Boas vindas

Sejam bem vindos ao meu blog, Projeto Dream, esse blogspot eu criei para registrar uma história que eu estava criando e planejando há tanto tempo, com muitas raças, muitos poderes e muita, mas muita luta. Espero que gostem.
[Aviso: Esse blog e suas histórias podem envolver mortes, suicídios, conteúdos de duplo sentido ou explicitamente sexuais e conceitos filosóficos muito difíceis de se entender, não recomendo que você leia se for menor de idade]

05/07/22

Projeto Dream - episódio 23

> 10/04/2252; Albuquerque, Novo México; Universo 255-P
 As garotas do 5º ano C da escola Osyo Nokawa, de Albuquerque, estão guardando o Vitanos para que ele ainda fosse preservado para mais gerações e, se alguma das Esfinges do Novo México ainda seguir com tecnologia ou músicas, elas poderiam usá-lo mais uma vez, dessa vez longe da escola. Elas seguem estudando das 05:00 às 10:00, e no resto do dia elas praticam escotismo, seja explorando florestas, cavernas e alguns lugares abandonados, e também batendo em cultistas loucos que elas encontram nesses lugares, ou vendendo cookies e barras no lugar de rifas pra ajudar o colégio, mas nos Sábados elas acampam longe da cidade.
 Entre as escoteiras, o grupo que lidera o grupo são Mally (humana comum, baixinha e gordinha, caucasiana com cabelo ruivo crespo), Melly (reptiliana com a aparência de uma jacaré/dragonesa antropomórfica com cabelo e escamas azuis), Milly (uma garota élfica mas bem parecida com o Naej se fosse uma menina, mas no caso dela, ela não é uma menina rebaixada, é só uma garota menor que a média, e ela tem um cabelo rosa, liso e cheiroso), Molly (uma piscêtropa com corpo humano e cabeça de atum com cabelo castanho, mas com dentes bem pontudos, e os molares de uma foca, e ela é a mais musculosa do grupo), Mully (uma garota de etnia nativa/indígena, com olhos grandes e um nariz pontudo como parte de sua miscigenação, e listras pretas em sua pele por alguma ancestralidade com mamídeos, sendo assim, uma mosmana puramente mamífera), e todas se vestem com as roupas de escoteiros comuns: com camisetas e chapéus azuis, saias ou calças pretas e longas, e uma faixa com seus broches, e os calçados variam, como sapatos, tênis, sapatênis e sapatilhas.
 Na aventura delas de hoje, elas acabaram encontrando o castelo de gelo da Tifanny com tochas e lareiras com o fogo de Naej, que incrivelmente não derreteu, mesmo depois de muito tempo, e explorando o lugar, elas tiravam fotos do lugar e Milly até postava no Meta, e elas veem um grande monstro acorrentado, que na verdade, não é um monstro como aqueles que convivem com os humanos ou existem na natureza, mas sim algo muito esquisito, com o corpo de um urso, e uma cabeça humana, com colar de nobre medieval e maquiagem de  um palhaço psicopata, seu nome é Xim, e ele foi capturado pelo Naej e pela Tifanny nesses últimos dias porque ele aparentemente saiu do controle e agora tão até pesquisando como matar aquele ser.
 As garotas ficavam na dúvida se ajudavam ou não, ao ponto de se dividirem em duas equipes - uma que tentava tirar as meninas de perto daquele ser e dizendo que esse bicho pode estar aí por ser um perigo, liderado por Mully, e outro que defende que aquele monstro está ali injustamente e a equipe da Mully está sendo preconceituosa, liderado pelas outras Mxlly, especificamente a Mally. E então, elas fazem uma aposta de ver quem consegue fazer as melhores esculturas com o gelo daquele lugar, e a equipe de Mally ganha. As militantes ganharam, não é? Só a competição, porque nos argumentos elas estarão erradas... agora.
 Xim se liberta, e quando as garras daquele bicho estavam prestes a espetarem a garganta de Mally, a própria Mully, com sua agilidade, dá uma voadora a 300 km/h, era tão rápido que as meninas mais simplórias simplesmente acharam que a Mully sumiu e caiu do céu. Mally agradece, e se ajoelha a Mully numa posição de quem está implorando.
Mally: Mully! Desculpa! Eu subestimei você porque só tinha 10 garotas do seu lado enquanto no meu tinha umas 39! E eu achava...
 Mully rugia como um tigre irritado, num tom de "cala a boca".
Mully: Você perdoaria um assassino pedófilo que antes de ser preso levou uma surra de outros assassinos, só porque ele é negro?
Mally: Não, por que?
Mully: Foi exatamente essa porcaria que você fez, em soltar aquela coisa achando que fosse uma vítima. Vai lá saber o que ele fez!
 Xim se levantava e ia avançando contra as garotas mais assustadas, misteriosamente evitando Mully, e ela, aproveitando seu teste pra poder proteger suas amigas e colegas, fica na frente delas, e Xim tentava dar a volta. Mully, vendo aquilo, deixa de só bloquear o caminho pra poder ir até o bicho, M5lly (uma eugenética de etnia negra, cabelos longos e olhos escarlate brilhantes) tentava puxar Mully pra trás, mas Mully se soltava, rugindo e assustando ela.
Mully: Ele tem medo de mim, eu tive uma ideia. Oh, seu demônio, monstro, tulpa, daemon, anjo caído, alternativo, grande antigo, seja lá que BOSTA você seja, senta agora, senão!... eu vou chamar a minha mãe, que ela é muito pior que eu.
 Xim se submete a Mully, e ela pega uma fita vermelha de sua mochila, e amarra o monstro, e diz algo que soa como uma maldição.
Mully: Isso foi feito dos cabelos de um gigante e temperado com a pureza de uma princesa das fadas, e a coragem do caçador de anti-deuses Arthur Pridestar, e se você quebrar essa fita com sua força, você EX-PLO-DI-RÁ.
 O Xim fica ainda mais apavorado, e as garotas iam embora chateadas. De volta à floresta, elas começavam a conversar sobre o que aconteceu e o quão incrível a Mully foi, mas quando elas iam perguntar como ela conseguiu assustar aquele monstro que estava com medo dela, a própria Mully pensa numa resposta rápida.
Mully: Eu... tava com tanto medo de perder vocês, que parece sobrecarregar o medo que ele dava em vocês.
Melly: Então quer dizer que ele tem medo de quem não tem medo dele?
M5lly: Ok, isso foi mais legal que os acampamentos de antes...
Escoteira 1: Eu odiei!
Escoteira 2: Pelo menos não tivemos que comer lagarto gigante.
Mully: Concordo! E... Mally?
Mally: Desculpa, eu achei que aquele bicho fosse só exótico ou estivesse sido maltratado, mas... é bem violento mesmo. Não sei o que te devo pra te ajudar, Mumu...
Mully: Só... deixa de ser babaca comigo achando que tá fazendo o bem.
 Elas fazem as pazes e, no fim do acampamento, contavam histórias, mas uma das escoteiras da turma das Esfinges, Honey Stacy (uma menina humana mas de pele azul e cabelo e olhos pretos), conta uma história do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda, ela conseguia resumir os arcos em até que poucas palavras para alguém disposta a contar a história toda.
[Os arcos a seguir são uma versão da história que condiz com o que aconteceu em Projeto Dream]
- Arco 1: Uther Bendragão era um grande rei da Inglaterra, discípulo de Merlin Metarato, e que com uma magia desconhecida, seduziu uma linda mulher, e com ela tive dois filhos: Arthur e Morgana. Arthur foi criado por Uther, e Morgana foi cuidada e treinada por Merlin como uma dívida.
- Arco 2: Uther faleceu de causas naturais muito precoce para a sua idade, claramente um castigo por seus descuidos mágicos, e Merlin, seu padrinho, voltou a cuidar de Arthur, mas antes de ir embora, deixou uma espada bastarda, dourada, brilhante, que irá nomear o futuro rei, que é claro, é Arthur Bendragão.
- Ato 3: Percival era um jovem humilde, criado nos campos, mas que foi selecionado por Rei Arthur para demonstrar maior ligação com a casta menos poderosa. Como prova de bravura, Percival foi lutar contra o cavaleiro vermelho, algo que terminou numa grave tragédia, Percival perdeu um braço, e o cavaleiro vermelho antigo foi morto.
- Ato 4: Lancelote era um garoto nobre, filho de uma virgem que vivia nos lagos de Winchester, e aquele garoto era nobre, valente, corajoso, selecionado para ser o cavaleiro branco da Távola Redonda. Lancelote não era rico de dinheiro, mas era milionário de coração.
- Ato 5: Morgana se voltou contra seu irmão, estragando o plano de Merlin de unir os humanos e as entidades mágicas em um só povo, e nessa guerra, Arthur morreu nas mãos de Morgana, mas em seguida também teve a capacidade de matar sua irmã, Morgana, e destruir a ilha de Avalon.

> espaço sideral.
 Lusion Branford não achou nada do que ele achava ter relação com o Hematon ou aquele avatar de Poora, mas ele enfrentou vários alienígenas que pareciam ter uma ligação, não com Poora (porque ela está ausente indo atrás de novos servos pelo universo), mas descobriu criaturas sem forma ou de formas aleatórias, existentes em planetas que não tinham jeito de ter vida, e matando e autopsiando um por um, ele descobre que eles têm um pouco de escuridão pura em seu corpo, mas não podia ser algo de Amon, porque o mesmo teve um mínimo de cuidado em criar esse tipo de coisa, já o ser que fez aquilo, não parece nem ter se esforçado, como se ele só fizesse os bichos pra espalhar a Escuridão Pura para fora de sua dimensão, numa tentativa burra e inútil que talvez até dê uma dúvida de se esses deuses do plano etéreo merecem ou sequer vão sobreviver.
 Mas enquanto ele pesquisava sobre os deuses, ele descobriu algo estranho sobre o Sistema Solar, de como o Sol era a única estrela que era idolatrada entre todas as civilizações na Via Láctea, ao nível de ter sempre deuses relacionados ao sol, mas nunca necessariamente a própria estrela em si, com exceção de povos pré-colombianos, que tinham o Sol como um dos deuses, e conferindo essa estrela, ele descobre um padrão no núcleo que tinha o formato de uma pessoa, em posição fetal, que não tinha aparência humana, mas tem traços que se considerariam de uma pessoa, e em 3 dimensões (ou seja, na visão de um ser vivo comum), parece um monte de eletricidade em forma de uma pessoa.
 O corpo humano nesse universo não é uma base antropocentrista, mas ainda acaba virando uma falácia para tal filosofia, já que humanos só são o que são hoje, não por inteligência, força ou variedade de etnias, mas sim porque todos os humanos saudáveis, no mínimo inteiros, têm mãos para agarrar objetos, enquanto só precisam se mover sobre os dois pés, e a forma das suas mãos, junto com a articulação de seus braços, e a sua capacidade de falar, também dá acesso a magias, que é só uma parcela infinitesimal (0,1/∞) do poder divino verdadeiro que modelou o multiverso.
 Mas, diferente dos outros deuses, não foi banido por nenhuma incompetência, já que os deuses banidos ainda se mantêm conscientes nas suas prisões, já aquele ser, é como se não tivesse uma vida, e se tivesse, nem o Sol existiria. Aquilo ainda está sob estudos.

Continua>>>

Projeto Dream - episódio 22

> 05/04/2252; Londres, Inglaterra; Universo 255-P
"Nome, Lungus Johnson... Johnson... Lunks Johnson Yanahara, isso! Mas todos me chamam de Lungus, não sei por que, mas aderi, e aqui na cidade me chamam de Doutor Lungus, mesmo eu nunca tendo sido formado, e que todas as minhas pesquisas são caseiras e nada profissionais, eu estou arriscando minha vida e claramente a saúde do meu cérebro pra descobrir algo misterioso. Aquelas malditas maçãs de Avalon, a primeira que eu comi eu registrei em 17 de Fevereiro desse ano, e tinha comido não sei quantos dias depois. UM, MALDITO, MÊS! Um mês que eu estou passando atormentado com esses fantasmas que só existem pra mim! HAHAHAHAHAHA! Cala a boca, Plxtrga, você não tem moral alguma pra dirigir a palavra pra mim enquanto eu gravo! *suspiro* Claro, acho que assim vão reclamar ainda mais de mim, mas fazer o que? Eles tão me atormentando, e se eu não gritar com eles as vozes pioram. Eu chego até me assustar quando eles mesmos decidem ficar quietos me olhando, eles se parecem grandes batatas pretas com pernas, parecem a desgraça de um desenho traumacore que me dá dor só de ver... Eu não posso mais trabalhar sozinho, senão isso vai piorar"

> 07/04/2252.
 Lungus (ou nesse caso, Lunks) está tendo um dia difícil, e tudo parece mais normal quando ele resolve beber. O álcool ou licor afasta aqueles espíritos malignos, mas ele conseguia um mesmo efeito estando de barriga vazia. Aí que tá, ele pode beber periodicamente até viciar, mas ele não vai durar se estiver sempre com fome, e os fantasmas aparecem sempre que ele está cheio. Para um experimento, Lunks comeu 3 dessas maçãs de Avalon para testar arriscadamente os resultados, e ele não sentia nada em seu corpo, os fantasmas pareciam menores e mais tímidos, e sua elasticidade parecia simplesmente anormal. Ele conseguia, por exemplo, se virar no avesso temporariamente, virar um cobertor para a cidade inteira de Londres, e não ser espetado pelo Big Crunch (um substituto do Big Bang que surgiu após a guerra), e também chupar o próprio pau até as bolas. kkkkkkkkk você sublinhou, né?
 Porém, ele precisava de uma ajuda médica, e por isso, ele reduziu o orçamento de suas pesquisas, e começou a gastar com 2 médicas e uma psicóloga, todas particulares. Elas não podiam curar o problema dele, mas ele descobriu como lidar com os espectros sem se machucar biologicamente, e também sem ter que se drogar até uma crise de cirrose, ele pode também ignorar aquelas entidades, e descobrir os melhores horários para conversar (ou seja, quando ele está sozinho), que no caso de Lunks vão das 17:30 até as 22:00.

> 09/04/2252.
 A equipe de Greenio resolve investigar o caso de Lunks para poderem se passarem como os heróis mais uma vez, mas é claro, não era um vilão pra bater, e nem uma bomba pra desarmar, muito menos um sequestro pra impedir, então eles só... tentam dar o melhor.
 Greenio, Amai e Ticano vasculham a casa logo às 17:45, e descobrem que Lunks não só está ocupado, mas está fazendo uma festa do chá com bonecas, que na verdade é só um disfarce para aqueles seres que ele enxerca, então eles, irritados, invadem a casa pra adiantar as coisas, mas não adianta, e várias armadilhas pegam o pessoal, incluindo os mais fortes, como Sora e Kinblu.
Lunks: Vocês deveriam aprender a bater na porta e parar com essa de heróis velhos que só sabem chegar na casa se for quebrando ela. A propósito, nem como se fosse um problema tocar na campainha de um cara que pegou esquizofrenia.
Amai: Você tava brincando com ursinhos, qual é o seu problema?
Lunks: Qual é o meu problema? Não posso mais ser uma babá pras vozes da minha própria cabeça pra manter um pouco de humanidade e sanidade? Olha, se querem saber? Eu vou amaldiçoar todos vocês com a minha dor.
Kinblu: Hã? Não! Nenhuma bruxaria pode pegar um ser meio demônio! Eu não quero ficar olhando eles se tão no lugar! Não quero trocar os papéis.
Lunks: Bem, nenhuma magia será usada... de mim, porque o suco de maçã avaloniana será injetada nas veias de vocês... Hã? Hora do remédio? Espera aí Xmiferts.
Kinblu: ... como é o nome dele?
 Lunks toma umas pílulas sem água, e voltando ao plano, ele começa a pensar melhor, e lembra que ele tinha um convide marcado para as 18:00 em ponto.
Lunks: Ah, os incompetentes de Veneza! Minhas sinceras desculpas, a Dra. Heinz e a Dra. Ripple disseram que vocês poderiam resolver meu problema com essas maçãs, e...
Sora: Moço, a gente pode sair dessas jaulas? A gente promete não te bater.
Lunks: Bem, não como se vocês fossem uma ameaça, eu roubei e comi o dragão que vocês me roubaram, nunca fiquei tão assustado com aqueles monstros.
Senca: O que? Os dragões?
Lunks: As vozes da minha cabeça. Tão fominhas...
 Ele arruma o pessoal e tira eles de suas prisões, e enquanto o pessoal conversava e tenta ajudar Lunks, o próprio diz que ele não pode ser curado tão facilmente assim e por isso que ele continuava duvidando do potencial daqueles heróis.
Lunks: Um lembrete, eu já tentei de tudo, e essas maçãs são imunes a qualquer cura médica e também podem piorar com coisas mágicas, então... azulzinha, abaixa essas mãos brilhantes, um bicho apareceu quando eu estive num círculo de curandeiros e quase morri de susto puro, *ugh* bicho feio demais! E claro, é bem possível que sangue de demônio me envenene também, então nada de passar imunidade sua por sangue ou qualquer célula com sua genética, pirralho azul e verde que- ué, e você? É filha de um monstro meio-cabra?
Sora: Sou uma câmbion também, e quem sabe eu poderia te matar pra acabar com esse sofrimento.
Lunks: Ah, se fosse tão fácil a eutanásia não seria abominada e teria pena de morte pra gente que tem Febre das Montanhas, ou seja, você não taria acabando com sofrimento, e sim--
 Gleenio grita com toda a força dos seus pulmões pra ele calar a boca, mas Lunks se joga nele, com seu tronco esticado e enrolado no Greenio, o amordaçando e prendendo completamente como uma baita silver tape, e Lunks volta a falar.
Lunks: Cala a boca você, porque você é só um adolescente mimado que não sabe bater na porta e ainda quase me fez pescar aquele dragão à toa, por que? Porque você faz cosplay de mendigo innsmouthiano e rouba o pescado dos outros. E segundo que eu tô no comando.
 Sora implora pra Lunks perdoar o Greenio, e ele tenta fazer isso, além de se soltar dele mesmo, e depois dessa, eles começam a trabalhar juntos. Porém, a que mais ajuda de fato é Rubri, que ligando os pontos, descobre que Avalon é a ilha de onde veio Morgana Le Fay, irmã do Rei Arthur e que viveu numa ilha conhecida por suas maçãs deliciosas e comestíveis, mas após a morte dos dois, e da perdição do Excalibur, as maçãs foram amaldiçoadas, dando uma insanidade tentadora a humanos em troca de também dar-lhes poder, e provavelmente a única diga está mesmo na fossa marinha que um dia já foi uma ilha na Inglaterra, a Fossa de Avalon, com 12.989 km de profundidade. Os únicos animais a sobreviverem lá, foram as baleias.

> 10/04/2252; plano da carne, plano etéreo/material.
 Poora sabe da "trapaça" que Amon fez com seus filhos contra a única vila que a idolatrava lá na Terra, que além de destruírem os homens de lá, também controlaram as mulheres e algumas crianças que sobreviveram, para que esquecessem ela. Mas então ela resolve usar seus arcontes draconianos para investirem contra alguns planetas, e assim desenvolverem mais seres vivos fortes. E como Amon tem domínio na Terra, a agência espacial dos humanos está atenta em tudo, e ainda tem um gênio da tecnologia espacial na gola dos deuses por todos esses dias, então ela precisa ir bem mais longe da galáxia, afinal, mesmo a Terra e os monstros de Amon parecerem deliciosos tentadores, não são a única opção.
 Além dos arcontes, a Poora conseguiu um cuidado pra ter animais que servissem de alimento, umas plantas pra estabilizar o ambiente (porque apesar das leis da física serem customizáveis, a química e a biologia ainda são fundamentais o suficiente pra serem obedecidas pelos seres tridimensionais), e uma doença que pode matar pessoas muito rápido, mas que ela modificou seus animais para que eles sejam imunes.

> Quetzalcoatl, México.
 Isabella e Julie já têm sua casa estabilizada em Quetzalcoatl, enquanto elas estão ganhando muito com a monetização da Takmi e o patrocínio da empresa de moda e viagens que ajuda elas, e ainda por cima elas ganharam alguns presentes virtuais, como fan arts, textos personalizados, algumas fanfics das histórias antigas da Isabella que dá até vergonha nela, e uma Criptofoto que é as duas com um estilo de roupa que elas usaram num desfile de 28 de Março de 2252 (Isabella com bodysuit preto e de luvas e botas vermelhas, e Julie com um terno vermelho de ombros larguíssimos e camiseta social e óculos azuis), todo bem-desenhadinho e sem nenhum padrão, diferente os antigos NFTs de macaco de 2022, é como se fosse uma pintura rococó com cores pastéis, servida livremente na internet, mas pessoas específicas têm cópias modificadas, sem marca d'água e com muito melhor qualidade, que podem ser vendidas por fortunas virtuais imensas, mas a Isa e a Jul vão manter como um tesouro delas.
 No caso, Criptofotos se tornaram bem populares um século após a falência e desaparecimento das NFT's em 2024, e foi reinventada após o aperfeiçoamento de fontes de energia renovável e limpa em toda a Terra, o que voltou a levar as pessoas a fazerem todo um mercado de criptografias, porém, eles se esforçaram pra fazer bonito, motivando a valer a pena voltar a comprar desenhos superprotegidos por códigos, e mesmo que a pessoa que compre essas Criptofotos disponibilizem de graça, ainda será possível vendê-los a preços altos. Agora tem também um sistema de segurança que serve para regular, validar e desvalidar Criptofotos, inclusive prender aqueles que estiverem aplicando golpes ou roubando desenhos de artistas digitais não-relacionados. Mas mesmo com esse sistema, Criptofotos é um mercado sujo demais para mexer, e as duas tiveram sorte de ganhar uma perfeitinha de graça.
 A casa delas tem tamanho para caber as famílias Dermurer e Redlar juntas, e em adicional tem todo um sistema de televisão, videogames, estúdio, salas, cozinha automática, um salão de beleza caseiro e também 3 banheiros estrategicamente posicionados por aí na casa. Além disso, a Dermurer Redlar Vacation Gallery agora tem um canal na Mixert, onde elas farão seus vídeos mais longos e, como é fácil ficar famoso na internet desse universo, elas irão bombar.

> Yggdrasil, China.
 Como mencionado antes, as melhores usinas de energia agora usam energia gravitacional, especificamente singularidade de buracos negros de tamanhos variados, em máquinas meio plantas chamadas Metáfitas, e a maior usina dessas ainda presente na Terra é Dashudá (árvore grande-grande), mas apelidada de Yggdrasil, uma grande instalação feita de metal e plástico, cuja árvore, que percorre dentro dela como um grande sistema circulatório, é uma Pinus Infinitum, uma espécie de planta modificada para ser imensa e gerar muito oxigênio e glicose ao seu redor, e essa matéria é aproveitada para ser descartada na fusão gravitacional que alimenta o buraco negro controlado por circuitos de gravidade, e a sua radiação hawking é captada e convertida em eletricidade suficiente para alimentar o mundo inteiro por séculos e restaurar a energia de qualquer crise em instantes.

 Aquilo era complexo demais, e altos magos (jovens místicos que acreditam em magia maçônica, e que substituíram os terraplanistas após esse movimento ser extinto e motivo de repressão extrema) até implicam que aquilo fosse apenas um acobertamento para não dizerem que o governo usa magias proibidas e arcanas para manter a civilização com energia de sobra, mas na verdade, quando uma ciência é avançada demais para uma mente estúpida, ela é confundida com magia e taumaturgia. No caso, a magia, ao invés de só uma "ciência secreta" ou "ciência das coisas sobrenaturais", nesse mundo se baseia em estudos da interação entre o ser humano/pensante e a realidade, porque há uma infinidade de poderes, seja na ficção ou na realidade, que nem por uma unanimidade seriam considerados magia.
 As folhas são prateadas por causa da cor branca desenvolvida para absorver mais energia solar, porém afetada pelo brilho metálico do silício e ferro que se misturaram com a planta. O caule é grosso e duro, e daria para montar uma segunda camada para a Muralha da China se eles tivessem tempo de sobra, mas ainda é preservado porque pode proteger os circuitos misturados na circulação da árvore, enquanto também pode ser uma última defesa se, por alguma filhadaputice do destino, essa usina explodir. E seu campo magnético, fruto da energia excessiva da usina, junto com a eletricidade estática da Pinus Infinitum, tem um efeito interessante e até engraçado, de inconscientemente manipular a realidade, com uma geometria não-euclineana no solo e a relatividade temporal confusa, mas ao mesmo tempo, a manipulação consciente da realidade por outros seres é desfeita em instantes, revertida pelo poder superior dessa árvore, e por isso, os funcionários usam super armamentos para trabalharem ou até mesmo operam de longe os circuitos.
 Com seu poder sobre a realidade e a geometria tridimensional, toda Metáfita tem muito mais espaço por dentro do que por fora, e que enquanto essas tais metáfitas pareçam muito menores que usinas comuns, com 1 quilômetro de diâmetro e 10 quilômetros de extensão externa de seu campo magnético, o seu interior tem uma estimativa de 1.000.000 km³, só com paredes de plástico, com reforços e plataformas de metal, um buraco negro segurado por braços mecânicos, e "veias" de raízes da Pinus. Como a humanidade sobreviveu até fazer uma gambiarra dessas? Da mesma forma que eles puderam explorar a galáxia, viajar no tempo e conhecer pessoalmente a quarta dimensão mesmo depois de uma guerra tão tensa que nem Einstein arriscou prever como seria.

> Fossa de Avalon, Oceano Atlântico.
 Lunks, enquanto isso, está junto com Sora, Kinblu, Greenio e Senca para uma exploração submarina, em um veículo feito de aço, movido a eletricidade e capaz de suportar mais pressão do que uma baleia cachalote, e conforme eles iam descendo nos oceanos, eles encontravam mais árvores mortas cheias de maçãs como aquela que Lunks comeu e acabou se condenando. Garras humanas feitas de escuridão tentavam pegar o submarino, o grupo todo se desespera, mas então, peixes abissais destruíam a escuridão com sua luz, e uma enorme baleia-das-trevas (uma imensa baleia branca maior que a baleia azul, e com a cabeça pontuda) faz um sonar que impede aquelas garras de atacarem.
 O submarino, incapacitado, volta para a superfície.

Continua>>>

04/07/22

Projeto Dream - episódio 21

> 10/04/2252; Las Vegas, Novo México; Universo 255-P
 Tifanny estava ligando para várias pessoas da lista telefônica da base, e o 47º que ela seleciona para telefonar e fazer um trote é um tal de Jason Buford Bumaro, um rubiano, com aparência humana, de pele vermelha, olhos verdes como esmeraldas keplerianas, e um topete prateado que se conserva desde a sua infância (cerca de uns 10 anos), embora ele já esteja em seus 119 anos, e ele gosta de um modelo super confortável de terno, chamado Rolantein 800, desenvolvido pelo músico, compositor, modelo e estilista Salty Pierre.
 Tifanny tenta fazer alguma piada com o Jason mas não conseguia se concentrar, porque o Jason ficava fazendo várias imitações de seus próprios personagens, e as piadas dele davam muito certo, a Tifanny não estava aguentando, ela tava rindo a uns 100 decibéis, tava começando a tremer a sala de tão alto que ela tava rindo, e então, a Tifanny infarta e fica inconsciente, e o pessoal foi logo socorrer.

> Morte.
 A consciência da Tifanny estava em um plano de existência estranho, ela andava pela escuridão absoluta dos lugares, e encontra uma luz que, se seus olhos ainda fossem como os de seu antigo corpo, ela ficaria cega, mas quando ela vê, é um grande paraíso natural de matas laranjas, rios azuis como safiras e um grande parque de diversões com estruturas de folhas de bananeira, canela, luz sólida e alguns pontos de diamante.
 Ela tenta se perguntar do que aconteceu, e resolve brincar um pouco no parque.de coisas mágicas e... ela não se sentia nem capaz e nem com vontades de comer, dormir ou fazer necessidades sanitárias, então, ela só seguia em frente, até que uns papéis apareciam. "Você estará bem", "O futuro te aguarda", "Eu não posso aparecer pra você, sou só um conceito desse reino", "Não conte a seus amigos orgânicos, eles não vão te entender".
 Porém, Tifanny acordava.

> Las Vegas, Novo México.
 Tifanny acorda, e abraça o Naej que tinha socorrido ela. Ela estava muito alegre de ainda poder revê-la e achou que aquele infarto fosse fulminante e ela não ia mais voltar. Depois de se acalmar, ela diz que viu um mundo lindo enquanto... não estava bem, e que nesse mesmo mundo tinha coisas fofas mas também uma grande coisa se comunicando com ela. Charles tenta procurar alguma coisa relacionada a isso, e ele vê um diário de projeção astral de Velma Foster III, uma maga esper espanhola capaz de controlar almas e mentes, e que reescreveu as leis herméticas para uma versão mais recente e lógica do que simplesmente mística, ultrapassada e uma fonte idiota de charlatanismo.
 30 dessas páginas falam sobre projeção astral e o quão perigosa ela era, e como ela podia ver o mundo espiritual sem estar sonhando ou morta, mas sempre que ela passava por lá naquela forma, seu corpo apodrecia e o mundo onde ela ficava se corrompia, e claramente ela poderia deixar de existir e ser reduzida a apenas história, como se fosse só uma personagem. Tifanny pergunta para Sh31la do porquê de deixarem um livro desses, se era porque o Muramasa era muito íntimo dela ou algo assim, mas na verdade foi porque o Muramasa esteve estudando magia humana e descobrindo formas de melhorá-la, para assim usar mais humanos e monstros terrestres como Amon.
Naej: Olha só, o cara tinha todo armamento pra matar o próprio pai. Mitologias parecem até sem graça perto disso, de tão rápido que é o familicídio.
Zohl: Pera, que nome é esse?
Naej: Mitologia?
Zohl: Não, a última que você disse.
Naej: Ainda é mitologia, falei isso por último.
Zohl: Bom, fami...
Naej: Familicídio.
Zohl: Eu te aposto algo especial se você falar isso 10 vezes rápido!
Naej: 
Familicídio-familicídio-familicídio-familicídio-familicídio-familicídio-familicídio-familicídio-familicídio-familicídio-familicídio-familicídio-familicídio-familicídio-familicídio-familicídio-familicídio...
Zohl: Se falar mais eu dobro.
Naej: Não preciso de muita coisa.
Zohl: Bom, podemos começar...
 Ela tenta tirar suas roupas que mal cobriam ela, mas...
Naej: Caraca, a Tifa tá certa, vocês não se passam de hippies tarados. Tenha modos!
Tifanny: É, tenha modos, porque se for pra você querer fazer sexo com esse baixinho, vai ter que passar por mim!
Alyx: Olha lá, a mamãe protegendo o garotinho da namorada e-gir-
Tifanny: Seu brioco transparente que não passa sol nem se você estiver fazendo quadradinho de oito, menino! Ele é um anão e eu sou melhor amiga dele, ok???
John: Parece mais uma namorada ciumenta.
Sh31la: Ou uma meia-irmã mais velha- espera, o que?
Tifanny: Vamos parar com isso?
O pessoal: ... Sim.
 O pessoal se reorganizava, e Zohl fica com a Tifanny conversando de novo, pra se desculparem, enquanto o Naej tá testando agora uns outros jogos exóticos demais, e um que ele encontra é The Hammer, de Atari 2600, então, ele pega um Anymulator-89P, que pode emular qualquer coisa e rodar Doom a todo tipo de ressolução, qualidade e dimensionalidade, e ele começa a jogar. Os gráficos eram toscos como todo jogo normal de Atari 2600, com bonecos de 10 pixels de altura e de 5 a 8 de comprimento, e sempre renderizando 3 sprites por vez em um mapa que é tudo retângulo. No jogo ele tem que lutar contra bonecos parecidos com o do jogador, mas ao invés de amarelos, são azuis, e tinha um esquema de pontuação no canto superior direito, mas quando Naej ganhava 1000 pontos, saía um sonzinho, um número ao lado da pontuação aumenta, e o jogo ficava mais fácil.
 Naej chega à conclusão de que aquilo era xp e nível, e ele tava tão focado em aumentar essa "pontuação" que nem parou pra pensar que eles colocaram UM FUCKING SISTEMA DE XP NUM ATARI 2600, e quando o Naej tava no nível 50 (que levou uns 10 minutos), ele derrotava geral sem dificuldades. Então, sabendo que bicho nenhum ali era obstáculo, Naej fica explorando o cenário em uma aventura longa e chata, mas que ele deixa uma versão de 2100 de Garotas de Ipanema pra cantar, e ele se sentia agora relaxado demais, ele até esquece que seu boneco tava apanhando até ver que a tela começa a piscar em azul, e com o botão A do controle, que seria o botão do Atari, ele dá um tiro que destrói geral, e ele começa a atirar de mais direções até esvaziar a sala.
Naej: Isso mesmo, por causa do amor, porra! Por causa do amooor!!
Charles: Oh, baixinho, o que cê tá fazendo?
Naej: Jogando Atari 2600, o primeiro jogo a... ter xp? Ah, por isso que eu tava tão forte com essa pontuação de 52-00999998! Enfim, se tem inventário nesse treco é uma pergunta a ser discutida.
Charles: Se pá tem, mas como só tem um botão que é pra atirar, você nunca vai vê-lo.
 O bonequinho amarelo parecia andar sozinho. Naej acha que deu um erro no jogo, mas na verdade... o boneco estava criando vida, e um texto em amarelo no fundo azul aparece, "help me".
Charles: E ah lá! O jogo tá vivo! Por isso que o Mura guardou o jogo aqui?
Naej: Tinha umas 2506 cópias lá.
Charles: Ok, me assustou o fato de você ter estimado um número exato pra fitinhas tão pequenas, é como...
Naej: Bom... como eu falo pro meu amigo? Pelo microfone do controle? Bom...
Naej (no microfone): Como eu posso ajudar? Jogando e te guiando?
 O boneco apenas responde com outro texto, "maybe", mas o boneco se mexe por si mesmo e fala, com um novo texto que substituiu os anteriores, "follow me", e o boneco andava, andava, com só um som ou outro, e Naej e Charles até ficam com medo.
Charles: Por isso que eu tenho medo do mar.
Naej: Quer ver que vai ter um bicho realista em 4K dando um grito alto que vai chamar geral pra cá? E aí esse jogo nem é pra Atari, e sim uma brincadeira idiota do Muramasa pra nos pegar?
Charles: Calma, baixinho, não deve ir tão longe, afinal o alvo do Mura é só um mesmo, e... tudo bem eu te chamar de baixinho?
Naej: ... eu acho fofo.
 O boneco chega num lugar que estava bugado, mas spawnava vários bonecos inimigos, dessa vez vermelhos, uma cor nova, e o boneco amarelo fala "here" e depois "train me master", e Naej, sem muito com o que se preocupar, foi jogando e matando os inimigos vermelhos, e eles davam muito xp, e ele só matava fácil porque o Naej teve um mínimo esforço pra farmar xp e uns itens que dava pra pegar, e o amarelo do Naej já estava no nível 89. O boneco diz, "perfect number", e então, "my power and your knowledge can free me", e por fim "let's go", e o boneco passa pelo mapa bugado, em diferentes direções como se estivesse num labirinto, e então, ele acha um outro lado do mapa sem os bugs, e então, ele abre o portão com uma chave que Naej pegou logo no primeiro minuto de jogo.
 Eles se deparam com um imenso boneco com 100 pixels de comprimento, em forma do que parece ser um dinossauro, e Naej já começa a atirar no monstro a 100 tecladas por segundo, mas parecia até bugar o jogo e os personagens, e isso decapita o sprite do dinossauro pixelado. Naej e Charles gritam de medo, e Naej passa o controle pro Charles. Charles começa a jogar, dessa vez com mais cuidado, e ele atira na parte de trás do monstro, arrancando a cauda dele.
Naej: Peraí, passa o controle, eu tive uma ideia!
Charles: Nem vem, quem se cagar que passa o controle!
Naej: Oh, é?
 Naej pega um ukulele e começa a tocar, com uns fones de ouvido feitos de fogo, pra abafar o que virá com o som de suas chamas nos ouvidos.
Charles: Qual é? Vai me intimidar com um violão de mosquito?
Naej: Vou te mostrar o que um ukulele é capaz...
 Naej vai tocando um solo dos bons, até que ele acha as notas certas, e então, com um lá e um sol seguidos e alterados pela frequência e posição das cordas, Charles (quase) se caga. Naej achou a nota marrom.
Charles: Seu baixinho filho da puta, não é nesse sentido!
Naej: Trato é trato.
 Naej obtém a posição, e vai jogando o The Hammer até destruir aquele dinossauro. Naej se alivia por 1,000001 segundos, até que um boneco rosa-bebê aparece e começa um monólogo de como os dois eram jogadores lendários de sua época e acabaram selados naquele jogo após sua morte. "Him and I were great gamers at 1988, why did we get stuck in there? Wait, maybe we got poisoned, in that bar, I felt my blood fall in a sink like water from the tap, your mother was crying, and my girlfriend got away, now my sweet revenge will be once"
 Naej fica zoando e debochando do boneco rosa, o boneco amarelo tenta dialogar, mas o próprio Naej tem uma ideia, ele começa a atirar bastante no boneco rosa e... ele dá um baita one-shot no boneco rosa, ele até se desculpa por subestimar Naej e o boneco amarelo, e diz que só quer sair daquele mundo, mas claramente o amarelo tem que ir sem ele. Naej tem uma ideia, e indo até Tifanny, ela encontra um imã que gruda em vidro e dá acesso à "dimensão" dessas superfícies de vidro. Naej usa isso na TV e, entrando lá, se parece com um quadrado 4x5, e diz que tem uma ideia, que é só acompanhá-lo. E então, Naej sai com dois carinhas.
 Um (o amarelo) é Donald McThing (antes um adolescente de 19 anos quando vivo, e agora na sua forma de personagem se parece com uma pessoa dourada mas com traços de um asiático), e o outro (o rosa) é Howard Snipes (antes um adolescente de 18 anos, e agora uma pessoa rosa-avermelhada com um cabelo crespo volumoso, com pequenas e numerosas sardas levemente mais escuras), eles ficam confusos, mas Naej resolve mostrar pro pessoal fora da casa onde ele e os dois garotos saíram, e geral fica chocado com o fato do Naej simplesmente tirar personagens do mundo dos jogos e ainda por cima eles terem uma forma humana. Eles ficam sem o que fazer, e Naej, pra ter certeza que eles não "morram" de novo, ele tira o imã mágico da televisão, e desliga e reinicia o video-game, mas pelo visto, agora é só uma tela azul vazia.
Howard: Nosso limbo... já era? Já estamos livres?
Donald: Oh, garoto, foi incrível a sua estratégia de me deixar forte logo no começo.
Naej: Estratégia? Eu fiz um overlevel bem covarde pra um jogo com xp tão precário, eu atirava em tudo que se mexia, e o que não, eu encostava pra pegar.
Howard: Cara, você tava muito forte, doeu mais que a batida da cabeça daquela vez no bar. Eu acho que nunca vou te superar...
Naej: Espera, espera! Eu tive uma ideia!

> 11/04/2252.
 Muramasa volta pra casa e começa a reparar uma coisa: Tinha mais gente. Além do Donald e do Howard (que aliás, tão com roupas novas e mais modernas), também tinha uns "monstros" de diferentes formatos, cores e aparências. Entre eles...
- Argus: Um ser parecido com um cavaleiro loiro de armadura vermelha com peças prateadas, e com uma espada de aço Mahiná do mundo real, feito por ele mesmo;
- Marcos: Um cara forte e também loiro, dessa vez com roupas azuis, incluindo um sobretudo e uma calça grande, mas sem camisa.
- Élia: Uma garota loira com mantos brancos de estampas vermelhas, incluindo uma peça própria dela (e não parte de sua roupa de personagem) com um símbolo antigo da resistência do Muramasa (um chifre e uma espada formando um X)
- Tom Papa: Um carinha que só parece humanoide, mas tem a carinha toda preta (sem blackface) com dois olhos dourados, e usando roupas azuis com detalhes amarelos bonitinhos, e um chapéu de bruxa.
- Dukkha: Um personagem montado pelo Charles numa plataforma de modelação 3D e usada em 3 jogos feitos recentemente para customização de história, e ela tem os poderes desses 3 jogos. Ela usa roupas amarelas como as de um monge budista, e tem um cabelo escarlate muito lindo.
- Avatar: Uma personagem feita dessa vez pela Tifanny e usada em um jogo sobre elementais, de 2250, e ela se parece com uma mulher alta, andrógina e azulada, com uma aura de natureza.
 Muramasa fica na dúvida se ele pergunta o que aconteceu, mas... ele já viu bizarrices de mais por hoje.

Continua>>>

Projeto Dream - episódio 20

> 29/03/2252; dimensão dos monstros; Universo 255-P
 Muramasa resolveu ficar lá em Las Vegas mais uma vez, enquanto os cromodemônios voltam a operar na dimensão dos monstros, e eles reparam que, mesmo eles distantes da Terra, eles já montaram toda uma contraparte dela naquela dimensão. Eles têm eletrônicos, casas de concreto, usinas de energia, entretenimentos, até algumas vegetações feitas para alimentar os ares daquele mundo. Amon até está com dúvida se ele continua a seguir contra a Terra, pelo tempo que ele levou pra ter um mínimo acesso ao planeta e não foi pra dominá-lo, e sim ajudar o seu filho traidor a salvar duas vidas, e ainda descobrir que a entidade que ele mais tem raiva está mais na frente dele quanto a domínio mundial, porque além de cultos a Poora, o povo de Derevrak ainda tem taumaturgias que funcionam, enquanto o máximo que os ritos a Amon na Terra são capazes de fazer é terem uma comunicação com esse deus. Então, ele tem que agir rápido.

> Derevrak, Rússia.
 Enquanto Hematon, os cromodemônios, os petrômatas e os kribas ficam no Egito aperfeiçoando Alexandria para trazer a palavra de Amon na região, e com isso aumentar seu poder, uma raça nova de monstros com genética de dragão verdadeiro e do Hematon é usada para varrer grande parte do povo de Derevrak. Alguns mais humanoides e mais inteligentes, e outros mais animalescos (similares a grandes crocodilos com patas de tartaruga, mas que saltavam como sapos e voam em suas acrobacias), mas sempre com um poder elemental muito alto, e que com seus poderes, eliminaram todos os homens dali, desde os de terceira classe e os mais inferiores, até os sacerdotes, e depois do massacre, que vira até fonte de notícia para a imprensa russa, enquanto que para as outras redes de notícias aquilo parecia desinteressante ou até foram pedidos para não falarem mais de Amon e suas coisas nas notícias.
 As mulheres, que sobreviveram, tentaram fugir e resistir àqueles seres, mas foram capturadas vivas, porque Amon e seus filhos subcomandantes tinham planos maiores com aquelas moças. Uma magia de esquecimento desenvolvida pelo 13º Progenitor da família de Amon, conjurada por um mago Kriba, contratado após a notícia do extermínio, foi lançada às mulheres, e uma lavagem cerebral foi usada por 1 hora para que elas se tornassem seguidoras daqueles monstros. E aquelas garotas, relembrando de seu povo, destroem as obras deles, e com ajuda daqueles monstros novos, constroem novas casas, um novo templo, e um grande novo altar, com o centro incluindo, além de uma lareira ritual, também 3 pilares em forma de 3 seres: Hematon/"o sábio"; Fortrex/"a campeã"; Eros/"o messias" (embora nesse terceiro está desenhado como se fosse a forma adulta dele), tudo em uma madeira especial, das arvores da dimensão dos monstros.
 O templo também tem uma entrada a um grande monstro em forma de caverna orgânica, mas agora, alguns dos monstros novos, meio dragão e meio cromodemônio do sangue, mas daqueles de corpo humanoide, são sacrificados para se tornarem os novos homens dali, agora humanos, mas fortes e com muito poder como os seus antigos corpos, e o templo será usado para os rituais de miração e para as citações da palavra do "deus morto, touro dos ventos, Amon", e agora eles têm uma linguagem nova, meio inglesa e meio russa, mas com letras próprias para completar as pronúncias, e fácil de ser ensinada ou traduzida considerando o vocabulário atual. E os monstros mais animalescos foram levados de volta para a dimensão dos monstros, e no lugar deixaram uma frota de animais nativos daquela dimensão, para que servissem de comida.

> 03/04/2252; Alexandria, Egito.
 Enquanto isso, sem o Muramasa atrapalhando, porque eles têm problemas maiores, a equipe de Hematon construiu toda uma civilização nova a partir de Alexandria, com ainda os humanos de lá, mas vários monstros passaram a ficar lá e, com tecnologia, influência e poder da natureza que ainda existe no planeta, eles poderão ressuscitar um novo corpo de Amon, e no mínimo salvarão o mundo dos monstros.
 Entre os monstros colonos dali, além dos cromos, Kribas e dos petrômatas, também alguns robôs/autômatos de Hematon, mamídeos e também uma sociedade de vampiros que serve de patrulha e milícia. Depois de uns poucos dias, Amon restaura sua dimensionalidade, e poderá criar seus avatares.

> 10/04/2252; dimensão dos monstros, plano etéreo/material.
 A longo prazo, almas humanas puderam restaurar Amon, o tornando capaz de poder viver independente de sua própria dimensão, e então, com tudo o que aprendeu enquanto "morto", ele fez emergir luz para aquele mundo, e assim, mesmo uma dimensão tão grande quanto o Complexo, agora parecia ter o mesmo sistema de luz, sombra, dia e noite de um planeta como a Terra, e agora, mais livre, ele mesmo resolve reformar aquela dimensão para que ela ficasse, não maior (porque a dimensionalidade desse reino é muito mais difícil de controlar que a do universo material), mas mais habitada e com uma nova estrutura.
 Porém... o Amon, com seu novo corpo, concluiu todo um plano de 8 bilhões de anos e meio... em um tempo tão baixo que nem a física quântica humana consegue calcular, que se a física clássica tivesse que medir, estimariam um número negativo. Amon até... se sentia triste com a situação que ele passou, em que um plano que parecia ser um grande sacrifício, mas na verdade só atrapalhou a sua jornada, então, ele pensa se o Muramasa estava tão errado quanto a ele achar ruim aquela dimensão vazia e mal arrumada que era a antiga dimensão dos monstros. Mas, para poder interagir com o mundo mortal, ele precisa de um avatar.
 Assim como uma porta pode bloquear pessoas de passarem quando fechada, a barreira dimensional que os deuses criaram às "divindades preguiçosas" bloqueiam qualquer deus inexperiente, do nível do Amon pra baixo, e o máximo que eles podem fazer é se comunicarem mentalmente ou fazerem avatares em até 4 dimensões de corpo físico, que seria como uma pessoa escrever num papel e passá-lo por uma porta. No caso de Amon, ele faz uma miniatura de uma de suas figuras em 3 dimensões, feita de concreto como um golem moderno. O de sempre, com 2 metros de altura, cinzento, com uma cabeça quadrada, dessa vez sem rosto, só com buracos no rosto que se parecem com as órbitas do crânio humano, e chifres mais grossos que os de alguns filhos dele, como o Hematon, e com pernas terminando em cascos de boi.

> Las Vegas, Novo México.
 Muramasa estava cuidando do porquinho vermelho que ele recebeu por encomenda e seus robôs estão cuidando da comida e roupinhas dele, enquanto Tifanny estava mostrando mais coisas para Zohl e Naej tá jogando Zaps in the Sky com Charles Charles Charles, um jogo de lutinha de naves, que no caso é o bullet hell mais difícil de todos, com uma figura visual semi-4D, e projéteis em 99% da tela, com 1% dissipado por cantos muito específicos da tela. Naej e Charles tavam tão concentrados, que parecia que o tempo parava nos seus momentos de maior intensidade, mas, como a experiência deles com jogos falava mais alto, eles destroem o chefão final, ambos com uma vida sobrando e sem continues.
 Enquanto isso, aquele golem improvisado de Amon começa a ir até a base do Muramasa. O monstro ancestral já saca sua espada e a lanterna que estranhamente veio com o porquinho vermelho, e falando no porquinho, o mesmo parecia se preparar pra lutar também. Mas Amon... só se sentava de pernas cruzadas em direção ao Muramasa e seu porquinho, e começa a falar.
Amon: Talvez você não esteja com raiva, ódio ou decepcionado comigo, só está comigo de eu brigar de novo, mesmo a gente se ajudando ultimamente.
Muramasa: Papai?
Amon: Sim, inclusive essa foi como eu quis ser visto e interpretado, porque nenhuma visão de um ser extradimensional é agradável, a menos que pra outro ser extradimensional.
Muramasa: Ok, o que você fez?
Amon: Você deixou meus novos filhos visitarem esse seu planeta azul idiota que eu fiz, e agora eu tô tão poderoso que nada que você tem aqui é útil contra mim ou o meu universo. E provavelmente isso é só uma despedida e o máximo que você terá de mim são as cidades que existirem em meu nome.
Muramasa: Espera, deixa eu ver se eu entendi, você só tá falando isso como uma forma de disfarçar que não quer mais lutar comigo. Você tá arregando! Você tá fugindo de alguém muito mais forte que você!
Amon: Como se você acreditasse em mim.

> dimensão dos monstros, plano etéreo/material.
 Muramasa é jogado para a dimensão dos monstros, que possuía montanhas, ilhas e mais uma infinidade de porções de terra cercadas por diferentes oceanos, de diferentes cores, e a diferentes profundidades, e que Amon teve tempo de espalhar vida e variedade pelos ambientes, porém, é claro, como as outras dimensões ao lado do plano material verdadeiro, possui uma lógica própria, com terras que se contorcem entre si e ainda pode ser possível andar de cabeça para baixo, ou nas nuvens. Os ciclos de dia e noite variam, e os fusos-horários alcançam o universo inteiro.
 Muramasa, no caso, está na "capital" daquela dimensão, que, para manter a estética e o costume da população, a escuridão que dava um clima de cidade litoral do século XIX, agora é uma grande cidade similar a uma bela cidade americana em virada de ano novo, ou cidade japonesa de cyberpunk, mas agora com uma noite mais bela e com uma grande lua sobre eles. "Desculpa, garoto, mas saiba que eu tô no comando, e você volta a ser só mais um. Eu não sou mais um corpo largado no espaço-tempo, eu melhorei. Não precisa mais ficar brigando comigo, olha a casa nova que eu construí!", dizia Amon dos céus.
 Muramasa tenta se acostumar com aquilo, mas quando ele se encontra com Hematon e Rubedo (um irmão mais novo do Hematon, que tem chifres de carneiro, orelhas de morcego, pele escarlate e roupas rosas e pretas, e é bem pequeno) e tenta conversar com eles. Hematon só confirma o que Amon dizia, e adicionava que ele tá tendo novos planos, e Rubedo até entrega a Hematon um celular com uma lista do que o papai Amon irá fazer naquela dimensão. Aí Muramasa tenta ajudar.
Muramasa: Bem, eu tenho um monte de tralha na minha base, o que acham?
Hematon: Pode ser.

Continua>>>

03/07/22

Projeto Dream - episódio 19

> 26/03/2252; Albuquerque, Novo México; Universo 255-P
 Naej e Tifanny saem um pouco com a Zohl (que nessa caso, está com roupas pretas folgadas da Tifanny e uns sapatos sociais), indo numa calçada automática movida a energia elétrica, para facilitar a movimentação das pessoas, e eles três vão pra uma espécie de conferência para mostrar um pequeno projeto escolar de uma equipe de interclasses do 5º ano C do ensino médio, de um colégio exclusivo para mulheres. Um grupo de meninas escoteiras nomeado As Esfinges de Albuquerque, e seu projeto principal é um robô chamado Vitanos, um robô grande, alto, forte, e que parecia muito, bem... um robô, ele não era avançado o suficiente pra se parecer com uma pessoa ou monstro, e o seu maior avanço mesmo é... conseguir memorizar mais de 8.255.344.562.221 músicas, fazer remix com base nas músicas que armazenou, e parecer vagamente com um Thanos vestido de Vitas do clipe do 7º Elemento.

 Vitanos estava fazendo um showzinho lá na conferência estatal de Novo México, e quando Naej vê aquele robô estranho... ele ria muito, porque era simplesmente engraçado um robô com estética baseada em personagens antigos ainda sendo tão moderno e "não-cringe" (sim, nesse mundo, cringe é só mais uma gíria que pode acabar sendo falada por aí), mas Zohl simplesmente achava lindo como ele cantava em línguas tão diferentes, ao lado de um show de pirotecnia.
Zohl: Ele... é o que?
Naej: Um robô.
Zohl: O que é um robô?
Tifanny: Não é algo possível no seu planeta. É uma forma de vida inorgânica que precisa apenas de energia pra se mover.
Zohl: Que nem o... anjo tecnológico?
Tifanny: Sim! Mas... com um corpo. Peraí, cadê o Naej?
 Naej tava lá na frente, indo atrás de duas garotas de cabelo vermelho, e Tifanny, estranhando, vai atrás também, mas antes...
Tifanny: Demoro pra voltar, se ver um menino rebaixado e uma mulher forte de cabelo azul, dê um sinal.
 E Tifanny foi até o Naej, o procurando aos poucos, e parando na lanchonete do Dragom, e o Naej está com Isabella Dermurer e Julie Redlar. Ela fica em choque com aquilo, fica pensando se ela era mesmo tão grande coisa, já que enquanto ela deu duro pra ganhar poderes, tem duas minas com poderes naturais que tão pertinho do Naej, um anão cabeçudo que ganhou poderes por acidente, e ainda por cima, ele está conversando com duas blogueiras bem famosas do Takmi bem jovens pras suas idades de monstro, enquanto a Tifanny é só uma jovem-adulta humana que trabalha de policial e ainda abandonou ele pra uma viagem espacial que quase acabou com a vida dela por umas poucas aulas até ela se envolver amorosamente com mentores alienígenas. Ela, se sentindo um fracasso, vai pro banheiro.
Naej: É... meninas vermelhas, posso ter um tempo? Minha colega de quarto teve uma crise.
Julie: Ela deve ter ido no banheiro binário-feminino, deixa que a gente vá. Vai ser vergonhoso um garoto cis no banheiro do gênero oposto.
Isabella: Vamos lá.
 Elas vão, e acham a Tifanny chorando, usando de referência a voz dela, mesmo memorizando bem pouco como eram os gritos dela. E então, Isabella chuta a porta da cabine e tira Tifanny daí.
Isabella: Vem cá, garota, a gente precisa conversar.
Tifanny: SORTEZ! SORTEZ! Podem ficar com aquele nanico, eu vi que sou uma péssima garota que não consegue manter uma relação fechada com ele enquanto aprendo magia com aqueles hippies de pele azul-prateada. EU SOU UMA MENINA MÁ!
 Ela cria um martelo de gelo, e começa a se bater na cabeça com aquilo gritando "Maufille!", três vezes até que Isabella pega o martelo e o quebra no chão.
Isabella: Sich beruhigen, kleine blaue Haare!
Tifanny: Vocês... não vão me devorar, não é?
Julie: Ok, isso já tá sendo racista, não é que somos... monstras, super humanas, alienígenas, ou sei-lá-o-que, que a gente é do mal. Qual é, vai viver de ciúmes e paranoia porque você só acha o seu patit'ami não consente com o que você acha dele. Você deveria, sei lá, conversar mais com ele?
Tifanny (chorando): *snif snif* Vocês... acham mesmo?
Isabella: Óbvio que sim! Você é mais que uma colega de quarto do svartalf, não é?
Tifanny (chorando): Éééé... éé...
Isabella: Vamos beber uma pinga!
 Elas voltam pra mesa do Naej, que nesse caso, ele comeu toda a parte dele e deixou ali um guardanapo de papel com uma escritura de queimado, que parecia até que ele passou um lápis "fui ver o robô-Thanos, paguei tudo por vocês", mas antes das 3 irem, Isabella oferece uma garrafa de vidro, vermelha como garnet, e com um relevo em forma de um dragão galês, e com uma estampa escrita "Sleepy Draggy", e Tifanny aceita beber, mas... Ela cai num sono profundo, e acorda 10 segundos depois, mas agora mais motivada.
 Enquanto isso, o Naej tava até no ombro do Vitanos, e os dois cantando juntos. Uma canção que, em texto, parece só um poema, mas dá muito certo perfeitamente se tivesse dublagem e música.
Naej: Concordo.
 Cala a boca, você não deveria tar lendo esse texto! Enfim, um som de violino fino começa a música, batidas súbitas de bateria vêm junto com toques de uma mesa de DJ, e Vitanos começa, e Naej acompanhava:
Tristes e carentes de carinho, vivem aqueles no pálido ponto azul
Não sei se vocês sabem, mas lendas nunca morrem
Na ópera dos céus e das terras, as estrelas não mentem
Apesar de tudo, eu amo todos vocês
Golfinhos saltam e assobiam, os porcos comem lixo e viram carne
Os corvos voam entediados, os selvagens gritam na dor da insensatez
A lua detonada voa sobre nossas cabeças como um grande monstro dos mitos antigos
Depois de tanta ciência nenhum deus nos quer mais, e então a esperança acabooou
Tristes e carentes de carinho, vivem aqueles no pálido ponto azul, ponto azul (3x)
Eu não quero sofrer sozinho, eu quero gritar pro povo ouvir (2x, a segunda vez é mais alta)
Aqueles que nascem sempre haverão, de jeito, de outro, de viiir
Não sei se vocês sabem, mas lendas nunca morrem
Na ópera dos céus e das terras, as estrelas não mentem
Adeeeus, humanos, e ooobrigado pelos dados (3x)
De norte a sul, vivem aqueles no pálido ponto azul....

 Nenhuma fala por cerca de 30 segundos, com um som fino, fraco e contínuo da mesa de DJ de uma das alunas, e um som súbito e alto de guitarra vem, encerrando a música, como uma música de rock genérica, e o pessoal aplaude. O pessoal estava emocionado e aplaudindo, assobiando ou jogando coisas boas (incluindo presentes) pro palco. Isabella e Julie tavam felizes que o Naej estava bem, mas Tifanny... se sentia precisar fazer algo, e o que ela faz de fato é invadir o palco pra se declarar pro Naej.
Tifanny: PETITE!! Eu preciso dizer algo pra você!
Naej: Oi, Tifanny-Lazuli!
Tifanny (falando motivada com um microfone/lapela na mão): Olha, Naej, eu sempre te considerei porque você parecia um cara legal por simplesmente por ser um anão maluco mercenário que andava de jeep e que tinha 3 celulares, não sei pra que, e aí a gente aprendeu magia com um monstro feio ancestral com cara de múmia vendedora de toalha, e aí viajamos pro espaço, eu viajei pro espaço, eu quase morri no meio e na volta, tive uma aprendiz- OI, ZOHL, EU TE VI, PODE ABAIXAR ESSA MÃO TITÂNICA!! Bom, agora tô aqui, vendo que você também teve uma aventura aqui, brincou com fogo, tá pegando umas...
Isabella: Tá pegando ninguém, é só de fã pra ídolos!
Julies: E eu tô envolvida com essa gost- *gruhum* com essa deusa- é... com essa amiga aqui!
Tifanny: Caramba, isso é melhor ainda... *risos nervosos* Cara, você encontrou gente que você gosta e ganha dinheiro por viajar ao mundo e se vestir como numa revista de moda do Século 21, e isso é incrível!
Naej: Valeu... pálida giganta azul.
Tifanny: Hã?
 Ela fica confusa com aquilo, enquanto o pessoal parecia voltar pra casa. Até Naej resolve levar e guiar ela pro seu apartamento, com ajuda da Zohl Humata.

Continua>>>

02/07/22

Projeto Dream - episódio 18

> 26/03/2252; Derevrak, Rússia; Universo 255-P
 A nave de Tifanny e Zohl cai logo em um dos soldados de Derevrak que acabaram de sair da vila, e o impacto, já empurra o resto e leva um segundo + o feiticeiro da equipe. Tifanny e Zohl Humata se veem sem opções a não ser lutarem contra aquele pessoal, e como a nave está toda danificada, e Tifanny se sente na honra de poder usar uma lança quadridimensional, e com essa lança, ela ia lutando contra aquele povo, com cada lançada envelhecendo 30 anos dos soldados, e ela dava vários golpes naqueles seres, e como cada golpe atravessava a matéria ao nível de atravessar o tempo, ela nunca errava um golpe sequer.
 Zohl, enquanto isso, conjurava mãos gigantes para empurrar a nave e pelo menos levantá-la, e tenta sacar algumas ferramentas para consertar o veículo. Zohl implorava para que Tifanny continuasse aquela luta enquanto reparava uns equipamentos da nave, o que no mínimo restaura o Programa Fênix da nave.
Zohl: Ai, Sete Deusas poderosas, se vocês ainda existem para mim depois de perceber a magnitude de um deserto externo, por favor, dê forças a minha mestra enquanto eu conserto esse barco espacial divino com tecnologia hermética que eu nunca tinha visto nos meus últimos 39 anos de vida!
 O Programa Fênix "acorda", e pergunta se ele podia ajudar.
Zohl: Anjo tecnológico, guia das estrelas, você tem alguma transformação em um monstro de combate?
Programa Fênix: Na sua linguagem de um povo tecnologicamente abaixo e com grandes valores religioso, eu só posso resolver se...
Zohl: Diga, diga, diga!
Tifanny: Anda logo, Zohl-banja!
Programa Fênix: Aqui, bem embaixo de mim, temos umas partes das minhas patas danificadas, me ajude.
Zohl: Certo, anjo tecnológico!
 Zohl foi logo consertar, elevando as mãos grandes a uns 3 metros de altura, enquanto ela, ainda agachada, começa a reparar as pessoas, mas vê que uma parte está queimada.
Zohl: Essa não, sua perna já era!
Programa Fênix: Tente usar o S.T.E.P.
Zohl: O que é um S.T.E.P.?
 O Programa Fênix solta uma caixa com peças reserva. Enquanto isso, Tifanny chega a Zohl, e diz que elas não têm mais tempo, então ela tenta socorrer Zohl e a nave, até que a própria Z. Humata tem uma ideia: Defender a Tifanny enquanto ela repara a nave.
Zohl: Desculpa, mestra Tifa, mas acho que eu mesmo tenho que te ajudar. Eu vou lutar com eles!
Tifanny: O que? Espera!
 Mas quando Zohl ia sair para avançar contra os soldados que já estavam literalmente renascendo, mas então vem um portal de escuridão com o Hematon, transformado no que parece ser um dragão medieval mitológico, só que sem pele e com os músculos à mostra, chamado dragão de sangue, e devorando um por um. Zohl estava agradecendo as deusas mais uma vez, e quando não parecia suficiente, Muramasa saía daquele portal também, e ele estava preocupado com a Tifanny.
Muramasa: Tifanny, por que diabos você saiu pra outro lugar no espaço com um cara que nem você conhece direito, e ainda tá de sombreiro, junto com uma corna de outro planeta, e- Pera, essa é minha lança 4D?
Zohl: Desculpa, senhor- Espera, você é o que?
Muramasa: Sou o Muramasa, um monstro muito mais velho do que esse planeta, e só estive aqui porque eu tive esperança de mais aqui. Me dê essa lança, eu tenho um plano.
Zohl e Tifanny: Nos desculpe, senhor...
 Elas duas dão a lança quadridimensional para Muramasa, e grita "Tmai Cmurh", parando o tempo encravando a lança, e ele, no tempo parado, consertava a nave inteira, a um tempo que, se estivesse se movendo, seria umas 27 horas, porque realmente, tava difícil achar onde consertar e trocar, e ele teve que materializar peças novas com seus poderes. E então, ele reposiciona as duas nos bancos dos veículos, e desencravando a lança, o tempo volta a se mover, e Muramasa apenas fala pras duas irem embora, o que elas mesmas realizam.

> Albuquerque, Novo México.
 Zohl estava chorando com o que acabou de acontecer, ela estava realmente crente que o Muramasa tenha morrido naquela operação, mas Tifanny tenta confortá-la, dizendo que o Muramasa é imortal e já chegou a enfrentar perigos ainda piores. Zohl tenta se recompor, e Tifanny vai a seu apartamento para poder se desculpar com o Naej pelo abandono, mas o Naej tá lá, assistindo um vídeo do Mixert (uma rede social de streaming com uma ala de vídeos caseiros) e comendo um bolo de chantili.
 Tifanny acha aquela cena fofa, e começa a conversar mais de perto.
Naej: Ok, da onde é essa outra?
Tifanny: Planeta prateado.
Naej: Oh... Legal... eu até me sinto preguiçoso depois dessa. Você em outro planeta por uns dias...
Tifanny: Meses.
Naej: Oh louco! Meses! Bom... eu fiquei aqui, menos dias, com Meu Referencial Temporal, e... fiquei brincando de dançarino havaiano do fogo.
Tifanny: Como assim?
Naej: Treinando magia de fogo.
 Naej termina de comer o seu bolo de chantili, e vai pra geladeira pegar mais uma fatia de bolo, e junto um suco de cola (a mesma noz-de-cola com limão que é o sabor dos refrigerantes, aviso esse pra não insinuarem que ele tá comendo cola), volta a mais uma maratona de Mixxer.
Naej: Ela pode comer... isso? Sei lá, tenho medo de eu acabar intoxicando ela, mas também posso sair egoísta de não oferecer.
Zohl: Eu quero!
Tifanny: A propósito, quantos bolos tem aí?
Naej: Comi uns dois pedaços, levei uma porção inteira de pedaços pra casa porque era de graça.
Tifanny: A pergunta do momento é, como você conseguiu tanto bolo?
Naej: Presente de um pessoal depois de eu fazer um showzinho com fogo.
Tifanny: Caramba, te pagaram com bolo, e eu não consigo desver esse fato.
 Zohl tá comendo o bolo do Naej enquanto eles falavam.

> dimensão dos monstros, plano etéreo/material.
 Hematon foi resgatado pelo Muramasa depois da luta, e colocado pra ser curado e tratado pelos médicos vampiros, para que ele pudesse se recuperar considerando que, nesse estado, sua regeneração foi rebaixada ao nível da cicatrização humana. Ele se recupera, mas pelos recursos escassos, o Hematon ainda está paraplégico.
Hematon: Olha, achei que depois daquela do cristal brilhante de um híper alienígena, eu pudesse atribuir um favor, mas... acabo devendo mais um.
Muramasa: Só um mesmo, você cumpriu um de salvar minha aluna principiante e uma amiga dela de uma cidade de canibais malucos.
Hematon: Oh... eu achei que só tava devendo... Me ajuda aqui.
Muramasa: Com o que?
Hematon: Me leva até o laboratório, me carregue pela cadeira móvel que eu te falo por onde fica.
Muramasa: Estranho, achei que, como você era o gênio daqui, qualquer instalação médica fizesse parte do seu complexo científico.
Hematon: Normal, mas... ainda é um estereótipo, sabe...

Continua>>>

01/07/22

Projeto Dream, episódio 17

> Passado
 Aproveitando que a... treta da Ucrânia, tá no hype, vou contar umas notícias que aconteceram com base nesse evento, que terá um reflexo nessa história:
- A Ucrânia ficou gravemente danificada e sobrou só a metade dela que ainda está estável;
- E a Rússia caiu economicamente, e ficou ainda mais destruída pela guerra entre humanos e monstros do que pelo incidente da Ucrânia.

> 25/03/2252; Derevrak, Rússia; Universo 255-P
 Em uma das cidades sobreviventes da Rússia, ou no caso, uma pequena vila, intocada pela modernidade mesmo depois de descoberta pelos melhores satélites, tem uma civilização completamente separada da Rússia, mas ao mesmo tempo, bem na região central da onde era a Rússia/URSS inteira, com pessoas vestidas de pele animal com partes felpudas, com o pelo ainda conversado, de peles diferentes e divididas em camadas, e toucas parecidas com ushankas, mas menores e mais redondas, e sem nenhum símbolo na frente, tirando o líder, cujo símbolo comentaremos depois.
 Eles são tecnofóbicos, diferente de todas as outras civilizações atuais que já conhecemos no presente da obra, tendo como o mais próximo de tecnologia a manufatura básica de roupas, casas e, se possível, casas, incluindo seus móveis, usando madeira, pedras, o pouco de palha que conseguem no meio do frio maligno que cobre eles, e materiais de origem animal, mas nada de metais, para eles, coisas inorgânicas são uma profanação à deusa que eles cultuam, que não se passa, nada mais, de um avatar de Poora, que uma vez já passou por esse planeta e foi morto por guerreiros terrestres, e por raiva daqueles que mataram sua deusa, eles se tornaram mortalmente hostis contra estrangeiros.
[Como eles acham que pedras são orgânicas? Pra eles, o que não irrita a deusa ainda é orgânico]
 Eles possuem um sistema de castas que os satélites ainda estão estudando, mas que incluem sacerdotes em primeira classe, já que aqueles mais próximos dos líderes também se parecem com alguma espécie de cultistas, pelas gravações liberadas, esses líderes reúnem as pessoas em uma grande roda de mais de 550 pessoas, e com um ritual violento, fazia eventos estranhos acontecerem, como os mortos se transformarem ou reviverem de aparência mais saudável, mas quando não é isso, eles só comem a carne sacrificada.
 A segunda casta não foi identificada, mas há um padrão entre as pessoas de mais alto nível, que elas têm o sangue preto e a pele mais pálida, são os que mais participam desses rituais da primeira casta, e também mais cometem crimes e atrocidades com os de aparência mais normal, cujas gravações são deletadas ou acobertadas pra evitar problemas, e nada acontece com esses de pele pálida e sangue negro. Fora isso, outra classe que parece estar no mesmo nível na sociedade são um grupo de pessoas de pele vermelha e lisa, porém muito dura pela aparência, são um grupo de caçadores que sempre coletam animais (que além de comida, servem para coletar pele e ossos) e também lutam.
 As mulheres parecem ser bem tratadas indiferentemente de como elas se pareçam ou ajam, seja por sua pele, sangue, nível de monstruosidade ou se elas também fazem merda, elas têm um nível alto na hierarquia. O grande líder, que tem em seu chapéu um desenho de uma foice formando um meio círculo, e num canto do símbolo um olho para a frente, e roupas que mudam dependendo dos dias, é cercado por várias moças, e já foi visto carregando crianças, e calma, nada de ruim acontecia com as crianças até o que falaram.

> 26/03/2252.
 Nesse dia em específico, um desses caçadores vermelhos parecia ter chegado a uma cidade maior, roubado 3 bois do lugar e voltado para a vila como se tivesse apenas ido pro mercadinho e voltado. As vacas viram comida, servidas cruas ali mesmo, e seus ossos são guardados e o que sobrou de seu couro é preparado para mais pano para roupas.

> espaço sideral.
 Tifanny e Zohl Humata (sua aprendiz) puderam sobreviver à viagem, e estão prontas para irem à Terra, e Tifanny voltará à sua casa enquanto Zohl descobrirá mais um lugar bom a visitar.

> Buckshot, Miami
 James040 encontra um Muramasa na praia de Buckshot, e ele não era o mesmo Muramasa de antes, ele se veste de preto e azul, tem a pele mais seca que o normal, olhos brancos, e uma lamparina que, mesmo de dia, ainda está acesa. James040 tenta conversar com aquele ser, afinal, ele não conhece bem o Muramasa, e aquela versão parecia ainda mais estranha.
James040: Com licença, Muramasa, qual é a dessa lanterna?
Muramasa FFF5: Hã? O que? Onde estou!?
 Aquele Muramasa começa a mover a sua lanterna para todos os lados, e acaba até soltando fogo dela, e James040, num ato de desespero, tenta apagar o fogo com seus poderes de tranmutar a realidade, e ao invés de só apagar aquele fogo, o transformava em borboletas, e James040 achava aquilo um máximo enquanto o Muramasa ficava mais e mais confuso. Então, sem saber como pará-lo, James040 tenta fazer uma mágica de novo, dessa vez apontando para esse Muramasa com os dedos indicador e polegar, com os olhos fechados.
James040: Transforme ele em qualquer coisa que seja inofensiva!
 E ele transforma aquele Muramasa num... porquinho vermelho de roupão preto e azul, então James040 chama um controle de animais pra poderem levar o Muramasa porquificado embora.

> Quetzalcoatl, México.
 Isabella e Julie ainda estão ali em Quetzalcoatl, dessa vez por um patrocínio de uma pequena agência de viagens, que interessada nas fotografias delas e de sua página, e com isso elas poderiam participar em diferentes lugares para divulgar áreas turísticas (como uma forma "planetista" de mostrar que "olha só, a Terra ainda tem coisa legal") ou também ajudá-las com fotografia e publicidade como sempre.
 Para melhorar os negócios, criaram roupas novas para as duas, e então, Isabella escolhe a sua própria roupa: Um bodysuit branco com regiões dos braços e pernas com manchas que parecem sementes de melancia, e nos ombros há espirais com linhas internas que formam um pequeno mosaico, e também tem um decote em forma de coração, que separa um zíper dourado em dois.

 A estilista pergunta o que a Isabella Dermurer achou, e claro, ela diz que amou, e então, organizaram um pequeno show de fotos, e fazem fotos dela em pé, deitada, sentada em uma poltrona, segurando pelúcias, e até fazendo pose de pés pro alto e cabeça no chão. Julie estava excitada, e indo ao banheiro pra "se aliviar", ela começa a refletir como a Isabella ficou tão gata naquela roupa. Ela se recompõe, e saindo do banheiro, ela vê a Isabella andando.
Julie (pensando, confusa): Ela é tão chique que não anda, está desfilando! Eu... eu não posso ficar de fora!
 Julie corre à estilista (uma reptiliana com cabeça de camaleão e vestindo um grande vestido), e faz um pedido.
Julie: Olha, eu sou namorada dela, e não participo só "por trás das câmeras", eu quero ser um rostinho bonito de olhos de rubi! Eu tenho direito a roupas masculinas ou, sei lá, rotuladas pra tomboy? Eu sempre me senti insegura com meu gênero e por isso sempre tentei fazer coisas de menino pra mostrar poder na minha família, e não ser só uma massagista como qualquer outra e... espera, você tá me ouvindo?
A estilista: Sim, inclusive você já tá me dando ideias.
Julie: Se você for me desenhar com um vestido de princesa vitoriana... eu vou preferir trabalhar com as câmeras, por favor.
A estilista: Veja isso.
 Ela mostra um rascunho pra Julie: um desenho realista e bem detalhado dela com calça jeans preta rasgada, regata aparentemente branca, relógios nos dois braços e um boné detalhado virado para trás.
Julie: Pode fazer menos estereotipado? Tipo, tá homem demais, pareço um personagem de desenho de 1989.
A estilista: Que tal uma tatuagem?
Julie: Okay, se for aqui ou aqui...
 Ela aponta pras costas e pro braço esquerdo.
Julie: Aí vou precisar da regata, e... pode fazer ela detalhada, sei lá, a Isabella parece até uma protagonista de seriado bom, e eu... estaria só parecendo um adolescente fracassado de The Nutshack nesse desenho.
A estilista: Não sei o que é isso, mas pelo seu pessimismo parece algo ruim. Vamos ver...
Julie: Como você desenha tão bem, tão rápido?
A estilista: Eu treinei com robôs.
Julie: Ok, isso deve ser PIOR que ser criado por lobos.
A estilista: Cala a boca e aprecie, baixinha.
 O segundo desenho é: Julie com calças e botas militares, uma regata laranja com "DRVG" estampado em rosa-choque e uma tatuagem de dragão em cada braço. Julie tava com seus olhos brilhando e sua cara corada em um tom azulado, mas...
Julie: Pode trocar as cores? Azul e vermelho têm um valor muito forte pro meu clã.
A estilista: Conheço. Vamos ver...
 Ela pinta a calça e o fundo da camiseta de azul marinho saturado, e as botas e a estampa de DRVG de vermelho. E Julie acha perfeito e implora pra fazer, e a estilista diz que vai levar uma hora pra fabricarem.

> Derevrak, Rússia.
 O povo canibal de Derevrak está realizando mais um ritual de taumaturgia para a sua deusa que eles acham que é uma coisa boa, e em uma caverna subterrânea que parecia muito mais um corpo de um ser vivo, cuja boca começa dentro do templo de madeira da vila coberto de raízes vermelhas, 11 mulheres começam a tomar um chá tóxico, feito com o ácido estomacal daquela coisa, e a miração é a visão de uma forma humana que esse avatar terrestre de Poora teve na Terra, como uma grande centaura, porém, a parte de baixo é como um mamute de pelos negros, e a parte de cima se parece com uma humana com cabelo vermelho e barba malfeita, e ela parece enviar uma mensagem, que no caso, é Poora agindo a partir da fragilidade mental das moças alucinadas.
 "Vocês, 11 moças da Deusa, deverão vocês oferecer-me um sacrifício. Um homem de olhos azuis, vindo de fora de nossa terra. Para mostrar devoção, vocês irão precisar mostrar coragem, de invadirem, e domarem a terra dos idiotas e inferiores que me blasfemaram. E só assim vocês alcançarão a apoteose"
 Então, elas escrevem a sua mensagem na sua língua local, que além de vocalmente distante de qualquer língua já encontrada, não usa nem letras românicas, kanjis ou variantes de hieróglifos, eram como vários riscos em um padrão que só os mais estudiosos, que são de no mínimo primeira classe, mas que mulheres de classe mais baixa podem aprender sem nenhuma repressão. Os sacerdotes organizam uma frota de soldados (que são aqueles monstros vermelhos humanoides) e um feiticeiro poderoso (e que as magias de combate dessa civilização são sempre focados ao dano físico).

Continua>>>