[Como vai ter citações do doce Glicestar - comum em Páscoas alienígenas -, doces comuns, chocolates e culturas locais, vai ser em parte o meu especial de Páscoa desse ano]
> Kibele "Orenji Neko" Kato.
Querido diário, eu acho que ocorreu algo muito estranho, quando eu visitei o Setor SA, eu pousei em um planeta onde as pessoas pareciam me reconhecer, eu me senti uma celebridade, mas ao mesmo tempo... uma bruxa, porque os homens e as mulheres me reconheceram e juraram que eu morri lá, mas também me contaram sobre Ragnar e um tal "Dinossauro Robô Gigante Cristão", o que me surpreendeu, até dei risada, mas assim, quando eu conversei com a Aiko e a Fridgy, elas presenciaram uma versão dita como, segundo elas, parecidas com lesmas gigantes, e que ao tocar nessas versões, elas desapareceram, e tudo viraram memórias dolorosas.
Mas não é só de eventos ruins que vivemos, não é mesmo?
No planeta Stereo, eu, a Aiko e a Hikiro comemos pastéis estereanos, eu e a Hikiro comemos de carne e a Aiko comeu um de 7 queijos, parece que o que a Aiko comeu foi o mais crocante, fazia muito barulho quando ela comia, já a Fridgy, bem, se tornou uma guerreira Totska e... Juro! Eu achava que vampiros não transformavam pessoas em outros vampiros por mordida, mas segundo a Jane agora há vampiros que fazem isso, mas... há
Fora isso, pelo que entendi a Aiko Musa está trabalhando como uma policial? Ou delegada, não lembro, mas ela se formou em direito e agora ela tá chata, exigindo que chamássemos ela de Doutora. Miga, você não é doutora, você só fez a graduação! Já a Hikiro parece que tá se afastando de nós aos poucos, não viaja mais conosco, mesmo tendo no grupo tipo uma mini xerife na nossa gangue e uma cavaleira galáctica, então o que será que deu nela?
O baixinho que nos salvou e disse que, na linha do tempo dele, a gente tentou matar ele, está em apuros por causa de um mercenário anakoseiro, mas assim, eu tô de mãos atadas, não é mesmo? Não sou a mais poderosa e nem faço ideia de se o dito mercenário já pegou o Naej, mas eu gostaria de ver, você sabe, uma rinha de mercenários. Mas quando eu e a Hikiro chegamos ao planeta Krippa, conhecemos umas mulheres prateadas e Shiniitas que moram lá, e nossa, eu sei que elas nos ofereceram alguns dos Glicestars que elas fizeram e tinha nada de errado, mas ai que vergonha...
É de costume de prateados, ainda mais Kiruceias, não usarem roupa nenhuma, mas elas poderiam usar umas saias e sutiãs simples, eu acho, mas olha, elas também conversaram sobre os doces à base de Majoluma, como os bombons de sol e as tortas de constelação, que fez a gente ficar mais tempo lá e... tomar um banho de sauna com mulheres pássaro foi a coisa mais inesperada que eu imaginei.
> Isabel a Pastel.
Megno, um planeta da onde eu vivo, tão brilhante, geralmente ensolarado, tão cheiroso, e assim como a princesa Anne Quykk, eu obviamente não viveria tanto tempo na mesma vila até entediar, eu quero viajar! Eu sou de uma das Vilas Waffle comuns do Hemisfério Noroeste, e sabe, se você está lendo essa carta, posso te contar umas curiosidades dessas vilas antes de eu contar uma das minhas viagens mais distantes, hihi.
- Vilas Waffle possuem grandes casas amareladas ou alaranjadas, barrocas, de paredes de waffle e tetos e telhados de waffer, geralmente tem uma igreja de sorvete de baunilha no centro como ponto de referência, por exemplo, muitas mercearias e bares na minha vila são sempre ao Sul dessa igrejinha, e... não, eu não sou caipira e eu sei o que é um telefone de açúcar-cerebral, por isso eu converso com meus amigos tão de longe.
- Vilas Rosquinha possuem casas bem grandes, altas e cilíndricas, ou prédios, como templos e escolas, possuindo claustros de céu aberto, a estrutura parecendo rosquinhas gigantes ou longas, e mesmo não tendo jardins tão grandes ou muitos arbustos, são lugares bem menos selvagens e brutalistas do que eu pensava, e eu tava com medo de reclamarem de eu, uma jovem comerciante, estar supostamente roubando empregos e ganhos dos moradores.
- Vilas Cacau foram minhas favoritas em viagem, com uma arquitetura maia tão chamativa, de desenhos de cor marrom-escuro com brilho suave, no meio arquiteturas de pedra e tijolo, portões e cercas de grade de aço, só não gostei muito das comias e especiarias apimentadas, mesmo que eu tenha até comprado umas para meus amigos curiosos, e... não, mesmo não sendo as vilas mais ricas, e nem as mais novas, seria rude, ofensivo mistificar esses povos como místicos e bizarro só por terem os artefatos de maior qualidade e uma idade bem longa em suas tradições.
- Vilas Monilha possuem casas humildes em tons brancos ou amarelos em tons que lembram baunilhas, pedras em forma de morango que são muito comuns nas artes de oleiro ou para um tipo de corante vermelho, mas lembro que muitas dessas pedras-morango são mineradas e esculpidas para fazer tijolos. Meus pais vieram de uma dessas e sou grada por estar bem-sucedida atualmente.
Também encontrei um tal palhaço Elfitys Leechia, que eu não entendi se eles dois eram só amigos ou tinham algum caso, mas o Cuca parece ser bom com cartas e em preparar carne de algumas das feras, já o Elfitys, mesmo sendo um mero chevrillothiano piadista, malabarista e acrobata (sim, ele é redondinho e fofo, mas ela tem uma boa habilidade com o próprio peso), ele também é um mago exemplar como outros chevrillothianos, com jatos de água pressurizada, prisões esféricas de água como a magia Gaiola do Mar, ou os espinhos de gelo que chegavam a decâmetros de altura, com minha ajuda ele e outros aventureiros do planeta conseguimos abater um Teju Pirajaci, um dos maiores monstros répteis da região, similar a um Tiranossauro encouraçado e com espinhos na mandíbula e cauda, de 7 metros de altura por 12 de comprimento.
> Gustav Jagger.
Voltei à cidade que eu cresci, eu ouvi relatos de que o Marcrili foi morto por guerreiras Assimétricas de um planeta distante, mas agora não importa, eu já enfrentei e conversei com ele umas vezes na época que trabalhei como mercenário, faz tanto tempo que eu já me aposentei antes dele ter piorado e escalado tanto, a Carta Issah foi a última sobrevivente de seu bando depois de uma guerra contra os Filhos de Saossep, e depois contra os Pesadelos do Lar, onde Truon, Juanir e Diana morreram, o Mariano está desaparecido, e Carta e Diana me imploraram ajuda, e eu só pude levá-las com minha nave. Minha mãe estava orgulhosa de eu conseguir duas "namoradas". No começo, atuamos, fingimos sermos realmente um trisal porque assim podíamos nos sentir mais juntos, até que eu tive que levar Diana para Anubast, onde ela poderá viver como uma artesã e escritora, eu fui ajudando a divulgar os livros que ela escrevia, já a Carta tinha uma rivalidade com a guerreira Samantha Magnus III, uma guerreira exemplar, e meio Assimétrica.
Rivalidade essa vem da Samantha e outras guerreiras Magnus acharem que Carta era uma entre os seguidores de Marcrili, e bem, eu tive que explicar que, na realidade, ela era uma fugitiva de uma guerra, uma injustiça, e era minha protegida. Samantha quis acreditar em troca de uma ajuda minha, especificamente de conseguir capturar algumas feras répteis, confundíveis com dragões, entre eles ela fez uma listinha que, pelo pergaminho pequeno, uns vinte centím de comprimento, eu até achei engraçado, parecia uma lista de compras, mas envolvia:
- Serpe Tigre: Uma espécie de lagarto alado de 5 mets de comprimento, mesmo grande é bem sorrateiro, costuma voar para migrações e, mesmo tão forte, parece reservar para lutar por território, caçando com a peçonha de suas presas. Ela me pediu presas, glândula de veneno e pele, o resto, como a carne, podia ficar comigo.
- Serpe Marrom: Espécie de lagarto alado de 6,9 a 7,1 mets de comprimento, com mandíbula forte para carregar árvores e já vi ninhos de madeira feitos por essas feras. Seu veneno é alcalino e faz sangue e olhos arderem com força, e mesmo voando para caçar feras voadoras, também já vi esses seres escalarem pequenos montes e é mais ágil que a média. Ela precisava do couro e das artérias, boa parte da carne e dos ossos eu passei pra família dos meus vizinhos.
- Ladrão-de-Uvas: O nome vem de alguma lenda que essas serpes eram roxas ou vermelhas-vinho porque comiam as uvas das regiões, mas na realidade essas serpes já são roxas desde filhotes, são onívoras e frutas por mais que sejam uma opção não são de fato a comida principal deles a menos que pra aumentar a salivação deles, já que eles possuem uma certa acidez em sua saliva e muita gente confunde com um "bafo de fogo". Esse eu tive que capturar vivo, a Samantha quis domar um deles.
- Draco de Damião: Já ouvi falar de uma espécie assim na Terra, mas assim como a versão terrestre dos Tejus Negros e dos Tejus Pirajaci, foram extintos com o tempo, seja por meteoros ou Eras Glaciais, mas como não achei no meu planeta eu tive que ir pra Custódia conseguir enfrentar um desses e conseguir sua carne e couro, os olhos a Carta usou para duas poções que a Samantha até pagou um dinheiro a mais pra levar também. Possuem 4 mets de comprimento, enquanto um Fafnus terrestre ou klarkiano não passa de 98 centím, então isso dava tanta carne que talvez por isso ela só pediu a carne dessa fera, e a bolsa de fogo desse Draco ela me deu umas peças mecânicas pra mim transformar aquilo num tipo de lança-chamas, e até que consegui fazer um bem forte, só precisei levar uns dias.
- Draco Gaulês Gigante: Ouvi falar que é um símbolo de Versalhes, na Terra, por causa do que minha avó contava sobre como foi conviver na França, e é um dragão bem grande, extinto por caça excessiva dos romanos e gauleses, mas em Pessach eu pude enfrentar um deles depois de conseguir outra licença e ao saber que no dia seguinte eles iam reproduzir. Esse é bem maior, de 9 mets, a tribo dos coelhos pessachanos pediram a carne e a bolsa de fogo em troca de me darem uma Faberfaira e, por incrível que pareça, no festival de Primavera que eles estavam fazendo nas montanhas, onde eu e a Carta também estivemos comemorando, enquanto os pequenos corriam procurando por ovos e barras de morango ou de cenoura, fruta e tubérculo comuns nos sabores de doces desse planeta além dos chocolates, e que minha família também planta cacau pra si, com os excessos sendo exportados em troca de matéria-prima pra equipamentos. Isso me traz recordações de quando eu era mercenário e fazia missões no espaço pra conseguir dinheiro pros helenianos que me adotaram, e enquanto eu tinha a minha loba Lua Quente, meu pai (Pedro, que Deidis o tenha) tinha um Teju Negro como pet chamado Hulk, e um Rivercut chamado Cowboy, que atualmente não tão mais entre nós no meu povo.
Um é pra alguém pequeno, mas corajoso e com poderes flamejantes
Fiz pra ele uma Gasgema curativa
Com gás retardante de fogo, pra balancear as capacidades destrutivas
Pra ajudá-lo a desfazer parte do dano
Duas eram iguais, pra uma mãe e uma filha
Como uma é de gelo e outra é de água, a mãe sendo policial
Eu fiz dois Gasgemas cheirosos, aromáticos
Que pode passar o gás curativo por gelo e água
Duas Gasgemas negras, pra uma jovem xerife, pelo que dizeram
E pra uma aventureira, ambas com poderes naturais
Fiz Gasgemas de cheiro doce, mas altamente venenoso e corrosivo
Pra servir como uma arma, será ótimo pra uma surpresa em combate
Os metais foram fáceis de minerar e garimpar, junto com as joias elementais, e como aprendi sobre circuitos eletro-alquímicos com esse Charles, ficou melhor de controlar os impulsos mágicos pra soltar os gases exatos, cada joia guardada numa caixa quadrada de papelão grosso e com a descrição exata em inglês estereano, porém, pra outras duas Gasgemas douradas, que reutilizei uma das barras para fazer ambas, a resina alquímica brilhava torto, o símbolo não aparecia inteiro mas funcionava normalmente, esculpi o ouro no formato de fogo, pra emitir um gás anticoagulante e anticongestionante, um pouco anestésico, e que o Charles ajudou a traduzir a bula da caixa pra francês em uma das caixas, e pro inglês terra-americano em outra, a Xiza também trouxe uma caixa de remédios à base de ervas frescas krippanas, achei que tava muito além do preço, mas os Minoicyx e Taurongs ajudantes conseguiram dividir aquilo, e fiquei com parte do ouro e, com uma ideia da Carta, guardamos num tipo de baú secreto, como um tesouro e fundo econômico.
Fim!



































































