Boas vindas

Sejam bem vindos ao meu blog, Projeto Dream, esse blogspot eu criei para registrar uma história que eu estava criando e planejando há tanto tempo, com muitas raças, muitos poderes e muita, mas muita luta. Espero que gostem.
[Aviso: Esse blog e suas histórias podem envolver mortes, suicídios, conteúdos de duplo sentido ou explicitamente sexuais e conceitos filosóficos muito difíceis de se entender, não recomendo que você leia se for menor de idade]

15/08/26

Projeto Dream, episódio 481

"Musa Amarela, eu nunca cantei pra você e nem você cantou pra mim, fui amigo e aluno de Olivianas cantoras mas nunca desenvolvi bem esse dom, nem eu e nem você, nem ninguém nesse planeta, lembrará se éramos soldados fortes ou só astutos, o que importa é que muitos serão destruídos por um exército monândrico. A bravura agrada as artistas, ó Musa Amarela, então me dê um último pedido: Vingança, eu preciso me vingar! Mas se você não colaborar, saiba que nunca acreditei no seu poder, e assim como quaisquer deuses são apenas símbolos pra dar esperança à plebe que não sabe que o meu povo está protegendo eles no plano material aqui e agora.
Você tem cara de uma entidade inocente, não parece uma demiurga que gosta de ler o sofrimento de cada um que discorda de você nas mínimas discussões, afinal esse tipo de raiva é infantil demais, e material demais pra uma entidade da Casa dos Deuses no Éter, você nunca ligou pra mim, e isso mostra ser um ser indiferente. Se eu morrer, talvez minha alma seja reciclada pois não há descanso fofo para anakoseiros, mas se sofrimento purifica, até os mais imundos Épsilons e nobres estão longe do Inferno, assim como algum dia os meus filhos, netos e tataranetos encontrem as vidas novas dos meus falecidos colegas!" – DREADNOUGHT, J. apud DE LENO, St. A., "Heróis Apagados: Por que ninguém conhece os anakoseiros", Registros do Tribunal Totska C-1187, última colônia do planeta LV-338, v. 1, n. 1, p. 56-57, [data redigida].

> 12/08/2274; espaço sideral; Universo 255-P.
 Perdido no planeta LV-338, conhecido como planeta Murga (vindo de uma das poucas palavras do idioma ancestral desse povo, e essa palavra significando ausência de retorno ou ser sem salvação), John Dreadnought teve que sobreviver particularmente sozinho enquanto enfrentava as feras locais e as caçava para comer. Seu rifle Búfalo Celeste descarregou há 3 meses, e antes de ir embora para enfrentar os exércitos, ele secou as feridas de seus companheiros Tomaz, Serina, Burgus e Panpun, soldados que o acompanhavam na conquista e resgate de povos dominados por ameaças envolvendo a organização terrorista reptiliana chamada Escama Ilumistar, o que teve sangue suficiente pra tingir a faixa de vermelho, amarrada como uma lembrança de sua vingança, enfrentando os humanos selvagens daquele povo que feriram e destruíram os colegas dele.
 Os francos-atiradores hocertianos da tropa Quetzal Mat, antes conhecida como uma guerrilha anti-invasões e agora sendo um grupo de caçadores e exploradores, também caçavam aqueles tipos de humanos distorcidos pela evolução misteriosa de 3000 anos da falha na expedição temporal, a presença de "um fantasma bege com listras azuis" começou a circular, e a Mare Noxtra (uma divisão da Mutra Forts e da Legião Estelar C focada em marinha, aeronáutica e proteção comercial) começou a navegar com seus barcos nos rios que, no Verão de Murga, começou a subir e se expandir, esses soldados estão com armamento mais pesado, próteses grandes substituindo braços e pernas e reforçando seus poderes naturais, e com um rádio comunicador altamente preciso, e eles estão com o suporte da Quetzal Mat, e assim como esses atiradores e a Mare Noxtra coletou muitas ervas e flores raras para replantar e aproveitar suas utilidades em outros planetas, as florestas com maior parte dos fungos é queimada pelas Salamandras de Ferro, uma divisão das Dragonesas Totska que possui lança-chamas, Pyr Thallásion (Fogo de Dragão ou Napalm de Dragão), herbicidas e inseticidas de alta potência, para não só derrubarem os fungos mas também toda a floresta para eliminar aquela praga e "resetar" a colônia local.
 John Dreadnought por si só não estava morto, e nem era um fantasma, mas ele foi visto como uma "aparição misteriosa" no meio do fogo, inclusive usando seu poder original, de disparar e controlar energia ambiente, para redirecionar e repelir o máximo de fogo possível, assim como ele fugia dos Angataz (a tal espécie que os humanos locais se tornaram com a evolução, um tipo de humanoides cinzentos quadrúpedes, com carapaças como a de inseto e o nariz e boca parecendo a boca de um tamanduá, e se tornaram o segundo predador mais potente da floresta), a Quetzal Mat abatia esses Angataz com seus rifles, para depois chegarem e, com uma faca a laser, cortarem a cabeça da criatura e abandonarem o corpo no meio do fogo, eles não viram o "fantasma no meio do fogo", já os Mare Noxtra usavam um tipo de gel capaz de esfriar o fogo e sua queima, mesmo daquelas substâncias que fiquem mais fortes sob a água, e estavam numa missão de reconhecimento para descobrir pistas da colônia ou do que sobrou de desaparecidos para registrar ou confiscar, porém, as pegadas das mesmas botas dos soldados Mutra Forts eram muito suspeitas.
 A pessoa existe e está lá, mas tem ninguém conseguindo achar.
 De qualquer forma, no planeta Impa-Sheran, Setor L, que possui muitos Olívios e Olivianas trabalhando, tendo cotidiano calmo ao lado de um grande campo agrícola de subsistência, e tendo certa parceria com tribos locais, há um tipo de gado chamado Heler de Seda, um grande animal com chifres e cascos, e que é dosado com cuidado para extrair uma grande quantidade de fios de seda, tão resistentes e macias quanto a seda das mariposas terrestres, além da carne desses Helers ser tenra, gordurosa e capaz de reter bem os líquidos e temperos na mesma, uma comida favorita geralmente das Curandeiras anakoseiras que aprendem medicina nesse planeta, e dos Professores anakoseiros que estão na fase de treinamento e educação com ajuda de Olívios e de Professores mais velhos.
 Tais Curandeiras ainda acreditam numa fé por um mundo protegido pelos soldados, assim como dedicam sua magia para ajudar os mais vulneráveis quando voltarem a seus planetas, ainda adaptáveis ao ambiente tóxico, já os Professores, mesmo esperançosos com seus alunos, são pragmáticos e sabem que as crianças não estarem nas fábricas e exércitos, mesmo que vivam em megalópoles pesadas dos planetas Anakos, ainda assim tenham uma infância pro desenvolvimento saudável pra durarem mais, geralmente os operários Wakers vivem até os 30 anos, os Alfa e Beta têm recordes de viverem aos 65 anos, mas Épsilons morrem aos 21 anos e são considerados os mais duráveis, os hospitais variam entre pontos caros (com máquinas refinadas, alguns casos com Programa Fênix pra curar os feridos) nas camadas altas das cidades e custando 1000 créditos de diamante anakoseiro por qualquer restauração, ou pontos gratuitos nas enfermarias ao lado de fábricas, onde tem anakoseiros com poderes curativos (incluindo Curandeiras) para restaurar o anakoseiro o mais rápido possível para ele voltar à fábrica, sem rodovias e hidrovias, com as fábricas funcionando próximas de casas e apartamentos inteiros (só não tendo problemas de barulho por causa do forte e imperativo sistema de isolamento acústico, junto das máquinas serem feitas para serem as mais silenciosas e potentes disponíveis), e pontos distantes sendo conectados a trens, metrôs ou colegas que viajam usando poderes focados em velocidade, e pela combinação de guardas, Valcheri, Irmãs das Cinzas, Marsupiais de Sangue e tropas menores da Mutra Forts para reprimirem crimes e revoltas de forma onipresente e imparável.
 A vida é difícil, e mesmo que saiam do planeta é apenas parte do trabalho, não é libertação, o direito à infância é ainda uma última esperança pros Wakers e Validers comuns, e sempre em troca de alistarem um soldado novo eles até protegem também a família do agente, e foi assim que John Dreadnought cresceu até os 26 anos, quando ele foi comprado para ser um guarda de elite para proteger uma vila em Impa-Sheran, antes eram necessários poucos passos para ir à escola ou a uma lanchonete, depois de adulto, aos 16 anos, o quartel era intuitivo de se adaptar e de chegar a pontos necessários, a moral não estava baixa, e ele e outros soldados lutavam e treinavam com dedicação pois era muito melhor estar no quartel tendo aventuras do que estar nas fábricas pesadas como John operou dos 17 aos 22 fabricando peças de ferramentas e motores de diferentes veículos, um registro que uma jovem Curandeira estava lendo no livro da antiga Virgem de Leno, ou Santa Andressa de Leno, uma das Educadoras mais respeitadas da Igreja do Deus do Fogo e uma professora de arte, história, arqueologia e teologia para Olivianas e Curandeiras, porém, a leitora anônima teve que guardar o livro que estava lendo antes de voltar aos treinamentos de dança e de piromancia.
 No sul do planeta Impa-Sheran, há a chamada Tribo Marasai, de um grupo de pós-humanos de corpo vermelho, pelos grossos e cabelos longos que variam de ondulados a cacheados, de cores pretas que destacam na pele vermelha, os homens usam máscaras adornadas em corantes, os considerados afeminados (homens gays, mulheres trans (chamadas Tanli)) têm o corpo raspado e um tipo de gargantilha de bronze similar à gargantilha das mulheres cisgênero comuns, tais guerreiros (seja os homens cis ou as Tanli) usam lanças curtas leves de ponta de aço e um escudo grande e grosso o bastante para barrar inimigos e projéteis.
 Antigamente os homens faziam uma cirurgia de circuncisão como primeira etapa do rito de passagem aos 15 anos, por uns motivos de higiene, mas conforme a água encanada se tornou acessível com pontos de suporte nas vilas, com poços de água limpa e purificação dos rios e lagos, a circuncisão foi abandonada, mas curiosamente a cera antes usada para fechar a parte da cirurgia (deixando as partes com a "cabeça" verde da cor da cera) é usada para revestimento das máscaras e armaduras, mas o resto da tradição continua, como os moços fazendo um tipo de voto de silêncio por 3 meses enquanto fazem um conjunto de exercícios de levantar peso e fazer longas caminhadas para caçar animais pequenos, cuidar dos campos ou coletar frutas e flores, alguns são assistentes das Olivianas, em pontos os moços também fazem no mínimo 3 orações por noite em nome das entidades lunares (nesse animismo associados à caça e à sabedoria) ou ao Deus do Fogo (em pontos com maior foco dessa religião, mesmo que numa vertente unida com tal tradição animista, com as entidades lunares da caça e sabedoria associadas ao Pilar de Hefesto (do arquétipo masculino) e as entidades solares da colheita e da arte associadas ao Templo de Héstia (do arquétipo feminino nessa vertente), e no fim do rito, como o chamado Pedro Simão Marasai conseguiu faz poucos anos, caçar um Juboar selvagem (quando tem muitos garotos em rito e poucos Juboares pra caçar, chega a 20 se unirem pra abater um deles, o líder do grupo podendo ficar com a cabeça da fera como troféu).
 Juboar surgiu de uma das tribos que se adaptaram nesse planeta, antes planejado pra ser um planeta Heleni, mas que essa tribo perdeu muitas tecnologias depois de 3 furacões, 2 erupções vulcânicas e uma intervenção dos tritidei exteriopatium, que por seleção natural só os mais fortes e instintivos sobreviviam em um ponto onde, mesmo não tendo grandes predadores, era cheio de plantas venenosas, insetos hematófagos e herbívoros muito territorialistas, o que dividiu ainda mais a evolução que só entre humanos de pele vermelha e cabelo ondulado longo desse planeta e os tais Marasai. Citamos sobre as Tanli antes, elas só fazem os cuidados hormonais, corporais e de vestimenta depois desse rito de passagem (chamado Lundrateri: caminho da lua vermelha em Marasailani, idioma tradicional preservado dos Marasai), para não se alienarem de sua honra e responsabilidade com a sua identidade, enquanto ditas Tanli também podem acompanhar mulheres comuns e até se casarem com alguma amiga íntima, pra tal vertente do Deus do Fogo com o animismo Marasai uma pessoa nascida da relação entre uma Tanli com uma mulher é considerada de muita honra e força sagrada, e por isso são considerados de uma casta considerada boa.
 Fora isso, em povos com muitos Olívios ou com uma relação saudável entre pós-humanos tribais e humanos urbanos há certas tradições consideradas helenianas, como festas em feriados de Primavera, Verão e Outono, os mais relevantes nos Solstícios de Verão e nos Equinócios, e dos ótimos pães de fermentação longa e natural, há os Pletz (Pletz sendo um tipo de pão feito de Maná Vermelho, um tipo de seiva açucarada extraída de ervas e flores mordidas por pulgões locais, com uma cor que faz parecerem cristais de rubi, e a cor do pão combina o açúcar dessa seiva com corantes das tais flores, num tom de vermelho vinho), os homens costumam comer os queijos lisos e umami chamados Mizin (cremosos por dentro, com uma casca de mofo firme que dá uma textura de pão), as meninas e mulheres gostam muito de comer os queijos Fleér (confeitados com flores por baixo e bagas grandes por cima), e no rito de passagem feminino dessas tribos há a bebida Plantzé, uma bebida destilada de álcool, bagas azuladas ou roxas, ervas frescas e às vezes veneno de serpentes ou insetos, servida em cabaças locais, firmes e resistentes, algumas decoradas com alguma relíquia sagrada para acompanhar a dedicação espiritual do consumo dessa bebida em festas, ou como afrodisíaco, ou para o treinamento biológico das meninas durante o rito. Pirmadres e Curandeiras que nascem nesses povos com essas práticas parecem também fazer o tal rito feminino, higiênico e sagrado como iniciação importante de suas profissões.
 Pontos com muitos Olívios e Olivianas levam à criação de bibliotecas com galerias de livros anotando conhecimentos científicos, tecnológicos, históricos, mitológicos e até mesmo literaturas originais, com ditos livros sendo bem populares e ditos como um patrimônio público, é permitido pesquisar e usar de referência e inspiração, mas usar em digitalizações que destroem esses livros é extremamente proibido, e se for usado para treinamento de IA's chega a ser considerado uma violação severa de direitos de imagem e uma blasfêmia à arte humana, assim como as pinturas, estátuas, HQ's e prédios feitos pelos Olivianos são feitos com muita cautela ao ponto de serem considerados as artes públicas mais benéficas pra sociedade, ao ponto que em lugares com os prédios arquitetados ou pintados por Olívios não há nenhum ato de vandalismo, não por haver um selo que evita isso e não por uma proteção legal-teológica, mas por próprio código e respeito dos civis.
 Dentre Olivianas, as Consultoras Pomo de Ouro são uma vertente que opera em jardins, medicina e navegação, algumas delas sendo amigas e apoio emocional para estabilizar elfos Bitdrows e dar suporte místico a grupos de diferentes religiões (Evocatolicismo, IEC ou IDF), seja na arte, música, economia, medicina ou astronomia, ao ponto que certas cidades foram construídas em pontos longe de desastres naturais porque elas mediam a posição com base em posição das estrelas, algumas também acompanham os Cartógrafos Assimétricos (Assimétricos responsáveis por escreverem os mapas de diferentes cantos da galáxia), ambos sendo úteis para antecipar caminhos para, por exemplo, os anakoseiros usados para explorar lugares pouco conhecidos ou que sofreram acidentes misteriosos.
 Tais moças que seguem o rito de passagem envolvendo banhos, unções e Plantzé são chamadas Virztanzitiri, e parecem ser comuns em povos evocatólicos e pirteístas que incluíram tradições tribais em seus hábitos anuais, no caso de povos como os planetas Cailua II, III e IV, que têm muito do Evocatolicismo e incluem esse rito pela tribo Alimani, especificamente as meninas fazem o rito Virztanzitiri começando no equivalente a 29 de Maio e terminando no equivalente a 5 de Julho.
 No mês de Novembro a Igreja do Deus do Fogo celebra o Dia dos Caídos, um dia similar ao Dia de Todos os Santos ou Dia dos Finados nessa igreja, onde é praticado o luto pelos civis, parentes, amigos e vizinhos que partiram, durante um tipo de desfile lento e pouco barulhento carregando um tipo de fantasia chamada Hallowyrm (Serpente Sagrada, um tipo de dragão serpentino fantasmagórico que representa um tipo de entidade draconiana que ceifa as almas dos dragões, e é considerado um patrono da morte e do descanso, em interpretações como a Hachikami sendo a entidade que guia ou "treina" os santos para suas manifestações no plano material).
 John Dreadnought sempre gostou da arte, esculpiu estruturas de guerreiros lutando contra feras similares a leões, serpentes gigantes, Helers, outros humanos e coisas amorfas incompreensíveis, as Olivianas não sabiam como responder, mas sempre guardavam escondido por temerem que tinha energia negativa dos traumas do soldado, e então, aos 29 anos, ele deixou de operar protegendo a vila onde estava enquanto também conseguiu organizar e liderar soldados de forma mais consistente e consciente, e sua vida pacífica não apagou instintos anakoseiros de fazer tudo de forma metódica mas também rápida e bruta, pra muitos o John deixou de agir como um "guerreiro de Ares, brutal e ignorante", para agir como um "guerreiro de Atena, tático, eficiente, engenhoso", e ele como sargento, e depois capitão aos 33 anos, ele já varreu cerca de 737 povos sapientes inimigos em povos conquistados (17 delas sendo associadas a bruxaria e demônios) e 739 espécies pragas (para impedir desbalanço ambiental de planetas Heleni e para preservar fazendas e vilas de planetas livres). A Virgem de Leno tinha um certo respeito por John Dreadnought embora pra outras Pirmadres e Domuxors isso tornasse o John e outros Mutra Forts ainda mais macabros, não por serem ruins, mas por isso contestar o fato de bruxos humanos e reptilianos descendentes remanescentes de Carfeni, perdidos na galáxia, ainda teimarem em enfrentar esses exércitos.
 Mulheres, crianças e colegas de quartel, durante a semana, também visitam para rever os ossos de antigas Dragonesas Totska ou Draconízaros, no dia 3 de Novembro as mulheres e crianças confessam (de forma quase expiatória, como se os ossos ouvissem e guardassem secreto, a confissão sendo sussurrada), oram ajoelhadas, e testemunham a esses ossos (dos guerreiros que elas tiveram mais contato) as experiências que elas tiveram durante o ano que sentiram luto, soldados comuns contam a Irmãs de Conforto (um tipo de Pirmadres especializadas no apoio emocional de civis com doenças mentais ou traumas, ou para ajudar em confissão de pecados e orações de réquiem dos mortos, no passado muitas eram ex-prostitutas) ou Irmãs de Resgate de Alma (que podem perdoar e abençoar também os soldados, também fazer o trabalho de suporte emocional para soldados traumatizados ou preparação emocional para guerras eminentes, o que pode aumentar a moral de soldados).
 Também notável é que, enquanto os fêmures das Dragonesas têm o nome da guerreira, de sua mãe, de sua avó e da Pirmadre que a batizou, os fêmures dos Draconízaros têm o nome do guerreiro e da mãe, com a palavra Ínma Mes'heh (sacrifício heroico no idioma de La Chapellin), já os crânios das Dragonesas têm os nomes da guerreira e do planeta onde morreu, e os crânios dos Draconízaros têm o nome do guerreiro e o texto "maz hamla iquale at maraltaz" (algo como "somos todos iguais na morte", já soldados comuns são enterrados debaixo das catacumbas chamadas de Dracancavna (caverna(s) do dragão num idioma extinto associado à Igreja do Deus do Fogo em Plutão), anakoseiros são cremados, a maioria com guia das Curandeiras e dos Engeri, e levados como fertilizante pra planetas Heleni (cujos helenianos e Espacetes até acham que isso também faz os anakoseiros descansarem em um tipo de "paraíso verde", o que o John Dreanought nunca sentiu que parecesse o suficiente, afinal, se o sangue era a "alma líquida", e isso não sobra quando tudo é reduzido ao pó, a alma foi a um lugar mais além), e anakoseiros do planeta Anakos-37-8096 sentem algo estranho, e questionam o que aconteceu com os Mutra Forts que prometeram voltar contando histórias do "planeta verde misterioso", como conheciam o planeta Murga, que queriam saber como era um planeta diferente.
 Por isso, Professores tiveram contato com Curandeiras que conseguiram algum livro que registrasse o que aconteceu no planeta Murga, como o diário de John Dreadnought, perdido no meio das ruínas da antiga nave-mãe colonial usada na expedição temporal murgana, e que estava sendo vigiada por blargablarguianos nômades e estavam cultuando aquele diário como "uma epopeia", "um conjunto de lendas", por envolver jornadas do John Dreadnought desde a sua vida escolar, a perda de seu Abili laranja e azul quando mais novo, a sua vida no trabalho, como soldado, como aluno de Olivianas, e até as últimas notas como capitão de uma legião pequena perdida, e que tinha anotações de um templo de pedra habitado por Orcos e "uma massa vermelha paracausal que até era ferida por armas laser, mas só os poderes de energia ambiente conseguiam destruir aquela coisa", que o grupo considera que poderia ser El Rojo.
 Dito livro foi confiscado daqueles nômades, que foram abatidos pela Mare Noxtra para eliminar testemunhas, e depois, uma Pirmadre anônima, mas bisneta de uma Dragonesa Totska amiga da antiga Andressa de Leno (ou Virgem de Leno, grande patrona da higiene e da purificação), se encarregou de traduzir os caracteres do diário para um idioma popular no planeta Bruquix, onde ela opera, para Olívios poderem traduzir pra outros povos saberem.

Continua>>>

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