"O amor, o que é o amor?
Experiências artificiais só geram resultados ilusórios
Sentimentos não vividos geram confusão
Marshall vaga longe das camadas
Como toda criatura no mundo que morre sozinha
O corpo é só carne, é só matéria
Mas o espírito pode ir além, dos carneirinhos ao rouxinol
Os cabelos dourados circulavam como tentáculos
Agora são lisos como seda e finos como teia
O que é um amor para um prateado?"
Fugaret está com Julie Redlar em um tipo de peregrinação no Complexo, à procura de percorrerem entre os prédios e os chãos multidirecional. Imagina uma geometria que não faz sentido num mundo de espaço tridimensional, assim como nosso mundo tridimensional não faz sentido para seres feitos de quadrados e círculos 2D. Há portas nas paredes, janelas que mexem varais que vão do chão até o teto, e é possível andar nas escadas de cabeça pra baixo, até alguns seres parecem sumir ao cruzar um pilar diferente, ou aparecer do nada entre as paredes, é algo que não dá para ver a camada que esconde essa transição espacial com os olhos e o tato, no máximo sentidos místicos como os de um Redlar conseguem ver até certo ponto dobras estranhas na realidade.
Dobras também desconhecidas pois os Redlar já têm sua dificuldade em treinar para sua visão ir mais longe, ou reconhecer fluxo sanguíneo e veias por onde circulam energia para controlar com sua acupuntura, e Fugaret e Julie não conseguiriam detectar dobras de realidade se não aprendessem como elas funcionavam.
Julie: Isso não faz sentido, é como se fosse uma cortina, mas ao mesmo tempo é como um papel dobrado, mas a cortina é o ar e o papel é a parece com a curva oposta ao papel e... Fuga, cê tá me entendendo?
Fugaret: Pra mim era mais estranho pensar como o John Parker sentia perigo, eu tava com medo da visão dele ficar turva se ele não soubesse o perigo, mas sabe, não é que os olhos recebem luz, que só de termos olhos vemos todas as luzes do mundo, é isso que ele me respondeu.
Julie: Como assim?
Fugaret: Um cego de nascença tem dúvidas de como é a visão ou do que está acontecendo nas imagens de uma cena, mas ele nunca vai falar com tanta conficção que uma pessoa com bons olhos teria surtos ao ver todas as imagens do mundo.
Fugaret pega uma balinha que tinha num pote que eles passaram, era como aqueles doces embalados em papel-chumbo na chamada forma de almofada pelas pontas, serpentes cinzentas com listras de prata passam pela mesa, Julie pisa numa delas com força, a matando.
Os dois alcançam um monumento gigante em forma de um Pimpu com asas, asas bem grandes, de penas, 4 dos 6 braços com mãos no chão como pés, e 2 braços para o alto segurando uma grande arquitetura, da qual caem duas maçãs douradas, uma escrita "da escuridão à luz", e outra escrita "da luz à escuridão". Cada um come uma delas, tinha sabor de maçã fresca com mel, e então, eles somem.
> Aglomerado Mera, Via Láctea.
Mandrião: Deu certo?
Fugaret: Com certeza. Agora a gente tem que ir a Chevrilloth, aquela mulher que vocês chamam de Mãe das Estrelas disse que a gente tinha que ir lá depois da viagem.
Quirão XIII: Sim, sim, com certeza.
Quirão XIV: E-eu levo eles, papai.
> Carcosa, Constelação de Touro.
Marshall está perdido, ou foi em uma longa jornada, o espírito conseguiu sobreviver à morte pela ordem do Rei de Amarelo, e ainda duvida se tem um sentido diferente do que ele discerniu, há poucas árvores podres aqui e ali, está de dia, mas com um sol invisível, as nuvens em cor de chumbo passavam como um presságio.
Galos andavam e acompanhavam Marshall, assim como um carneiro o guiava, Marshall não falava nada e até tinha medo de falar. Rouxinóis e corvos cantavam de longe, a coruja de 3 cabeças observava sobre um tronco seco que estava torto como um tentáculo no mar.
Crianças com cabeças tentaculares brincavam de esconde-esconde num cemitério, 7 crianças se escondem atrás de sete túmulos, uma criança sem cabeça contada até 10 enquanto estava virada para um espantalho de rosto branco com sorriso estranho e vestes pretas. Um balão branco com sorriso estranho passava longe, enquanto Marshall e os animais desviavam de seu caminho com uma curva de 20°, 2 minutos depois uma curva de 37°, mas todos se separam, e Marshall só vê, e só acompanha a ovelha.
Tentáculos amarelos cruzavam em direção de Marshall, mas são contra atacados por ossos de braços e mãos, e por tentáculos verdes como casca de limão, e uma luz vermelha, um pássaro vermelho voava sobre a cabeça, e Marshall ouvia "Marshall, acorde. Marshall, acorde. Marshall, acorde".
> prisões dimensionais, plano etéreo/material.
Marahall: O que?
L. Pleine: É bom levar longe, antes que esse Rei leva ele de novo.
Summer: Certo!
Marshall acorda em uma cama num tipo de câmara de Programa Fênix, depois Luna Pleine lhe coloca um colar de miçangas de madeira e Summer Anthonny o leva pra longe.
> Deming, Novo México.
Harold: Como está? Deu certo?
Harold, Jared e Toli percorreram pelos 5 cemitérios da cidade cada um com um tipo de sino pequeno com uma faixa de fios de cabelo do Marshall entre o cabo e a bola do batalo às 3 da manhã, terminando às 4, e quando Marshall e Summer voltam, ainda tá de noite, dava pra ver a Lua e as estrelas ainda, e com as luzes laranja-amareladas guiando as ruas, a Summer leva o Marshall em segurança a um sofá na casa atual dele, com mensagens em papel e em chat de celular escrito "Eu voltei".
Bonnie ficou horrorizada em saber do Marshall ter revivido, mas estava feliz, até fica um tempo com ele das 5 às 7 da manhã, e acabam dormindo às 7:44.
> Albuquerque, Novo México.
Os Pés Grandes fizeram uma "cruzada" contra grande parte das bases de vampiros dos Novos Estados Unidos, do Canadá e do México durante esses dias, a Idade das Trevas até tentou dar apoio com granadas de nitrato de prata e metralhadoras com balas blindadas de prata, mas foi tudo recusado. Haroldo estava ocupado no julgamento de um centauro que havia roubado um saco de laranjas e macãs de um civil de Albuquerque, mas o julgamento foi interrompido com o crescimento de plantas, às presas tiveram que encerrar o caso, com o centauro sendo preso.
Vampira Hanna foi empalada do ânus à boca pelos Pés Grandes, para as vampiras aquilo era uma traição depois de se aliarem entre vampiros e Pés Grandes, mas para os gorilas verdes da floresta nenhum vampiro deveria ser admitido depois da tentativa de "vingança".
Assim como, quando menos esperava por Kai Ahiga, líder atual dos Pés Grandes, quando eles iam deter a Idade das Trevas depois de extinguirem os vampiros de certos condados de NM e Utah, aquela organização foi completamente esvaziada, da primeira à última base que os agentes tinham achado, nenhuma tinha sequer uma pessoa, como se nunca tivessem existido, e nas paredes havia um símbolo do Olho de Hórus com um texto em franco-atlante (um idioma em alfabeto romano, mas com parte do vocabulário em baixo atlante ou zéfiro-atlante (idioma atlante comum em grupos do Caribe)) que se traduzia como "as criaturas das trevas já foram abatidas, o Cálice de Avignon não precisará mais intervir aqui, estamos num processo de purificação". Os Pés Grandes não entenderam nada e, sem reação, resolveram ir.
O bloco dos Dracojunior e o Clube do Livro Larapink ficaram incomodados com a perda de aliados e, agora sem opções, desistem da ideia de aliar os vampiros ao grupo, a Alex e a Carmen resgataram artes das aliadas vampiras, incluindo o ídolo e os livros sobre a Rojea-Patrona para conservarem a memória delas, e guardar como relíquia dessa lembrança.
Depois de um tempo, umas feiticeiras Larapink trouxeram jarros de leite para os Brownies no Castelo de Cristal, e quando menos esperam, uns gatinhos pequenos olhavam tristes para o Brigadeiro, e olhavam pras feiticeiras, o grupo resolve conferir. O gato não se mexia, estava sem movimento, não abria os olhos ou a boca por nada, e então concluíram.
Brigadeiro terá que descansar em paz, o grupo de Tifanny e Naej até organiza algo para enterrá-lo e, depois de 7 horas, ao enterrar um elementar sempre crescem flores e cogumelos únicos, e naquela noite cresceu um monte deles.
> reino amarelo, plano etéreo/material.
Várias fazendas de cebolas rodeadas por medusas águas-vivas vermelhas que flutuavam no ar sobre os campos e sobre os espantalhos de cabeça de abóbora, o Flautista Roxo tocava uma música que as medusas dançavam enquanto flutuam, e as cebolas giram enquanto crescem, e um gigante cultivava com uma foice harpe dourada.
Uma estátua de ouro carregada por 2 carneiros pretos e 2 ovelhas brancas, da forma de uma pessoa com roupas como a que se imagina de um pastor semita ou medieval, e com um cajado longo de carvalho, e com a cabeça de rouxinol com cabelos de tentáculos, para a corte de Pahapayar.
O Guardião das Chaves abria portas de acácia para que seres similares a humanoides com cabeça de porco e cauda de cavalo entre as pernas, vestidos de vermelho e branco, passassem para um lugar onde tocará uma grande assembleia de grandes pássaros vermelhos com asas douradas e cauda púrpura, o céu estava amarelo, vibrante e de estrelas negras, mas sem um sol e sem uma lua como astros mestres.
As engrenagens do Moinho giravam em sentidos diferentes, o Sino de Latão começa a tocar, para trazer a Bruxa de Fogo para a corte de Pahapayar, assim como cerimonialistas vestidos de amarelo e com caudas de sereias azuis dançavam com virgens com cabeça de flor e pernas de águia.
"Um nasceu para a árvore da vida
Comeu do fruto do conhecimento
As tentações não eram más, elas tinham boa intenção
Mas toda criatura nesse mundo morre sozinha
Perdeu sua irmã, e a procurou
Quando resgatou, foi ele quem teve que partir
Criado para ser feio, mas da vontade voltou-se belo
A irmã era como uma rainha amarela, e o irmão era como o anfitrião verde
Mas é irônico em quem usa a máscara, e quem busca pela arte e pelo prazer"
Continua>>>











