- Pirmadre (Mãe Flamejante ou Mãe Flamenga): Classe equivalente a vestais de capelas e paróquias, sendo as mais comuns e de contato mais cotidiano. Possuem um traje roxo com estampas, luvas, botas e um tipo de máscara vermelhas num tom escarlate ou vinho, e um chapéu macio de abas largas.
- Domuxors (Senhoritas): Domuxor é também um termo usado no planeta Custódia (onde a igreja principal é a Igreja Estrutural de Custódia, mais próxima de igrejas ortodoxas; Domuxor significando algo como Senhora ou Senhorita, e sendo um termo de respeito a mulheres), as Domuxors pirteístas sendo especificamente Pirmadres de maior nível, idade e experiência, líderes de paróquias e, sendo experientes em alquimia, química, astronomia e biologia, podem ajudar ou liderar laboratórios investidos pela igreja.
- Educadoras: Domuxors especializadas em dar aulas em escolas ou gerenciarem educação.
- Liliwyrms (Serpentes Púrpura): Domuxors especializadas em comunicar e gerenciar as Dragonesas Totska, ou Dragonesas Totska especializadas em polícias secretas e forças especiais anti-terroristas.
- Teovernáculas (Vernáculas Divinas): Equivalente a bispas e arcebispas, gestoras de diogeses e ministérios, maior responsabilidade e algumas carregando algum ossibus de uma Dragonesa Totska como acessório protetor ou condutor de bênçãos.
- Pirmaestras: Sumas-Sacerdotisas, especificamente comunicadoras entre os vários planetas sob gestão da Igreja do Deus do Fogo. O sacerdote interplanetário do catolicismo é o Nonno, então meio que tem a piada de um ser o "Avô" e uma ser a "Avó".
- há a entender que Pirmadres e outras mulheres dessas hierarquias podem se namorar (entre si) desde que tenha nada sexual e desde que a relação esteja estável, assim como desde que não comprometa a concentração ao trabalho e oração (especificamente, desde que não leve a pararem as dedicações à Igreja do Deus do Fogo e desde que não leve a nenhuma traição ou apostasia, nenhum namoro deve ter tentações).
- tomar banho de água morna ou fria com rosas frescas para se purificar de pecados.
- Ma'olor: lavar as mãos, os olhos e as orelhas, misturando água com um pó de Ptah (ou talco de Ptah), com o simbolismo de se livrar de caso tenha visto, ouvido ou tocado em algo impuro ou traumatizante.
- enfiar a cabeça em uma fonte de água fresca (seja uma fonte construída com água mineral limpa, ou então um Xafariwu (Xafariwu sendo um tipo de estrutura rochosa natural, em forma de fonte d'água de pedra, formado do corpo enterrado de um santo ou mago, dita pedra da fonte é elemental, e a fonte em si gera água infinita ou mágica), um meio de se purificar de ansiedades ou então um equivalente a batismo (geralmente não batizam a pessoa sendo bebê, mas a maioria dos batizados começaram aos 10 ou 11 anos).
- P'ipemã: lavar mãos, pés e genitais diariamente com água e pó de Ptah, além do benefício higiênico (o pó facilitando eliminar sebo e micro-organismos e fechando feridas mais rápido), também afasta mau olhado.
- dito pó de Ptah é um pó físico comum, à base de cinzas de árvore frutífera, carvão vegetal ativado em pó, sal rosa, ervas alquímicas moídas e secas, e bicarbonato de sódio, tudo misturado e moído até virar um talco fino homogêneo.
- mulheres grávidas (que fazem o ritual pra proteger seus filhos) e homens gays afeminados (quando saem do armário em casa) costumam também, em um dia especial, depois do banho se cobrirem de um óleo leve de ervas sagradas (usadas em poções e amuletos) e estarem sem nenhuma roupa (no máximo são permitidos sandálias/chinelos, óculos e brincos), além de terem uma maquiagem leve nos olhos e batom na boca de um tipo de corante púrpura escuro. dita prática parece ser usado normalmente pra representar renovações femininas e sexuais, com arquétipos lunares associados à limpeza, e pela prática ser associada à Virgem de Leno (uma santa Pirmadre), também é comum a pessoa fazer, junto da prática da unção em óleo, também 3 a 7 orações no dia, ou recitarem 5 canções das Dragonesas Totska.
Dependendo do mês ou da tribo pode ter festivais que incluem ditas moças durante o rito também dançando, desfilando ou acompanhando os palhaços/mascarados/fantasiados (imagina os integrantes principais com uma estética circense, mas dependendo da vila ainda bem tribais, e parecendo seres folclóricos desconhecidos) desses festivais, dependendo da tribo, que mesmo o pessoal mais novo bebe coisa alcoólica socialmente, há um tipo de bebida destilada à base de frutas e ervas que as moças bebem tanto como parte de certos rituais tradicionais, quanto como um tipo de adaptação para suportarem a bebida e certas toxinas, quanto por ser uma bebida sagrada purificadora (nessa interpretação, a garrafa usada pras damas sob rito beberem podem ter contato com algum ossibus de Dragonesa Totska, santo comum ou Espacete, ou ter um ossibus anexado, para fortalecer bênçãos mutuamente e representar aliança cultural).
- ditas meninas ainda são respeitadas e protegidas, e considerando as tradições dessas tribos, elas também podem ter humor pra reconhecer quem está interagindo com boas intenções (colegas só querendo conversar, anciã chamando por uma ordem, ou turistas só querendo tirar foto), e podem ter coragem, impulso ou atitude pra revidar quem tentar assediar ou provocar elas.
- ditas meninas, moças e mulheres dessas tribos aliadas são vistas menos como "ovelhas inocentes e indefesas" e mais como "cabras ágeis e atentas".
- existe um tipo de enema tradicional de pó de Ptah muito diluído em água, que as moças aprendem durante o rito a usarem nelas mesmas, seja pra treinar pra usarem diariamente por motivo médico e higiênico ou por um motivo místico de "se purificarem por dentro".
- essa prática elimina assaduras, diarreias, hemorroidas e prisões de ventre, mesmo que homens dessas tribos ou gente em geral fora dessas tribos façam tratamento com essa solução é só quando desconfiam de sofrerem tais sintomas.
- dita bebida alcoólica é tomada em 6 copos pequenos por semana, junto de uma dieta de apenas pão, queijo e frutas, com guia da anciã, no sétimo dia da semana bebendo sangue de boi/cabra ou comendo peixe, e em feriado podem beber 3 copos no dia.
- algum criminoso hediondo ou criminoso de guerra é selecionado;
- é depois entrevistado, um pouco de sua vida é contada, mas principalmente ele será conferido física e judicialmente para ter certeza da investigação, depois exposto às provas do que o mesmo vez (o que é considerado ainda mais fácil porque aqui há tecnologias como o Retrovisor Temporal Portátil, um dispositivo que grava épocas distantes do tempo, geralmente o passado, seja em fotos ou vídeos; e em lugares com tecnologia insuficiente, magos necromantes podem ser contratados para consultar mortos - seja as vítimas ou um tipo de testemunha do pós-vida ou um elemental associado à região e à morte);
- o criminoso é colocado no corredor da morte por mais ou menos 6 dias, enquanto uma Irmã do Resgate de Almas (um tipo de Pirmadre especializada em psicologia, psiquiatria e direito, pros civis elas ajudam individualmente pra purificar pecados e resolver traumas, pra prevenir que essas pessoas automorram e também para ajudar em processos sobre crime contra a honra; no contexto forense elas são consideradas "a vela num nabo" (tipo a história do Jack o Lantern, que o Jack fica preso no Limbo ou na Terra só tendo uma luz em nabo/abóbora pra se guiar) pra esses criminosos, e que vai organizar os últimos ritos para o criminoso morrer menos desesperado e pra purificar as energia do ambiente que ela opera);
- algumas pessoas até conseguem a chance de ir assistir à execução, os civis preferem ver a forca (por ser rápida, dar pra ver de longe, e às vezes até abater vários criminosos de uma vez), Dragonesas Totska e Pirmadres responsáveis e alguns expectadores de castas altas preferem a decapitação (por ser considerada elegante, profissional, exigir habilidade, e pelo simbolismo da cabeça à alma/mente, e da espada à justiça), mas também há opções como a cadeira elétrica.
- o prisioneiro é vendado nos olhos com uma faixa branca, ou tem a cabeça inteira coberta sob um pano branco, pra ele mesmo não ver a própria morte e humilhação, enquanto (com ajuda de um escriba responsável, às vezes um Olívio escritor de não-ficções contratado ao serviço público) os registros de certos pontos da vida da pessoa são apagados;
- a cabeça do enforcado ou do decapitado é guardada, enquanto o corpo é jogado em algum lugar pra animais carniceiros devorarem, sem lápide, sem cremar pra despejar cinzas, após a morte ela só virou carne.
- o criminoso é executado;
- o nome, família e infância são mantidos, da vida adulta só tem um pouco da vida escolar, o trabalho que tinha, e no fim, "desapareceu depois de ver algo terrível";
- narrado de forma vaga, insinuando que a pessoa apenas desapareceu ou não morreu pela justiça;
- quem sabe a verdade já não estava apoiando o criminoso, e mesmo quem quisesse saber o que aconteceu ou quem só lembra das coisas boas que a pessoa fez vai parar num beco sem saída literário e burocrático, pois insinua como se fosse um desaparecimento sem respostas;
- praticamente ninguém precisa ser 100% apagado da história e registros, se ela for reduzida a "só mais um" e, mesmo que o conhecimento for ocultado por no mínimo 3 gerações, até ser descoberto será algo tipo "ah, por isso ele foi morto" ou "já era, ele não tinha escapatória e agora o que foi tá feito".
- geralmente quem cometeu crimes pesados contra a humanidade e os direitos civis, criminosos de guerra, canibais, bioterroristas e cronoterroristas (quem usa viagem no tempo pra cometer terrorismo) são submetidos a essa punição;
- são colocados em trabalhos pesados de mineração, extrativismo ou colheita pesados em regiões que não tem muitas máquinas e exige mais mão de obra;
- menos que 1% da lavoura colhida é autorizada ser consumida pelos que trabalham forçadamente no campo, e menos que 1% dos minerais minerados pelos prisioneiros é usado pra fabricar ou renovar as ferramentas necessárias;
- um anel duro e difícil de remover dá choque no prisioneiro quando ele tenta desobedecer, fugir ou se rebelar, os mais teimosos recebem o Colar da Última Chance (que irá acionar um laser e degolar o prisioneiro se ele insistir de novo);
- na comida é colocada uma droga fúngica secreta, usada para deixá-los com cada vez menos pensamento próprio, responderem menos, agirem mais e obedecerem mais;
- se parentes antes apoiavam eles são presos juntos e forçados a trabalhar sob as mesmas regras;
- há turistas que fazem "safari" nesses campos de trabalho forçado, com um rifle a laser de baixa pressão e acesso a drinks e comida local de qualidade, e podem abater um prisioneiro aleatório (pode dar quantos tiros for necessário, só pode eliminar um por turista), e pode levar a cabeça do alvo como troféu com um tipo de selo com o nome e história da pessoa;
- parece uma mistura de atração dos de fora, apoio da população, saciar desejo de linchamento, e terror contínuo contra os prisioneiros;
- uma vez, por 1 hora, no anoitecer, eles são colocados numa sala que parece um cinema empoeirado, imagine algum desenho animado infantil extremamente bobo, mas daquele povo alienígena, em um idioma que nenhum do grupo conhece (sendo válido até ser uma dublagem de algum idioma de outro planeta, tudo isso pra ter certeza que tenha ninguém entendendo);
- superficialmente, parece ser algo inofensivo ou então um sinal de misericórdia, mas a ideia é justamente fazer a sanidade deles dependerem de assistir àquele desenho como último refúgio, afinal, eles não têm mais armas, seus poderes estão supridos demais pra serem usados como ataque, tem guardas e soldados (mesmo comuns, eficientes) vigiando), e eles dormirem 3 ou 6 horas por dia (dependendo da recompensa pelo comportamento ou a punição com mais trabalho) pode piorar a condição mental;
- o trabalho, a dor e o desenho estranho continuam, por dias, meses ou anos, enquanto os nomes dessas pessoas não são mencionados, apenas apelidos ofensivos referentes a animais sujos, pequenos, rastejantes ou pragas;
- um dia aleatório no mês não é passada 1 hora maratonando desenhos fofos e estranhos, e sim passa um filme de terror (não precisa ser um filme pesado ou cheio de susto, simplesmente com monstros, suspense e ambiente sombrio), nesse dia os anéis não dão choque, os prisioneiros ficam com medo, e o soldado que opera no dia usa algumas coisas da sala pra dar sustos (metais batendo, tambores, vidro quebrando, gritos normais...) pra testar a reação deles, geralmente os que se assustam com isso já são os quebrados mentalmente;
- depois de passar o filme, outro soldado fantasiado da coisa medonha do filme aparece e pergunta quem quer ir embora;
- os que querem são anestesiados, com a memória apagada (menos a da prisão e da lavagem cerebral), o nome mudado, alguns "reconhecíveis demais" até sofrem cirurgias pra não terem mais a mesma aparência, e eles são colocados em lugares aleatórios ao redor do planeta que estavam (não importando se a pessoa não sabe o idioma local ou se o comportamento dela não se adequar, também não importando se a família que foi inteira presa for despejada em lugares diferentes do mundo);
- os únicos com autorização de registrar são os próprios responsáveis pelas prisões e os chefes desses trabalhos forçados.
- O nome do alvo é escrito, com um pouco de contexto pra ter certeza que não erre (colocando também o parentesco, o pecado e o crime da pessoa), num papel ou osso de boi/cabra/carneiro/Heler;
- Passe no fogo a primeira vez no começo do ritual;
- O papel/osso é espetado com facas, cuspido, pisado, e com pregos furando a parte do nome do alvo;
- Passe no fogo mais uma vez para terminar, às vezes passando um pouco o prego também;
- O fogo pode ser de velas ou de uma fogueira;
- O mago pode falar "Pacté Di Ossius!" (Pacto dos Ossos) levantando o braço com o punho fechado ou segurando o objeto de foco em direção à fonte de fogo como uma forma de chamar ainda mais o poder dos anjos ou do Deus do Fogo;
- Em tempos mais antigos dos tais planetas que tinham essa magia incluída nas tradições, o objeto de foco da maldição era jogado em algum rio ou poço, como se fosse uma forma de "portal" para o plano espiritual.
- Quanto pior a pessoa moralmente e mais justificada é a maldição, mais intensamente sai a maldição e menos ela irá se voltar contra o mago.


































