Boas vindas

Sejam bem vindos ao meu blog, Projeto Dream, esse blogspot eu criei para registrar uma história que eu estava criando e planejando há tanto tempo, com muitas raças, muitos poderes e muita, mas muita luta. Espero que gostem.
[Aviso: Esse blog e suas histórias podem envolver mortes, suicídios, conteúdos de duplo sentido ou explicitamente sexuais e conceitos filosóficos muito difíceis de se entender, não recomendo que você leia se for menor de idade]

01/06/26

Marcha dos Deuses Esquecidos

[Má notícia: O spin-off anterior tava ficando grande demais, então, só pra eu não me afobar enquanto escrevia, dividi em dois, esse sendo basicamente a parte 2 dos tais diários com grandes arquivos]

> Cassandra Gears, a Mais Prateada.
 Arquivos, arquivos, arquivos, e mais arquivos, eu sinto que eu conseguir precisar trabalhar um equivalente a uma semana por mês não é só um privilégio por ser um alto cargo, mas porque viajar p'ra um planeta, investigar matéria e cultura ao redor, se aderir à sociedade dos nativos, e enquanto os Bitdrows consultam e aprimoram a logística e aprendem sobre os civis e o ambiente, eu fico ocupada consultando a magia, física, química e medicina que o dito povo conhece, quando é boa, eu também estudo a culinária local, a culinária de Icênica era horrível antes de eu chegar, quem come batata com queijo gelado e feijão doce cozido??? Além das mulheres de lá serem feias.
 Os homens de lá criticam por eu não ser uma mulher de nascença e por ter um relevo que apareceu mesmo sob o vestido que eu usei durante a expedição, mas pelo menos eu tenho peitos e lábios, o povo dos planetas Parr e Hunkal foram anos-luz mais respeitosos com minha pessoa, e bem, eu sou uma Espaçadora, filha de uma filósofa missionária chevrillothiana com um professor gray do planeta Maurício durante a Idade das Trevas do planeta Chevrilloth.
 Sabe um planeta Anakos, que é tão ocupado por pessoas que, p'ra não apertar de tanta gente, obviamente é necessário dividir a civilização em andares? O planeta Chevrilloth se tornando superpopuloso levou meus avós e bisavós, assim como os de sua época, a criarem casas e torres subterrâneas p'ra não dividir espaço com tanta gente ou, então, com feras selvagens, e quem sabe por causa dessa Idade das Trevas, onde pelo celibato que levou a reduzir uma parcela da população pela morte natural dos mais velhos e diminuição de novos indivíduos, antes de uma ajuda para com humanos e shiniitas, que povos mais covardes como a raça do meu pai acha que os prateados são canibais ou algum dia foram canibais, assim como por isso há tribos de milhares ou milhões de prateados treinados em combate, por sobrevivência a crises e habilidades voltadas a magias de ataque, transporte, previsão do futuro, comunicação telepática e também alquimia curativa.
 Dizem que há mercenários necromantes nessas tribos, nunca contatei mas não acho que seria comum considerando como levantar cadáveres é uma magia desmotivada em Chevrilloth por ser uma magia muito nojenta, agora imagino assim: "Promoção mercenário necromante, compre 1, leve dez mil e ainda ganhe mais a cada vilarejo saqueado!" (o Comissário vai me cobrar se ele achar essa página em específico no meu diário, desculpa).
 Não, nunca seríamos canibais, seria uma desonra total a deuses como Isúmalo, deus da sabedoria e das viagens, e às sete deusas do culto atualmente mais conhecido, e não iria suprir fome o suficiente de bilhões congestionados, e falando em deuses subestimados, eu tive que lidar com culto de deuses esquecidos em planetas Xirim e que provavelmente o Lapnitis cultuou antes de preferir o deus do sangue.
  • A Lua de Babel foi deus da trapaça e da desinformação, cultuado erroneamente na nação de Penaeus, Xirim, como um deus da sabedoria e do pesar, ilustrado com uma torre crescendo de seu olho e cujo povo teria saído dessa torre e caído em Xirim segundo seu criacionismo.
  • Amarin Ofiúca era deusa da morte, da natureza e da fertilidade, cultuada em regiões do Setor S como uma deusa da cura e da herbologia em versões mais conhecidas, provavelmente relacionado a poemas que ditam ela como alguém que cura as pessoas em seus milagres p'ra que possam reproduzir e garantir mais almas p'ra o Íntala, o Paraíso.
  • Vran, o Devorador de Mundos, deus do fogo, do caos, tempestades pesadas e incêndios, inicialmente cultuado como um deus da destruição cíclica, o fim de algo velho p'ra trazer algo novo, porém, quando eu e uma horda de Espacetes fomos investigar em Schmitti, Xirim, era um elementar violento, filho de Chandus, o Devorador, e que seus movimentos agitados deixavam o vulcão onde concentravam seus cultos extremamente ativo.
  • Giro, a Rainha Mórbida, associada à beleza, às mulheres, a casamentos e infelizmente não pude achar documentos sobre pois o culto dela foi extinto junto da cidade onde seu culto seria o principal, pude achar estátuas na forma que seria essa entidade e pedras com orações a ela, a cidade foi afundada por uma erupção vulcânica e tudo que sobrou foi petrificado pelas cinzas vulcânicas juntas de um fenômeno químico natural.
  • Marz'har era um deus do fogo e da preguiça de Xiphopenaeus, pelo que Belefor e Antônio contaram, era um filho perdido de Belphegor com uma Escrivã das Chamas, o que eu discordo, afinal, um Nefalem, meio elementar e meio demônio, é como um filho de um humano, de matéria, com um anti-humano, de antimatéria, mas pelo menos a explicação "natural" (?) dessa coisa eliminou cultos desse ser, ainda que pelo sangue de sangue fedendo eu até achei que fosse uma seita suicida do deus do sangue, eu mesma pude matar uma entidade dessas com as minhas mãos mas eu quebrei meu Chifre de Sumatra no processo... :(
 Porém há cultos animistas, incluindo aqueles que eu tanto aprecio, por sinal, em planetas como Pessach.
  • Larvas e ninfas de Zimbbra começam como uma forma de vida microbiológica, tais quais os plânctons e os fungos, e que se alimentam de nutrientes nas lamas e nadam a partir de rios.
  • Insmua é um tipo de flor que cresce nos mesmos pântanos, com subespécies que crescem mesmo dentro desses rios, pois os Zimbbra conseguem "esculpir" ditas sementes e as plantarem, depende da fase da vida que o Zimbbra fez, os feitos por  ninfas levam 3 meses, os feitos por larvas iniciais levam 17 a 29 anos.
  • Baisei são uma praga maldita, voam em enxames dependendo da estação, assim como quase morri de tanta ferroada dessas coisas, e esses seres se alimentam de diferentes pequenos animais, seja formigas, abelhas, vespas, grilos, até sapos filhotes e ninfas de Zimbbra, os pessachanos locais associam os Baisei como demônios da seca.
  • Milcari, do singular Milcaro, são macacos anfíbios que vivem em rios e pequenos lagos, sua cor dourada é atraente e, por serem inofensivos, mesmo que roubando frutas e até chocolate dos locais (achei engraçado um desses macaquinhos roubando a barra de uma criança, mas também fiquei com pena e ajudei a comprar uma da mesma marca e fui capturar o Milcaro que fez aquilo, agora ele é meu pet >:D), ele é associado como uma figura sagrada por ser dócil e fofo, mas por esse mau hábito dele há figuras de entidades pícaras com base nesse animal em povos das Ilhas Milcari.
  • Grandes Zimbbra são do tamanho de enguias, variando de 2,44 metros para, dos maiores que eu vi, 120 metros, porém infelizmente esse maior que eu vi era um fóssil que eu vi num Museu Pessachano de Lendas, é comum os locais coletarem a seda do casulo que as Trutas Zimbbra, uma fase intermediária, fazem antes de completar desenvolvimento.

> Kauan Bukki, samurai de Yukyo.
 Mais um dia trabalhando no meu cargo militar, para jovens otakus de outros planetas é familiar a armadura, a espada de Katerea levada na cintura e até mesmo os fuzis de pósitrons, que diferente desses animes, o que nós samurais usamos são automáticos, eu tenho que cuidar e operar no Morro do Oeste, bairro de Ishikawa, a grande mega operação para abater os traficantes e seus soldados foi um sucesso, aqueles malditos com a cara pintada de vermelho com listras brancas era um alvo gigante para atirar.
 Eu lembro que o gray-alto Zebra Montone iria dirigir a sua banda num show em Ishikawa, Falling Star é minha banda estra-Nihpunker favorita desde a minha adolescência quando eu 'tava com depressão, e além de eu ter orgulho do Zebra ter superado o vício em álcool e crack, estava mais cheio e musculoso agora e eu consegui autógrafos da banda.
 Ouvi dizer que o sábio curandeiro e ocultista Murilo Perez, filho de uma gray médica com um mago zagreuano, foi assassinado por uma legião de mercenários durante uma das cerimônias que ele estava fazendo em Mizuryu, haviam cerca de 300 testemunhas, incluindo clientes, discípulos e funcionários.
 Seu corpo foi levado embora depois do incidente, suponho que para o planeta Zagreu ou para algum necrotério de Zeta Antlia, dizem que cérebros de aliens gray são órgãos preciosos no mercado negro e por isso são retirados na autópsia por proteção ou para ser doado em transplante. E realmente a concorrência é notória no mercado interestelar de exércitos privados.
  • No Setor C os soldados usam próteses de última geração para máximo proveito corporal e cinestésico e para evitar dor e cansaço, além de mochilas de oxigênio adicionado com um tipo especial de anabolizante, e um mini motor de plasma para carregar aparelhos e armas.
  • No Setor S tem uma versão de nós que são guerreiros pagos por empresas e contratantes, muitos deles foram veteranos de guerra aposentados ou abandonados, combinam arsenais tecnológicos e a laser com tradições mágicas e relíquias ex ossibus misturadas em ombreiras ou nas dogtags, os espíritos antepassados protegem eles assim como temos os que nos protegem.
  • No Setor V eles parecem templários de contos medievais, com armaduras e escudos à prova de balas e espadas que conduzem diferentes elementos da natureza, são assustadores por sobreviverem a guerras biológicas contra bruxos, como eles desmancharam a seita da Chefe dos Ermos.
    • Bruxas do pântano de Custódia cultuavam a Chefe dos Ermos, uma deusa pagã da sujeira e imundice e doenças, uma vertente que associava ela como uma deusa dos alimentos devido a ela fazer crescerem cogumelos e trufas, e que havia um ritual de servir bebês para os porcos custodas, animais sagrados e dedicados a essa deusa, para devorá-los.
    • Os porcos achados nessa seita foram mortos e depois desossados e assados, eu diria que foi uma vingança aos pequenos humanos.

Dirlihi Halihabei Garlick, biólogo espacial de Parr.
 Olá, Sr. Perez e Sra. Gears, em Maio de 2266, planeta Pax Anguipenna, eu estive dedicando meu ofício à pesquisa marinha, caso chegarem à Cidade Flutuante, Oceano Estoico, não se assustem, é uma das maiores forças de defesa em nome das Walark para impedir piratas, é um barco tão grande que dragões chegam nesse navio e pousam, eles acham que é algum tipo de ilha, graças à fusão nuclear esse navio tem força e mobilidade para viajar até o fim desse planeta.
 Falando assim parece que sou um grande fuzileiro naval assim como muitos da minha família na república esmeralda, mas eu me dediquei à biologia marinha, parece que Espaçadores evoluem quando crescem, ou uma metamorfose, que chamados de Anciões, ou de Espaçadores Cabeça-Fálica, devido ao formato longo e cilíndrico, e eles parecem ter migrado para esse planeta junto com a organização de pesquisa que eu participo.
 Os prateados eu lembro que chegam a 100 bilhões, os humanos e suas subespécies dão mais do que trilhões, mas é tão estranho uma raça tão fértil que a Idade das Trevas foi por superpopulação tenha uma subespécie de tão poucos filhos, 144 mil indivíduos no espaço, não é? Na Via Láctea, em Andrômeda e na Galáxia Xioma esse é o total arredondado pelo que eu saiba, o número total seria chato de anotar.
 Ainda assim Espaçadores são lindos em seu estágio de "ninfa", e que eu já tive 3 ex namoradas Espaçadoras, e quando pude lutar ao lado delas, com o tempo elas me deram três presentes, como um Vitálio, uma Cruz do Flagelo de Silício – nem sei como ela conseguiu um desses – e o livro de uma delas sobre biologia e física por trás de cérebros telepáticos, que eu usei como inspiração para catalogar como eu e outros Garlick enxergamos a quarta dimensão.
 Não é apenas um ângulo a mais, como a gente visualiza o tempo como parte desse ângulo, e combinando com nossa habilidade de cálculo, conseguimos ver eventos atrás e à frente, e ler os horários só de sentir a estrela e o satélite natural ao redor, porém... Mesmo acompanhado eu me sinto sozinho, como se tivesse algo me observando, eu já vi figuras sem cor, inteiramente brancas com só um sorriso como o Smile estereano no rosto plano, eu também vi um balão flutuando às vezes no oceano e às vezes no bombordo do convés, e quando vou a um beco escuro, o maldito Glacci quase me mata do coração aparecendo do nada só para começar conversas sobre geometria de dodecaedros.
Com amor, Dirlihi Garlick.

Continua>>>

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