Boas vindas

Sejam bem vindos ao meu blog, Projeto Dream, esse blogspot eu criei para registrar uma história que eu estava criando e planejando há tanto tempo, com muitas raças, muitos poderes e muita, mas muita luta. Espero que gostem.
[Aviso: Esse blog e suas histórias podem envolver mortes, suicídios, conteúdos de duplo sentido ou explicitamente sexuais e conceitos filosóficos muito difíceis de se entender, não recomendo que você leia se for menor de idade]

17/09/22

Projeto Dream - episódio 42

> 11/05/2255; espaço sideral; Universo 255-P
 Sean Nozawa pesquisou mais do que suficiente sobre essas tais das Cinzas, uma interpretação de um povo antigo de Hocerti sobre a matéria, desde os átomos até os quarks (sendo esse segundo exemplo o que o povo hocertiano ainda não conhece por si próprio, além de seus "parentes" elétrons, dos léptons), e chegou a aprender ao lado de seu dragão companheiro, Vento Escarlate, mas com o poder das Cinzas ele sentiu uma grande profecia de que uma grande criatura está prestes a cair em Hocerti e dominar todos os seres viventes daquela civilização, e que ele precisa de ajuda de povos de outros planetas, e por isso, ele viajou pelo espaço, sozinho, em uma nave construída pela mais alta tecnologia de seu planeta, e pôde sair por aí no universo, à procura de novos companheiros.
 Enquanto isso, no planeta Hunkal, os sauros acabam de receber uma visita de Rewop, um alienígena tão poderoso que dá para sentir seu poder a quilômetros mesmo sem sentidos extrasensoriais, e ele veio mais uma vez estacionar a sua moto espacial, e abrigar as suas tartarugas cósmicas. Ele anda entre as ruas daquela cidade até chegar num bar, ele bebe todos os tipos de bebidas até que, após consumir todas as 23 bebidas do menu, ele tem a ideia de misturar algumas bebidas. Depois de gastar um equivalente a 359 dólares e 55 centavos, ele chega a fazer o coquetel perfeito: uma combinação de Tower Grape (uma bebida parecida com vinho, porém toda azul), Whisky Hunkaliano comum, Durga (uma bebida vermelha brilhante como rubis, e com gosto similar a groselha saturada) e suco de limão, chamada de Power Sunrise. O pessoal esteve bebendo aquela mistura com o Rewop até que entra Sean, que pousou em segurança naquele planeta, e ele conversa com o alienígena azul.
 Ambos conversavam sobre suas aventuras, até que ambos falam e ouvem sobre o planeta Hocerti, e Sean convida Rewop a uma jornada para salvar o seu planeta. E indo por aí naquela galáxia, os dois encontram uma chuva de meteoros que atrapalha toda aquela jornada, e enquanto Rewop pôde desviar graças a seu veículo ser muito pequeno, enquanto Sean teve sua nave danificada pelos meteoros e só pôde desfazer os danos a partir das Cinzas. No fim da viagem, eles encontram uma colônia terrestre para descansar, no planeta Stereo.

> Casa das Bruxas, Oceano Atlântico.
 A Base Vierte consegue implantar um pequeno robô em forma de inseto que possa navegar no Oceano, para assim implantar um teleportador e, assim, deixar a equipe inteira entrar. Enquanto o inseto-robô ainda não se instalava, Sora estava sofrendo, presa em uma câmara escura enquanto um aparelho de choque, conectado no braço esquerdo, na perna direita e nas costas, eletrocutava a ela, a 10 volts, que aumentavam conforme ela não trazia nenhuma informação. Roger (a bruxa vermelha) esteve responsável para "cuidar" dela e fazer as perguntas.
"O que esteve fazendo no meio dos homens?"
Sora (sem choque): Eles me adotaram, e eu fiquei lá com eles.
"Você é filha da dor do mundo, por que você ficaria com homens idiotas?"
Sora (após 100 volts): Eu não sei, eles me cuidaram com amor, e eu nunca machuquei eles. Me solta!
"Você sabe o que é amor?"
Sora (sem choque): Deixa eu pensar, moça...
Sora (após 50 Volts): Eu sempre vi o amor como qualquer relação positiva entre uma pessoa e outra, ou uma pessoa e outro ser vivo!
 Depois daquelas perguntas, Roger não se sentia satisfeita, e comanda para usarem outro método de interrogar ela.
Roger: Ela é muito insistente, não podemos tratar ela assim, precisamos de mais dor!
Bloncé: Roger, cala a boca, ela é só uma criança, nós não podemos- AAAAAAAAAAAAA
Roger: Blon? Blon?
Sora: Posso sair logo?
Roger: Não!
 Roger ia colocar mais choque no aparelho da Sora, mas a parede atrás dela explode com vários escombros voando para a frente das duas, Sora se soltava, desesperada pela dor, e quebrando o seu braço esquerdo, ela quebra um dos circuitos de eletricidade, e, com suas feridas, dispara cristais de sangue por puro improviso, embora isso enojasse ela, mas Roger, ainda ferida, só parecia estar excitada com aquele momento.
Roger: Oh, então você realmente estava escondendo o seu real poder?
Sora: Cala a boca, sua nojenta! Você me fez gritar de dor e fica provocando!?
 Sora só sangrava mais, enquanto isso, um robô gigante construído pelo Greenio joga Roger pra longe enquanto também tira os aparelhos do corpo da Sora, e a levava embora.
Sora: Obrigada por me salvar, Gree!
 Enquanto isso também, Rubri e Senca estavam enfrentando os golens da Casa, Ticano pega a cabeça de Amstel, e a rasga no meio, o matando de uma vez por todas, e Kinblu toma a Sora do robô de Greenio para poder cuidar dela, e a curava com seu Chi. Blair tenta evocar o ser que elas chamam de "Metatron" mais uma vez, mas Serjj, com uma Ultiniper 80K, explode a cabeça dela com um único tiro na cabeça. Roger pega duas pérolas e, quebrando elas no chão, chama dois lobos familiares, que vão atrás da Sora e do Kinblu, eles percorrem apenas alguns metros até que o lobo mais escuro, de pelos pretos e vermelhos, é pego e devorado por Senca em sua forma de lobisomem, e mais robôs de Greenio são transportados para lá à procura de defender o pessoal.
Éter: Que covardia, todos vocês se destruindo a fim de salvar só uma?
Senca: Primeiramente...
 Senca corta o pescoço do lobo familiar de joga a carcaça da criatura invocada contra uma bola de fogo que estava prestes a atingir Ticano e Rubri, e Kinblu leva Sora embora para o Portão de Partida do inseto-robô.
Senca: Todos por um, nunca só um por todos! Segundamente...
 3 dos robôs de Greenio se uniam em um único e bem maior, e disparavam mísseis que despedaçam o Patrono dos Oceanos invocado pelas bruxas, enquanto Elena (uma garota clara e magra, com camiseta preta fina de mangas arrastão, shorts jeans curto, chuteiras com meias altas e uma faixa em sua cabeça com cabelos pretos e curtos) aparecia entre os membros da Base Vierte e, com um assobio, deixa as bruxas surtas e desnorteadas.
Senca: Nosso senso de justiça não é o mesmo que essa justiça idiota que vocês têm! TERCEIRAME-
 Éter paralisa os corações de todos dali, porém, os robôs operavam por si próprios, enquanto o coração deles ia se reanimando sozinho, menos os da Rubri e do Kinblu, que se reanimam com a energia vital deles. Éter se preocupa, e tenta usar de novo, e ia com menos força, e conforme ela continuava, mais ela sangrava nos olhos e ela não aguentava, e enquanto o grupo continuava cada vez mais acelerado, ela morre de parada cardíaca. Enol e Etil tentam socorrer Éter, mas Amai emite uma grande força com o seu poder sobre os ventos que joga Éter para longe das duas. Bloncé invoca seus familiares em forma de pássaro, enquanto Helinsky aparecia, com sua armadura completa.
Senca: O que... O que é aquilo?
 Helinsky começa golpeando Senca com uma estocada de sua larga e longa espada, mas o lobisomem se defende agarrando a arma, e mesmo a arma sendo bem dura e cortante, era leve o suficiente para, só com os músculos dos dedos, Senca conseguir agarrar a lâmina. Os pássaros de Bloncé voavam contra Kinblu, e devido á luta de antes, ele se adapta melhor, e usa o poder proibido de roubar a energia vital daquelas aves, porém, com a sua falta de proficiência, ele só consegue eliminar um daqueles corvos, mas com a esfera de Ki concentrada, ele dispara-a para longe, a vim de ferir as bruxas, mas uma barreira de energia quebra aquele orbe de poder.
 O robô-inseto estava começando a ter problemas, e então, por urgência, o grupo da Base Vierte começava a sair, e os que ficavam pra trás eram Elena, que com seus assobios ainda estava ferindo as bruxas e seus monstros, Ticano, que fazia reparos rápidos no robô-inseto, Senca e Kinblu, que lutavam usando os seus poderes à procura de ainda manter as bruxas longe, até que Gris aparece.
Gris: Por favor, parem!
 As luzes cessavam, menos a central, que focava a sua luz sobre ela. O inseto robô estragava, caía e se quebrava, deixando os quatro presos. As bruxas cujos nomes representavam cores (sendo aquelas 
que tiveram seu nome revelado, a Roger e a Bloncé) se curvavam, com exceção de Blair (que foi eliminada) e Jaun (que está ausente há anos), deixando a cena ainda mais estranha. Um coro de homens à capela soava pela Casa das Bruxas, Elena ficava com medo, Ticano abraçava os quatro juntos, e Senca não saía da forma meio-lobo mesmo sem a mesma tensão de antes.
Gris: Vocês quatro, que não saíram daqui, por que destruíram o meu palácio?
Ticano: Bem, bem... elas... elas...
Bloncé: Não escute eles, eles são mentirosos, por que você escutaria alguém que você sabe que destruiu o que é seu?
Gris: Se fosse assim, nós não enviaríamos a mais estúpida para escoltar Muramasa sozinha.
 Roger se sentia ofendida, mas antes dela sequer falar algo, Gris pausava tudo ao seu redor, só deixando ela, Elena, Ticano, Senca e Kinblu se movendo naquele espaço-tempo imóvel, naquele estágio entre o móvel e o imóvel, do universo parado, menos aqueles que Gris selecionou capazes de se moverem.
Senca: O que você quer!?
Gris: Eu não quero nada além de respostas. Eu não vou deixar elas irem atrás de vocês, se vocês me responderem o que vocês queriam tanto para causarem tantos problemas pro meu lar.
Ticano: Elas... elas...
Kinblu (gritando e falando rápido): Elas sequestraram e torturaram a nossa irmã de corpo e alma, deixaram ela num lugar que só sabíamos onde era por causa do chip do corpo dela, que também tem rastreador, e elas ainda falaram mal da gente pelos nossos esforços inúteis de defender ela e levá-la embora pra casa!
 Kinblu fica sem ar e cai imóvel no chão, cansadíssimo. Gris se preocupa com o garoto, e olha para os outros, também preocupados. Gris pensa mais um pouco, com os 4 ficando cada vez mais lentos, até que só Gris estava se movendo no tempo parado. Ela deixa a sala e demora para voltar.

> Lua, órbita da Terra.
 Astronautas investigam uma nova cratera na Lua, e minerando aquela cratera, eles encontram uma espécie de criatura, que não parecia nada associável na Terra, algo como os Parataxes que foram registrados em outros planetas ou em estações espaciais destruídas, conhecidos por serem criaturas que se alimentam de rochas, plástico e bactérias, mas, em estágio adulto, eles se alimentam de seres vivos maiores, desde grama, ratos, até gigantes. Aquela coisa não tinha uma forma exata, mas têm por padrão cores bizarras, e que não são vistas em sua totalidade, mas no caso daquela unidade, aquele ser era apenas vermelho, branco e azul. Os agentes pegam a criatura e a levam para estudos.

Continua>>>

14/09/22

Projeto Dream, episódio 41

> geral, planeta Terra; Universo 255-P
 Não chegou a acontecer muita coisa durante esses anos, um longo tempo de paz perante a tão pouco tempo de guerra entre os seres. Naej, Tifanny e Brigadeiro estiveram pesquisando sobre os elementares e a Máquina, e o máximo que o livro de Haraniku explicava por si próprio era que a Máquina era um plano da existência que dita as vontades do universo, e só. Dragom ajudou Muramasa a esconder alguns artefatos no armazém de sua lanchonete, uma vez que são amigos de longa data, e as bruxas ficam com cada vez mais ódio contra o Muramasa, mas também com menos opções de como impedí-lo de voltar a se tornar poderoso. Isabella e Julie estiveram paradas durante o desenvolvimento de sua fama, mas esse casal não era mais um incômodo para as famílias das duas jovens, embora que Fugaret, concentrado em sua nova vida, nunca tenha esquecido o rancor de sua prima, Julie. Hana Hamill teve tempo de melhorar as cidades da ilha em que vive, e está começando uma grande corrida de carros que irá percorrer toda a área que um dia foram todos os Estados Unidos da América.

> 10/05/2255; Albuquerque, Novo México.
 Tifanny e Naej deixaram um monte de coisas deles no castelo de cristal, e assistindo a uns vídeos de streaming na televisão, eles encontram uma live da Grande Corrida de Carros Interestadual Especial 2255, narrado por um mamídeo de cavalo (um humanoide de pele castanha e cabeça de cavalo) de terno azul claro e com uma voz estranha. Brigadeiro fica ali em um sofá assistindo junto com eles, estranhando aquela corrida de veículos.
Brigadeiro: Ué, por que usariam veículos de transporte a alta velocidade pra correrem um ao lado do outro?
Naej: Entretenimento, não tem muito do que fazer.
Tifanny: Depois de inventar muita coisa pra se ocupar, o humano fica com saudade de ficar desocupado, de fazer ou ver alguém fazendo algo que é inútil pra sobrevivência deles.
Brigadeiro: Oh... legal...
Tifanny: A propósito, como está o seu projeto com os elementais?
Brigadeiro: Elementares? Vêm comigo.
 Eles foram andando no castelo até chegar ao que parecia ser um laboratório, que tinha alguns pássaros interagindo e lendo documentos, incluindo a fênix Félix e uns papagaios, e Brigadeiro acha a pasta dele sobre os elementares.
Tifanny: Aliás... por que elementaREs e não elementaIs?
Brigadeiro: Na verdade... é só pra parecer mais formal, tipo, liminal, liminar, elemental, elementar... Também que elementar também vem de elementos, de fundamentos básicos da natureza, desde o fogo, a terra, a água, até os quarks dos átomos que existiam desde o conhecimento de Platão.
Tifanny: Cara... isso é-
Naej: MUITO FODA!
Tifanny: Ei!
Naej: Ah, eu também quis falar isso.
Tifanny: Você tá tendo muito tempo de tela, vai pra lá, vai.
 Naej saía da cena, indo assistir corrida de carro. Enquanto isso, Tifanny pegava o papel e começa a ler, e na verdade, tinha texto quase nenhum, sendo aquilo que mais cobria as páginas desenhos e gráficos que contam o que a Máquina e o plano elementar possuem.
- Folha 1: De frente há desenhos de anéis vermelhos se entrelaçando e 4 triângulos (um sólido para cima sendo o fogo, um sólido para baixo sendo a água, um riscado para cima sendo o vento, e um riscado para baixo sendo a terra), e um texto escrito "poder, vida, entropia e matéria, estes compõem aquilo que nós vimos como o mundo normal, real e perceptível", e no verso há um texto de 5 parágrafos, cada um com uma média de 17 linhas, escritas em dourado, sendo os 4 primeiros falando sobre como são os 4 elementos aristotélicos, e o quinto que menciona algo a ver com o tempo.
-- "O tempo está independente dos quatro elementos fundamentais, que se apresentam codependentes entre si, e reina sobre cada movimento, cada passo que nós damos, com as menores causas tendo suas consequências cada vez maiores, indo além do que os mortais tanto acreditavam que era uma ordem racional rica em propósito, enquanto o destino apenas escolhe, ele não pensa"
- Folha 2: Um conjunto de desenhos de mulheres em uma pose padrão (mão direita para frente e mão esquerda para trás, a perna esquerda na frente da perna direita, e a postura ereta), que por total eram 37, em um traço de desenho medieval, e alguns desenhos de rosas combinadas com espirais, ambos os elementos amarelos. Tifanny se preocupa com essa página.
Tifanny: O que isso significa?
Brigadeiro: Ah, é uma das visões que achei daquele reino que... eu tava pesquisando, essas mulheres são...
Tifanny: Você não vai trazer um portal pro inferno pra cá em segredo, né?
Brigadeiro: Nananão, não é isso! Na verdade, essas mulheres eu desenhei bem rápido pra ilustrar umas... 40- não, 41 mulheres-margaritas, elas são meio que... matriarcas desse reino.
Tifanny: É que, realmente, os desenhos tão meio feios.
Brigadeiro: O Félix me ajudou.
Félix: Qual é? não ficou ruim.
 Tifanny desiste de ver os outros papéis, e simplesmente os deixa junto com as a pasta semi-cheia, e por pura sede ela pega uma garrafa de plástico cúbica que tinha por ali e a abre, prestes a beber, mas pelo susto dos animais na sala ela para em seguida do primeiro gole.
Brigadeiro: Esse é o Soro da Inteligência, qualquer mililitro disso eleva seu QI em 10 pontos!
Tifanny: Caraca, que foda, mas por que não deixaram eu beber?
Brigadeiro: Essa coisa... tá em testes ainda.
Tifanny: Ué, e como sabe que é o Soro da Inteligência?
Brigadeiro: Tá vendo os pássaros daqui? Todos tomaram e sobreviveram, mas não faço a menor ideia se faz uma diferença entre humanos. Vamos ver, qual é a raíz quadrada de pi dividido por zero?
Tifanny: Não posso resolver isso.
Brigadeiro: Por que não?
Tifanny: Como você divide uma torta quadrada em zero partes?
 As aves começavam a rir do que a Tifanny disse, e Brigadeiro fica envergonhado.
Brigadeiro: Mas eu- mas eu, eueueu...
Tifanny: Vamos tentar outra. Quantos segundos tem um ano bissexto?
Brigadeiro: Hã? Ele tem... 30.780.000 segundos.
 Ao mesmo tempo que Brigadeiro concluía sua resposta, Tifanny já revela a resposta correta.
Tifanny: 31.622.400 segundos.
Brigadeiro: Er... espera, que?
Tifanny: Um ano médio tem 365 dias e 6 horas residuais, mas essas horas não são contadas do ano terrestre até o ano bissexto, que totaliza um dia a mais. Um ano terrestre médio, incluindo as horas residuais, dá 31.557.600 segundos.
 As aves ficam impactadas com o resultado.
Félix: Incrível!
Brigadeiro: Hehe! Incrível mesmo! Parece que o meu soro deu muito certo! Aliás, não sei se isso é temporário, na verdade-
Tifanny: Vou resolver isso com uma pergunta. Quantos litros disso vocês bebem Por Dia?
Félix: É... como os albatrozes e gaivotas não falam, e os papagaios daqui ainda não têm muito entendimento do assunto, eu tenho que falar por eles. Eles só beberam um equivalente a... um copo de pinga, em seus potes de água, desde mais ou menos 2 anos atrás.
Tifanny: É, é permanente mesmo.
 Tifanny põe a garrafa na mesa e saía da sala.

> Lille, França.
 Blair e Bloncé, duas bruxas da facção da Casa das Bruxas, usando a roupa padrão da Casa, porém em tons diferentes de azul (Blair usando tons mais claros e Bloncé usando tons mais escuros), estão vigiando a cidade de Lille... esperando quietas no lado de fora de uma cafeteria tomando chá. No papel, elas foram mandadas para descobrir algo paranormal no país, e na prática não encontraram nada.
 Elas saem da cafeteria sem pagar, e indo para a praça, elas se encontram com Sejj R4dio, Sora e Kinblu, e Blair e Bloncé discernem uma energia espiritual irreconhecível notável no coração daqueles dois garotos, e elas questionam a índole de Serjj, mesmo ele sempre cuidando bem de ambos como um pai urso ou tio rico que traz presentes.
Bloncé: Por que você anda com duas potenciais ameaças por aí como se fossem seus filhos?
Serjj: Hã? O que vocês acham que são pra julgar meus protegidos como uma ameaça só porque desconhecem que sou o encarregado de proteger as pessoas dos dois?
Bloncé: Não, você é um idiota, um palhaço, um simplório, absoluto pavio vazio de vela.
Serjj: A onde vocês querem chegar?
Sora: Tio R4dio... tô com medo!
Serjj: Preciso testar o poder delas. Seyu, lute com elas, você é fraco, mas não tem como uma sombra morrer.
Seyu: Okay, Serjinhoh! Vamos mostrar pra elas do que somos capazes!
 Seyu aparece literalmente da sombra do Sr. R4dio, e na forma de seu mestre, vai logo enfrentar as duas bruxas, que emitem feixes de luz muito finos, que Seyu desvia até que as duas, unidas, soltam um grande facho de luz que era para matar Seyu, uma sombra viva, mas na verdade, Seyu ganha uma sombra, que toca a sombra de Sora e Kinblu, formando assim, duplicadas de Seyu, que têm a forma de Serjj também, e isso irrita as bruxas.
Bloncé: A gente tá ficando sem opções. Blair, chame o Ser.
Blair:
M E T A T R O N !
 Da boca da Blair saía uma entidade completamente colorida, que radiava luzes cegantes e fortes, e sua presença soava como sinos dos ventos tocando. Serjj não se sente intimidado, e com uma bomba de fumaça, que não chega a chegar nem 1 metro da criatura, a fumaça atrapalha as bruxas, mas não a criatura, que seguia invicta, e Sora e Kinblu, rapidamente, disparam bolas de uma energia verde própria de seu poder, que quebram a criatura em cubos fractais, como Esponjas de Menger que se quebravam em mais blocos fractais, e só resta o rosto da entidade, que abrindo sua boca, soprava um vento tão forte que fazia os três, juntos com Seyu e suas divisões, voarem, enquanto prédios se partiam, mesmo sendo tendo uma resistência que, para prédios modernos, é como o diamante é para as pedras de talco, e Sora, como último recurso, joga a sua sombra, junta com a sua divisão da sombra de Serjj, para o chão, como uma corda, algo magicamente impossível, já que era necessário o contato com o chão para fazer esse efeito, e mesmo no alto, a sombra sempre estará no chão.
 Sora descia ao chão com seu poder sobrenatural, e com um cabo de guerra invertido entre Sora e o tal "Metatron", com o ser soprando ela pra longe, e a garotinha mágica se puxando para baixo, ela solta mais esferas de energia verde, que começam a machucar a criatura, a quebrando mais ainda, até que Bloncé conjura pássaros familiares (que tinham a forma de corvos de cores azuis), que voavam contra Sora e a bicavam, mas Sora remodela a sua sombra e corta aqueles familiares, e furiosa, dispara sua espada contra Bloncé. Blair, assustada com aquilo, corre para proteger sua irmã, mas isso não impedia "Metatron" de agir.
 Kinblu cria asas de energia luminosa a partir de seu Chi, mesma técnica que ele e Sora estavam usando antes, e ele leva Serjj e Seyu em segurança. Sora estava muito machucada, e Metatron, se reconstruindo, a captura, a levando embora, e Serjj, o que mais jurou protegê-la, correu até aquela entidade. Ambas as bruxas, vitoriosas, levam Sora embora.

Continua>>>

11/09/22

Dragão de Madeira

> Universo 1118.
 Universo distante, com habitantes dominantes na Terra sendo humanos de pele azul, com tonalidades que variam com a etnia, cujo conceito ainda existe e se mostra ainda mais forte. Nesse universo, os monstros são ainda mais raros e os humanos preferiram o contato com extraterrestres.

11/05/2252; Veneza, Itália.
 Rubri e Amai estavam conversando na base de operações do Construto de Greenio, ou também chamado de Base Vierte.
Rubri: Algo que me incomoda...
Amai: O que?
Rubri: Como as suas magias funcionam?
Amai: Hã? Bem... eu simplesmente posso conjurar forças da natureza, controlando ela com a minha presença, é como se a própria natureza concordasse comigo.
Rubri: Isso é um poder muito forte, eu não tenho muitas possibilidades com isso, sabe...
Amai: Como assim? Você não pode usar magia?
Rubri: Não necessariamente. Eu fui treinada na China para todas as artes do Kung Fu, adicionando do uso de bastões e lanças.
Amai: Por onde começa a parte dos seus poderes? Você... treinou até-
Rubri: Não interrompa, é por isso que você não tá entendendo. Enfim, eu nunca treinei magias como bola de fogo ou raio de gelo, eu pratiquei uma arte mística poderosa chamada Chi.
Amai: E o que é isso?
Rubri: Resumindo bem, o Chi é uma essência vital, que é possível compartilhar com outras formas de vida, eu, você, amigos, animais, vegetais, meros insetos...
Amai: Você não tem força vital o suficiente pra poder curar um ferimento e sair ainda inteira, como é possível?
Rubri: Aí você se engana, qualquer forma de nutrição traz Chi para o corpo, com ar, água, comida e sonecas, então, o Chi não acaba.
Amai: Oh... Entendi... A gente deveria ver o que o Greenio está tramando, ele não chama a gente faz tempo.

> 12/05/2252.
 Rubri e Amai estão vigiando a cidade, e durante uma pequena distração, elas começam a brincar entre si, jogando água uma na outra, até que, não satisfeitas, elas lançavam poderes, com Amai lançando rajadas de vento na Rubri, e Rubri lançava algo semelhante a luz líquida contra Amai, que chegou a durar 3 minutos, terminando com os prédios cobertos de vinhas e musgos, e o chão bem riscado. As pessoas estavam assustadas e Ticano, comandado para cuidar delas, leva elas embora.
 Ticano se desculpa e se recompõe com as duas, porque aquilo era só um dever para controlar elas, porque ambas são muito mais poderosas do que o normal, e precisavam de alguém forte para guiar elas.
Amai: Até parece que você tem chances de nos deter em caso de um descontrole nosso, você só é forte de corpo, mas sempre está em perigo contra controlares de mente, tempo, ou realidade.
Ticano: Deixa eu adivinhar, você tá me provocando pra eu ir até você irritado, e você acaba comigo? Isso já é um clichê idiota.
Amai: Ah, CALA A BOCA!
 Amai solta um raio elétrico, que Ticano desvia indo para a esquerda dele, e o raio erra seu caminho, fazendo uma cratera de 26 cm de diagonal maior (em uma diagonal para a esquerda) e 19 cm de diagonal menor (um pouco mais reta e horizontal), e Ticano, com classe, move o seu braço esquerdo, dobrado para a sua direita a um ângulo de 98°, e seu braço direito, para baixo a um ângulo de 52° até seu tronco e com o antebraço virado para a frente, e segura as mãos delas, e a ajoelha a segurando para baixo.
Ticano: Você não entendeu?
Rubri: Hã!? Mas... como?
Ticano: Todo mago pode controlar composições da natureza, mas pra isso eles precisam dos movimentos do corpo, ou palavras, se ela soubesse a língua certa dos magos.
Amai: Jamais! Toque numa bruxa!
 Amai conjura de seu Ego um Patrono dos Oceanos, uma força feita de água do mar, e que se espalhava pela sala até quebrar a Base Vierte, fazendo mais água chegar à sala e assim aumentar o tamanho e poder do Patrono, enquanto Ticano ainda nadava para poder sair, enquanto também resgatava Rubri, que não assumiu nenhuma resistência contra as ordens de Ticano, mas é claro, eles dois não estavam conseguindo achar uma área para sair da lagoa do Mar Adriático, realmente não adiantando, enquanto Rubri, com suas últimas esperanças, se transforma em uma fera, composto de madeira de pinheiro, de formato serpentino com chifres de galhos, e um corpo longo, que transbordava energia vital pura, e a criatura leva Ticano para um local seguro, o carregando com sua boca a uma das plataformas flutuantes, e depois de deixá-lo, o faz uma massagem cardíaca e o implanta mais Chi, para ele retornar.
Ticano: O que aconteceu? Rubri?
 Rubri não responde, só desce às águas para enfrentar a Amai, mas primeiro a guerreira dragão tem dificuldades, porque o Patrono dos Oceanos está em uma tremenda vantagem, uma vez que se uniu com aquele mar de Veneza, e seu seus ataques de Chi são o suficiente, sendo sempre dissipados entre as ondas e esmagados na pressão, pressão que era tanta que rachava a pele de madeira daquela forma de dragão, até que Rubri, com seu poder, se soltava da forma de dragão, retornando àquela natureza mundana, e nadando tão rápido que nem os mares podiam enxergar, ela a Amai de mão aberta com seu braço direito, e fecha todo o seu Chi, a impedindo de respirar, pensar e agir, a deixando vegetativa, enquanto Rubri, sem forças, caía inconsciente nas profundezas.

> 14/05/2252.
 Demoraram dias para acharem o corpo, e quando puderam resgatar, trouxeram de volta a Rubri à vida, reutilizando o Programa Fênix, que estava ainda há um tempo sem uso médico na Base Vierte. Amai também foi resgatada, mas o seu corpo não estava mais inteiro, devorado por animais que estiveram perto da região, mesmo com a flora bacteriana normal em seu corpo, a salmoura do mar impedia ela de ter o corpo decomposto o suficiente para perder o privilégio de ter uma segunda vida, mas o Programa Fênix não pode criar partes do corpo novas ao ponto de cobrir mais da metade perdida do corpo, então eles tiveram de descartar a Amai, e deixá-la ainda morta.
 Rubri ficava triste com aquilo, por causa daquele descontrole, ela sabia que não era culpa dela, e nem do Ticano, mas também viu o quão bizarra foi aquela luta, e o quão arriscado foi usar todo o seu poder para lutar contra uma entidade de nível tão elevado, como era o caso de um patrono do elemento água em um corpo d'água tão grande, e se não fosse aquele movimento, ela morreria no lugar, e perderia tudo. Então, ela se despede do grupo, para poder viajar e se desestressar do ocorrido.

Fim!

10/09/22

Pesquisas de uma usina

> 08/05/2252; Osakira, Japão; Universo 255-P
 Yuri Tokawa está na sede da sua fundação, a Tokawa Foundation, junto com aqueles monstros que agora estão ao lado dela, e depois de aperfeiçoarem a nave espacial particular dela e uma pedra filosofal que ela carregava durante suas jornadas, ela recebe a notícia de que a usina elétrica de Tóquio, da empresa Akihara, está necessitando de ajuda deles para uma investigação.
 Yuri monitora à distância, enquanto seus agentes humanos e élficos estão operando diretamente nessa usina, andando dentro dos corredores e protegendo ou evacuando as outras pessoas que estão operando lá, porém, eles encontram criaturas estranhas com partes corporais parecidas com as de humanos, animais ou substâncias pastosas. 13 feras são eliminadas, e 2 são apenas seladas em caixas de chumbo armadas em armadilhas da equipe da Yuri.
Yuri: E então, como está a missão?
Agente 1: Achamos anomalias nunca vistas antes, e olha que no protocolo tem mais anotações biológicas das raças terrestres do que leis de trabalho. Incrível.
Yuri: Não se preocupe, iremos mandar reforços.
Agente 1: Entendido!
Agente 2: Nós teremos de fechar essa usina por hoje, a usina está em quarentena, recuar, recuar!
 Yuri suspira, temendo que a pesquisa irá falhar, mas com um gole de café, ela se sente melhor, e anota o que os soldados estão encontrando: As criaturas, a estrutura da usina e o aparente uso de turbinas automáticas e pequenos reatores para a produção de energia.

> 09/05/2252; Tóquio, Japão.

 A equipe utilizada por Yuri nesse dia agora é outra, utilizando robôs complexos e bem construídos, em sua maioria sem um "disfarce" de forma humana, para poderem conferir essas criaturas, e nos andares de baixo, havia cápsulas com pessoas alojadas, banhadas em uma substância ainda não identificada, de receita secreta, mas pela aparência, as pessoas não pareciam bem.
 "Há 21 pessoas aqui na sala, todas armazenadas em cápsulas metálicas com um líquido completamente estranho, que tem cloro e flúor na sua composição, o que não faz muito sentido para um conservante ou líquido nutritivo para clones e homúnculos, porque essas coisas podem fazer sérios danos à saúde e existem em diferentes tipos de ácidos, parece que nossa investigação vai levar umas semanas, senhora Tokawa", dizem os robôs por mensagem. A população, estranhando a queda de energia enquanto isso, denuncia o caso para a polícia, que invade a parada e luta contra os robôs, levando vantagem porque aqueles robôs foram programados para não lutarem, só se defenderem, e eles fecham a usina para investigação deles.
 Yuri perde mais um dia de pesquisa.

> Osakira, Japão.
 Yuri estava nervosa, até que Darkstar vem até ela dar umas ideias.
Darkstar: E então?
Yuri: Não chegamos fundo o suficiente e ainda por cima perdemos os robôs, e talvez perderei a minha fundação.
Darkstar: Isso não vai acontecer, não enquanto eu finalizar o meu plano B.
Yuri: Como é o seu plano B, Sr. Star?
Darkstar: Vem comigo.
 Eles saíram da secretaria de direção de computadores da Yuri para um armazém no andar térreo da sede da fundação, e Yuri começa a estranhar.
Yuri: Ué, por que você me trouxe aqui? Tá apertado.
Darkstar: Espere, acho que achei o que precisamos.
 Darkstar usa seus poderes para expandir o espaço, e depois de também organizar as caixas e pacotes com sua dobra tridimensional, encontra a porta que estava perdida no meio da bagunça, mas ele se preocupa com sua mestra.
Darkstar: Oh, Yuuri, me perdoe por deixar tudo amarrotado e só abichar de última hora.
Yuri: Eu ainda admiro a sua bajulação, você é mais forte que eu e veio de outro mundo, e mesmo assim tem muito respeito por mim.
Darkstar: O meu pai e chefe não vai com a cara de um bicho que a gente foi atrás uns meses antes, e passou um tempo e me apeguei àqui.
 Enquanto isso, eles entram naquela porta, revelando um pequeno laboratório com circuitos eletrônicos em paredes prateadas por onde circula Fluído de Dragão, importado da dimensão de Amon, e que traz energia para a sede inteira, e nesse caso, Darkstar está produzindo uma sequência de robôs mágicos para ajudar na jornada.
Yuri: Oh... uau... Você preparou todo esse laboratório por... mais robôs?
Darkstar: Isso e muito mais.
Yuri: Oh... tem mais?
 Darkstar abre algumas gavetas, mostrando esferas de uma substância recém-descoberta por Darkstar e seus funcionários, uma Arma Última (similar a uma calibre 12, mas prateada, com brilhos em roxo e com uma gravura de uma pantera na região lateral da culatra, com um efeito que será revelado depois), e cartuchos de memória novos para os robôs.
Yuri: Ok, você se superou nessa, hein?
Darkstar: Vou só fazer uns ajustes.

> 12/05/2252; Tóquio, Japão.
 O chefe oficial executivo atual da usina Akihara, Akihiro Akihara IV, está respondendo parte do processo que está passando por causa da interrupção da polícia no local, e Yuri se envolve para poder tirar respostas do executivo. Yuri participa ali, sem nenhuma advocacia de ataque ou de defesa, mas sim como uma testemunha, com o argumento de que ela está em busca de respostas sobre o que tem naquela usina.
 "Ordem, ordem no tribunal", diz o juiz, em um sotaque fanho e o R mais puxado do que o normal, "Vamos, senhor Akihara, o que tens a dizer em sua defesa quanto ao que encontraram na usina?".
Akihiro: Meritíssimo, eu gostaria de falar que as minhas intenções com as experiências não foram ruins. Eu... 
Yuri: Protesto! O que você ganharia transformando pessoas em aberrações?
Akihiro: Oh, bem...
Advogado de Akihiro: Eu tenho algo a dizer sobre isso. Além de testemunha, também tenho provas do ocorrido.
 O advogado tira de sua maleta um projetor e um pen-drive, e encaixando ambos, enquanto também liga o projetor, que aliás, tem o tamanho de um DVD player da Gradiente D-204, revelando fotos fotos da usina.
- Fotos 01 a 03: Fotos de pessoas trabalhando normalmente na usina Akihara, com os funcionários felizes. Fotos de 4:3 em 50 megapixels.
- Fotos 04 a 08: Fotos do sistema de turbinas, que moviam sozinhos ou por movimentação eólicas pelas imagens de alguns moinhos, mas há também bicicletas fixas que carregam uma metade dessa carga com movimentação humana.
- Fotos 09 a 13: Três fotos e um diagrama sobre os reatores secundários movidos a fusão nuclear.
- Foto 14: A real razão de tanto mistério na usina Akihira.
 A última foto assusta o pessoal, porque aquela figura era muito bizarra, era parecia humana, mas não é, parecia monstruosa, mas não é um monstro, e tem várias misturas entre suas formas, mas não parecia nenhum hibridismo ou quimerismo animal, sendo as partes mais associáveis a algo conhecido pelo ser humano terrestre o seu rosto humano com olhos de peixe morto brilhante, e suas 13 asas que contornava aquele ser andrógino, antropomórfico e apático. Yuri estava em choque com aquilo, parecia um jumpscare de jogo malfeito da internet de tão surpreendente, súbita e horrorosa que era aquela aparência.
 "Caro Akihiro, o que tens a dizer sobre essa abominação, e por que você deixaria isso na sede de sua família?", diz o juíz, sério, mas mais assustado do que irritado, o advogado não sabia o que dizer, e dava umas encostadas de braço a braço em Akihiro pra tentar chamá-lo.
Advogado de Akihiro: Akihiro-san... Akihiro-san...
Akihiro: Ah, eu esqueci por um momento! Bom, basicamente, ehm... Capturamos essa coisa em Nagasaki, e fomos pesquisar, só isso.
 Alguém se levanta e grita "Ele tá mentindo" de forma bem ágil e informal, mas as pessoas, agitadas e gritando, paravam aquele homem (um cuicorno semelhante a um homem de etnia asiática com galhadas na cabeça) de forma violenta demais para apenas um protesto no tribunal, e Akihiro ficava ali, na cadeira do réu, se sentindo ainda mais culpado.
Advogado de Akihiro: Creio eu que Akihiro-san tenha mais algo a dizer, não é mesmo, senhor?
Akihiro: É... sim, mas eu...
 O advogado de ataque, de uma das pessoas que colaborou em denunciar o caso da usina para a polícia, se manifesta.
O advogado: Por que o réu estaria se comunicando tanto no meio do tribunal? Ele, inclusive, acabou de se entregar de se envolver com uma aberração da natureza!
Advogado de Akihiro: Eu sinto muito, Akihiro-san, mas... ESPERE! Não seja por isso que ele diz de estar trabalhando para uma... coisa, que ele é do mal. Ele não está alimentando ele que nem uma seita maligna das trevas, ele só está estudando ela, guardando ela, protegendo vocês, daquela coisa. Meritíssimo, dê mais uma chance pra nós.
 Yuri não estava falando nada, nem interagindo com os outros, ela só estava anotando tudo e enviando para o Darkstar, enquanto também usa um microfone escondido para também enviar o áudio como prova. Na escrita da história está tudo traduzido, mas no contexto da história eles estão falando em japonês, ainda com palavras simplificadas e sotaques variados. "O que mais você sabe, caro Arihawa?"
Arihawa (o advogado de ataque): Bem... por que um membro de uma família empresária ganharia com uma missão tão nobre, tão arriscada, e que também não tem a ver com o trabalho principal deles?
Advogado de Akihiro: Com licença, eu tenho argumentos sobre esse assunto também.
 O advogado de defesa pega de sua maleta uma pequena pasta de papel pardo, de onde tira um pequeno roteiro do que ele deveria falar sobre o projeto de Akihiro com a criatura alienígena. Uma das folhas dizia, enquanto o advogado lia com atenção "Akihiro Akihara começou o Projeto Genoma a partir de 11/04/2250, com a intenção de usar a entidade, chamada de Genoma-800, utilizando sua energia radiativa como uma fonte de energia duradoura, e os minerais de seu meteoro para eletrônicos únicos que pudessem facilitar o trabalho na usina Akihara ou, se possível, a vida no Japão"
 O juíz, vendo que essa conversa estava longa, e que o Akihiro pôde comprovar a sua inocência, decide encerrar o caso. E na saída, Yuri convida Akihiro e seu advogado para conversarem na sede dela, em Osakira.

Fim?

03/09/22

Projeto Dream - Pontas Soltas

> 11/05/2252; Las Vegas, Novo México; Universo 255-P
 Muramasa ainda está interrogando Roger (pronúncia: Ho-jêr), maga mais poderosa, porém mais impiedosa de Gris, a líder da Casa das Bruxas, ambos conversando sobre o Livro da Sabedoria de antes.
Roger: Sabe, não faz sentido você ter tanto poder, só para matar monstros que não se diferem de você.
Muramasa: Realmente você falou muita coisa errada. Primeiramente porque esses monstros que você acha que se equivalem a mim, são muito poucos, a maioria sendo bem fracos, e por isso que eu sempre preferi minha espada de rubimanto, e...
Roger: Que desperdício-
Muramasa: Cala a boca, não terminei! As minhas armas mais fortes, como tábuas de pedra, que... perdi todas elas de vista, ou ossos do Lagarto Ancião, e também esse livrinho que vocês, bruxinhas, têm tanto medo.
 Muramasa mostra o seu Livro da Sabedoria (um livro pequeno de capa de madeira, com 7 folhas feitas de couro de bezerro, sendo essas folhas um sumário e 12 páginas, carregando cada uma 12 capítulos resumidos em selos azulados que se destacam no papel, como se fossem safiras), e Roger, lembrando do que as bruxas a contavam, se desesperava, e gritava com o Muramasa.
Roger: TIRA, TIRA, POR QUE VOCÊ DEIXA EXISTIR PAPÉIS COM TAMANHO TERROR!?
Muramasa: Bem, vamos ver aqui, é...
 Muramasa via os capítulos até parar no capítulo 107, que conta, entre seus textos mentais, a seguinte história: "As bruxas são magas de alto nível, velozes e tortuosas, devotas a quaisquer divindades que os humanos e monstros nunca conheceram, e sua magia usa como grande fonte o Sol e as estrelas, devorando elas até as reduzir a escuridão, enquanto elas trazem vida e existência às coisas de seu domínio".
Muramasa: Oh, é por isso que vocês odeiam esse livro. Vocês não querem que eu espalhe a verdade!
Roger: Oh, o que vocês, homens, seriam capazes com suas balas de chumbo e espadas de ferro, hã?
Muramasa: A pergunta que fica é...
 Muramasa deixa o Livro da Sabedoria num balcão e se aproxima de Roger, colocando seu pé de porco sobre uma parede, demonstrando bem as suas pernas feias e deformadas, e olhava seriamente para ela, agora a cercando com seu corpo, enquanto ela olhava para ele estática na cadeira.
Muramasa: O que uma bruxa seria capaz, em 10 segundos, contra um eugenético? Eugenéticos treinados, como meu afilhado Rolan7, podem desfazer a existência de um alvo só de se concentrar nessa ideia, e podem transformar uma ilha deserta num puteiro 5 estrelas cheio de piranhas exóticas. O que vocês, putinhas da magia solar, fariam contra um usuário do carro platônico, que pode transportar com vocês para outra dimensão só de atropelar vocês, ou viajar no tempo para matar você antes de aprender magia.
Roger: Isso... Isso é magia, homens não conseguem isso com tecnologia.
 Muramasa desfaz a sua pose épica.
Muramasa: Tão bizarro você achar que isso é magia, eugenéticos até entendo, o seu elo com o universo funciona que nem a magia humana, mas muito mais rapida, mas o carro platônico foi mecânica quântica colocada em prática, a própria monstruosidade levou uma surra dos humanos porque a ciência era muito menos limitada que a magia. Pra curar alguém com magia, você precisa ferir alguém ou você mesma para passar energia pro alvo a curar, enquanto curar alguém com ciência pode usar qualquer material que cicatriza uma ferida, ou desfaz uma infecção.
[Monstruosidade = civilização dos monstros, contraparte da humanidade (monsterkind)]
Roger: Para matar alguém com magia, você só precisa da sua mente. Para matar alguém com ciência, você precisa de algo alheio a você.
Muramasa: É mais fácil treinar para manusear uma pistola básica do que para soltar mais de uma bola de fogo. Um dos meus alunos só controla fogo normalmente graças a um soro do meu irmão mais novo, e outra só aprendeu porque teve um longo treinamento com magos azulados do espaço, que só acelerou porque ela aceitou participar da seita sexual deles.
Roger: Você pode realizar desejos com ciência?
Muramasa: Não.
Roger: Ganhei.
Muramasa: Não seja por isso. Quando a tecnologia, física, química, biologia, não sabe de algo, ela não cria uma história do zero como a religião sempre fez, elas buscam por provas e respostas, e testam o que pensam.
Roger: O que... o que isso tem a ver?
Muramasa: O óbvio, tecnologia não faz milagres, ela não ferra a realidade pra saciar o ego de um mago idiota, ela faz o que é certo, com o que ela tem acesso. A magia já levou alguém pro espaço?
Roger: Mas... a gente viaja entre planetas, dimensões, universos.
Muramasa: Sim, porque vocês fazem portais que não precisam de deslocamento seu. Vocês quase sempre morrem usando magia pra voar, enquanto isso naves não vão usar alguém como fonte de energia e muito menos tem uma chance unânime de serem destruídas num pouso. Você entende o que eu tô falando?
Roger: Não, e eu não deveria entender.
 Roger evoca um Rubicante (uma criatura quadrúpede com corpo de madeira e um núcleo vermelho brilhante nas costas), que agarra Muramasa enquanto puxava sua chama contra o Livro da Sabedoria, mas Muramasa, telecineticamente, desfaz o ataque de fogo do Rubicante e distancia o bicho daquele livro, e Muramasa, se jogando com o Rubicante com um Hane Makikomi, bate o monstro na sua bruxa Roger, e aquela moça, solta pela quebra da cadeira, sela de volta o seu Rubicante e teleporta para a Casa das Bruxas, alegando retornar.

Continua???

02/09/22

Mais sobre P.D.: espécies mais comuns

Essa postagem também existe para contar curiosidades importantes sobre Projeto Dream, dessa vez sobre os monstros que existem na Terra e também algumas variações humanas ainda presentes na biosfera de Projeto Dream.

> Monstros terrestres
Entre os monstros, aqueles que mais conviveram com os humanos são os mandisistos, sendo eles seres humanoides bem fortes e de pele grossa, em sua maioria não tendo espaço para cabelos e pelos, havendo homens calvos, ou também carecas, desde a nascença, e mulheres com muito pouco cabelo, mas, pela pele mais fina entre as unidades fêmeas, elas têm cabelo em áreas maiores da cabeça, por seleção sexual entre homens grandes e fortes e mulheres finas e bonitas.
Eles têm olhos dourados bem resistentes a luz forte e podem ver no escuro, e mandíbulas grossas com dentes grandes e caninos inferiores mais visíveis, parecidos com orcs, mas seu real poder é o de poderem girar como bolas, e podendo se orientar muito bem durante a direção, possuindo um sentido chamado Sentido da Rolagem (do inglês Rollsensing), em que o monstro pode sentir toda uma área a partir de 30 metros de raio de distância do corpo, e com seus reflexos a mais de 600 quadros por segundo, e sua velocidade máxima supera 559 milhas por hora caso não houver obstáculo algum, embora eles também possam controlar a velocidade de seus giros.

Outra espécie mais comum entre as cidades, mas que demoraram para serem aceitos em sociedades humanas, são os lobisomens, seres de origem humana que, caso em um estado elevado de estresse, podem se transformar em feras meio lobo, com garras e dentes pontudos o suficiente para matar um homem adulto de treinamento olímpico, com golpes a mais de 900 PSI e 7 mohs por cortes de garra (mesmo em regiões menos sensíveis como a barriga) e aproximadamente 750 PSI por mordida, embora possa aumentar com investidas.
Todo lobisomem que for identificado precisa fazer exames psicológicos e psiquiátricos, para poderem controlar a fera que têm dentro de si e evitar assassinatos causados por mero descontrole, e por isso, ao invés de proibirem lobisomens de atacar, as nações criam leis para proibir humanos de provocar humanos, cobrando indenizações da família do provocador para desculpar o lobisomem enfurecido.
Em compensação, lobisomens com um longo histórico de crimes possui, não só prisões fechadas ou canelas rastreadoras, mas coleiras de choque, para impedir aproveitadores e corruptos. Existem variações da Índia que podem se transformar em tigres.

Diferente de outras criaturas, sátiros e tritões são classificados como "animais", porque, apesar de serem "quase humanos", eles não são sobrenaturais o suficiente para serem desconsiderados animais e humanos ao mesmo tempo, sendo sátiros habitantes das florestas do litoral sul da Europa, enquanto os tritões são espalhados nos Oceanos.
Ainda há animais exóticos pouco conhecidos, como os peixes maquiados (peixes de corpo laranja e rosto branco com bochechas rosadas e pinturas em forma de cílios com rímel), tuscomaíras (criaturas com carapaças azuis, pele rosada venenosa, presas grandes em mandíbulas fortes, rosto e corpo de aparência reptiliana e patas com membranas) e siritãs (criaturas crustáceas em forma de siris gigantes de cores variadas, e apesar do tamanho e força, eles são dóceis, só atacando caso incomodados com pessoas próximas).

Zumbis e esqueletos podem ser manifestados a partir de necromancia, após a ressurreição de corpos mortos, enquanto vampiros são uma espécie à parte dos humanos, geralmente precisando de fêmeas humanas para se reproduzirem e gerarem filhotes férteis devido à sua genética terrível. Esses seres são ovíparos, anfíbios e com hábitos noturnos, embora não necessariamente morram na luz solar.

Há duas famílias de monstros rivais, chamadas Dermurer (composta por seres com sangue e escamas de dragão que lhes concede poderes próprios e únicos, surgindo na Alemanha e tendo seu núcleo atual em Londres) e Redlar (seres de sangue azulado e visgoso, pele pálida e olhos e cabelos escarlates, e caracterizados por suas belas vestes azuis e vermelhas, derivadas da bandeira francesa), que tiveram seus conflitos por seus ideais que iniciaram após a Segunda Guerra Mundial, e devido a seu conhecido rancor de monstro, eles só pararam/reduziram (dependendo dos membros de ambos os clãs) após uma garota dos Dermurers e uma dos Redlars terem se amado o suficiente para se casarem e morarem juntas como celebridades.
[Pode ser uma curiosidade inútil, mas o casal de Isabella e Julie é o primeiro casal LGBT entre as minhas histórias]

Enquanto há dragões nos mares e grifos nas montanhas, não há uma raça exata para representar elementais das terras do planeta, no máximo uma única criatura elefantina, chamada Beemote, com nome inspirado nas lendas abraâmicas, capaz de trazer sorte ou azar a mortais "inferiores".

> Monstros extraterrestres
A maioria das criaturas consideradas oficialmente como "monstros" têm uma origem de outras dimensões, incluindo filhos de deuses que caíram no plano etéreo e se condenaram a trabalhar para sobreviverem.

Entre as criações de Amon, há os mamídeos (humanoides de base humana), reptilianos (de base réptil), aviunos (baseados, não só em aves, mas em dinossauros e criaturas celestiais), piscêtropos (baseados em quaisquer tipos de animais aquáticos, incluindo mamíferos ou répteis que vivem no mar), anfídios (baseados principalmente em sapos e salamandras), insectoides (baseados especificamente em insetos e aracnídeos, ramo evolutivo dos Kribas) e dragonoides (dragões e serpes antropomórficos, um "rascunho" para os Barões, uma variação superior), embora tenha também outros seres não baseados em alterações de animais inumanos, como os corporimos (humanoides invisíveis), petrômatas (humanoides com partes de pedra) e gênios (criados a partir de fumaça, tornando eles em criaturas semi-etéreas com poder de realizar desejos).

Entre os monstros irracionais de Amon, ele já criou raças de animais de origem tanto felina quanto canina, como os Leões Vermelhos e os Cães Blink, mas também outros animais servidos como gado de corte, como os porcos-dragões.

Os primeiros filhos de Amon foram, além de Muramasa, os Progenitores - seres meio vivos e com metade de Escuridão Pura, capazes de criar filhos que se tornem uma infinidade de espécies, que se tornaram uma grande fonte de força para Amon.
Porém, Amon não foi o único a criar tanta raça de monstro, embora só ele tenha o principal título de "pai de todos", tirando o seu mais conhecido, de "deus morto" ou "deus que viveu duas vezes", assim como Slæpnir foi capaz de criar os Pimpu (raça de seres hexápedes de aparência humana e com cabeça de fogo), Parparachos (uma raça de seres fortes e construtores do Complexo, caracterizados por sua pele rosa e cabeça redonda que se estende a uma longa antena pontuda para baixo). Poora é mãe de vários monstros de figura animal, raros no mundo material, mas os poucos que já se manifestaram eram assustadores, como as construções de carne viva existentes na Romênia e na Rússia.

As criações de Pahapayar, fora o Campeão, são desconhecidas.

> Humanos
Entre as evoluções humanas correspondentes às reais, a única a sobreviver é ainda os humanos, enquanto a maioria das raças vizinhas/irmãs são criadas artificialmente, entre elas, os habitantes de colônias alienígenas que não alcançaram vida inteligente ao nível humano. A única exceção são os Homo Drakul, existentes no Círculo de Fogo do Pacífico.

Elfos são humanos modificados para serem mais fortes e mais inteligentes, criados após a estabilização da genética entre humano e dragão, criando líderes poderosos e privilegiados, com menos poder elementar ou mágico do que os eugenéticos, mas ainda assim com a mente estável o suficiente para liderar eles ou humanos de menor hierarquia.

Já os Eugenéticos são uma raça de humanos encantados com células-tronco de dragões, dragonóides e de uma criatura cuja especificação é um mistério, e que ainda vai se manter um mistério devido a sua genética se perder na carne dos descendentes dos que nasceram férteis.
Por sua vez, os eugenéticos são mais fortes que alguns animais selvagens, e podem controlar a realidade, mas sofrem diversos bloqueios criativos, julgados até mesmo como estúpidos, e geralmente treinando para poderem interpretar seu poder pelo que eles conhecem, por fim, eles deixaram de se diferirem dos magos comuns, tirando o fato deles serem uma mão de obra barata nas artes arcanas, sendo contratados por magos alienígenas interessados em aprendizes fáceis.

Entre os humanos desenvolvidos fora da Terra, os de grande destaque são os marcianos (caracterizados por suas peles e cabelos de cores quentes e civilizações de alta tecnologia em pleno sistema solar) e os sujeitos (uma raça de humanoides pequenos criados para trabalhar em estações espaciais).

Também há raças de humanos que se desenvolveram com o contato com monstros ou com a magia em si, e por isso são desconsiderados como humanos, como lobisomens, bruxas, Dhees (humanos com unhas de caneta) e alados (descendentes de humanos com aviúnos).

Especial de aniversário 2022

[Caso eu não publicar no dia 01 de Setembro, é porque não deu tempo de fazer esse episódio]

> 01/09/2252; Albuquerque, Novo México; Universo 135-Q
 Em um universo alternativo, que a história principal não se aplica, Naej e Tifanny estão curtindo um showzinho de comédia situacional de tema espacial, até que um personagem verde de óculos, chamado Marith, o mais esperto, conta uma suposta teoria da física quântica multiversal, que segundo cálculos que ele não menciona, porque esse seriado é simplório demais para levar sua história a sério, ele diz que a data de aniversário do universo é no dia 1º de Setembro, e Tifanny e Naej reparam que é logo o dia em que esse post está sendo publicado e, por sua vez, aniversário do blog.
 Então, eles vão para a lanchonete Dragoon's Snacks, e fazem o pedido.
Dragom: Hã? Bem, o que vocês querem?
Tifanny: A gente vai querer 4 hambúrgueres de cheddar ao molho dragão, uma tigela grande de salada de ovos, dois bolinhos Bush e um refrigerante caseiro bem grande.
Dragom: Ooh... Então vocês já sabem?
Naej: Sabem o que?
Dragom: O Aniversário do Blog.
Naej: Uhul! Metalinguagem!
Dragom: Diz a profecia que, ao pedir e se alimentarem de um equivalente a 40 quilos de comida em uma lanchonete liderada por um monstro, vocês invocarão uma criatura secreta, além do tempo e espaço.
Naej: Ah, boa, vamos comer lanche e bater em bicho feio!
Dragom: Não sei se o bicho é feio, só sei que dá pra invocar um bicho comendo essa combinação de lanches. Enfim, tomem aí.
 Os lanches eram, especificamente: 4 hambúrgueres grandes, cada um com 2 camadas de carne e 4 camadas de queijo cheddar, também completado com molho dragão (um molho especial desenvolvido por Dragom ao unir maionese, bacon e farinha de rosca) entre a carne e o queijo, e 2 picles sobre a camada de queijo do topo da área do recheio; uma tigela grande e azul com 20 kg de salada de ovos com pimenta do reino, açafrão, licor e maionese comum; 2 bolinhos de 1 quilo, do formato de um mata-fome, e com cores vermelhas de morango e brancas de chantili; e um refrigerante de 3 litros feito pela própria lanchonete. O custo total é de 200 dólares. Por incrível que pareça, eles conseguem comer e beber tudo, mas o Naej tomou conta da maior parte da refeição.
Tifanny: Caramba, você é um hobbit mesmo, hein?
Naej: Caramba, essas porcarias tão muito boas!
Tifanny: Acho que vou comer o resto desse hambúrguer...
 Ela come o último cheeseburguer do prato, e então, surge da mesa um portal que rodava os pratos e a garrafa de refrigerante como se estivessem em órbita de alguma coisa, e do portal saía um enorme lobo de coluna corcunda, as pernas mais levantadas, enquanto as patas dianteiras têm a forma de braços humanos em posição de flexão, e com a cabeça de uma baleia jubarte, com a pele totalmente branca.
Naej: Tapoha, é o lobisomem pidão!
Tifanny: Tanta piada pra fazer você vai fazer uma que só vai durar esse ano?
Naej: Ah, é um post anual mesmo, né?
???: Você invocou o Cambaleante Anual, e vocês invocaram ao realizar algo que nunca irá se repetir em outra história do blog.
Naej: Oh... o que você vai fazer? Cê é um boss da parada ou será nosso amigo?
C.A.: Bom, venham comigo.
 O Cambaleante cospe um portal líquido e leva Naej e Tifanny com ele próprio lá dentro.

> ???; Multiverso.
 O Cambaleante Anual foi logo mostrar para os dois as formas antigas da existência daquela narrativa, em um fundamento abaixo do espaço-tempo, que os deuses atuais não souberam antes de criarem aquela nova etapa do universo.
C.A.: Basicamente, nenhuma versão de seu universo, multiverso, metaverso, foi descartada por completo, elas são recicladas, e mantidas mesmo quando uma nova era da narrativa é produzida por U.S.Q.P.A. ou J, que são avatares supremos do narrador.
Tifanny: Então o universo reencarna periodicamente?
C.A.: Sim, é exatamente isso.
Naej: Bom, é esse o seu presente? Uma curiosidade?
C.A.: Tem mais para falar a verdade, sabe... Vocês não se passam de personagens, e vocês perceberam isso. Pra outras histórias é um pensamento esquizofrênico, mas bem, não é como se fosse como a vida real, em que mesmo que realmente um ser poderoso criou seus espectadores, e o seu autor, eles tivessem direito de dizerem que são meras marionetes, afinal, nem a ciência, e nem a religião aceitam mais o conceito de que nós somos escravos de uma força superior, afinal, um ser humano pode fazer de tudo, mas nem tudo ele será permitido.
Naej: Olha, você falou bonito, mas... não parece um monólogo de vilão de nariz empinado?
C.A.: Talvez, mas bem, você deve ter entendido. Sabe, se você tem pensamento próprio, noção de si mesmo, e controla seu corpo, por que você cismaria que não tem liberdade? Porque tem leis? Leis não tiram a sua capacidade, só te alertam de consequências terríveis.
Naej: Ouviu, Monark?
 Tifanny e o Cambaleante riam daquilo, porque diferente da outra piada, essa tem cara de que vai durar pra sempre.
Tifanny: Cara, você parece um bicho tão estranho, mas também parece com coisas que a gente desenha na Terra... Isso tem algo a ver com nosso criador ser um mero humano também?
C.A.: Bem, tudo é só um ciclo, afinal, um autor inevitavelmente vai criar com base no que já conhece, e mesmo eu sendo uma entidade acima de vocês nesse nível da criação, eu também estou sob as limitações criativas do autor, usando ainda da estética para parecer algo fora da realidade.
Tifanny: Oh... Você pode ser feio, mas não é assusta-
C.A.: Eu não sou feio, okay!?
Naej: Bem... eu ainda ter lembranças desses ciclos, me torna especial?
C.A.: Não, você é especial porque você não está abandonando sua identidade para parecer melhor em sociedade, você tem o que te torna completo, você tem o que te torna o Naej. Você tem sua aparência, sua fisiologia, sua história como um garoto falido que perdeu os pais e que tem uma irmã alienígena, cara, você ainda é um cara foda desde o começo. Não posso fingir que você é um ser qualquer na história e equivalente aos figurantes, porque você não é.
Naej: Cara... isso foi motivador. Mas bem, e a jornada?
C.A.: A jornada já está em nosso triálogo de personagens nos vendo como uma grande história, e convivendo com ela para poder transcender os seus rótulos como protagonistas.
Tifanny: Isso... isso é legal.
 Eles viajaram entre as eras, e presenciaram personagens que nunca apareceram, aventuras de Jonatan, Theo, Cherry e Norman em Anomalous, e até o Overlord do Naej antigo, e viram o tanto de coisa que já se perdeu na história, e que possivelmente não irá voltar como era antes. Falando em voltar, ele levava os dois de volta à atualidade, na lanchonete de Dragom em Albuquerque, no universo deles.

> Albuquerque, Novo México; Universo 135-Q.
 Então, o Cambaleante deixa os dois e, no portal, ele entrava no puro vazio no espaço-tempo, e quando eles menos esperavam, geral estava fazendo a mesma refeição que eles fizeram para o suposto ritual alimentício. Os dois foram perguntar ao Dragom, e ele responde.
Dragom: Sobre essa parada? Bem, o pessoal viu vocês fazendo graça e foram imitar.
Naej: Bom... Você vai acabar falindo?
Dragom: Que nada, aumentei o preço pra que não repetissem, mas curiosamente o pessoal pagou igual, tô mais rico que vendedor de curso falso, vou montar uma empresa foda com isso. Eu devo mais que gratidão a vocês!
 O episódio termina com o Dragom apertando a mão a mão direita do Naej e a mão esquerda da Tifanny.

Fim!