande sacerdotisa e general dos Assimétricos, com seu carisma conseguiu aliar e associar Agrabah ao povo humano, assim como guerreiros Assimétricos e agrabanos associados conquistaram as constelações Cassiopeia, Andrômeda e Sagitário, e descendentes dela fundaram os Setores Y e Z, embora não se sabe onde foi parar ou como está a linhagem desta.
 No entanto, ainda que isso leve a mundos de mais para serem lembrados fora de seu alcance, em Agrabah é lembrado que, mesmo num tempo antigo devido às expedições temporais, o ano de nascimento da Belisária é notavelmente mais próximo da invenção dos Tamafones em Stereo que da criação dos castelos e Globos dos nativos agrabanos, sendo os tais Globos de Agrabah um tipo de arte tradicional feita de arenito e perfeitamente esférica e lisa, um símbolo associado a dragões agrabanos como o deus do caos e dos ciclos Apéri, chamado pelos custodas de Apérides.
 De qualquer forma, durante Revolta da Noite, que impediram as tropas rebeldes e bruxos agrabanos chamados de vândalos (principalmente por seus rituais picharem arquiteturas importantes com símbolos malignos, não a demônios ou elementares selvagens, mas a deuses esquecidos agrabanos que só se sabe de seus nomes ao traduzir o significado de seus glifos), em que assim como Stereo conseguiu reprimir muitas tropas de piratas espaciais graças a mercenários (que por sua vez em Stereo eram humanos ou Macanem usuários de armamentos tanto tradicionais quanto modernos e em maioria especializados em combate aéreo e terrestre e armas magnéticas, tecnologias copiadas por piratas espaciais), Agrabah teve suporte de Assimétricos, tanto os publicamente leais a Belisária quanto tropas de mercenários que, apesar da máscara que os associava como parte dessas tribos de afrodescendentes espaciais, usavam roupas diferentes, por sua vez com túnicas númidas vermelhas, braçadeiras/braceletes verdes de aço com poder mágico sobre o vento e a terra referentes a serpes, e lanças e escudos magnéticos de contra-culturas estereanas, além de uns vestirem a pele dos maiores animais que eles já caçaram de forma similar aos Leões da Etiópia.
 Mesmo com os vândalos jogando filhotes de Grivilotes como forma de afastar os soldados agrabanos que consideravam esses animais sagrados, os próprios agrabanos pegavam esses filhotes e levavam embora em segurança, deixando espaço para os Assimétricos enfrentarem, muitos usando fundas carregadas com pedras elementais chamadas de meteoros assimétricos, assim como mercenários estereanos e uma tropa pequena de Caio Cailua como parte de uma diplomacia antiga e entre épocas temporais diferentes, não só pontos espaciais distantes, para proteger ainda mais a integridade de Agrabah, e a frase mais falada na vitória, "Nittá", tem uma etimologia que pode significar "vitória" quanto "noite enluarada".

> Leno Lynch, Espacete.
 Dia 259, diário de bordo 12-05-2206, tive de viajar para um planeta Pathi gerenciado pelos Lindar porque mais nenhum da minha instituição queria participar, ou estavam ocupados, pelo que eu saiba, os Artistas de Ferro são guerreiros Heilendracos que dedicam sua vida às trilhas do guerreiro e do artesão, a do artesão eu peregrinei múltiplas vezes, e pude ensinar Olivianas a esculpir artes como os Globos agrabanos e estátuas de Garras do Demônio para impressionarem aqueles nobres esquisitos.
  • Planetas Pathi são planetas criados pelo povo dos Lindari, uma civilização de elfos azuis que, além do compromisso com a comunidade magica e contribuições na alquimia, também são artistas da terraformação, esses planetas são modelados à mão como se fossem as próprias esculturas deles, desde os maiores animais, as plantas mais uteis ate as bactérias e fungos mais básicos, assim como estes são um dos únicos grupos, assim como a Guilda de Delfim, a terem uma comunicação temporal nativa (CTN), não apenas conversando com povos distantes além do fuso-horário estelar, também podendo comunicar com seus próprios grupos em épocas separadas e com versões passadas de si mesmos para se guiarem.
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  • Planetas Ortress são fortificações e belos territórios do Império Drakunst, possuem milhões de soldados que, diferente dos 9 mil planetas Anakos, mesmo chegando a centenas de bilhões, os planetas Ordress não sofrem de superpopulação, provavelmente por seus soldados já viverem longe, morando em suas naves-mães, eu tive que consultar uma fábrica de relíquias de um desses planetas a propósito, e mesmo que eu tenha visto serviços saudáveis ou sustentáveis, eu já vi pedreiros e borracheiros do planeta Bruquix terem carreira menos opressiva ou opressora que para os magos e alquimistas desse planeta que eu fui, isso porque descobri que o chefe responsável não era um mago confiável, era um Dronfeyo, um tipo de elfo corrompido, e que estava secretamente servindo o trabalho pesado dos sauros como um sacrifício para Marz'har e Lua de Babel, que eu não sei o que eles fazem, assim como provavelmente foram apagados do que eu investiguei assim como o que esse Dronfeyo fazia além de ser um chefe filho de coletora de bosta.
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  • Planeta Connega está além do meu alcance, tenho amigos que trabalharam no In The End e ainda assim eu entendi por eles bem mais segredos desse planeta artificial que realmente do Connega, que eu sei que meu professor foi abatido por uma horda de Pragas Espaciais que foram levadas para lá por uma sobrecarga de fator ômega.
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 Pelo menos eu só precisei bodar os carvalhos dançarinos das elfas que me contrataram e regar os bezerros-feijão que andam na fazenda de um Heilendraco bem forte e intimidador pra algo que eu já vi associarem a elfos, quanto mais Heilendracos, um tipo de filhos perdidos dos Lindari com os seres de três dedos por mão ou pé e três olhos por cara do planeta Primavera, os Triderápodes, mas parece que os Lindar herdaram também o poder que os Triderápodes tiveram mesmo sendo obviamente a versão dos Heilendracos que, além de operarem fora de Grunheim, também não têm a semente Triderápode (confuso).
 Porém, foi engraçado eu ouvir as jardineiras falarem que queriam me comer, uma linda Kiruceia cogitou isso, espero ser um daqueles que foram assinados para, quando mumificado e exumado, também comerem minhas carnes saudáveis com macarrão, como prateados faziam seus ritualísticos Canimucaras e que isso foi repassado pros mais lendários Espacetes dos Templos de Âmbar, porém eu sinto que meus pelos estão crescendo, uma dor de cabeça  e nas costas não para, eu espero não ser nenhuma mutação da trilha dos segredos, dedicada a espiões, ladrões e necromantes, afinal, o meu amigo e guia, Lorace Timbre, grande Artista de Ferro, me avisou que eu não posso ir à trilha dos mistérios antes de terminar a trilha do guerreiro, senão eu posso acabar atraindo a atenção da temida Sexta Deusa.

Continua>>>

03/04/26

Estrelas Ázimas

[Assim como A Verdade Sobre o Caminho TaumeraExecuções de Sumatra, aqui serão umas cartas ou diários dos personagens, aviso só pra não causar estranhamento em comparação com narrações em terceira pessoa]
[Como vai ter citações do doce Glicestar - comum em Páscoas alienígenas -, doces comuns, chocolates e culturas locais, vai ser em parte o meu especial de Páscoa desse ano]

> Kibele "Orenji Neko" Kato.
 Querido diário, eu acho que ocorreu algo muito estranho, quando eu visitei o Setor SA, eu pousei em um planeta onde as pessoas pareciam me reconhecer, eu me senti uma celebridade, mas ao mesmo tempo... uma bruxa, porque os homens e as mulheres me reconheceram e juraram que eu morri lá, mas também me contaram sobre Ragnar e um tal "Dinossauro Robô Gigante Cristão", o que me surpreendeu, até dei risada, mas assim, quando eu conversei com a Aiko e a Fridgy, elas presenciaram uma versão dita como, segundo elas, parecidas com lesmas gigantes, e que ao tocar nessas versões, elas desapareceram, e tudo viraram memórias dolorosas.
 Mas não é só de eventos ruins que vivemos, não é mesmo?
 No planeta Stereo, eu, a Aiko e a Hikiro comemos pastéis estereanos, eu e a Hikiro comemos de carne e a Aiko comeu um de 7 queijos, parece que o que a Aiko comeu foi o mais crocante, fazia muito barulho quando ela comia, já a Fridgy, bem, se tornou uma guerreira Totska e... Juro! Eu achava que vampiros não transformavam pessoas em outros vampiros por mordida, mas segundo a Jane agora há vampiros que fazem isso, mas... há peles diferentes "etnias" diferentes de vampiro, tem os pálidos de sempre, os azuis e os verdes, mas quando eu vi a Fridgy com caninos maiores eu fiquei pasma, afinal, ela não queima no sol nem nada, o máximo que ela reclamou é que ela tava sentindo mais calor agora. Mas AI QUE LUXO! Agora tenho uma amiga vampira que não parece a Megan MacNolan de O Exorcismo da Casa Rosa hihihihi.
 Fora isso, pelo que entendi a Aiko Musa está trabalhando como uma policial? Ou delegada, não lembro, mas ela se formou em direito e agora ela tá chata, exigindo que chamássemos ela de Doutora. Miga, você não é doutora, você só fez a graduação! Já a Hikiro parece que tá se afastando de nós aos poucos, não viaja mais conosco, mesmo tendo no grupo tipo uma mini xerife na nossa gangue e uma cavaleira galáctica, então o que será que deu nela?
 O baixinho que nos salvou e disse que, na linha do tempo dele, a gente tentou matar ele, está em apuros por causa de um mercenário anakoseiro, mas assim, eu tô de mãos atadas, não é mesmo? Não sou a mais poderosa e nem faço ideia de se o dito mercenário já pegou o Naej, mas eu gostaria de ver, você sabe, uma rinha de mercenários. Mas quando eu e a Hikiro chegamos ao planeta Krippa, conhecemos umas mulheres prateadas e Shiniitas que moram lá, e nossa, eu sei que elas nos ofereceram alguns dos Glicestars que elas fizeram e tinha nada de errado, mas ai que vergonha...
 É de costume de prateados, ainda mais Kiruceias, não usarem roupa nenhuma, mas elas poderiam usar umas saias e sutiãs simples, eu acho, mas olha, elas também conversaram sobre os doces à base de Majoluma, como os bombons de sol e as tortas de constelação, que fez a gente ficar mais tempo lá e... tomar um banho de sauna com mulheres pássaro foi a coisa mais inesperada que eu imaginei.

> Isabel a Pastel.
 Megno, um planeta da onde eu vivo, tão brilhante, geralmente ensolarado, tão cheiroso, e assim como a princesa Anne Quykk, eu obviamente não viveria tanto tempo na mesma vila até entediar, eu quero viajar! Eu sou de uma das Vilas Waffle comuns do Hemisfério Noroeste, e sabe, se você está lendo essa carta, posso te contar umas curiosidades dessas vilas antes de eu contar uma das minhas viagens mais distantes, hihi.
  • Vilas Waffle possuem grandes casas amareladas ou alaranjadas, barrocas, de paredes de waffle e tetos e telhados de waffer, geralmente tem uma igreja de sorvete de baunilha no centro como ponto de referência, por exemplo, muitas mercearias e bares na minha vila são sempre ao Sul dessa igrejinha, e... não, eu não sou caipira e eu sei o que é um telefone de açúcar-cerebral, por isso eu converso com meus amigos tão de longe.
  • Vilas Rosquinha possuem casas bem grandes, altas e cilíndricas, ou prédios, como templos e escolas, possuindo claustros de céu aberto, a estrutura parecendo rosquinhas gigantes ou longas, e mesmo não tendo jardins tão grandes ou muitos arbustos, são lugares bem menos selvagens e brutalistas do que eu pensava, e eu tava com medo de reclamarem de eu, uma jovem comerciante, estar supostamente roubando empregos e ganhos dos moradores.
  • Vilas Cacau foram minhas favoritas em viagem, com uma arquitetura maia tão chamativa, de desenhos de cor marrom-escuro com brilho suave, no meio arquiteturas de pedra e tijolo, portões e cercas de grade de aço, só não gostei muito das comias e especiarias apimentadas, mesmo que eu tenha até comprado umas para meus amigos curiosos, e... não, mesmo não sendo as vilas mais ricas, e nem as mais novas, seria rude, ofensivo mistificar esses povos como místicos e bizarro só por terem os artefatos de maior qualidade e uma idade bem longa em suas tradições.
  • Vilas Monilha possuem casas humildes em tons brancos ou amarelos em tons que lembram baunilhas, pedras em forma de morango que são muito comuns nas artes de oleiro ou para um tipo de corante vermelho, mas lembro que muitas dessas pedras-morango são mineradas e esculpidas para fazer tijolos. Meus pais vieram de uma dessas e sou grada por estar bem-sucedida atualmente.
 Consegui uma ajudinha para viajar ao planeta Fantasia, e como é um planeta de aventuras perigosas, eu peguei uma Espada Amalesa e um Escudo das Serpentes, e recebi uma pequena mão de cartas. Os duelinhos de cartas foram divertidos e eu não esperava que tivesse essa opção também, minhas cartas favoritas foram o Mago Azul da Floresta (11 pontos de ataque, 4 de defesa, com um bônus que ele não sofrerá dano no primeiro ataque que receber e ataca a distância, então não sofro contra-ataque :D), a Bomba de Nobel (que dá 3 pontos de dano em 3 inimigos) e o Espelho da Dama do Lago (que ao usar reflete até 110 de dano, e eu lembro que melhoraram o poder dessa carta porque uns caras descobriram como chegar a até mais que isso tudo de dano, e isso é assustador! D:), mas entre os amigos novos que tive aqui, teve o Cuca Dozi, um outro Megnano de uma Vila Cacau que eu visitei, e ele é tão fofinho de vestido!
 Também encontrei um tal palhaço Elfitys Leechia, que eu não entendi se eles dois eram só amigos ou tinham algum caso, mas o Cuca parece ser bom com cartas e em preparar carne de algumas das feras, já o Elfitys, mesmo sendo um mero chevrillothiano piadista, malabarista e acrobata (sim, ele é redondinho e fofo, mas ela tem uma boa habilidade com o próprio peso), ele também é um mago exemplar como outros chevrillothianos, com jatos de água pressurizada, prisões esféricas de água como a magia Gaiola do Mar, ou os espinhos de gelo que chegavam a decâmetros de altura, com minha ajuda ele e outros aventureiros do planeta conseguimos abater um Teju Pirajaci, um dos maiores monstros répteis da região, similar a um Tiranossauro encouraçado e com espinhos na mandíbula e cauda, de 7 metros de altura por 12 de comprimento.

> Gustav Jagger.
 Voltei à cidade que eu cresci, eu ouvi relatos de que o Marcrili foi morto por guerreiras Assimétricas de um planeta distante, mas agora não importa, eu já enfrentei e conversei com ele umas vezes na época que trabalhei como mercenário, faz tanto tempo que eu já me aposentei antes dele ter piorado e escalado tanto, a Carta Issah foi a última sobrevivente de seu bando depois de uma guerra contra os Filhos de Saossep, e depois contra os Pesadelos do Lar, onde Truon, Juanir e Diana morreram, o Mariano está desaparecido, e Carta e Diana me imploraram ajuda, e eu só pude levá-las com minha nave. Minha mãe estava orgulhosa de eu conseguir duas "namoradas". No começo, atuamos, fingimos sermos realmente um trisal porque assim podíamos nos sentir mais juntos, até que eu tive que levar Diana para Anubast, onde ela poderá viver como uma artesã e escritora, eu fui ajudando a divulgar os livros que ela escrevia, já a Carta tinha uma rivalidade com a guerreira Samantha Magnus III, uma guerreira exemplar, e meio Assimétrica.
 Rivalidade essa vem da Samantha e outras guerreiras Magnus acharem que Carta era uma entre os seguidores de Marcrili, e bem, eu tive que explicar que, na realidade, ela era uma fugitiva de uma guerra, uma injustiça, e era minha protegida. Samantha quis acreditar em troca de uma ajuda minha, especificamente de conseguir capturar algumas feras répteis, confundíveis com dragões, entre eles ela fez uma listinha que, pelo pergaminho pequeno, uns vinte centím de comprimento, eu até achei engraçado, parecia uma lista de compras, mas envolvia:
  • Serpe Tigre: Uma espécie de lagarto alado de 5 mets de comprimento, mesmo grande é bem sorrateiro, costuma voar para migrações e, mesmo tão forte, parece reservar para lutar por território, caçando com a peçonha de suas presas. Ela me pediu presas, glândula de veneno e pele, o resto, como a carne, podia ficar comigo.
  • Serpe Marrom: Espécie de lagarto alado de 6,9 a 7,1 mets de comprimento, com mandíbula forte para carregar árvores e já vi ninhos de madeira feitos por essas feras. Seu veneno é alcalino e faz sangue e olhos arderem com força, e mesmo voando para caçar feras voadoras, também já vi esses seres escalarem pequenos montes e é mais ágil que a média. Ela precisava do couro e das artérias, boa parte da carne e dos ossos eu passei pra família dos meus vizinhos.
  • Ladrão-de-Uvas: O nome vem de alguma lenda que essas serpes eram roxas ou vermelhas-vinho porque comiam as uvas das regiões, mas na realidade essas serpes já são roxas desde filhotes, são onívoras e frutas por mais que sejam uma opção não são de fato a comida principal deles a menos que pra aumentar a salivação deles, já que eles possuem uma certa acidez em sua saliva e muita gente confunde com um "bafo de fogo". Esse eu tive que capturar vivo, a Samantha quis domar um deles.
  • Draco de Damião: Já ouvi falar de uma espécie assim na Terra, mas assim como a versão terrestre dos Tejus Negros e dos Tejus Pirajaci, foram extintos com o tempo, seja por meteoros ou Eras Glaciais, mas como não achei no meu planeta eu tive que ir pra Custódia conseguir enfrentar um desses e conseguir sua carne e couro, os olhos a Carta usou para duas poções que a Samantha até pagou um dinheiro a mais pra levar também. Possuem 4 mets de comprimento, enquanto um Fafnus terrestre ou klarkiano não passa de 98 centím, então isso dava tanta carne que talvez por isso ela só pediu a carne dessa fera, e a bolsa de fogo desse Draco ela me deu umas peças mecânicas pra mim transformar aquilo num tipo de lança-chamas, e até que consegui fazer um bem forte, só precisei levar uns dias.
  • Draco Gaulês Gigante: Ouvi falar que é um símbolo de Versalhes, na Terra, por causa do que minha avó contava sobre como foi conviver na França, e é um dragão bem grande, extinto por caça excessiva dos romanos e gauleses, mas em Pessach eu pude enfrentar um deles depois de conseguir outra licença e ao saber que no dia seguinte eles iam reproduzir. Esse é bem maior, de 9 mets, a tribo dos coelhos pessachanos pediram a carne e a bolsa de fogo em troca de me darem uma Faberfaira e, por incrível que pareça, no festival de Primavera que eles estavam fazendo nas montanhas, onde eu e a Carta também estivemos comemorando, enquanto os pequenos corriam procurando por ovos e barras de morango ou de cenoura, fruta e tubérculo comuns nos sabores de doces desse planeta além dos chocolates, e que minha família também planta cacau pra si, com os excessos sendo exportados em troca de matéria-prima pra equipamentos. Isso me traz recordações de quando eu era mercenário e fazia missões no espaço pra conseguir dinheiro pros helenianos que me adotaram, e enquanto eu tinha a minha loba Lua Quente, meu pai (Pedro, que Deidis o tenha) tinha um Teju Negro como pet chamado Hulk, e um Rivercut chamado Cowboy, que atualmente não tão mais entre nós no meu povo.
 Uma mulher krippana chamada Xiza me deu um bunsaiwo como presente enquanto ela citava um cara familiar, Charles, e que ambos estavam no Porto Estelar, onde helenianos se encontram com estrangeiros pra negociarem, com barras de ouro pra me pagar, e pra mim fazer uns artefatos para amigos, pelo visto será algo caro, afinal, não é qualquer um que possa fazer Gasgema, e em compensação de eu não ter tanta habilidade pra fazer essas joias, eu pedi ajuda pra meus vizinhos de famílias Minoicyx e Taurong pra fazer uma receita ou planta desses materiais, e eu iria explorar as regiões em busca das matérias-primas.
Um é pra alguém pequeno, mas corajoso e com poderes flamejantes
Fiz pra ele uma Gasgema curativa
Com gás retardante de fogo, pra balancear as capacidades destrutivas
Pra ajudá-lo a desfazer parte do dano
Duas eram iguais, pra uma mãe e uma filha
Como uma é de gelo e outra é de água, a mãe sendo policial
Eu fiz dois Gasgemas cheirosos, aromáticos
Que pode passar o gás curativo por gelo e água
Duas Gasgemas negras, pra uma jovem xerife, pelo que dizeram
E pra uma aventureira, ambas com poderes naturais
Fiz Gasgemas de cheiro doce, mas altamente venenoso e corrosivo
Pra servir como uma arma, será ótimo pra uma surpresa em combate
 Os metais foram fáceis de minerar e garimpar, junto com as joias elementais, e como aprendi sobre circuitos eletro-alquímicos com esse Charles, ficou melhor de controlar os impulsos mágicos pra soltar os gases exatos, cada joia guardada numa caixa quadrada de papelão grosso e com a descrição exata em inglês estereano, porém, pra outras duas Gasgemas douradas, que reutilizei uma das barras para fazer ambas, a resina alquímica brilhava torto, o símbolo não aparecia inteiro mas funcionava normalmente, esculpi o ouro no formato de fogo, pra emitir um gás anticoagulante e anticongestionante, um pouco anestésico, e que o Charles ajudou a traduzir a bula da caixa pra francês em uma das caixas, e pro inglês terra-americano em outra, a Xiza também trouxe uma caixa de remédios à base de ervas frescas krippanas, achei que tava muito além do preço, mas os Minoicyx e Taurongs ajudantes conseguiram dividir aquilo, e fiquei com parte do ouro e, com uma ideia da Carta, guardamos num tipo de baú secreto, como um tesouro e fundo econômico.

Fim!

19/03/26

Execuções de Sumatra

[Assim como a história anterior, eu vou fazer essa aqui em forma de cartas ou páginas de diário dos personagens e, assim como a história anterior, pode acabar tendo descrições longas demais por causa do tom dos personagens tendo que explicar pra alguém ou anotando dados importantes que eles mesmos precisam] 

> Carla Oxton (clone Paladina)
 A Molde não se localiza na cidade de origem dela que poderia ser também nossa origem. As clones gêmeas siamesas não conseguem se entender, e por causa disso minha pessoa tanto pede para elas fazerem pequenas tarefas para conosco, como a irmã que denominamos Assassina por seu poder de camuflagem que é útil para infiltrar em instalações importantes, a irmã denominada Ladra por ter um poder comparável à mitológica Mão da Glória, suponho eu que só ela consiga ver a luz que ela emite, mas isso é estranho, temos poderes por um erro de mutação entre nós, então seria alguma luz fora do espectro eletromagnético? Porque há cores secretas na faixa do ultravioleta.
 Já a irmã denominada Frenética, a gente geralmente cuida no porão da nave espacial que levamos sem permissão daquele insolente Sequestrador Temporal, e ela atacando uma das cidades descontroladamente foi distração suficiente para dar tempo de roubarmos dinheiro e assim termos orçamento. A Frenética não sofre nenhum dano, é impressionante isso daí, diferente da boba da Maga que não consegue nem caminhar um pouco na nave sem o coração palpitar forte.
 Por favor, destinatária e leitora curiosa, eu não estou buscando a gabar-me pois não pretendo isso, eu sou a melhor dessas aqui pois eu tenho um pouco das capacidades de cada uma, pois bem, tem um feromônio que nós clones produzimos capaz de apaixonar as mulheres, parece demorar para surtir efeito, sob 3 minutos num raio de um metro, não consigo fazer ir mais longe, mas eu sinto pena da Alex e de outras donzelas do Clube do Livro Larapink, elas nem desconfiaram do meu tamanho, tão mais alta que outras clones, e não acho que faça sentido parecer loira porque eu pintei o cabelo, era para a Maga impersonar a Molde, mas ela se sente "tão especial" que não se sente digna de parecer a original.
 Pelo menos consegui um bolo e uns lanches delas pra ter refeição pro dia inteiro, já que a Molde está voltando e eu planejo enfrentar ela para descobrir o seu potencial. Não acho que velocidade seja tudo como a Monja acredita tanto.
 Absolute Doty? Acho que vi esse Heler em algum planeta Heleni com o Fu Albayne e seu Flamemane Sundown, são tão bonitinhos, assim como vi que umas lutadoras de kimono vermelho e o Frogaret cuidando de dois dragões-de-canela estereanos, mas pelo que eu saiba o Rubris é dragão do Oliver Dermurer e Ignum é dragão do Naejj Dermurer II.
 Não sei como essas pessoas ricas têm acesso a animais mágicos tão incríveis, mas não se difere de fazendas de fafnus ou de brasileiros tendo capivaras em casa, eu lembro que lá tem capivaras humanoides, será que algum planeta Heleni tem Helers humanoides?

> Zamiya Zuri
 Eu e minhas colegas da tropa Fênixes da Manhã achamos uma armadura e metralhadora antigas de um Titã de Ferro, estes seres variam de 3 a 5 metros, e segundo a ruína do templo que achamos, esses guerreiros eram um tipo de mechas, como armaduras tecnológicas gigantes, usados durante a guerra mundial de alguns planetas, aqui onde achamos no Setor A, eles foram guerreiros de elite, grandes nomes, respeitados, porém, seus nomes estão em Tatikl, um idioma muito difícil de aprender, eugenéticos como o James-040 e Bitdrows como a Jessica Taniran e o falecido Donato S74-rs levariam 9 a 11 anos para aprender, pois tem 2 milhões de palavras, 10 gêneros de pronomes com 11 tipos de pessoas:
  • ylu (pronúncia "iulū"): masculino natural singular.
  • yju (pronúncia de "uaijū"): feminino natural singular.
  • hji: agênero no sentido de objetos.
  • hjua: objetos e animais.
  • yta: desconhecido.
  • ylu-yta: masculino plural.
  • yju-yta: feminino plural.
  • ylu (pronúncia de "aúlū"): masculino sintético singular.
  • yju (pronúncia de "aūjī"): feminino sintético singular. 
  • ander (pronúncia de "ândrē"): andrógino ou bigênero, não confundam com "ander" (pronúncia de "andré", significando "ano de aniversário de 10 anos", ou "decadaniversário" em português custoda; pronúncia de "andêr", significando "ânus doente", tipo hemorroida, prolapso ou infeccionado por parasitas; ou pronúncia de "andúr", que descreve um tipo espada de ferro temperada sob óleo mineral)
  • primeira pessoa informal (ich), primeira pessoa formal (ichmister), primeira pessoa sob aspas e citação (iuch), segunda pessoa (akag), terceira pessoa no passado (ela), terceira pessoa no futuro (ila), terceira pessoa distante (dagwa), primeira/segunda pessoa plural (ichaga), terceira pessoa plural (sila, com pronúncia de "síla"), quarta pessoa (elk).
 Eu não vejo cores, e isso é óbvio, perdi a visão na infância porque minha mãe odiava eu tendo olhos e os furou pra eu nunca mais enxergar, quando ouvi portas quebrando e tiros fortes, só ouvi um TUM quando eu desmaiei de medo, não era o barulho de mim, e quando fui levada a outro lugar, fui reabilitada como uma órfã Espacete, como qualquer órfão humano na galáxia vindo de um planeta colônia, o cheiro do corpo das professoras me apaixona até hoje, é um cheiro salgado que só senti no corpo delas, e eu espero que não saibam desse segredo, mas eu já recebi massagens sensíveis de jovens prateadas, e elas me elogiaram pela sensibilidade.
 Pois bem, durante meu tempo escolar conheci minhas amigas Misa Medina e Sora Mendonza, com mesma deficiência mas motivos diferentes, elas estudaram medicina, mapeamento estelar e braile humano (de pontinhos) e braile dos prateados (de linhas, que eram verticais, horizontais, diagonais e cruzadas), e durante nossas carreiras como Espacetes, nós pudemos conhecer guerreiros Sentinelas, e...
  • Um Baixo Sentinela já me deixava o ar pesado.
  • Um Médio Sentinela tinha uma voz trovejante só de eu o ouvir conversando.
  • Um Alto Sentinela me fazia cair de joelhos só de sentir a presença dele e pedia desculpas por incomodar só de estar perto demais dele.
 Acho que minhas amigas não parecem ter a mesma sensibilidade ainda que temos a mesma deficiência e mesmo nível mágico, mas enfim, é demais (num bom sentido ;) ) saber que éramos guerreiras Fênix da Manhã aos 21 anos e mesmo que eu tenha conseguido uma Espada de Salberg e uma Lágrima da Lua da Ranmir que estava me treinando, e Misa tenha conseguido um Machado de Kantara e treinado técnicas de arquitetura e cerco com Arquípedros, e carregava uma Esfera de São Madulga, que ouvi que tem um dragão adormecido dentro, Sora tinha conseguido uma Katana de Katerea e… um fóssil de amonoide? Eu sei que artefatos antigos têm uma energia mágica a mais, mas de tanta coisa tão mais incrível por que uma pedrinha de fóssil? Pelo menos é fofo cada uma de nós colecionando uma relíquia
 Nem esquentam de como nós "enxergamos", afinal, além da armadura de placas sobre um traje à prova de balas pra lutar, e do penacho de penas de Hataiyo que aumentam nossas magias de fogo, recebemos Moduladores 3D de Visão, que faz scanneamento em lidar e isso aumenta os nossos sentidos.

> Holanda Ba You
 Deploráveis almas aqueles que pensam que trair a humanidade fosse tão bonito quanto em livros de fantasia, há um ciclo vicioso entre o rei causar medo para não ser traído e os seus seguidores quererem o derrubar no poder, mas lembre-se, caro soldado, somos um exército talvez secreto, pois há povos que não sabem que nossos planetas existem e nem sabem os sacrifícios dos Wakers para fazer desde as pelúcias mais básicas às máquinas mais eficazes.
 Como nós podemos executar, fuzilar os guerreiros mutantes se isso inclui seres tão fortes e resistentes? Lembre-se: Os poderes mais diversificados podem surgir, incluindo os de anular tais poderes, os mais difíceis são os poderes de super atributos, afinal nós só impedimos os poderes de sair, e a super força já é usada de dentro do corpo do usuário, então por isso usamos armas pesadas para isso também.
 Quem sabe por isso o Tanke Bravo tinha contratado 100 anakoseiros com essa capacidade, talvez não pra execução de traidores mas porque ele viu que, assim como alguns fecham as saídas dos poderes da mutação ou controlam a frequência e quantidade de crátons para levar esse padrão de poderes para si, a Cassandra admitiu que muitos dos que ela executou eram câmbions, quem tira poderes do seu sangue demoníaco, e o Cain N014N, um soldado entre as Serpentes de Trincheira, foi capaz de fechar o Ego dos magos de volta, útil pro interrogatório.
 Já o John Lurgen mudou da Mutra Forts para lutar ao lado da Totska, espero que ele esteja ajudando muito os mercenários paracausais caçadores de ameaças espaciais porque o Tanke Bravo me avisou que o poder maior dele era anular poderes alheios em área, e antes de lutar no exército ele era até mesmo desnutrido.
 A Tropa Phi, na Galáxia Xioma, está reutilizando os metapoderes de fechar poderes alheios que uma das tropas antigas de Armada Galáctica tinham, afinal, muitos dos monstros foram destruídos pelo enfraquecimento deles pela Armada Galáctica, assim como Johan e Cain já foram candidatos dessas tropas, mesmo que não tenham sido escolhidos.

Fim!