Boas vindas

Sejam bem vindos ao meu blog, Projeto Dream, esse blogspot eu criei para registrar uma história que eu estava criando e planejando há tanto tempo, com muitas raças, muitos poderes e muita, mas muita luta. Espero que gostem.
[Aviso: Esse blog e suas histórias podem envolver mortes, suicídios, conteúdos de duplo sentido ou explicitamente sexuais e conceitos filosóficos muito difíceis de se entender, não recomendo que você leia se for menor de idade]
Nota para novos leitores: A versão mais recente e que deve ser acompanhada ou então levada a sério é a de 2022 em diante, de 2021 para trás é a versão antiga atualmente descanonizada.

08/11/24

Projeto Dream, episódio 346

> 23/02/2272; Albuquerque, Novo México; Universo 255-P.
Naej: Beleza, então... como tá o tempo cronológico agora? Tá tudo normal? Eu já passei mais tempo morto, mas os meses ou horas de lá foram suficiente pra me deixar perdido.
Tifanny: Não tem problema, vamos pra cidade vizinha ver os colegas porque a Jane prometeu.

> Santa Fé, Novo México.
 No leilão de Santa Fé, Joana Diamond, com um vestido de gala azul, brincos de diamantes azuis falsos mas bonitinhos, e com o cabelo que ela deixou crescer pra combinar mais com o look de hoje, acaba de chegar com carona do caminhoneiro que trouxe as pinturas das Larapink no portolivre de Las Vegas. Naquele leilão haviam várias pessoas já dispostas a comprarem as pinturas, alguns vestindo ternos, as mulheres vestiam vestidos ou Femmesuits igualmente coloridos, e outros ali vestiam camisas polo, calças jeans e sapatos, e mesmo que houvessem poucas pessoas de tão alta classe do Novo México, havia uma média não exata de 10 homens e 5 mulheres de cada estado, não se sabia se incluía casais, famílias ou se eram todos individuais.
 Joana pôde oferecer 5 pinturas do Pilar do Macaco no leilão, todas chamadas "A Vitória de John Parker" e eram ilustradas de forma abstrata e simplificada do John e do Tankanar derrotando o Xorn das Montanhas Bípedes, as pinturas eram as seguintes:

  • Versão feita por Miko Okita: Nesta haviam várias cores como amarelo, laranja e rosa que tendem a ilustrar a ambientação urbana de forma relativamente psicodélica, John Parker era ilustrado como uma aranha redonda e Tankanar como uma água-viva (era o máximo que ela achou pra ilustrar alguém liso/careca e imortal), ambos azuis, e o dito Xorn, resumindo, como um círculo verde com 3 braços para cima e 3 para baixo, e uma boca com presas no meio. Vendida por 5 milhões de dólares.
  • Versão feita por Olivia Sanders: Nesta o Xorn era desenhado como um círculo também com uma boca no centro, porém vermelho e emitindo vários braços, e círculos menores cinzentos que seriam as pedras caindo sobre ele, e encima uma figura humana com as pernas em pose de meditação, com um fio na mão direita e o que parecia uma maça ou clava na esquerda (poderia ser um nunchaku, mas Olivia nem sabia o que era isso e não saberia se iriam entender que era essa arma), figura essa e suas armas numa cor verde, num fundo preto com linhas brancas que não se sabe se são os prédios ou a iluminação. Vendida por 5,6 milhões de dólares.
  • Versão feita por Abigail (que fez pintura para os dois pilares): Nesta havia uma versão cubista do pouco que Abigail viu e memorizou da cena deles dois destruindo o Xorn, onde a forma cubista se aplicava como se a criatura se rachasse, como se as partes dele fossem cacos de vidro, tudo numa paleta em tons de azul e vermelho, de um jeito quase anáglifo. Vendida por 8 milhões de dólares.
  • Versão feita por Alex: Nesta a Alex buscou pintar de forma simplificada com silhuetas, mas em cores negativas que fossem contrárias às que ela viu na cena, não há muito o que explicar. Vendida por 18 milhões de dólares.
  • Versão feita por Mia Yenisan: Nesta havia uma paleta de cores relativamente detalhada, porém, também com o John Parker representado como uma aranha tingida em vermelho, e dessa vez o Tankanar como uma maçã (ela se baseou em lendas como a ambrosia grega ou as maçãs de Yggdrasil) em bege e preta, cores divididas por uma linha vertical da superior esquerda à inferior direita, em uma ambientação ilustrada no estilo abstrato futurista. Vendida por 24 milhões de dólares.
[Se acharem algum estilo artístico estranho, qualquer coisa pesquisem no Google]
 Joana agradece pelas ofertas, coleta o chip em que os dólares foram pagos e enquanto as pinturas eram distribuídas, Joana descia do palco para cumprimentar alguns ricos e algumas ricas, antes de ir embora, dessa vez com uma magia de luz que a teleportava.

> Las Vegas, Novo México.
 Tifanny e Naej trouxeram seus filhos pra poderem rever o grupo de Las Vegas mais uma vez, e enquanto Tifanny carregava o 8Mike, que por sua vez ainda bebia leite do peito dela, e conversava com Ego, o Alyx e algumas enfermeiras da base, o Naej foi procurar o Charles e o Dragondorf pra falar algo sobre o que ele viu no espaço, mas acabou encontrando os dois testando uma máquina cinza-escura que se aparentava quadrada com peças que aparentam se mover pneumaticamente, subindo e descendo por uma mudança de pressão.
Naej: É... Que porra é essa?
Dragondorf: É um motor velho blshgariano que a gente ainda tá descobrindo como que mexe.
Charle: Mas aí, baixinho, se liga nesse drinque que o Anandré me ensinou em Hunkal, talvez você não conheça, mas o Anandré é um dos maiores jogadores de Busterball da galáxia, e...
Naej: Conheço sim, ele é o melhor jogador e amigo da minha chefe.
Dragondorf: Porra, onde esse moleque foi parar?
Naej: É, e tudo passou muito rápido.
 Jane resolveu visitar a cafeteria Larapink acompanhando o Tankanar, ela achou que teria uma grande missão por lá ou que vai ter uma reunião dele com as Larapink mas, depois que chega lá dentro, fica meio triste por só tarem lá pra tomar um café, "podíamos cuar um café lá mesmo", pensava Jane, mas enquanto esperavam, aparecia a Laura desfilando, segurando uma bandeja com dois milk-shakes na mão direita e cantando em espanhol.
Laura: Mira como és hermoso, mira como és bien hecho, esto és lo que hago por ti, mi querido, mi querido...
Jane: ...mi querido, mi querido, oh mi nobre amado, siente mi honesto amor!
Laura: *gasp* Conoces esa música?
Jane: Si, mi papa sabe espanol enquanto yo era nina.
Laura: Ah, é... Você já foi ao México?
Jane: Bem pouco, mas o meu pai falou de uma viagem dele pro México quando era mercenário.
Laura: Ah, é... Mercenário? Familiar, como é o seu pai? Ele é...?
Jane: Meu pai não é careca e nem tem quatro tetas.
Tankanar: Precisava jogar na cara?
 Laura fica espantada com o fato da Jane coincidir com um assunto que teve ontem com Tim, e como ela respondeu sua pergunta antes de ser falada, "Talvez o baixinho que o Senhor Valiant mencionou esteja mais perto mesmo, ela tem os mesmos olhos e cor de cabelo, mas como será que esse pai é? A Alex era como ela quando a conheci, será que o pai dessa moça é como o Senhor Valiant?", pensava ela, dessa vez mais rápido e impossível de sentir por telepatia normal, usando uma magia chamada Auréola Relativa, uma magia de luz bem eficiente que emite um anel de luz na cabeça e acelera o pensamento e, quando controlada corretamente, a velocidade também do corpo, mas ela volta ao foco entregando os milk-shakes a eles e falando com o Tankanar.
Laura: Obrigada por ter matado aquele monstro de pedra de ontem.
Tankanar: Me pergunto quem é o idiota que trouxe um daqueles Xorns pra Terra, porque eles são do plano elementar.
Laura: Ah, e... Você está aqui há muito tempo, e há uma pergunta que não se cala da minha mente... Você ser careca não tem nada a ver com velhice, estresse, nada, né? Desculpa se tô te incomodando.
Tankanar: Claro que não, se fosse calvice eu teria pelo menos as sobrancelhas, quando eu caí numa dimensão etérea eu senti pelos mrus queimarem até onde eu nem lembrava que tinha, é... Você tava tão perto do Xorn quando eu e o John destruímos ele?
Laura: S-sim! Ele tava bem perto da onde treinamos pintura e o que desenhamos de você e esse John lucrou muito! Quantos milhões de dólares você precisam?
Tankanar: Nem precisa doar pra gente, podem investir em comida pros pobres e infraestrutura pros órfãos.
Jane: E as crianças com câncer- opa, o câncer tem cura fácil hoje em dia, as crianças com Febre das Montanhas.
Tankanar: Jane, não diga isso, e nunca houve relatos de Febre das Montanhas em crianças.

> deserto verde, planeta Hocerti.
 Blood, uma criatura de DNA bl'shgariano bem insectoide e humanoide ao mesmo tempo, fica surpreso que Sean Nozawa tá de volta ao planeta Hocerti, especificamente pra visitar a família durante e manhã e ver um tal Dia do Deus do Deserto, um dia dito como um Ano Novo no vale do sul hocertiano, que alguns povos como sendo Duratus ou algum filho dele com Kaora ou Pisceia, mas pelo que o próprio folclore deles indica, é um deus original dessa região, e Akari veio com suas amigas também conhecer os familiares e a festa, porém, Akari acompanha as amigas pra mostrar pra elas o reino capital, enquanto ela já está carregando e cuidando do seu filho, chamado Cnor Nozawa, de cabelo preto liso e pele bege com escamas verdes, 4 braços e duas caudas, chorava muito alto quando ficava com fome.
 Depois de se teleportar para ver a Akari, Cnor e as outras Elcsum, ele no processo também revê Blood e Naga'Ilson, que por sua vez tem uma filha própria chamada Naiga'vanda, e ele exige que Sean fique mais um tempo pra poder treinar ela, pois ele precisará de alguém bem poderoso e experiente para assim tornar a princesa mais apta pra liderar, mas Sean recusa, questionavam o porquê disso, mas Sean apenas afirma que:
Sean: Eu sei que você quer que eu deixe sua princesa mais forte porque inteligência e liderança vocês já têm de sobra, mas mesmo assim eu nunca fui alguém de... ensinar, só aprender, há forças que eu controlo e que eu ainda tô aprendendo como funcionam, as Cinzas por si próprias eu aprendi em dias a controlar com magia, mas pra saber a filosofia que as inspirou eu levei uns anos aqui com vocês.
Naga'Ilson: Sean, eu sei o que você quer dizer, e quem sabe, as Cinzas seriam um poder muito útil ao nosso lado, é perigoso demais pra ficar em mãos erradas, mas é precioso demais pra ser esquecido por só ter um usuário nesse mundo.
Akari: Sean, pense nessa chance, será uma honra.
Sean: Entendo, e se for assim, aceito o risco.

> Bl'shgar, plano etéreo.
 Os Mantis Bl'shgarianos acabaram de trazer Linda Dermurer pra eles, seu poder sobre o formato das dimensões tinha um potencial elevado pois tinha propriedades tais quais as máquinas de viagem dimensional bl'shgarianas que inicialmente só criavam buracos de minhoca entre as dimensões e viajavam mais rápido que o Hiperespaço, também agora podiam criar grandes oficinas em espaços tão apertados.
 Linda estava assustada com aquelas coisas em formato de insetos negros de garras e olhos amarelos, mas aqueles seres falavam como ela, embora por um programa que os traduzisse, e eles precisavam dela para isso. A Mantis Branca, que tinha olhos e patas pretos e ossicones vermelhos formando uma coroa, ordenava para que a ensinassem o que ela precisará fazer para o plano deles.
 Foramin dominou os bl'shgarianos em segredo, e os guiou para também começarem a usar os Parvamundos (microversos, ou universos sintéticos com a dimensionalidade comprimida para caberem em pequenas cápsulas, porém em termos de Bl'shgar) como base para mostrar à Linda o multiverso, ela via várias versões de si mesma, algumas variações morreram nas mãos de Isabella, ou dos Redlar, em épocas diferentes, e contextos diferentes, um universo teve também a morte de Linda por uma Pyrwoman e uma Cryogirl distantes, que a eliminaram ao dividi-la entre as dimensões, enquanto no meio tempo daquele Parvamundo, ela treinou para poder controlar o espaço e sua dimensionalidade de forma que ela não sabia que poderia, enquanto os bl'shgarianos dão a ela um soro, lhe prometendo que deixaria ela mais forte e adaptativa para poder se vingar de Isabella, e assim evitar o que chamavam de destino.

> Deming, Novo México.
 Nogri e Elena estarão voltando à Inglaterra junto de Emma Bauer, enquanto a própria Emma também avisa a Web Cave que precisarão da ajuda deles pra acompanhá-las, o que por sua vez a Giulia e a Carla aceitam fazer essa tarefa, enquanto John cuida da caverna e interage um pouco com os pais e com os filhos interagindo de forma saudável.
 Teraphos e Moira são crianças bem alegres embora agitadas e que pulavam alto, escalavam paredes e se grudavam na cara do pai, o Frederic Parker, e que embora eles saíssem fácil dele e sem feridas, doía quando John ou Bella os puxava, ao ponto do bigode do Frederic parar na mão esquerda do Teraphos e o John precisar lavar com água e sabão. De qualquer forma John promete que vai voltar e até buscar eles antes do jantar.
 Mai-Lin Anderson, geralmente uma cozinheira assistente de algumas equipes ocidentais de Muramasa que não aparecia nas missões por não ser dos que ficavam na linha de frente, mora em Deming e geralmente cultiva os ingredientes no solo mutante da cidade. De pele escura, olhos finos, cabelos cacheados e um porte físico levemente acima do peso e vestindo roupas vermelhas e rosadas muito simples, e ela resolveu dar boas vindas ao John e eles trocavam ideias.
John: Pensava que chegaria a Las Vegas mais algumas vezes esse mês.
Mai-Lin: Ultimamente precisei cuidar mais daqui de casa e investir o salário que me pagaram pra ter mais frutas e vegetais aqui. Os porcos tão bem, até ficaram mais fortes e mais férteis comendo algumas plantas daqui.
John: Mas bem, umas moças da Europa nos avisaram de uma treta multiversal e tiveram que sair, nesse meio tempo fui levar meus filhos pra verem meus pais e disse que voltaria antes da hora do jantar, falando nos porcos dessa fazenda, agora tô com dúvida.
Mai-Lin: Entendo o que quer dizer, vocês me contrataram e até encomendaram marmitas por eu ser a melhor cozinheira da região, mas se quiser, eu mesma ajudo com a refeição.
 Senhorita Anderson pega um dos morangos, o mira na direção do pescoço do menor porco, e o acerta, matando esse na hora e fazendo os outros correrem, o poder da Mai-Lin sobre os morangos funcionava de forma parecida com o que Stephanie Brown e alguns de sua família conseguiam com cacau, seja na cinese ou força, o John fica com um pouco de nojo mas ajuda a tirar o sangue do porco pra deixar a carne bem limpa, e depois os cortes eram feitos para cada parte necessária, seja as carnes nobres ou alguns restos, pele e cartilagem que virarão salsicha. 4 dos 94 kg coletados serão levados, Mai-Lin também colhe morangos e tira leite de uma das vacas pra fazer um milk-shake, ovos também são coletados dos patos-duais (uma raça de pato mutante de duas cabeças com poder de soprar ventos fortes) e Jonah Robitaille (um primo de Milo que é casado com Mai-Lin) ajuda a extrair mel para uns caramelos e geleia.
 John leva os materiais e agradece, chegando como prometido e ajudando seus pais a organizarem e completarem o jantar. Depois disso, John Parker leva em segurança seus filhos com a carona de Maizon Valentine, e John continua a pesquisa sobre o multiverso que Pyrman e Emma registraram, e descobriu pistas sobre algo que, segundo as leis cósmicas da Matriz Espacial, não era pra existir em nenhum nível, e que coincidia com o que ele viu quando teve que resgatar a força-tarefa de ambos naquele dia.

Continua>>>

03/11/24

O Desaparecimento de Naej Galdrich

[Não sei se isso conta como um especial de finados, mas marcarei como um episódio especial por estar, além de tão próximo dessa data embora atrasado, também ter elementos que irão encaixar com o tema desse feriado, o especial de Halloween foi pra outro blog, sem conexão com aqui]

> 21/02/2272
; Albuquerque, Novo México; Universo 255-P
 Jean Phill batia na porta da casa e, quando Tifanny atendia, Jean Phill, uma mercenária Filha de Zaria, entrega a ela uma Moeda de Zaria, uma moeda de latão que parece ouro de tão limpa e brilhante, com o reverso representando algo como uma águia lutando contra uma pantera, e o anverso representando a face de Mammy Ventarien, uma sábia e intelectual afro-americana que fundou as Filhas de Zaria, um grupo de assassinos e feiticeiros que originou aos poucos na Georgia, inicialmente pra proteger os negros e guerrear contra os brancos na Guerra de Secessão, usando da magia vudu e outras habilidades de combate que aprenderam com o tempo. Tifanny sabia um pouco desse povo pois o Naej já foi amigo de algumas dessas Filhas, e ela riu, pois segundo ela.
Tifanny: Hahahahahaha... Boba, o Naej que você talvez matou não morre pra sempre.
Jean P.: Quem sabe, não em condições normais, dona Galdrich.
Tifanny: Meu sobrenome ainda é Scarlet, jovem moça.
Jean P.: Pois bem, você talvez conheça essa espada, pois o dito Naej a usou.
Tifanny: E-espera, isso é...
Jean P.: Sim, jovem moça, é a Espada da Apostasia, quem morre pra ela não pode voltar dos mortos.
Tifanny: SUA VADIA!!
 Tifanny soltava um forte vento contra Jean, que a esfriava e fazia as árvores se entortarem, e cobria paredes com neve, e Tifanny ia em direção, voando com sua telecinese, porém, seja para se proteger do arremesso ou pra dar tempo pro próximo passo, Jean evoca um Loá, que assim como o artefato que J. Phill usou como condutor, tinha um corpo humanoide masculino e musculoso, com um cabelo black power e duas cabeças de serpente com longos pescoços que entrelaçam o pescoço da cabeça central humana, e enquanto esse Loá protegia dos golpes físicos, Jean saca um bonequinho de palha de 7 polegadas, e três agulhas, Tifanny tenta usar suas magias elétricas a uma escala menor, levantando um ar frio para assim conduzir a eletricidade e doer na pele do Loá e nos braços de Jean, a induzindo a largar os materiais, mas Jean eleva uma aura verde que afastava essa eletricidade, e pegando só uma das agulhas, perfura onde no boneco equivalia à garganta, e Tifanny se sentia muda, ela conseguia respirar, mas não falar ou emitir magia, e então, o Loá sumia junto de outros feitiços ao redor.
Jean P.: Sinto muito, Tifanny, mas você não me deixou opção, e sim, eu prometo te ajudar a investigar quem me pagou pra essa tarefa, eu só fiz o meu trabalho.

> 20/02/2272
 8Mike estava com insônia por não conseguir acompanhar o tempo das viagens espaciais onde foi colocado, e ficou acordado vendo TV e andando pelas salas da casa, porém, ela via pequenas cores vermelhas no meio dos cantos escuros que o máximo que ele via era um tom  de bege das paredes e do chão, ou o tom levemente azul de algumas luzes do céu lá fora que apareciam nas janelas, mas aquelas cores sumiam, enquanto passos eram ouvidos, o 8Mike não entendia, ficava confuso, carregava uma mantinha azul com a estampa de um esquilo com uma bolsa apoiada numa vara que segurava, ele tentava subir a escadaria à procura da sua cama, mas aquelas cores apareciam, a moça que tinha a roupa preta e vermelha, uma Filha de Zaria chegava até o 8Mike, e dizia.
Filha de Zaria: Garoto, você sabe onde tá o seu pai?
8Mike: É...
 Porém, uma luz era acesa atrás dela, com o Naej no topo da escadaria.
Naej: Fique longe do meu filho, Jean Phill, o assunto é só sobre nós.
Jean P. (a tal Filha de Zaria): Ah... Você tá aí.
Naej: E Mike, vá pro seu quarto, tá chovendo e não vale a pena ficar acordado a essa hora.
 Enquanto 8Mike ia pro quarto sem resistência, Naej e Jean se enfrentam em uma área deserta da cidade de Albuquerque, em que havia troca de tiros entre Naej e Jean, o Naej buscou evitar usar seus poderes, pra ter certeza que ela não suspeitasse que ele fosse um elementar, inescapável, porém, as balas que ela usavam, mesmo que não dessem danos definitivos, ainda doíam, e ela não errou nenhum tiro, o Naej buscou aguentar, mas o pouco que ele próprio acertou deixou o ombro dela danificado e atravessou o colete escondido em seu traje, mas o Naej aparentava ter se rendido, e entrega uma espada de um metal azul estranho, para o que virá a seguir.
Jean P.: O-o que?
Naej: Me finalize, eu me rendo, mas eu não preciso me matar por isso, seria bem idiota.
Jean P.: Você quer que eu faça o que?
Naej: Houveram no mundo rituais de execução em que o cavaleiro, ou samurai no Japão, morria nas próprias mãos em forma de cerimônia, a prática enganava a morte, e protegia a alma para um pós-vida mais tranquilo, confia em mim.

> 21/02/2272; Morte
 Naej está no reino da morte, no plano espiritual, ele viajou entre diferentes campos subjetivos que a mente formava a partir dos sentimentos ou das memórias que formam certos domínios. Os bons momentos e sentimentos eram expressos como parques e florestas de folhas, gramas e árvores vibrantes, algumas, tão coloridas como um caleidoscópio, a raiva se tornava numa tempestade de ventos secos, ou chuvas ácidas pra alma, ou raios vermelhos, os traumas viram espinhos negros sem sombreamento que se prendem na alma, as mentiras que a alma tanto escondia se tornavam algo como um antolho para a visão que é um dos poucos sentidos que sobrou pra expressar a percepção após a morte, enquanto vozes de não se sabe onde diziam para a alma e seus vizinhos o que era verdadeiro, mas incompreensível pra quem não as ouvisse, e Naej parou em algo como um campo de folhas e gramas verdes, e ruínas brancas, o que seria isso? A ruína do que um dia foi puro? O fim da luz antes das trevas, restando a cor? Tantas dúvidas, mas alguma coisa parecia o seguir naquele plano.

> Albuquerque, Novo México
 Como o encomendador do assassinato era anônimo e só pagou 1000 dólares sem dizer muita coisa além do pedido para matar Naej, até Jean Phill e sua colega Anna Brown (que vestia de forma similar, porém, em vez de um longo cabelo solto e crespo, o de Anna é liso, porém preso em tranças que desciam de seu ombro esquerdo) se voluntariam pra entender o que havia acontecido. Michael, Oprah, Norville e a comparceria de Rachel da Piggy Marx's nem sabia que isso tinha acontecido, e ficaram surpresos com o fato de Naej ter sido eliminado mesmo com tamanha regeneração elementar.
 Dragom e sua comparceria dão um leve conforto para a Tifanny já voltando ao choque de saber que Naej morreu de novo, com um Dragovo (um sanduíche especial sem queijo e sem carne, tendo em seu recheio ovos, milho e molho dragão), será que a Tifanny via naquele hambúrguer de ovo um significado da vida? Ou ela só achou o sanduba gostoso? Mas de qualquer forma, Theon Keith se preocupa, e junto de Marisa Harvey e Psychos Durden, prepara um plano para caso encontrem o responsável, o que ainda é segredo para aumentar a surpresa, enquanto também, sabendo que o máximo que teve de informações foi que o responsável estava em Albuquerque, eles ainda tinham uma amostra segura, com dúvidas de que esse tal responsável ainda estaria em tão óbvio lugar.

> Las Vegas, Novo México
 Logo sabendo que a Srta. Alca não existia mais, Carla teve que passar um tempo separada das donzelas do Clube do Livro Larapink, correndo entre as ruas de Deming, almoçando com os amigos e jantando com os pais, voltando a capturar os criminosos antes que a vissem, retornando quando menos esperavam, como uma tempestade no Equador, parabenizada por sua volta, abraçada por quem amava. No entanto, elas também queriam aproveitar melhor a volta da mutante atleta, até Melissa, que era tão ocupada ajudando seu colega Krono nas indústrias de Nova Chigado, também foi compadecer junto daquelas nobres mulheres, que irão começar uma prática anual e que nenhuma das duas mutantes fora convidada antes pois precisavam da confiança delas, elas irão pintar quadros.
 Alex é a modelo, tal como foi selecionada a líder por seu cabelo escarlate lembrar a Deusa Vermelha, e foi treinada para guiar elas, não só nas atividades maiores, mas também dando assistência a suas donzelas sob sua ordem, assim também como Meluisa dava dicas e aulas para que pudessem pintar corretamente, e Laura Juarez trazia da fazenda dos Juarez algumas tintas de diferentes corantes orgânicos, originalmente, tais Juarez expandiram muito seu mercado plantando tomates e os vendendo junto de produtos naturais, e agora no estado do Novo México, um comércio de tintas naturais e muito mais eficientes que as péssimas tintas industriais normais se elevou e está circulando, entre seus caminhos, graças à prodígio Laura, que inclusive aproveitava práticas caseiras de pintura para também testar a providência dessas tintas, e acabava estranhamente cheirosa devido a algumas flores e cultivos que eram usados nos materiais.
 John Parker estava detendo uma criatura grande e elementar, um Xorn das Montanhas Bípedes, de 3 metros de altura, pele marrom rochosa e dura, embaixo são literais 3 pernas com garras que furavam o solo, e encima 3 braços deformados com diferentes tipos de garras - um braço tinha 3 garras curvas e lisas para cortes precisos e ataque letal; um tinha dedos grossos com o que pareciam várias unhas ou pedras brancas que, ao acertarem, quebrarão os ossos e os escudos; um último tinha 3 garras de várias pontas que, ao acertarem o alvo, irão prender nele até rasgar o que pegaram -, e uma boca que chegava do topo do corpo ao que nele equivalia ao umbigo, e quando rugia, terremotos se formavam e corpos paralisavam até o fim do grito, o que John, após ser pego por 3 gritos do monstro, e golpeado várias vezes e só sobrevivendo por assistência de Tankanar que, sendo imortal, podia sobreviver melhor ao combate, o John havia da sua teia uma proteção em seus ouvidos, e uma película sobre seu traje que pode se inflar para absorver o som, e quando o Xorn das Montanhas Bípedes rugia e Tankanar se via imóvel totalmente, uma bolha de teia aparecia voando em direção daquela criatura, que tentava se proteger com uma parede de terra levantada por seu poder, mas John saía dessa bolha, ejetando sua teia e saindo da bolha, com força para, com seus pés, quebrando a parede que Xorn contra atacava movendo as pedras sobradas da parede para esmagar John Parker.
 Tankanar, no entanto, tirava de suas costas uma bazuca antitanque, que ele então mirava no Xorn das Montanhas Bípedes, que ficava com medo, porém, em vez de um foguete comum, Tankanar usa uma magia ferrosa de Absin para materializar um míssil metálico bem pontudo que, disparado da bazuca, entrava na boca do monstro, enquanto John o aprisionava por bolas de teia que, ao se dilatarem, entupiam o monstro e o fazia explodir de dentro pra fora. As Larapink viam aquilo e, curiosas por aquilo, mudavam de planos para pintar aquilo.
 Pinturas bonitas, detalhadas e precisas como as de Laura são colocadas no chamado Pilar do Peixe, enquanto as pinturas abstratas ou minimalistas, mas cuja forma lembrava a referência, como as pinturas de Joana Diamond e Miko Okita, eram separadas no dito Pilar do Macaco, sendo esses "pilares" em realidade conjuntos de estantes azuis (do peixe) ou vermelhas (do macaco) para armazenarem as tais pinturas naquela sala que, em poucas palavras, servia como um freeport (algo como portolivre, um armazém instalado com uma isenção fiscal) nas posses de território das Larapink.
 De qualquer forma, foi um arraso para elas terem pintado com base em uma luta dos colegas delas, e Melissa foi recusada de colocar sua pintura em qualquer um dos pilares por ser "iniciante demais", mesmo tendo formas abstratas.
Melissa: M-mas Meluisa, mas as pinturas do Macaco não são quase como essas?
Meluisa: Pra falar a verdade é por uma estratégia um pouco melhor. Primeiro acho bom você guardar essa pintura por ser a sua primeira a ser feita ao nosso lado.
Laura: E também que vamos ser sinceras, a sua pintura não é tão rica quanto a do Peixe mas é meio óbvia demais pra do Macaco.
Melissa: Ah, e porque Peixe e Macaco.
Meluisa: Pra falar a verdade, é que o Peixe representa a evolução natural e a beleza, por isso nós o associamos como a ala que iremos doar pra escolas de anatomia e... anatomia tem em biologia e arte, né? Já o Macaco é um animal caótico, imprevisível, brincalhão, por isso separamos pras artes mais abstratas que temos da ala que a representa.
Laura: Senhorita Alex, será que um dia estarão interessados também nos materiais que usamos hoje pra pintar?
Alex: Certamente, e Melissa, por favor... manda um beijo pra Carla?
 Alex até sorria e juntava as mãos abertas, Melissa se sentia sem jeito e... só beija a bochecha das três antes de teleportar indo embora com sua pintura, mas John, paralelamente, reconhece um tipo de drone branco com detalhes coloridos da O&S, e ligam para a Tifanny à procura de informações, descobrindo que na verdade a Otasha e o Dr. Shiro deram esses drones para ajudar numa investigação de quem pode ter encomendado o assassinato de Naej, e então, sabendo o que fazer, ele tenta ajudar, mas garante ao resto da equipe de Las Vegas que ele pode ajudar sozinho.

> 22/02/2272; Albuquerque, Novo México
 O grupo se sentia sem soluções, mesmo a engenharia reversa e o hack não achou o suficiente dessa conta que contratou Jean Phill, como apenas uma conta fantasma, nem a conta bancária foi achada por ter uma criptografia muito forte e também não arriscaram ir mais fundo pois talvez fosse fora da ética deles. Jean Phill passa um tempo ao lado de Tifanny enquanto Anna Brown acompanhava Theon e seu grupo para também acompanhar esse plano.

> Morte
 No meio dos campos e das ruínas, Naej olhava para o céu e se deparava com um céu em forma circular que depois emitia uma chuva fria, Naej encarava a chuva sério, e fechando seus olhos, navegava, sem ver que estava na verdade andando para cima, e subindo, cruzando aquelas nuvens e aquela chuva, doía pelo frio, mas nenhum sintoma a mais, almas de velhos amigos e traitores o diziam pra ele olhar pra eles, e os atender, mas Naej sabia que isso não era o foco, e ele já estava satisfeito com o pouco que lembrava deles, e só abriu os olhos quando tudo estava mais calmo e quente, e então, ele se via num sítio.
Judith: Naej? O que tá fazendo aqui?
Naej: Eu estive a tanto tempo sem te ver que... eu precisava saber o que você acharia do que eu me tornei.
Judith: Filho, acho que você não precisava disso, sabe... Você tentou me vingar pelo maldito do seu pai, e agora tem esposa, filhos e amigos, e por mim já tava ótimo, você gostaria dizer algo a mais que precisaria contar pessoalmente?
Naej: Sim, eu sempre quis saber como você foi antes de eu nascer, e como tá agora viver aqui depois daquele incidente, e talvez, como eu poderia te retornar.
Judith: Filho, eu sempre te amei por ter tido o maior cuidado por você e por ter sido feliz em te ter, mas não posso ir com você por causa daquilo ali.
 Habitava no meio do milharau uma criatura com o corpo de um verme, de cor escura ofuscada pela luz amarela ao redor daquele território, de olhos que não se sabe se eram fechados, ou tinham as pupilas como as de sapo, ou se eram tão planos quanto os de uma planária, e uma boca grossa e feia que sugava energia emocional e memórias do que ficava ao seu redor, representadas por um milharau infinito que ficava atrás da casa, e Naej, irritado com o que aquela coisa o fez, e encorajado, dizia à mãe o que precisavam fazer juntos.

> XX/XX/2254; Las Vegas, Novo México
 Alex lembra de ter visto seu avô muitas vezes nos fins de semana, pois seu avô, chamado Tim, progenitor do traço dos Valiant que envolvia seus cabelos escarlates, era um homem baixinho e que parecia tar cheio de ódio, e por mais que ele tentasse se expressar bem com a nora, ele brigava muito com o pai, que mesmo se dizendo ter sido diferente da época que aprontava na rua e apanhava em casa, Tim ainda gritava pra ele a cada inconveniência, seja desse seu filho, que era pai de Alex, ou por qualquer coisa que o irritava e assustava.
 Medo, era aquilo que Alex sentia de seu avô, e raiva, era o que seu pai sentia por seu pai, a Alex se comportava por medo de entristecer o seu pai, e irritar o seu avô, mas o avô Tim a ensinou magia, mas durante seus 11 anos, ela era péssima, só saíam faíscas elétricas ou flamejantes de suas mãos, mas entre os livros dele, os mais interessantes eram os aventura e fantasia.

> XX/XX/2264
 Durante seus 20 anos, ela conheceu a cafeteria das Larapink, ela já terminou o ensino médio e estava terminando sua faculdade de arte, e tomando café servido por belas damas, ela se sentiu quase sem ar, mas Tim reconhecia o que sentia, e tinha uma ideia.
Tim: Tão vendo aquelas três garotas ali conversando no balcão? O que acha de pedir pra gente duas xícaras de chá da aurora e duas fatias de bolo de café?
Alex: *gasp* M-mas avô, eu não- Eu... Eu não.
Tim: Alex, você se fecha de mais, se você não fazer as coisas por escolha própria, como você irá sair do que você só acha que te prende?
Alex: E... Eu não entendi.
Tim: Depois eu explico, só confia em mim.
 Alex tinha medo de irritar seu avô, por isso estava tão nervosa em argumentar com ele, mas depois de conversar com as jovens, toda tímida e envergonhada, elas aparentavam entender ela, e dão um cartão de visitas pra ela, elas tinham em média a mesma idade que a Alexandra, e além de acharem ela linda e fofa, também sentiam que precisariam rever ela mais uma vez. Meluisa, Laura e Joana eram aquelas que Alexandra precisou conversar, e com o tempo, também se apaixonaram por ela, e depois que Alex aceitou se aliar a elas, Abigail lhe fez a tatuagem de dragão no pescoço, e Ted e Mia a treinaram responsabilidades para com a cafeteria.

> 22/02/2272.
 Tim Valiant estava bem velho, talvez não doía ou inclinava de mais em sua coluna por ser curta demais, ele saía de seu carro Speculum, de carroceria negra bem brilhante com tons de prata, ele resolve tomar um café na cafeteria das Larapink, porém, ele sentia um clima um pouco mais triste que o normal, mas só aceitava, e quando ele se sentou numa mesa para quatro, sozinho, Alex inicialmente era a primeira a servir, já lendo a sua consciência e se preparando pra atender ele, mas Joana, Laura e Meluisa também chegavam a ele e conversavam com ele, Alex se sentia ultrajada, mas quando se pronunciava, Tim tentava acalmar a netinha e dizia que tava tudo bem, elas só tavam tranquilas em rever o velho Valiant.
Tim: ... A propósito, ouvi falar que um amigo meu chamado Naej morreu, é verdade isso? Não sei se foi bom ou ruim eu não ter visto nem o enterro, não quero ter como última lembrança o cadáver dele num caixão.
Meluisa: É... Naej?
Joana: Os jovens mutantes de Deming falaram dele uma vez.
Alex: É, não vi muito sobre ele, mas lembro dele tar junto comigo e esses... mutantes, lutando em Deming, mas não deve ser alguém importante.
Tim: 
Hahahahahaha... Boba, o Naej era um dos melhores mercenários que eu já vi, o baixinho era eficiente.
Laura: Hã... Desculpa, mas acho que lembro desse nome de relance, acho que ele tava cuidando de uma fazenda da minha família no México mas... eu era criança, não lembro muita coisa dele além do bigode feio dele.
Tim: Estranho, lembro que ele mesmo disse que tirou o bigode porque achavam isso coisa de gay, haha, que irônico, já que ele tá casado com uma policial e tendo altas aventuras com ela.
Alex: É... Onde ele morava?
Tim: Albuquerque, se quiser eu te levo pra lá no fim do expediente.
Alex: Podemos voar pra lá, por favor, pode ir na frente, sei que vai demorar.

> Morte.
 Depois de longos meses, Naej e Judith destruíam aquela coisa que assombrava o milharal amarelo e observava Judith depois da morte, e então, conforme o Naej conversava com sua mãe, ele se sentia mais feliz, relativamente eufórico, talvez um pouco nervoso pois terá cada vez menos tempo naquele mundo, mas Judith ficava felirvosa depois que matou aquela coisa, pois agora o milharal perdia o sentido, e aquela parte irá desabar, no mínimo eles irão pra lugares diferentes imediatamente, assim como, camadas abaixo, as ruínas deixavam de ser ruínas, e se tornavam em um belo palácio com muros e portas, e a chuva se reduzia até deixar um sol e bilhões de flores.
Judith: Naej, não se esqueça, na vida e na morte, eu sempre vou te amar.

> Albuquerque, Novo México.
 Corpo de Naej pegava fogo, de dentro pra fora, o túmulo virava cinzas que se dissolviam na terra, o corpo de Naej retornava a uma carne elementar, enquanto, ainda leve e rápido pelo fogo, cavava para cima, e saía todo torto do túmulo, e olhava para cima olhando para um céu laranja do entardecer, e ele olhava ao redor, o coveiro chegava a se assustar, mas Naej resolve abrir asas ao controlar a sua forma em fogo, e voava pra sua casa, por onde entra na janela e a abre de fora, como uma ave que acabou de aterriçar, e usava agora uma camiseta vermelha e uma calça jeans cinza, e procurava os sapatos vermelhos novos que comprara.
 8Mike estava andando pela sala com sua manta, e ficava confuso em olhar para o Naej no topo da escadaria que leva ao andar alto e seus quartos, podia ser só uma visão, mas Naej descia as escadas e o abraça, a Jane e a Aline olhavam pra aquilo e se assustavam, achavam que era só um espírito, mas Naej já tinha o que argumentar e explicar. Enquanto isso, Luna Pleine e Nouvelle foram visitar Albuquerque por ficarem curiosas pelo que possa ter acontecido com o Naej, enquanto Fugaret fica em Las Vegas como um refúgio por estar sendo perseguido pelos Redlar. Na rua John Howard, onde teve a luta entre Naej e Jean, havia um vento estranho, que Pleine, Nouvelle e Tifanny sentiam, enquanto Ártemis não entendia o que tava acontecia, só ficava com um pouco de fome.
L. Pleine: Ei, Tifanny, você acha que esse é o fantasma do Naej?
Tifanny: Isso é impossível, os fantasmas que se formam no mundo não são a alma dos mortos, só energia.
L. Nouvelle: Então o que é aquela coisa lá na frente?
 O espírito negativo formado tinha o que parecia ser uma réplica triste de Naej, em preto e cinza, sem olhos e deixando órbitas vazias, enquanto ao redor havia um corpo de vários braços feitos de escuridão, e um rosto de uma mulher e um corpo de verme que equivalia a uma coluna vertebral. A Ártemis saía, enquanto as outras três se encarregavam de enfrentar a entidade, com Tifanny projetando correntes elétricas que feriam a entidade com sua luz, enquanto Pleine e Nouvelle usavam as espadas formadas de seus dragões, que feriam aqueles fantasmas como se tivessem carne, mas Ártemis tentava comprar um cachorro quente de um vendedor simpático, porém um pouco intimidado, seja pela ambientação já estranha ou por estar de frente com uma princesa influenciadora, e Ártemis tentava comprar o cachorro quente sem ser bajulada e falhando miseravelmente.
 Porém, Tim, chegando e parando naquela rua, tinha seu carro, com ele dentro, sendo agarrado pelo fantasma e arremessado contra as moças, mas Tifanny movia o carro para que, sendo movido psiquicamente, fluísse como se não estivesse caindo, mas sim andando e parando na rua e indo pra frente em segurança, Tim achava estranho, mas tentava retornar a partida enquanto as garotas já finalizavam o fantasma, criando uma espada de luz juntando poder delas e, assim, cortando o espírito maligno. Depois de um tempo, elas veem se Tim estava bem, e Tim respondia.
Tim: Sim, não se preocupem e... Tifanny, você sabe onde tá o Naej?
Tifanny: Morto, senhor, e com a Espada da Apostasia, não tem mais volta.
Tim: Mas quem tinha essa espada?
Tifanny: Eu não sei, mas uma assassina jurou que o Naej que entregou ela pra... cê sabe, cortar ele.
Tim: Então não pode ser a verdadeira.
Tifanny: O QUÊ!?
Tim: Sim, ele comprou essa espada do meu armazém um mês atrás, não sei pra que propósito, mas eu aceitei, é uma espada falsa, feita em Umbra no Reino das Fadas.
Tifanny: M-mas... Mas... Então quer dizer que dá pra reviver ele?
Tim: Não reviveram por que?
Naej: Quem sabe nem precisavam.
Tifanny: É, eu tô até ouvindo as vozes do Naej, talvez eu deveria ter ouvido mais ele.
Naej: Tifanny, eu tô aqui.
Tifanny: Sim, eu sei que você tá aqui, no meu coração.
Naej: Oh Lazuli, olha eu redor, eu tô aqui sim.
Tifanny: Sim, você sempre tará me observando daí do Céu.
Naej: Tifanny, olha pra baixo, é sério.
Tifanny: Poxa, um homem tão bom, por que taria tão abaixo? Estaria matando demônios no Tártaro?
Naej: Isso tá ficando sem graça.
Tifanny: É, eu não deveria te desrespeitar desse jeito porque eu fui tão tola.
 Naej se irrita, e morde a canela esquerda da Tifanny, que assusta ela e a faz chutar o Naej gritar de medo, Tim e Luna Ártemis riam muito, mas quando ela olhava pra baixo, o Naej realmente tava lá, e eles se abraçam.
Tifanny: PETITE!!! Por que você me abandonou desse jeito?
Naej: Eu precisava de um jeito de morrer pra ver a minha mãe de algum jeito, já que o 03 me proibiu de viajar no tempo por 10 anos, mas eu precisava ter certeza que não contasse um suicídio, porque cê sabe dessa lei espiritual que o Narrador fez como mensagem contra esse tipo de coisa, né?
Tifanny: M-mas quem pagou pra te matar?
Naej: Eu mesmo ;)
Tifanny: Ah mas você é um cu, hein?
 Depois disso, Tifanny avisa ao grupo que Naej voltou à vida, os drones voltavam à O&S, o John Parker chama a Melissa pra buscar ele e levar a Deming, Theon e Psychos desarmam as armadilhas e torturas, e Dragom resolve fazer uma pizza pra família da Tifanny comemorar.

Continua>>>

02/11/24

Estrela do Mar

> 19/02/2272; Terras sem cor; Universo desconhecido
 Pyrman esteve junto com as Luna e com o Fugaret ainda em recuperação, criaturas que beiravam o desconhecido, de formas estranhas e formadas na escuridão das fendas das torres e palácios que eles passavam, tentavam atacar eles. Pyrman redirecionava o espaço com os seus portais e empurrava parte deles, enquanto a luz que Luna Pleine e Nouvelle projetavam era suficiente pra queimar aqueles seres e dar cores àqueles lugares.
L. Nouvelle: Esse reino parece o oposto do que vimos antes, é como se precisássemos preencher com existência.
Pyrman: Talvez uma analogia a pintar um quadro em branco.
L. Ártemis: Eu não tenho sensação boa alguma nesse lugar.
Pyrman: Ninguém teria.
 Porém, uma dessas entidades, dessa vez branca sem cor, com detalhes em preto como uma espiral em seu rosto que formava seu rosto, chegava carregando uma enorme engrenagem em uma mão e uma chave prateada na outra, e ao acertar Pyrman na barriga com a chave, o levava para um outro reino, bem fora do multiverso, fora das matrizes, e as Luna, desesperadas, fugiam, com as Irmãs Luna criando um veículo similar a um carro platônico, e assim elas e a Ártemis podiam fugir, aquele ser, chamado Initarva, voava em direção delas, porém, conforme a luz passava daquele veículo, o mundo ficava iluminado e colorido, e isso ardia para Initarva, que perdia velocidade.

> Fora da realidade
Pyrman: O-o que? Onde eu tô?
Cartuni: Ah, sim, nos conhecemos de novo, não é mesmo, Pyrman?
Pyrman: Eu conheço vocês?
Dr. Caótico: Você claramente não, mas há uma versão sua que foi extinta junto com sua versão do multiverso que nos conheceu muito, junto com o Narrador, U.S.Q.P.A.
Pyrman: Eu... Acho que já ouvi falar dele, o Narrador, aquele por trás dos nossos diálogos, o único com poder absoluto sobre tudo.
Cartuni: Sim, porém, um ser desgraçado de poder tão parecido acabou começando a existir nessa versão que chamamos de Reboot, vocês tão tentando impedir ele, mas não será suficiente.
Pyrman: O Narrador vai precisar interferir diretamente?
Dr. Caótico: Na verdade, ele não tá podendo derrotar sozinho por um motivo. Foramin também tem poder sobre o roteiro ao ponto de invadir as histórias, e forçá-las a acabarem, ela representa a depressão do autor, e uma vez, o nosso multiverso foi deletado, e retornado, pode ser pelo U.S.Q.P.A., mas conforme ele deixou disso e voltou pra nós, uma entidade não-natural se formou, tá tentando destruir esse universo de dentro pra fora.
Pyrman: Mas se eles querem nos destruir, por que vocês não interferem nisso? E se um servo dessa coisa tentou me apagar da existência, como eu encontrei vocês?
Cartuni: Você faz pergunta de mais, mas a gente entende, um deus só interfere no mundo dos vivos quando há algo que os mortais não conseguem resolver, e interfere menos quando eles só não querem resolver. E quem sabe, o Foramin, que não era pra eu dizer esse nome, subestima o poder do próprio Narrador, pois se vê mais forte que ele.
Dr. Caótico: Pyrman, volte ao multiverso, e salve as colegas que tão em perigo sem você.
 Uma luz brilha nos olhos de Pyrman, em tantas cores que ele não conseguia distinguir, e então...

Terras sem cor; Universo desconhecido
 Initarva colocava a engrenagem no chão e começava a girá-la, alterando o espaço e o tempo ao seu redor. As salas se distorciam, a evocação de Pleine e Nouvelle perdia energia, a viagem delas era desfeita, tudo voltava a ficar descolorido, as Luna tentam ainda lutar, com Nouvelle projetando para cá uma dimensão de bolso própria, que dava energia e elementos para completarem com a condição mágica de Pleine, tudo fortalecendo para então ela projetar a serpente de fogo vermelho com brilho dourado, que atravessa a engrenagem e a barriga de Initarva.
L. Nouvelle: Então por isso o voto de silêncio...
L. Ártemis: O que tá acontecendo?
 Ártemis estava num transe devido à engrenagem e às condições do universo que estavam, mas aparentemente retornava, logo vendo Luna Pleine projetar o Hoshi Hoshi Uminonami, um ataque elementar da água que uma vez Maman usou para derrotar o Lucifer em seu poder total, aquilo deteriorava a engrenagem, tendo textura enferrujada, ao mesmo tempo que ela, antes branca com detalhes pretos, começava a ficar colorida, e Nouvelle conjurava Sulfury, enquanto Pleine já estava com o Mercury equipado para servir de escudo contra o recuo das próprias magias. Numa fenda que se formava da dimensão de Nouvelle, com seu jardim botânico rico em carvalhos, ervas médicas cheirosas e com um rio que hidratava aquela dimensão de céu azul brilhante, Pyrman é lançado indo de frente contra Initarva.
Initarva: O que? Mas o vazio é irreversível! Os espectros e os suicidas sabem disso!
 Ninguém poderia responder, pois estavam ocupados com um propósito: Destruir Initarva. Seja pelo raio de fogo que Pyrman invocará a seguir, ou Nouvelle com uma energia verde de Sulfury, seja pelo enxofre ou pelo poder botânico, enquanto Pleine, desgastada mas junta de Ártemis recuperada, projetava gelo das águas daquela dimensão como correntes, para assim prender Initarva e deixá-lo sem defesa, assim o destruindo. A dimensão de Nouvelle voltava a seu Ego, enquanto aquele universo recuperava cores, e gritos de dor inconcebível eram escutados em todo aquele mundo, aquele universo ganhava cores, mas continuava vazio e morto, e elas viam que aquela engrenagem se mantinha.
L. Pleine: A-a engrenagem!
L. Ártemis: Você ainda fala?
L. Nouvelle: Ela tava se recusando a falar pra dar força a uma lei mágica, já dizemos isso bem antes!
Pyrman: Não é uma engrenagem.
L. Pleine: Como não? Fisicamente é uma engrenagem! Ou só parece uma?
Pyrman: É o nervo da Máquina desse universo, e... sim, chamam o cérebro do universo de Máquina por ser algo inanimado, quem sabe, isso pode ser útil pra nós.
L. Nouvelle: Senhor Pyrman, que mal me pergunte, mas não seria melhor devolver a esse universo?
Pyrman: Acredite, baixinha, esse universo já foi condenado pelo vazio, e precisaria de bilhões de anos pra se recuperar.
L. Nouvelle: Poxa.
L. Ártemis: Isso me lembra aquelas frases de como as pessoas tratavam seus recursos antigamente e que se continuasse precisaríamos de uns 10 planetas Terra.
Pyrman: Entendo o que você quer dizer, mas o caso aqui é bem diferente.

> ???; Multiverso
 O grupo leva a engrenagem, e integra à Cidade Pyr, a fazendo circular magia bem longe devido à energização da energia pyr e por agora magos próximos poderem controlar magia normalmente, o que algumas entidades nativas, como a entidade aracnídea, estranhava, e até recuava ao pensar que um universo novo se formou, enquanto nunca-vistos iam para lá, guiando-se cegos no vazio multiversal, pra se alimentarem daquela engrenagem.

> Albuquerque, Novo México; Universo 255-P
 Mesmo que Tifanny e Naej estivessem tendo maior atividade na Terra, periodicamente Tifanny e Naej viajavam para algumas estações espaciais para trabalhar, durante o meio tempo também levando 8Mike para rever os colegas e voltar a estudar com eles, algo que, durante essas viagens espaciais, o 8Mike parecia até que completou 4 anos mais cedo e já tá no terceiro ano, enquanto ele tinha sido levado ao primeiro ano aos 2 anos, e Jane visitou seus amigos terrestres de infância e apresentou a eles a sua namorada atual: Aline Suna, uma linda mulher estereana que conheceu a Jane enquanto a mesma ia lanchar na lanchonete Pachinko's.

 No entanto, por mais que soasse que muito tempo havia passado, pra Terra não passaram de meras semanas, e ainda vai continuar por só mais um tempinho, e a professora Vivayola, sabendo que 8Mike não vai poder ficar muito tempo em Stereo, entrega aos pais as apostilas que eles precisarão ensinar ao garoto, além de marcar as datas que ele precisará fazer as provas. A família aceita, embora por enquanto ainda dê para 8Mike estudar normalmente e a Carmen agora estar mais amiga do Paulo na escola, e o Misael tar meio sozinho ultimamente e ficar mais feliz em rever o 8Mike.
 De qualquer forma, Jane e Aline usaram o Superfone para telefonar pro grupo do Muramasa em Las Vegas e conversar com os que tavam lá, inicialmente isso os irritaria pelo desperdício do que seria um chamado de emergência, mas o grupo se sentia mais feliz em saber que ela tava bem assim como a família deles, e Jane tinha uma ideia deles poderem se rever algum dia.

> 20/02/2272; Lille, França.
 Mesmo com a arquitetura da Casa dos Redlar completamente restaurada em uma noite, e a sujeira sendo tirada, e a Julie pressionar o governo a permitir o Programa Fênix pra ela e seus familiares, mesmo que tivessem que levar a outro país pra isso, não parece que vão poder ressuscitar todos a tempo por terem se formado corpos de mais pra transportar. Akanata (pai de Julie) e vários outros foram destruídos, e Fugaret tá sendo contado nas notícias como um traidor assim como a Bélgica e a Itália estão negociando com o governo francês pra poderem atacar a Inglaterra.
 No entanto, Julie tava desesperada, extremamente ferida e com vontade de morrer, enquanto as Luna têm uma ideia de irem pra Versalhes como a Nouvelle fez alguma vez, pra conseguirem algum poder ou derivados pra poderem desfazer o que aconteceu, mas Julie recusou.
L. Origi: Bem, Julie, se isso tá sendo tão ruim, talvez devêssemos ressuscitar eles com algum tipo de magia secreta do povo de Versalhes.
L. Saang: Quem sabe haja um artefato eficiente pra isso lá num dos nossos castelos.
L. Recóte: Ou então viajássemos no tem-
Julie: Nada disso, a magia de Marchosias é fechada pros seus feiticeiros e qualquer quebra das regras deles irrita essa entidade, e um colega meu já viajou no tempo por menos e já colocou nosso tempo em risco. Senhorita Saang, vocês ainda têm a pedra filosofal?
L. Saang: Não temos pois a Nouvelle precisou dela pra umas práticas mágicas, mas ei Origi, você ainda tem aquele link telepático com suas filhas?
L. Origi: Elas nunca fizeram isso pra mim.
L. Recóte: A Ártemis fez pra mim e pro Jubuh, e... eu sinto as dores dela a uma distância que eu nem sabia que era possível.
Julie: Multiverso...
L. Origi: Por que elas viajariam pro multiverso? Elas são tontas? Já tinha riscos no universo que elas viajavam!
Julie: Senhorita Origi, não se preocupa, pois elas ainda são bem fortes e quem sabe algum ex-colega nosso tenha as ajudado.
L. Recóte: Quem sabe, o cara vermelho realmente foi mais confiável que eu achava, por que minha filha, uma princesa, teria que lutar ao lado de um cara vermelho de shorts?
Julie: Talvez esteja pensando demais, Senhorita Recóte, eu talvez use disso pra ir atrás do Fugaret e poder me vingar.
L. Origi: Não faça isso, Julie, vamos chamar nossas filhas e ressuscitar sua família, qualquer coisa que tenha ocorrido entre vocês e o tal Fugaret, vai passar, no mínimo minimizar.
Julie: Têm razão.

Continua>>>

29/10/24

Projeto Dream, episódio 345

[Não sei se vão sacar essa, mas tô aproveitando o episódio pra um autodesafio de fazer nele, a cada parágrafo, algum lugar e cena separados]

> 19/02/2272; Cidade de Bronze; Universo HG1800.
 Mally, Melly, Milly, Molly e Mully estiveram acompanhando Steaman e Cogaton na Cidade de Bronze, um reino construído por humanos e monstros como grande capital tecnológica e sede das viagens dimensionais, e o grupo estava descansando enquanto M5lly e Vitanos estão longe, no mesmo universo, pra poderem investigar junto do Muramasa e sua equipe locais algumas propriedades da Máquina que poderiam ser bem úteis pra tornar o poder de M5lly viável pra funcionar mesmo fora de um mundo com uma Máquina.

> ???; Multiverso.
 Tatoman avisa um relatório aos outros Pyrmen sobre o que esteve acontecendo em seu universo e como o seu universo tá buscando resolver o problema, e como boa parte do tal "destino interuniversal" quanto à D.R.V.G. tá começando a encerrar, o caso do universo 255-P, conforme continuou agravou e se virou contra o lado dos Redlar, e Pyrman acabou precisando, enquanto viajou pra ir junto com Pleine, Nouvelle e Ártemis que também tavam suspeitando algo de errado mas, diferente de Emma Bauer e as outras, essas tavam dispostas e disponíveis pra ajudar nesse turno, e nesse tempo elas usam um portal mágico pra ir a Lille e depois outro pra levar Fugaret pra dimensão de bolso do Pyrman.

> Lille, França; Universo 255-P.
 Linda não estava em Lille, e quando chegara já era tarde, ela se culpava, assim como ela começava a ver o mundo em preto e branco, tal qual o sonho violento de Fugaret, ela tira as suas luvas e soltava o seu cabelo, tão de costume em forma de coque, que pela anomalia de seus poderes, assim como seu rosto, esse mesmo cabelo aparecia quadrado, plano, e mesmo que ela se voluntariasse a ajudar o grupo a consertar a mansão, os Redlar tendem a acalmar, alertando que está tudo bem, enquanto a equipe da D.R.V.G. organiza uma forma automática e rápida de corrigir a destruição da mansão para, futuramente, restaurar aqueles padrões que tornassem a casa tão característica dos Redlar. Linda sentia enjoos, vomitava algo dourado desconhecido, às vezes, ela desmaiava, tentaram socorrer, mas não era suficiente, enquanto o que aparentava ser um portal, a partir da quarta dimensão afetada por seus poderes espaciais, acaba puxando ela, interrompendo os medicamentos e destruindo a sala de hospiral, e Thais, lembrando que Fugaret ainda havia prometido voltar pra ela, só ficava cada vez mais desesperada.

> ??/??/????; Monte Olimpo, Grécia.
 No Éter, os deuses mudaram muito, assim como Zeus, antes um deus promíscuo e violento, foi reduzido a um deus pacífico, responsável e agora com ambas Métis e Hera, Hades, tão temido e com tanto poder no submundo que até citar seu nome seria um mau sinal, agora é calmo, purificador e que treinou Thanatos, ou Thanos, para uma organização divina que veremos logo, e Poseidon, antes um deus respeitado e retratado como uma força tão implacável da natureza, agora era mais impulsivo e sensível, ainda com a deusa Anfitrite pra acalmá-lo, e até hoje ele não admite deuses tão abaixo da antiga ordem do Olimpo terem se tornado tão mais poderosos e valiosos que ele, como Atena, Ares, Hefesto e Hebe, diferente de Zeus que, perdendo seu poder junto com seus próximos, se livrou das responsabilidades, e dedicou seu tempo junto com as suas reais esposas, agora se aplicando como, além de um rei dos deuses, não só mais do Olimpo, mas também de todos do Éter, e deus dos raios e do céu, também um deus do amor.

> Reino das fadas, plano material; Maioria dos universos.
 Com o destino perdendo o sentido no mundo humano, as Moiras também perderam, sobrando então a Cloto, deusa do nascer, que usou os laços da vida como tecido para uma capa que pode a proteger do mundo fora do Éter, podendo vigiar a vida, condenada a agora surgir sem sentido, mas protegendo ela indiretamente, esperando ou garantindo que ela seja boa pros vivos, e diferente de Bridget, a guardiã das dimensões, Cloto não se limitava à sua presença, era como se fosse invisível pros mortais, mas perfeitamente onipresente, pois ela é a vida. Mas ainda assim, nada impedia as duas de se encontrarem, e se interagirem de forma tão profunda, em laços que os povos que as cultuavam no passado jamais interligariam.

> Corr, planeta Coração.
 Thanos, em respeito a Hades, em vez de denominar tão diretamente a Morte, ele representa algo mais além, como a dor que os vivos sentiam, e que a Cloto e a Têmis não podiam evitar nos vivos, seja com a Morte sendo uma última dor do vivo, ou o luto sendo a dor pela morte do outro. Tália, a Musa da comédia, dança ao lado dos outros seis que estão com ela, sendo uma deusa-palhaça, a personificação da comédia, ela se voluntariou pra representar e proteger a alegria dos vivos. Assim como a partida definitiva de Yaksba foi dolorosa pra todos do planeta Coração, Yaksuba ainda viu oportunidades de se dedicar e honrar seu pai, e Yunasuba tem uma mentora para lhe ensinar verdades do mundo que seu avô não teve tempo de ensinar.

> plano elementar.
 Têmis representava a ordem, ou sentido, e o Ares representava o caos, ou quem sabe, a falta desse tal sentido, que só criava ou terminava os eventos, que a Têmis dava o sentido posteriormente. Orfeu cantava, pintava e escrevia tudo que ele via, embora visse tudo, sabendo de cada história real ou imaginária, e assim, a arte do mundo subjetivo, e a história do mundo objetivo, se uniam como um casal para ele, assim como Têmis e Ares nessa nova ordem, nesse caos, nessas verdades que decidiam como o mundo físico e elementar era, e os elementos eram como tintas, o forte vermelho do sangue, o energético laranja do fogo, o brilhante amarelo dos íons, o vivo verde da vegetação ou o acinzentado verde do tempo, o intermediador turquesa do espaço, o azul marinho das águas, o misterioso violeta da mente e alma, o branco da luz, o preto da escuridão e da morte, o cinzento dos ventos e os brilhos dos metais.

> Albuquerque, Novo México.
 Midas, um Deva histórico criado do imaginário da ganância, do ouro e da Crisopeia, que aumentava o valor das coisas, não só no literal como tornar em ouro, mas em outros sentidos, como tornar-se sábio, iluminado, todos estavam dispostos a suas metas, mas nem todos tão dispostos a pagar, seja no dinheiro ou no sacrifício, e Midas se encarregou de ensinar os mortais a "pagarem" no meio desse ciclo. Tifanny e Naej sofreram muito, enfrentaram vários desafios, e atualmente, eles têm uma vida tranquila e divertida, o começo pode ser vazio, o progresso pode ser devastador, mas o final feliz é recompensador.

> 19/02/2272; ???; Multiverso.
 Pyrman reúne as Luna e o Fugaret pra ajudá-lo numa visita a um mundo na Matriz Dimensional natural em que eles precisarão impedir antes que atrapalhasse os planos de salvar o multiverso dos planos de Foramin, paralelamente que Tatoman, Cryoboy e Argman encontram os Antiversos de Qliphoth que circulavam numa camada mais escura no já escuro vazio multiversal, Vitanos se anexou ao Trem Dimensional e tinha controle da tecnologia do veículo, e com a energia pyr acumulada em seu corpo, eles cruzavam naquela camada do multiverso, enquanto também Timeman, com seu poder sobre o tempo e de uma forma que jamais teriam, condensa o tempo, ele empurra com a gravidade, e afastava os universos de perto dele, enquanto os mesmos se colidiam e destruíam, acordando e irritando Qliphoth, e Auraton e Auratonia sacavam suas Albegamas e as disparavam, não era apenas luz, elementos, energia, era algo que Amon criou somente para tamanha arma, capaz de matar deuses tão comparáveis a ele, porém, assim como essa arma foi feita tão material, Amon a fez fraca pra que algo tão poderoso e perigoso não fosse tão comum, as armas quebraram após os disparos, mas era o bastante para afundar Qliphoth junto com os Antiversos, e agora era questão de retornarem, e acharem onde Pyrman foi parar.

Continua>>>

28/10/24

Projeto Dream, episódio 344

> 18/02/2272; ???; Multiverso.
 Assim como a entidade aracnídea pôde impedir John e seu grupo de serem pegos pelo vazio da Matriz Dimensional Ômega, e o Steaman, extremamente ferido, foi socorrido na Cidade Pyr, e tava tão traumatizado que chamaram Cogaton para socorrê-lo com seus poderes sanguíneos, e a Claire, Inka, Fortrex e Safira do universo HG1800, do qual veio o Steaman, agora pra Fortrex proteger o grupo enquanto carrega Steaman, Claire usar da sua chama pra acalmar o mesmo, Safira com uma réplica do mapa do multiverso guiar o grupo no trem dimensional dirigido por Cogaton, e Inka e suas shiruut também fazerem um diagnóstico, com uma dica de Pyrman 890-α sobre isso ter algum efeito comparável ao que teve no universo 255-P.
 De qualquer forma, falando no Pyrman, o nosso, do universo 255-P, está em um quarto próprio e assistindo a partir de um feitiço de Forestalk (uma magia usada por videntes ciganas da Terra e algumas equivalentes hunkalianas e flamígeras, além de comum em sacerdotisas da quinta deusa no planeta prateado; que Pyrman absorveu de uma shiruut que Inka mandou eliminar por ter traído o grupo uma vez no Festival do Tempo Negro desse ano) conduzido em um portal de bolha flamejante, e ele via algumas coisas que aconteciam em seu universo, pra saber se estava tudo bem mesmo com ele por fora, afinal, depois do que teve dias atrás, e depois das viagens interespaciais, Pyrman começou a se preocupar muito.

> espaço sideral; Universo 255-P
 Pelo menos, no entanto, as joienas Paola, Amy e Tônia voltaram a seu planeta natal e, depois de um tempo trabalhando por lá, foram reconhecidas pelo que estudaram sobre história do sistema solar, e foram promovidas a embaixadoras, a Otasha e o Anandré estiveram um tempo jogando Busterball juntos e isso o motivou a participar do torneio que ele tava com medo de perder, Lykos e Hestia estiveram cuidando da segurança de Tujiwa e Hestia foi convidada por Yaksba para poder treinar sua neta, Yunasuba, para se tornar a atual herdeira de liderança, não só diplomática pois o pai (Yaksuba, filho de Yaksba) já está a treinando nisso, mas em magia, a fazendo conhecer além do que o planeta Coração tem a oferecer, e com isso, a Hestia também ensinou botânica, biologia de diferentes planetas e química, como a Água de Amêndoa Estelar, e um pouco dos processos bioquímicos após a morte de um ser vivo, último conhecimento esse que irá prepará-la melhor mentalmente pois estava bem subentendido que Yaksba está passando de sua validade, e diferente de muitos líderes do passado, ele não quer nenhuma fórmula da imortalidade, pois assim como aprendeu com terrestres de raças pós-humanas, ele confiou num reino que o esperava.
 Camille e Jozua estavam começando a cooperar durante os trabalhos ao lado da D.R.V.G., principalmente desestabilizando instalações do grupo de Isabella e, ao lado de um novo modelo de Anti-Dermurers que, em um ataque, hospitalizou Azeit com os ossos quebrados, deixou Thomas Dermurer sem os dois braços, e a Emily Xir cega, porém, Camille estava tão assustada pelos traumas que teve de eventos de meses atrás, que durante um cerco na Irlanda, ela preferiu se encolher em uma cápsula de cristal em vez de lutar, presa no seu próprio poder de água. Nestion e seu grupo estão viajando para além das galáxias, talvez bilhões de anos-luz de distância, à procura de saber as extensões do universo, e seus reatores só não esgotavam pelo sistema de fusão e fissão nucleares que gerava energia eternamente, e motores de rubi-25.
 Dr. Frank está comemorando em Batatt o doutorado de suas 6 filhas: Yuna (cirurgia e genética), Izabellis (botânica), Tamiela (biomedicina e anatomia), Otasha (engenharia), Lechi (psicologia) e Kimily (nome social de quem na adolescência era Lumauan; direito e filosofia), todas da família Medstar, sobrenome o qual elas herdaram, assim como Frank também assumiu após se casar com sua esposa, Diana Medstar IV, grande advogada e que, depois de se conhecerem, a Diana junta de suas filhas também resolveram ouvir histórias dele com esse tal Muramasa, que em suma, Frank no passado foi um grande médico, biólogo e engenheiro da equipe antes dela se separar, e enquanto as filhas acharam uma decepção o Frank ter se retirado do grupo, a Diana reconheceu que era necessário, e agora que as seis eram doutoras, elas poderiam até visitar a Terra para conhecerem o Muramasa atual e como está a equipe, o que fica em conflito com o que Dr. Frank prometeu à equipe de Mura que é para não interferirem no conflito que tá tendo na Terra. Falando nas equipes terrestres, Enily está cansada das lutas que estava tendo, seja nas guerras no oriente ou contra os Dermurer, e acreditando que seu grupo deveria fazer o mesmo, ela arma uma nave particular e vai embora para o planeta Parr do qual surgiu.

> Biblioteca Dermurer, Inglaterra.
 Fugaret dormiu e comeu por dias na Inglaterra, a comida não era tão boa, mas os Dermurer cozinhavam bem e faziam refeições decentes, o macarrão e as tortas eram deliciosas, e durante essa visita à Biblioteca Dermurer, Fugaret estudou um pouco de história desses seres e, inspirado em relatos desses seres, estudou magia com Natasha para poder voltar a ajudá-los com mais eficiência, o que era irônico considerando que os Redlar estão atacando os Dermurer com robôs tão poderosos, pelo menos Isabella, consciente disso, seguiu investindo para socorrer seus parentes e tirá-los mais rápido daquela situação, enquanto Emily e Lict descansavam juntas em sua própria mansão, Azeit se voluntaria pra ajudar Natasha a ensinar o necessário para Fugaret, embora, ainda desconfiando por causa dessa rivalidade entre Dermurer e Redlar, qualquer feitiço ou recurso considerado mais secreto devia ser vedado de qualquer acesso do Fugaret.
 Biblioteca aquela tinha 178 metros horizontais, de longitude, e 204 verticais, de latitude, usando de referencial um padrão estelar que era muito visto por Dermurers do passado mas hoje em dia só era possível ver a partir de telescópios, que eram as "estrelas Dermurer" (uma constelação que era facilmente vista nesse mundo e associada a essa instalação, e também uma forma dos marinheiros Dermurer mapearem a Inglaterra, era vista num padrão que lembrava uma serpente em formato de um círculo, ou de um D de "Dermurer" dependendo da interpretação, com pontos levemente mais vermelhos e a "cabeça" mais branca, logo depois descobrindo que as 8 estrelas Dermurer eram estrelas anãs vermelhas, e a nona que representava a cabeça era a estrela Alfa Dermurer, apelido para o sol do planeta Asgard). Apesar do tamanho de uma cidade, era incrivelmente bem fechada, com instalações presentes desde a sua fundação para o controle de oxigenação, podendo dar ar fresco naquelas regiões, ou se fecharem e até emitirem água (no início) ou gases extintores (atualmente) para evitar incêndios, e por isso, além da madeira ser sempre vernizada para nunca apodrecer e ser mais resistente, há áreas de tijolos de pedra, outros de concreto dependendo da época, e em vez de velas e tochas, plantações e pequenos ecossistemas, com plantas e pequeninos animais locais, eram mini fazendas para vagalumes poderem se sustentar e iluminarem naturalmente, atualmente não sendo mais necessário, e embora tenha essas biosferas pequenas, elas são mais decorativas, com agora um sistema de iluminação elétrico energizado por um golem subterrâneo que vive debaixo da biblioteca.
 Havia salas de diferentes tipos, havendo espaço para mais livros, revistas e artefatos do que o normal, assim como as salas biosféricas com espaço para alguns animais, incluindo alguns caracóis que Fugaret se voluntariou pra ensinar Natasha e Azeit a usá-los e prepararem Escargot numa cozinha que na verdade era mais uma entre as centenas de salas. A biblioteca era tão grande e imensa que chega a ter setores mais movimentados pois fazia parte do turismo de história ou excursões pois havia documentos que, embora ultrapassados ou muito antigos, os professores usavam para referenciar o quão antigo é o tal ensinamento que estão passando, ou conservar e lembrar a tradição dos livros físicos.
 Mesmo assim, Fugaret dorme num quarto que disponibilizaram pra ele, assim como há desde quartos e hotéis próximos para estadias mais longas a lugares para os operários se abrigarem e terem mais agilidade pra acessarem o trabalho pessoalmente.

> Sonho.
 Fugaret estava sonhando com o que parecia ser o seu passado, Howard e Oneida (seus pais) estavam o criticando como sempre, a Oneida, que aqui parecia algo como um ser metade leão, com cauda longa e a pele da cor da pele de uma leoa, criticava a sua impulsividade e como ele deixava o seu ódio falar mais alto, com frases repetidas como "Quem sabe se você pensasse antes de agir não estaria como está hoje", "Não é à toa que eu ainda te chamo de bebê, você ainda age como um, a diferença é que você já é forte pra nos machucar" ou "Deve ter medo de gente diferente, talvez você não seja tão diferente dos Dermurer, que você mesmo tanto criticou", com poucas vezes que mudava como uma paráfrase, e Howard, que por algum motivo vestia preto e branco ao invés de azul e vermelho, e tinha olhos e cabelo cinzentos, citava a fortuna dos Redlar, que Fugaret só lembrou disso sendo expresso na fala "3 bilhões de euros, talvez isso possa ser disperso por toda a nossa família por mais um século, mas há um certo alguém que deveríamos deixar pra não receber isso tudo", enquanto Howard aparentava vomitar algo amarelo ou dourado.
 Fugaret não entendia, ele tava se sentindo como se fosse real, porque ele ainda lembrava de sua negligência, e como ele não pôde acompanhar as correntes sociais de sua família, e foi preso por elas por muito tempo, e agora, em sua própria casa, com apenas a fortuna disponibilizada e a renda da sua nova carreira, já era pra ele não precisar mais se importar com aquilo, no entanto, uma figura familiar, inteira coberta de algo azul, que o dava consciência dentro daquele sonho, a sala de andar, antes azul com móveis bege de contornos e adornos vermelhos, agora tudo ficava descolorido, menos o Fugaret e a figura de azul, e Fugaret, irritado, pula em direção daqueles outros Redlar, com ganchos, diretos e cotoveladas que estouravam a cara de pelo menos 8 deles, ele dava um uppercut que levantava Rose, e pegando-a pela perna ele a lança contra a cabeça de um outro primo, com um chute, ele decapita Jean Redlar, com um gancho ele derruba o Howard, que vomitava mais daquela substância dourada, e ele puxava a cabeça de Howard com força, até arrancá-la, a Oneida tentava o segurar e parecia como se houvessem várias mãos, incluindo algumas que se entrelaçavam entre si, e tentavam arrastar o Fugaret para um tipo de vazio, mas Fugaret se soltava de mão por mão, e com uma cotovelada na costela, fazia Oneida se abaixar de dor, e quando ele ia finalizar com um punho cobra em cada têmpora, o Fugaret acorda.

> 19/02/2272.
 Fugaret acorda assustado, e ele sentia a sua visão mais fraca e até pede ajuda, o que a Emily, melhor fisicamente, se voluntaria pra ajudar o Fugaret, corrigindo a estrutura dos seus óculos e também restaurando a dilatação dos olhos do Fugaret, também o grupo médico faz um colírio especial pro Fugaret usar caso precisasse, e depois disso, era melhor o Fugaret voltar a Lille.

> Lille, França.
 Depois disso, Fugaret enviava um áudio para Thais Agan avisando que ele irá demorar bem mais pra visitar a casa dela, enquanto ele consegue com a Azeit uma pequena armadura pra usar escondida debaixo do sobretudo, enquanto o resto dos equipamentos ele só garantia com Molly e Dolly de seu quarto, e dois socos-ingleses que ele comprou pra testar algumas habilidades de socos comuns e boxe, e fazia um carinho no seu cachorro Bolt, que já está bem velho e mais fraco. Chegando à Casa dos Redlar, os outros Redlar estavam surpresos que Fugaret havia chegado, ainda mais montado em uma moto 360cc construída por Julie como um presente pra ele, azul perolizada com detalhes em preto, e ele havia parado junto com a moto tão de frente ao muro da mansão.
 Não dava pra ver, mas Fugaret tinha os tais equipamentos escondidos debaixo das roupas, e ele falava as senhas pra acessar os portões da mansão imediatamente, assim como ele andava e marchava de forma bem séria, 8 soldados Redlar foram mandados pra inspecionar o Fugaret, e eles acabaram com costelas e esterno quebrados por Fugaret que golpeava rapidamente com os socos-ingleses, a família ficava preocupada, Howard e Akanata suspeitam que os Dermurer controlaram Fugaret pra que ele pudesse se virar contra eles, e então, 3 Anti-Dermuers são enviados, eles corriam, um deles voava, e eles disparavam raios de plasma que Fugaret desviava com passos extremamente rápidos, e consegue cruzar entre os três, para que o primeiro e o segundo se atingissem, enquanto o terceiro acertava os raios cruzados e emitisse uma imensa explosão que Fugaret só aguenta por causa da armadura, embora tenha acabado ficando careca e perdendo o seu cigarro eletrônico, isso desmoronou a parte Leste da mansão, enquanto o terceiro Anti-Dermurer teve seu sistema deteriorado pela própria explosão, enquanto braços e a cabeça do mesmo saíram com a força da explosão.
 O Fugaret sente os outros Redlar chegando pra impedir ele usando o que podiam, uns usavam trajes de invisibilidade para fugirem da visão encantada de Fugaret, mas prevendo o futuro ele sabia por onde eles iam, e com o Kokaze ele alterava seu corpo pra desviar dos golpes sem sair muito do lugar, enquanto Lummiere Dermurer tenta agarrar Fugaret, o imobilizando com um abraço-de-urso.
Lummiere: Fugaret, você tem que parar e se lembrar da gente!
Fugaret: Eu tô parando, cabeça musculosa! Quem não tá parando são vocês! Anti-Dermurers? Vocês são loucos!?
 Fugaret ajusta suas mãos pra, com golpes muito rápidos, atingir as costelas do Lummiere, com golpes de mão aberta que ele aprendeu a partir do Wing Chun chinês, que ele só sabia a "fórmula" dos movimentos enquanto a força era puramente de seu pedigree, o Lummiere sangrava pela boca, e debaixo do capuz, deixando um tom vermelho levemente roxo no sobretudo azul, bem mais escuro que aquele limpo céu que brilhava sobre uma luta tão cruel. Rose, junta de sua mãe (Vania), suas irmãs (Pamela e Sophie) e seu primo (Jean, irmão de Julie), avançam pra enfrentar o Fugaret, mas com um ippon à sua esquerda, ele esmaga Jean, que tentava desviar mas era tarde, e a perna direita dele era quebrada, mas não dava tempo de ver isso pois Fugaret chega com um chute de esquerda e uma joelhada de direita, ele quebrava os dentes de Jean.
Fugaret: Eu sempre achei os seus choros irritantes, seu pestinha! E mais os seus risos de quando eu levava broncas e tapas!
Rose: Fuga... Pare!
Fugaret: Eu exijo que Vocês que parem! Vocês tão fazendo o que odiavam em mim!
 Fugaret pega Jean pela perna direita e bate na cara, usando ele como bastão, da Rose, com força suficiente pra desmaiar Jean e quebrar a mandíbula de Rose, além de partir a perna de Jean ao meio, Mariana gritava e chorava pelo que via, Akanata salta quebrando a janela, enquanto Howard e Oneida avançam pelo andar térreo e até alcançam Fugaret, enquanto o mesmo já havia emitido seus Biscoers contra os corações de Pamela e Sophie e já havia explodido os olhos de Vania com um soco na têmpora. Um Anti-Dermurer de modelo diferente surge, mais leve e magro, que chutava Fugaret, que só tinha tempo pra contra atacar ou bloquear os golpes, e aquele robô soltava uma chama que, se Fugaret não previsse ou pensasse rápido, e nem jogasse o resto de sua jaqueta pra fora, a explosão que surgiu depois da chama reduziria no mínimo os seus braços a carne derretida, pois era Chama de Dragão, Fugaret via como aquela chama alaranjada era forte demais, e começava a se espalhar pela grama verde.
Howard: Fugaret... Eu sabia que você era uma vergonha pros Dermurer, desonrou quem hoje é nossa rainha, ofendeu os grupos que juramos proteger, foi violento do começo ao fim, e agora, está ferindo os próprios familiares!
Oneida: Quem é contra a família, é contra o mundo, você já deveria saber.
Howard: Fugaret, EU! TE! Amaldi-
Fugaret: Cale a boca!
 Fugaret eleva uma aura dos ventos que levantava muita poeira, que se misturava com a Chama de Dragão e grudava no Anti-Dermurer novo, que desesperado, fugia pra longe voando, mas derretia junto com o fogo apagando, caindo e acertando um carro que estava dirigindo pra faculdade da cidade. Enquanto os outros Redlar tentavam tirar a poeira da cara, e Mariana simplesmente tentava se esconder.
Fugaret: Pai, você é um hipócrita nojento, se irritava fácil, se a vagabunda dessa 'RAINHA' pensasse antes de agir eu não taria nessa merda de lugar, e por isso que a bisavó Amélie te chamava de javali, comia que nem um porco e gritava que nem um animal selvagem!
Oneida: Isso... Isso é jeito de falar com o seu pai, seu... seu... Bebê!?
Fugaret: Mãe, você é outra vagabunda, hipócrita e nojenta! Ficou choramingando de eu ter raiva dos Dermurer, mas você me ensinou assim, NÃO ME INTERROMPA!
 Akanata tentou acertar o calcanhar direito de Fugaret, mas o mesmo dá um passo à frente, desviando, e depois, levantou o seu pé direito e pisou com força suficiente pra arrancar a mão direita de Akanata, a partindo ao meio da altura do dedão, e com uma virada 180° que só era possível tão rápida com o Kokaze, dá um chute de esquerda que estoura a cabeça de Akanata, e levantando a perna esquerda, fura as costas de Akanata até esmagar a caixa torácica, e ele olhava com ódio pra eles, a sua aura elevava, Mariana chorava muito, ao ponto de até seu grito de choro "entortar", como se ela estivesse derretendo, analogia essa que piorava conforme ela se deitava enquanto chorava.
 Julie observava aquilo, paralisada de medo, ela não acreditava que Fugaret tava fazendo aquilo, era como diziam nas creepypastas mais mal-escritas, "Por que ele faria isso? Não éramos amigos?", e Fugaret volta a se pronunciar.
Fugaret: Vocês tão com o mesmo medo dos Dermurer, que vocês tanto criticaram!
Oneida: Uh... uh, uh... Filho, a gente já entendeu, mas...
Fugaret: Mas, é a puta que te pariu, mãe! Vocês fizeram merda, colocou gente que jurou lealdade a nós no hospital, podiam ter feito uma terceira guerra mundial, tão me dando dores de cabeça e pesadelos por causa das suas ações, tentaram matar quem vocês tanto dizem que é a esposa da vagabunda que vocês chamam de 'RAINHA', e vocês querem se desculpar? Vocês são o motivo de eu ter sido pra vocês o que o Itachi foi pros Uchiha, mas eu não tô matando vocês por um plano imbecil, eu tô matando vocês pra castigar, assim como uma criança que um pai flagrou fazendo uma grande cagada.
 Fugaret saca Molly e Dolly, ajustados pra ficarem nas costas de sua armadura, parecendo de longe como jetpacks, porém, eles estão com braços articulados, e preparados com armas, e eles avançam contra onde agora estão Julie e Mariana. Howard, em um esforço inútil, avança pra enfrentar Fugaret, e ele emitia um Punho Informal, que era pra ser um Biscoer, mas Fugaret dispersa com um golpe físico imbuído por uma runa similar a um S, que fazia a mão esquerda de Howard pegar fogo, e aquilo ardia muito, o Howard xingava Fugaret enquanto o socava, porém, Fugaret com um dedo fortalecido por uma runa de Tyr em formato de seta, tinha uma aura azul e barrava cada golpe, enquanto ele emite um golpe agulha que, emitindo uma lâmina de água materializada, cortava o sobretudo de Howard que lhe foi prometido ser à prova de balas balísticas, e Fugaret, agora emitia um grito estridente que derrubava Howard assim como desmoronava a parte Oeste da mansão, enquanto Howard se levantava verde, extremamente dolorido, como se houvessem várias infecções, incluindo nos ouvidos que causavam zumbidos, Luna Origi, Saang e Recóte levavam as outras Redlar que tinham chance de se mover pra mais longe, e Fugaret olhava pro lado, Howard suplicava pra que não fosse até elas.
Fugaret: E quem disse que preciso pegar elas? O meu problema maior é com você.
 Howard olhava pro Fugaret de forma bem distorcida, não via mais cores, tudo no céu e no brilho era branco, e o que era físico e era pra refletir cor, era preto e vazio, incluindo Fugaret, que só dava pra ver os olhos vermelhos agora brilhando, e Fugaret avança e dava vários socos, alguns furavam a carne e quebravam os ossos como se estivesse mexendo numa massa de pão, e o sangue de Howard já estava verde, e Fugaret, pra deixar mais forte, controlava correntes de vento de diferentes direções, parecendo golpes telecinéticos, os olhos de Howard saltavam, a boca se abria verticalmente como o quadro O Grito, com dentes parecendo presas de vampiro de tão saltados, as suas costelas eram como uma Águia de Sangue reversa, com as "asas de costelas" saindo do peito, a pele verde não se sabia se era a pele que tava destruída ou se a Maldição da Mandrágora chegava na carne daquela forma, Howard moribundo e Oneida desesperada pensavam se não deveriam ter arranjado tantas parcerias e bajular dos convenientes, enquanto tinha como inimigos aqueles que já eram pra jurar fidelidade pra toda vida, e Fugaret finalizava rasgando aquele resto de pai ao meio, horizontalmente, o que já não tinha peso, pois àquele estado era impossível um ser ainda tar esperando a micericórdia.
 Dolly e Molly estavam lutando contra Julie, usando lâminas e balas, a Julie bloqueava os golpes físicos com suas mãos, e derretia as balas com a Chama, e bem quando as Luna estavam levando as Redlar pra onde juravam ser um andar seguro, acabam chegando ao segundo andar, e Molly e Dolly se comunicavam em tempo real via rádio, descobrindo uma estratégia de como "cumprir a tarefa" de forma tão mais eficaz, e então, enquanto Dolly avançava mais ainda contra Julie, que contra atacava os golpes com as mãos e acabava com a mão direita perdendo o indicador e médio, e tendo a palma riscada pela lâmina, enquanto o fluido da Chama de Dragão vazava pelo robô ter achado uma vulnerabilidade, e assim, o braço esquerdo de Julie pegava fogo, o Molly avança contra as Luna, e enquanto Saang seguravam o robô segurando pelos braços e, bem quando juravam que já haviam arrancados os braços originais, Molly usa como espaço pra emitir mini mísseis que acertavam bem no peito delas, e isso rasgava a roupa e furava a carne, elas estavam muito feridas, mas então, quando o Molly ia se ajustar pra algo pior, a Julie, sem seu braço esquerdo inteiro e sem o olho direito, esmaga o Molly com a mão direita, ela teve que se sacrificar muito pra destruir o Dolly de começo e teve vantagem por eles terem se separado.
L. Saang: R-rainha!
L. Recóte: M-mas como?
Julie: Era só um, tive mais chance mesmo que... acabei assim.
L. Origi: O Fugaret! Ele sumiu! Mas...
Julie: Graças a Deus... Eu acho que não sobreviveria também...
L. Origi: Não, mestra, e-eu senti a aura das minhas filhas! Eu vi isso!
Julie: Essa não...

Continua>>>

25/10/24

Hallow Eve

> África
 Na África habita Akinaduba, um homem forte e valente, em uma terra pouco seca nas savanas, de uma vila local isolada, ainda saudável e sustentável, seu corpo é forte, muito alto, com cicatrizes que marcam seus ombros, seu meio e as maçãs do rosto, suas orelhas têm alargadores planos e pretos, e ele usa uma calça bege com laterais vermelhas, com o sangue de um leão que ele caçou pra provar a sua adultidade.

 Conhecendo Purpa Guara, foi convidado pelo mesmo para uma viagem pra proteger a África, pois algo misterioso tava acontecendo por lá, e ele tava juntando uns colegas próximos e livres o suficiente pra poderem resolver isso o quanto antes. Viajando entre as rotas, em uma semana eles cruzaram uns três países, e nestes três eles interromperam caçadas humanas dos animais locais, uma das inclusive sendo Beemote, que no momento estava na Etiópia, havia movido os solos, separando ele e os caçadores para que não chegassem nem perto dele, e muita poeira se levantou, e os caçadores, já questionando seus atos, se rendiam aos heróis, que os expulsam e deportam da região.
 Porém, ainda era só o começo, depois de Akinaduba se perder no caminho ao lado de Purpa Guara e seu grupo, ele para em uma floresta equatorial no Congo, por onde havia um feiticeiro em roupas de palha que estava contornado por alguns gorilas, que suspeitavam da presença de Akinaduba.
Feiticeiro: O que você tá fazendo aqui?
Akinaduba: Mas eu não vim de propósito, eu caí do carro dos meus colegas e parei por aqui!
Feiticeiro: Muitos usam da mesma desculpa, e todos estão agora me servindo, agora será castigado eternidade!
 Akinaduba foi acertado por um feitiço e transformado em um gorila como aqueles outros, até o feiticeiro ficava surpreso, pois por usar a magia contra estrangeiros que invadiam seu território ele não achava que iria afetar Akinaduba, os dois discutem, e depois brigam, os outros gorilas tentavam proteger o feiticeiro, mas Akinaduba os enfrenta um por um, e passa por eles, e pegando uma pedra do chão, a lança contra o feiticeiro, o deixando de olho roxo por dias, e se rendendo, o mago retorna o Akinaduba, embora acabe retornando todos os outros, que tinham corpo mais claro que o de Akinaduba e do mago, à forma original, e depois disso, o feiticeiro o entrega um fetiche.
 Fetiche é um nome africano, embora de origem latina, a uma variedade de artefatos mágicos, sagrados ou que representam ídolos, fetiche esse era o Citrino de Anansi, um cristal amarelo redondo com adornos de ouro que dão o formato de uma aranha à joia, alguns exploradores, seja colonos do passado ou aventureiros do presente, tentaram tomar essa joia à força, e foram transformados à força em animais, mas o feiticeiro, por habilidade própria, também tinha esse controle e poder, e então, na forma de um avestruz, depois de um calau, e depois de um falcão, de pouco em pouco, aprendendo a dominar o citrino, voltava a acompanhar os seus colegas, que já estavam à sua procura. Na noite do dia seguinte, Akinaduba esteve sonhando que conversava com seus ancestrais, poucas gerações antes de seus bisavós, não se sabia se era algum reino que Akinaduba criava quando sonhava, e os tais ancestrais se hospedavam, ou se era algum reino já presente e habitado pelos ancestrais, ainda assim não estando numa região qualquer no mundo dos mortos no plano espiritual, mas em regiões acessíveis do plano astral.
 Antes Akinaduba não lembrava o que eles falavam, embora o que significava, mas dessa vez, um dos ancestrais, no meio daquele reino similar a uma extensa savana noturna com gramas douradas, acácias vistas de longe ao redor, e uma sobre a mesa à qual o jovem se reunia com seus parentes, o cita sobre a sabedoria necessária pra dominar aquela joia, pois houveram milhões de especies na Terra e ele tinha até potenciais além desse detalhe, o que ele precisará aprender sozinho, pois o fetiche era muito forte, e se ele depender dos outros pra controlar, só o tornará mais perigoso, Animais apareciam ao redor, e seja levantando suas patas dianteiras pra as cruzar, ou as colocando uma sobre a outra, eles marcavam um X, assim como o ancestral.
 Depois de acordar do sonho, ele seguiu sua vida, usando do artefato e seguindo a sua vida nos campos, protegendo ou plantando nos terrenos, e usando a força de alguns animais, facilitava o trabalho ou afastava invasores, e na forma de animais voadores, ia pra diferentes cantos de onde ele morava, seja a vila ou o continente, bem mais rápido, e então, com guia do Purpa Guara, que sabia daquela e outras joias mágicas africanas, ele abre um portal para um outro mundo, não se sabendo se era físico, causal ou espiritual, mas que eles precisavam explorar.

> Novíssima Iorque
 Crescer e amadurecer é natural, desprezar a própria infância é ensinado, enquanto não se deve ficar olhando pro passado, porque senão se prenderá a ele, ainda há como extrair alguma coisa de lá, como uma autoherança, por isso hábitos bons ou apreciações que as pessoas têm atualmente podem começar desde cedo, mas é o que a sociedade tenta fechar os olhos, e se prende ao extremo de abandonar o que é do passado só de ser do passado, como os hobbies e os brinquedos, coisas tão pequenas, mas que podiam ser passadas adiante, ou alegrar o portador em momentos escurecidos pelo tédio ou pela tristeza, e então, os adultos, cinzentos de apatia, azuis de tristeza, laranjas de estresse, seguem suas vidas.
 Como mudaram de jogarem jogos de última geração, assistirem aos desenhos da última temporada, e conversarem conhecimentos interessantes do mundo... pra agora trocarem propagandas políticas disfarçadas de notícias entre suas bocas, e viverem pra trabalhar? Pais tão separados tinham filhos tão unidos que só uniram esses pais por eles mesmos, pois senão, esses pais seriam inimigos para sempre, pelas suas controvérsias políticas e pela sua desigualdade.
 No meio daqueles filhos unidos de famílias separadas, estão pequena e inocente humandista Molly Williams, de vestido negro, chapéu branco e bolsa verde a brava humana Jenny Jack, de peças vermelhas, pretas e rosadas em sua roupa, o genial e ingênuo mosmano-mamídeo de dálmata Oliver Rex, de blusa amarela de manga comprida, calça laranja, tênis azuis e uma lancheira que guardava suas ferramentas, imitando a caixa de ferramentas de seu pai, o dinâmico e popular safiro Gary Blues, de roupas e hoverboard ainda mais azuis, um visor estilo ciclope laranja e um corte de cabelo tingido em amarelo inspirado em alguns modelos que seus pais conheceram na adolescência, e o forte e temperamental mosmano C-próxima-centauriano Teddy Ross, maior que os outros, de pele laranja como a do pai, chifres de touro como os da mãe, forte como os dois, com roupas brancas com detalhes e um 9 vermelhos, do time que seus pais torciam no basquete, esses 5 eram tão diferentes, mas diferente dos pais de cada um, eles viam como motivo de estarem juntos e se completarem, e não se separarem e odiarem.
 Seja na escola, seja nos apartamentos de suas famílias, eles eram reunidos, e aquele julgamento que nem seus pais, separados e viciados, cometeriam, é justamente aquele pela aparência ou pelas propriedades físicas, pois no meio de tantos diferentes, julgá-los por serem naturalmente diferentes era tão hipócrita quanto um lobo solitário de uma alcateia social que só sobreviveu reunida. De qualquer forma, quando ninguém estava olhando, num dia de suas férias, os 5 foram ao Reino das Fadas.
Floresta verde e brilhante
No meio dos animais e dos antropomórficos
Havia na ordem constante
Nas vilas de tamanhos seres mágicos
Entre a luz amarela e as casas laranja
A morte espera quem do caminho não manja
Leis e ordens aqui eram outras
 No Reino das Fadas há uma zona favorita dos 5 que é o Mercado Mágico, com chão e casas amarelas brilhantes, tendas multicoloridas chamativas, entidades humanoides de diferentes tipos, que são as tais fadas♀ ou os tais duendes♂, naquele reino os seus poderes pareciam bem pequenos, ainda podendo emitir feitiços que pudessem projetar os elementos, regenerar feridas ou sentir os arredores além dos 5 sentidos, no entanto, feitos mais complexos estavam nos artefatos ou nas cerimônias, podendo sentir bem mais do que o espaço ao redor, o passado ou o futuro podiam oferecer, dominar seres mais sensíveis à magia e ao controle, ou magias mais imprevisíveis, como espelhos que podem refletir o portador em entidades, sapatos saltos-altos que podem voar e um bonsai que pode materializar batatas, chegava a ser engraçado.
 De qualquer forma, uma viagem de hoje do grupo dos 5, nomeado O Recreio, acaba por os conduzir no Mercado Mágico, em que, em compensação deles não terem fortuna nenhuma, eles compravam doces em Brooklyn Blues ou em Liberdade, pra que os que sobravam no mês serem entregues em troca do que poderia ser gasto nas aventuras, ou guardar com o Orgalurg, apelidado de Tio Ogro (um monstro metade humano e metade sapo, de pele verde grossa, marfins em vez de caninos inferiores, olhos azuis e vestindo um tipo de vestido de trapos brancos, e que sempre guardava alguns artefatos num segundo estômago que ele tinha em que só armazenava artefatos, aparentemente alguns materiais que apareciam junto, como poeira e ácidos, eram por esse estômago filtrar o que ia pro estômago que digere).
 Começando a viagem, Molly carrega a bolsa dos sonhos, com a qual ela adormeceu aqueles que os atormentavam, desestabilizou as armadilhas ilusórias e afastava os Traxgis (um tipo de entidades cinzentas que viviam naquele reino, fluíam e viviam como o vento e se alimentavam de vida em sua forma mais direta), Jenny Jack tinha as luvinhas de bebê Morlock, um bar de manoplas similares a luvas de bebê, mas com tamanho para mãos humanas e com uma estrutura metálica dourada, levantava qualquer matéria sólida, assim como os Morlocks do Reino das Fadas e do Absin, quando bebês, já empurravam rochas pra brincar, sendo essas luvas pra proteger mãos mais moles e sensíveis, Oliver carregava feijões mágicos elementares, que ao plantar em qualquer solo, podiam formar brotos que se convertiam em diferentes plantas maiores, algumas eram plataformas ou escadarias vegetais que se modelavam pra guiar o grupo, Gary Blues tinha os sapatos andarilhos, que eram sandálias bem macias, prateadas e com asas plumosas com cores azul e vermelha, ele usava em troca dos gnomos filhos da vendedora fada brincarem com seu hoverboard, que embora tivesse um sistema de levitação até mais fraco que os tais sapatos, e fosse mais simples de fazer manobras, era divertido pros gnomos, e o Teddy, embora não comprasse os tais artefatos, ele tem vários doces que ele carregava consigo, e assim como um material não deve ser entregue a alguém no Reino das Fadas sem em troca dar outro material, ou fazer um valor que o envolva ou se iguale em valor, ele entregava barras pra alguns espíritos errantes, pra que eles não os incomodassem ou então os guiassem pra algum lugar, pois se não cumprissem, seriam punidos.
 Num dia desses, Lux Cypher usou do poder que ainda tinha pra invadir um reino diferente, como o Reino das Fadas. Por mais poderoso que Lux seja em seu reino, fora dele ele era mais fraco, seja por ter menos energia anti-elementar ou pelo custo de seu poder pra ultrapassar barreiras tão rígidas do Tártaro, tão ditas como piores que as que prendiam os deuses do plano etéreo, e ainda assim, o céu a um raio equivalente a 100 km ficava vermelho, as plantas mesmo vivas apareciam pretas ou cinzentas, quaisquer fadas, elfos ou outros seres místicos nativos ficavam deprimidos até saírem, ou fugiam de medo pela presença. Os 5 tentam o enfrentar, com alguns dos espíritos ajudantes se voluntariando pra ajudar eles nessa luta, ou pra no mínimo os pequenos saírem com vida, mesmo que, de todos os 25 que encontraram no caminho, 12 morreram muito rápido, assim como os feijões crescendo em barreiras que cediam a uma chama que brilhava como estrela e parecia desintegrar a matéria, ou as luvas que tornavam o lançamento de pedras em, na cara ou o que parecia ser o peito de Lux, o mais próximo que ele sentiria hoje de tiros, o Gary distraía Lux Cypher ao voar pelos céus interromper seu brilho maligno, a areia dos sonhos que Molly carregava, mesmo não machucando Lux Cypher por, embora sobrenatural, não ser mágico como os seres daquele reino, ainda o entristecia e enfraquecia a sua influência, assim como aquela areia infinita funcionava como a do planeta de Hypnos e Morfeu do Éter, que por serem areias de sonho puro, serviam como terreno para estudarem os sonhos no plano astral, ou guiar mortais que se perdessem no reino dos sonhos, e Teddy, com os seus braços, carregava Molly e Oliver, enquanto Jenny se apoiava em suas costas e Gary voava a seu lado, eles fugiam ao correr sem olhar para trás, e os 13 companheiros restantes iam aos poucos emitindo de seus feitiços para barrar Lux Cypher.
 Chamas, bolhas, chuvas limpas, árvores furiosas, brisas calmantes, aquilo interrompia o poder de Lux Cypher, assim como o 13º, para adiantar pra eles, conjura uma drisieura (algo como um portal ou buraco de minhoca, conjurado por uma magia de fada, humanos podem aprender com tempo e conhecimento suficientes) para levá-los ao Mercado Mágico, enquanto de uma outra ao lado da que eles iam entrar, surgia a deusa Bridget, ou Brigit para os celtas, uma Deva em forma de fada, linda, de vestes amarelas, cabelos e pelos ruivos, asas de abelha, e carregando uma chave prateada que a fazia passar entre os reinos imediatamente.
 Bridget emite uma luz que cegava e queimava Lux Cypher, e limpava o reino, e com sua chave, se teletransportava para o Tártaro para o lançar no fogo do qual não devia sair, e volta para alertar os garotos de que a ameaça acabou. Eles devolvem os artefatos, eram curados por Bridget de qualquer dor, sujeira ou susto, e voltam pra casa, e quando seus pais perguntavam como foi, e eles mentiam dizendo que foi um dia chato.

Fim?