Boas vindas

Sejam bem vindos ao meu blog, Projeto Dream, esse blogspot eu criei para registrar uma história que eu estava criando e planejando há tanto tempo, com muitas raças, muitos poderes e muita, mas muita luta. Espero que gostem.
[Aviso: Esse blog e suas histórias podem envolver mortes, suicídios, conteúdos de duplo sentido ou explicitamente sexuais e conceitos filosóficos muito difíceis de se entender, não recomendo que você leia se for menor de idade]
Nota para novos leitores: A versão mais recente e que deve ser acompanhada ou então levada a sério é a de 2022 em diante, de 2021 para trás é a versão antiga atualmente descanonizada.

30/01/24

As Aventuras de Tifanny e Naej, Vol. 8

> 24/06/2271; Liberdade, Novíssima Iorque; Universo 255-P
 Um estrondo era possível de se ouvir em toda a Terra, não era um som como uma explosão normal, é uma onda gravitacional forte o suficiente pra ser sentida pelo corpo, é como uma forte ventania, mesmo que a matéria sólida "acompanhasse" essa movimentação, mas as ruas ainda se quebravam, os vidros derretiam ou se entortavam, eletrônicos começam a falhar, e aqueles que tinham sentidos mágicos elevados sofriam fortes dores de cabeça.
 Hope Smith era uma dessas pessoas, e mesmo no trabalho, ela não se sentia nada bem, um robô assistente, em um protocolo de emergência da Carlton Mixes, a socorria, mas não parecia ser útil, já que não era uma dor física que pudesse ser curada com remédios ou fisioterapia.

> Ilha Ryuuji, Iturup.
 Hana Hamill quase se afoga, ela estava nadando em alto mar à procura de peixes pra sua frota marinheira, mas as dores de cabeça em plena profundeza a faziam afundar. Homens vulcânicos locais tentam a socorrer, considerando a atual aliança das tribos insulares com o povo de Ryuuji, e ela estava atortoada, não se sabia se era pelo afogamento ou se era por algo maior.

> espaço sideral.
 Kai Kahn Kalas, um demônio espacial num corpo alienígena, de armadura branca com o capacete em forma de caveira, e nos braceletes tinha algo como cruzes, cujas pontas terminavam em curvas muito suaves e abertas, seria suspeito para nós pela aparência, mas o símbolo é algo como uma proteção para civilizações alienígenas distantes. Ele acaba de eliminar Naej, que por preparos da Otasha, seu corpo está se regenerando, evitando do pior poder da espada azul de Kai, e Tifanny estava muito ferida, e pela magia daquele ser, ela não podia controlar magia, e o máximo que Symphony podia fazer era se render, e ele ia ser levado por Kai Kahn para sua base, porém, ele é pego por uma flechada nas costas.

K.K. Kalas: O que está acontecendo? Hã? Como esses furries conseguiram quebrar a minha armadura?
 Symphony foge, e ele tentava ao menos socorrer a Tifanny, e o Naej, com muito pouca consciência do que tinha, se rastejava até um local seguro, o que Kai tentava impedir, mas Virtú, o mamídeo de leão enviado por Hematon para socorrer os discípulos de seu irmão, barra a espada de Kai e o faz recuar com a força da sua lâmina de Rubimanto, e Fortuna, a mamídea de raposa aliada, dispara mais uma flecha, bem no olho esquerdo, que doía muito, e fazia parar de fluir aquela chama azul de sua energia demoníaca, e um dos decretos era abolido. Kai tinha uma magia chamada Decreto, em que este podia impôr leis para si mesmo, e uma lei para cada indivíduo que ele estivesse enfrentando e soubesse o nome. Os decretos que ele impôs a si mesmo eram:
  • Quem o enfrentasse sempre iria revelar seu nome verdadeiro completo;
  • E quem Kai matasse com sua espada nunca poderá ser ressuscitado.
 Virtú, com suas duas lâminas ligadas em uma corrente, tudo com fio, cabo, guarda e elos de Rubimanto, e o sulco da espada feita de Noirytril extraído de Perdidos mortos, e Kai tentava conversar durante a luta, para tentar usar um dos decretos e tirar vantagem.
K.K. Kalas: Q-Quem... Quem são vocês?
Virtú: I che cosa ti importa!?
 Kai se sentia em perigo, Tifanny e Symphony tentavam sem sucesso socorrer o Naej, cujas partes mais inteiras eram seus braços e seus pés, mas a cabeça ainda estava reconstituída ao ponto de pensar e falar.
Tifanny: Petite, fala comigo! O que acabou de acontecer?
Naej: Eu... eu... eu não sei, mas o que você acha?
 Fortuna, vendo a situação deles à distância, enquanto é apoiado por Virtú que está lutando no meio de escombros de robôs da O&S, saca uma flecha, e a imbui com energia positiva, e dispara, Symphony desvia e foge, mas Tifanny tentava tirar o Naej dali e, sabendo disso, Fortuna disparou uma flecha com energia explosiva, que impulsiona a flecha com energia positiva curativa, enquanto também separava Tifanny e Naej com a mesma força da explosão.
Tifanny: AAAAAA!
Virtú: Fortuna, concentrati! Stiamo a rischio!
Fortuna: Qual é? Não viemos socorrer eles?
Virtú: Ai, se tu fossi il più grande del duo!
 Virtú parava de só bloquear os golpes de espada com as correntes, e soltando a lâmina esquerda, ele começa a golpear com a direita, com a lâmina livre fluindo junta combinando força e alcance, e isso atrapalhava muito Kai, que iria usar o Decreto contra a Fortuna, que ele descobriu o nome, mas não conseguia por estar se concentrando muito no Virtú, que por ter perdido o olho que segurava a lei que o fazia descobrir nomes compulsivamente não valia mais, e Fortuna, então, dispara uma flecha com um encantamento de gelo, que a flecha partia facilmente pelo bloqueio, mas o gelo se espalhava como fogo numa casa de madeira, e Kai, preferindo arriscar tudo agora a desperdiçar uma arma tão poderosa em troca de se salvar de um ataque elemental, ele segurava a arma, e seus braços se congelavam.
K.K. Kalas: Se é assim que vocês vão me incapacitar, eu não vou sair nessa sozinho. Fortuna, você não enxergará mais!
Fortuna: O qu- Ah, Virtú, socorro, socorro!
Virtú: Prendeti su di me, Fortuna, io aiuterò in questo!
 Kai corta o chão, de forma que parecia um tecido se dobrando e se amassando em uma abertura fina, o espaço estava se contorcendo de novo, como um portal transparente no chão cortado, e Virtú, pra salvar Fortuna, a joga pra longe, em direção de Tifanny, que vendo ela sendo arremessada, a segurava, a pegando em pleno ar. Virtú, então, com a mão esquerda agora, trocando a espada que segurava de lugar, jogava a lâmina solta, junto com sua corrente, para se segurar com a espada de Kai, e ambos caíam naquela abertura no espaço, que parecia só se abrir até que o homem leão caísse totalmente, porém, não havia exceções para o demônio de armadura, o portão se fechava, e não se sabia se Virtú tinha uma chance de ser ao menos resgatado, mas por Tifanny se sentir mais forte e a Fortuna voltar a enxergar, então a magia de Kai, junto com sua vida, se disperçou totalmente.
 Tifanny, Symphony e Fortuna se reuniam, e telefonavam para Otasha Misarabua, ou enviavam mensagens interdimensionais para Hematon, ambos os casos sobre o ocorrido, enquanto o baixinho Naej olhava pra onde a luta acabou, e tinha uma ideia.
Symphony: E então, ele, ele... Naej? O que aconteceu? Por que tá aí parado, olhando pro nada?
Naej: Não é pro nada, eu... adoraria investigar mais a fundo sobre aquele bicho, eu não sei o por quê, mas ele usou minha impulsividade antes pra acabar com a minha vida, não deu certo, e agora, ele lutou impondo limites na gente, todas aquelas coisas... de forma bem covarde.
Fortuna: O meu irmão Virtú foi soterrado, e não sei se ele morreu, entende?
Naej: Entendo sim, chama aquele diabinho que fala que nem uma moto, vamos ver se dá pra resgatar aquele seu... irmão.

Continua>>>

26/01/24

Projeto Dream, episódio 243

> 23/06/2271; Deming, Novo México; Universo 255-P
 A investigação ainda acontecia, e enquanto a Carla ainda tentava se acostumar com o que tava acontecendo com o seu corpo, enquanto Melissa ainda ia para a Web Cave de moto, já que ela não podia mais se teleportar, e John Parker sabia o que tinha causado essa maldição nos mutantes devido à viagem espacial, e embora ele não consiga tirar o traje, ele com a ajuda do Luca e do Maizon tiram sujeira espacial pra poderem pesquisar as bactérias que ficaram, enquanto o John Parker, com o traje vagamento limpo, conversava com o grupo do Muramasa para que pudessem pesquisar da onde veio aquela entidade estranha que o John viu e que assombrou eles.

> Lille, França.
 Luna Origi estava sendo medicada, o tumor já estava completamente removido depois da cirurgia e terapia de ontem, tudo parecia tão estranho, mas ao mesmo tempo, tão normal, a dor de cabeça passou, mas ela ainda se sentia mal, tonta, e o enjoo se reduzia quando ela bebia água. Podia ser água normal, tratada, em uma garrafa, assim como foi durante o tratamento, e quando as Luna Recóte e Saang vão ao hospital Lelistarble, por onde a Origi estava esperando acontecer algo na sua estadia, automática pelo choque de quase ter morrido, e elas avaliam a Origi de novo e essas foram as conclusões:

  • Tumor eliminado, células cangerígenas mínimas, o próprio sistema imunológico pode resolver.
  1. Freq. cardíaca: 72 (mínima) 155 (máxima)
  2. Temperatura corporal: 37°C
  3. Freq. respiratória: 11 respirações por minuto.
  4. Pres. arterial: 13/8.
  • A paciente apresenta irritações e dor na cabeça e enjoos. Será necessário uma Axcholina diariamente.

 Axcholina é um remédio original da Lelistarble, feito para tratar dores de cabeça graves, além de eliminar ânzia, refluxo e reduzir deficiências gástricas.

 Depois disso, Luna Recóte ajuda Origi a se levantar, e as três vão ver a visita que a D.R.V.G. esteve fazendo durante esses dias, e que ajudou a investir o tratamento dela, reduzindo as despesas do hospital.

> 24/06/2271; Liberdade, Novíssima Iorque.
 Hope Smith acordava mais cedo do que queria, ela se sentia estranha, dormiu sem sonho, e quando ela olhava, o céu estava ligeiramente escuro, talvez tivesse algo a ver com um rancor no seu passado, um passado não tão distante, não tão ligado a seus piores pesadelos, e que não a levaram a conhecer os que ela conhece hoje, mas sim algo que só começou esses dias do mês.
 Emma Anguis tinha mandado ela matar um homem que ela nem sabia quem era, deu tudo errado, e ela foi descoberta, não a prenderam, e nem a lincharam, mas ela se comportou como se estivessem mesmo a perseguindo, mas as poucas guerras que a equipe da quase vítima dela estavam tão distantes do núcleo dos inimigos dele que a dúvida de se ela não era alvo de vingança de nenhum deles estava se tornando certeza.
 Srta. Smith queria se demitir da Carlton Mixes, já que isso estava começando a afetar ela, mas ela não podia, ou ao menos, se comprometeu tanto com Emma que, se elas se separassem, ela ficaria sem chão, essa virtú de E. Anguis estava entristecendo Smith, ela estava seguindo tanto aquela mulher que tinha certeza de que não podia não seguir ela, e o máximo que ela faz é escrever em um diário, enquanto toma um suco de maçã de uma caixinha pequena.

> espaço sideral.
 Tifanny e Naej estão agora numa estação espacial da O&S, conversando com a Otasha que está com informações do que Kai Kahn Kalas, que acabara de reviver Charlie, e havia quebrado a mente dela para que ela operasse como um exército de clones, e Symphony Manoel, afirmando o relatório de Otasha, voltava todo ferido, quase mutilado, ele enfrentou 212 clones sozinho, e parecia que a cada clone derrubado, mais as funções mentais deles caíam, enquanto a força aumentava. Com o que Symphony sabia e o arsenal de Otasha, eles irão enfrentar Kai cara à cara.

Continua>>>

25/01/24

Átila

> Ato 1
 Era uma vez um planeta distante chamado Hunkal, orbitando a estrela Yol'Shun da constelação de Antlia, habitado por uma civilização de prédios muito altos, palácios volumosos que, embora não tenha tantos novos palácios, os que foram construídos no tempo medieval duram até os tempos atuais, e também abrigam famílias bem volumosas. Diferente da maioria das civilizações à escala interplanetária, Hunkal é um dos planetas com menos revoluções no mundo, embora tenha uma quantidade muito elevada de guerras, incluindo um registro de cinco Grandes Guerras Mundiais, guerras essas que podem ser a explicação, segundo teorias de dentro e de fora desse planeta, da habilidade de criação de armas ser tão avançada, ao mesmo tempo que eles têm uma ciência tão complexa.

 Apesar dos danos do passado, o planeta Hunkal consegue ser relativamente saudável de se morar em tempos neocontemporâneos, grande porta de oportunidades de emprego e também rico em turismo artístico, considerando as artes que se desenvolveram ao longo da civilização, ou até artistas variados de lá, desde escultores, pintores e até artífices avançados, capazes de fazerem até máquinas autômatas, às Raanmir, um tipo de mulheres artistas com habilidades musicais e conhecimento interestelares.

> Ato 2
 Diferente do que pensam, as famílias hunkalianas são muito unidas, o que faz a renda deles se completarem e também aumenta a mutualidade e o trabalho em equipe, já que um parente ajuda o outro, algo presente desde as fazendas, já que famílias com vários filhos tinham mais mão de obra, o que podia ser só uma estratégia para sobreviverem no campo e aumentarem a renda, mas com o tempo foi praticado por famílias de diferentes níveis na sociedade, e ao mesmo tempo que novas bocas pra se alimentar viravam novas mãos de obra na cada relativamente cedo (cuja faixa etária foi aumentando com o passar do tempo, atualmente aos 14 anos para homens e aos 16 para mulheres), esses membros das famílias não saem de casa a menos que eles escolham, por exemplo, os maridos morarem na casa de suas esposas, ou marido e esposa terem uma casa própria casa, pela estratégia já citada.
 Durante o tempo da infância à adolescência, o tempo livre dos sauros hunkalianos normalmente é investido em uma hora por dia dos pais treinando habilidades técnicas a seus filhos, e que embora seja a mais conhecida, a metalurgia deles, que parece beirar a magia, não é a habilidade mais ensinada, geralmente ensinam habilidades como construção, engenharia elétrica ou mecânica e até mesmo computação. Essas habilidades que os pais conhecem são ensinadas aos filhos mais velhos, ou, se não for uma família tão numerosa, apenas O mais velho dos filhos, enquanto os outros normalmente aprendem com o irmão ou desenvolvem uma carreira própria. Porém, as Raanmir têm um treinamento bem específico.
 Esse treinamento é específico para as filhas mais novas da família, e elas são levadas para chalés distantes (apelidados localmente de Cinka) liderados por uma Altan (algo como uma anciã ou chefe desses Cinkas), e durante a adolescência elas irão estudar história hunkaliana, junto com filosofia, arte e astronomia de outros planetas, em sua maioria que tiveram contato com Hunkal ou seus planetas aliados, incluindo civilizações humanas como Stereo, e esse conhecimento interestelar pode completar ou então iniciar o aprendizado de diferentes tipos de música, poesia e pintura, artes pouco valorizadas em Hunkal, mas que ao mesmo tempo os hunkalianos gostam de apreciar quando vem de outros planetas. As Raanmir antigas, que só tinham habilidade artística ao nível global-hunkaliano, eram desprezadas, e treinar uma hunkaliana para esse cargo era considerado uma deserdação, porém, depois do século XXII da humanidade, ou o século XL do calendário Drakinos hunkaliano, essa casta começou a ser melhor vista justamente por causa do legado cultural que, mesmo em situações tão difíceis, elas conseguiam fazer.
 No treinamento, as sauras hunkalianas costumam andar despidas nos Cinkas, porque segundo a religião particular delas era como um símbolo de pureza, já que os chalés eram considerados lugares sagrados, e as roupas, combinando tecidos macios e bem moldados com belas pinturas, eram uma forma de talismã contra a impureza do mundo, a única peça de roupa permitida e obrigatória de usarem durante o dia nos Cinkas eram os saltos altos, algo como um treinamento para fortalecer os pés, ou no mínimo para usarem os calçados por maus tempo nos festivais. As pinturas e músicas são consideradas como mais uma parte da purificação, especificamente por serem feitas pelas próprias Raanmir, sejam elas as Altan ou Befan (as jovens que seguem as Altan).

> Ato 3
 Como dito antes, a metalurgia, apesar de ser considerada o maior destaque de Hunkal, não é a arte mais ensinada no planeta, só não é algo raro. A metalurgia de Hunkal vem da grande variedade de metais e ligas metálicas, junto com os artistas hunkalianos combinarem formas de usarem o máximo potencial desses metais, como o magnetismo ou radiação, assim como é visto com a têmpora nas joias de Amantalor, capazes de controlarem o tempo exotermicamente, devido à reação molecular do crônio, um componente dessa liga, no espaço-tempo, e esse metal, muito usado por cavaleiros e guerreiros avançados, era uma arma ligada a Fusrou, um planeta próximo de Hunkal que, segundo lendas hoje folclóricas, representava o deus da guerra e suas entidades guerreiras chamadas Mihvuhr, que são seus cavaleiros e também guardiões das barreiras entre o mundo material e as camadas superiores.
 Como Fusrou é um planeta muito cinzento, algumas civilizações acreditavam que era uma segunda lua, como se a lua se multiplicasse e, quando chegava Fusrou no céu, a "lua antiga" partiria, e o Fusrou seria a "nova lua", outros foram além, e diziam que Fusrou era um planeta cinzento por estar de armadura, algo como armadura de ferro, o que originou as lendas de que Fusrou era um deus guerreiro, mas embora não se relacione à lenda, alguns cientistas descobriram que Fusrou tem realmente muito mais ferro que o normal, o que levou Hunkal a aumentar as produções de ligas de aço para seu planeta, o que algumas civilizações humanas queriam um pedaço, mas para evitar isso, a própria Aliança Galáctica dos Humanos proibiu por lei a extração não-afiliada (isso é, sem a permissão de grupos hunkalianos) dos metais do sistema de Yol'Shun, o que poderia respeitar ainda mais a cultura metálica deles como um patrimônio sagrado, mas que também é uma forma de retribuir a dívida, já que os hunkalianos gostaram de seus visitantes humanos, os chamando de "kirte", que significa "anjo" ou "mensageiro" no Franco Hunkaliano, já que, para os sauros, os humanos vieram do céu, trouxeram benefícios e responderam dúvidas cósmicas, como um anjo faria.
 Devido à alta habilidade técnica, muitos sauros hunkalianos foram convidados por aliados alienígenas a trabalharem em diferentes áreas espaciais, e até morarem nesses lugares pra poderem acessar essas áreas mais rápido, o que reduziu muito a população hunkaliana, algo entre 19,6% e 22,7%, considerada uma fuga de cérebros anormal até para padrões interestelares, que nunca passavam de 3%, e isso trouxe algumas dificuldades, não só para os hunkalianos fecharem o espaço da mão de obra com tecnologias artificiais automáticas, mas também para os extrahunkalianos, que tinham um preconceito com essa civilização por uma fama de "ladrões de empregos", o que era uma versão muito exagerada dos fatos, afinal, embora muitos tenham perdido vagas para seres até mesmo de outro planeta, os próprios hunkalianos treinaram pra competir e sempre se melhorarem, e o maior nome, atualmente falecido, é Tykos Logys de Dopacito.
 Este foi o hunkaliano mais genial entre os ferreiros e cavaleiros mais geniais, que já construiu os cinco maiores prédios de Hunkal, incluindo o quarto maior, porém o primeiro construído entre estes, a sede da grande empresa Spacono, uma empresa de bancos, transporte rodoviário e aeroviário, medicina e armas, que atualmente está tendo desafios jurídicos, mas teve uma grande aliança com o Tykos logo durante a sua Era de Ouro e de ascenção. Durante essa sua carreira como pedreiro, arquiteto e também filho de artesãos, ele já foi convidado pela Agência Galáctica para ajudar com tecnologias alienígenas e também tecnomagia, como os Departamentos Sagitários, construindo as maquetes e, depois, as primeiras instalações para os armazéns nessas dimensões de bolso, combinando um espaço muito grande, livre para os materiais, com uma boa escolha de armazenagem.
 Além disso, durante sua carreira, Tykos Logys já fez armas para caçadores de demônios, e também para os até hoje nomeados cavaleiros hunkalianos – grandes diplomatas, que combinavam habilidade de combate, variedade de idiomas conhecidos e polivalência tecnológica, nomeadas pelos reis e, depois, presidentes de seu povo, depois de concorrerem competições especiais hunkalianas chamadas Himetog, muito comparado pelos humanos a olimpíadas pelo padrão das atividades, similares a esportes terrestres –, autômatos que protegiam ou faziam tarefas em casas de grandes nobres, como as membras da seita Pombeelin, uma organização secreta composta somente por mulheres com vestes negras de peças vermelhas e capacetes de abóbora, e que embora não tenha fecundado nenhuma, Logys já se envolveu amorosamente com algumas membras, isso não considerando nenhum pagamento por essas atividades, elas faziam isso por amarem o homem lagarto, gordinho, de aparência monstruosa, mas que sempre tinha coisas melhores a oferecer.
 Sua morte foi bem triste, havia um acidente bem sério em uma estação espacial onde ele foi operar, esta era uma estação transitória para reabastecimento de naves, habitada por operários e com muito poucas manutenções, havia uma crise de energia devido ao núcleo estelar que trazia combustível para as naves. Tykos estava com a solução em mãos, mas o chefe, vendo que aquilo iria custar caro, que em tão poucas palavras significava reiniciar toda a infraestrutura daquela estação, recusou, e ainda brigou física e verbalmente, o Tykos Logys nunca foi bom de lutar, e nunca criou motivos pra isso, e pra evitar machucar o magrelo chefe, desviava, e fugia da briga, enquanto ainda falava ordens para seus colegas reconstruírem a estação, estava muito difícil e pela pressão, um de seus serventes deixou uma chave de venda cair, e bater no fim do núcleo estelar, o que fazia a sua radiação vazar, junto com o hidrogênio que era o combustível mais comum, e então, uma reação em cadeia acontecia, tudo explodiu, e o máximo que acharam depois de décadas foram restos da estação, e os ossos de Tykos, que eram os mais resistentes que habitaram por lá temporariamente.
 Seu legado ainda será lembrado pela eternidade, os poucos ossos recuperados são mantidos em um museu de Batatt, devido a sua civilização médica, e grande interesse científico de seus civis, embora com a permissão da família de Tykos Logys, afinal, seria estranho colocar restos de um habitante de um planeta num centro de pesquisas de um tão distante, e mesmo se fosse permitido ressuscitá-lo – algo que não é o caso porque a família Logys não se sente confortável com um assunto que envolvesse controlar a vida para trazer alguém de volta –, não seria possível, já que mesmo o Bloco de Lázaro precisa de uma boa parte do corpo do indivíduo para trazê-lo de volta, logo, pra reviver Tykos, seria necessário criar um novo Tykos do zero.

Fim!

22/01/24

Projeto Dream, episódio 242

[Algumas coisas podem soar estranhas pra quem estiver acompanhando a história há um tempo a mais, mas a ideia é adicionar ideias novas pra dar uma impulsionada na narração]

> 23/06/2271; San Pedro, Nova Colúmbia; Universo 255-P
 A família Revolus consegue começar a regeneração da Sia Revolus, com o corpo e a cabeça danificados, em uma cápsula de Programa Fênix próprio, enquanto Charlie Piggy ainda invadia a cidade de San Pedro à procura do Naej, Naej esse que já tinha ido embora com o seu grupo, para Charlie, era uma retirada estratégica, mas na realidade é porque ele, Tifanny e Jane foram embora pra casa de Albuquerque, e que depois iriam para Stereo, e enquanto isso, Lisania está estudando na Biblioteca Redton, sacando alguns cartuchos para compilar no seu tablet e assim ter um estudo completo.
 No caso, ela estaria lendo documentos científicos aleatórios sobre genoma, como a mutação exata que transformou os humanos de Deming em mutantes, ou também pesquisas sobre câncer e sua cura, mas isso a deu umas ideias, e conferindo a casa da família Revolus, ela conversava com Freddy e Raggin sobre como eles tinham seus poderes, inicialmente com uma conversa normal sobre como um estava indo, e outro respondendo que tava bem, e quando o assunto-chave começou e seguiu, por volta das 16:30...
Lisania: Mas e aí, como funciona aquela mutação de Deming? Eu tive uma ideia.
Freddy: Poxa, mas por que você quer saber logo disso?
Lisania: É que eu vi que vocês têm uns poderes e tal, mas quero saber se vocês sabem fazer artificialmente, sabe...
 Passa-se mais um tempinho, Lisania assistia a uma animação local com a Lana e o Justin, e comia uma fatia de bolo de chocolate branco com chantili junto com o Bruno, e eles conversavam sobre como tava a carreira dele dando aulas na faculdade da cidade, e Freddy finalmente a chama para o laboratório, onde Lisania desce com ele, e Freddy prepara uma pílula elíptica, de um lado amarela com brilho dourado, e de outro, azul com brilho perolizado, e um copo transparente com água da torneira, e bem, Lisania toma a pílula com água, sem pensar antes, e perguntava...
Lisania: Mas e aí, demora pra virem os efeitos?
Freddy: Não, pra falar a verdade só de digerir você consegue os poderes, mas... você pode ter um poder que você não escolheu.
Lisania: Hã? Er... Ok, né? Não como se eu pudesse fazer uma coisa, né?

> Deming, Novo México.
 Carla Oxton esteve patrulhando normalmente na cidade de Deming até que ela começava a ficar maior, e mais pesada, ela parava, se cansava, e ficava em uma calçada qualquer na rua, as pessoas estranham a Carla ter mudado totalmente de aparência, e então, com o seu celular, ela chama John Parker, que afirma o seguinte.
Carla (no telefone): John, eu preciso da sua ajuda.
John: Então a maldição Dari tá chegando nos outros mutantes?
Carla: É... eu acho que sim, o que é isso?
John: Quando eu chegar até Deming, eu conto tudo.
 Momentos depois...

John: Carla, eu tô falando sério aqui!
Carla: Ah, mano, mas olha só pra vocês.
John: Olha só pra você, eu tive que te carregar pra cá porque cê tá... assim!
Carla: Não sei, mano, como reagir, olha esses olhos, ou esse cara, quem era ele mesmo?
Maizon: Sou o Maizon, porra, você não lembra não? Oh, John, segura a Giu pra mim porque não tô aguentando mais, ter corpo de ferro e braços de carne é horrível!
Carla: Ah, quer saber? Eu ajudo com isso, bora.
 Carla segurava Giulia com dificuldades, já que a mesma estava muito escorregadia, o poder de adesão dela também estava infertido, assim como ela estava vegetativa porque sua inteligência foi negativada, o máximo que ela conseguia fazer era falar, mas ela não tinha muito do que falar, o Maizon estava com o corpo todo metálico por fora, menos os braços, o Luca ainda estava gordo, porém, ele gastava a sua gordura com o contrário do que ele fazia antes, e o John estava mutado com traços de vespa, e por ter crescido nessa maldição, ele estava preso no mesmo por enquanto. Pouco se sabe como estão os outros, com seus poderes modificados, mas a investigação já está começando.

> espaço sideral.
 Depois de um tempo, o grupo de Fugaret se prepara pra sair de Batatt, indo inicialmente para o planeta Hunkal, porém, Luna Ártemis começa a sentir uma energia familiar.
L. Ártemis: São eles!
L. Boudica: Eles quem?
L. Ártemis: As primas, as Luna que a gente tava indo atrás! São eles!
L. Boudica: Tá, mas por que 'eles' e não 'elas'? Cê sabe que a Pleine é-
L. Ártemis: Não é isso que eu tô falando, é que tem mais um junto com elas!
L. Boudica: Espera, cê faz ideia do que tá falan-
 Um raio púrpura cai a 827,2 km de distância da onde o grupo está, Frank calculava algo arredondado disso, afinal, ele é inteligente, mas não adivinha as coisas, e junto com Fugaret, com olhos que naturalmente veem mais cores e conseguem até "ler" energia, eles mapeiam com precisão onde pode ter ocorrido, e Ártemis acaba afirmando que pode ter a ver com o caso. Indo de nave, eles encontram a cena: Um portal que se fecha logo quando o Haraniku e as irmãs Luna saíam, e eles estavam inconformados com o lado de estarem atrasados, mas Fugaret chama eles três.
Haraniku: Hã? Quem são esses?
L. Nouvelle: Espera aí, Pleine, você tá vendo também?
L. Pleine: Não tô vendo nada, já que passamos por um vulcão de Hunkal que ardeu no meu olho, mas sim, eu consigo sentir mentalmente e...
 A Luna Pleine até esperaria que pudesse encontrar algumas das "cousines" do clã Luna, mas não a Luna Ártemis, e já imaginando o pior, ela se limpa com uma magia, e já se pronuncia na frente da irmã e do tal melhor amigo, dizendo que vai esganar ela.
 A nave chegava perto, e Ártemis, não sentindo o que Pleine sentia, ia até as duas, e Pleine ia tão rápido que parecia se teleportar, e segurava Ártemis pela gargantilha que cobria o Type-F dela, e ficava fazendo um monte de questões.
L. Pleine: O que você andou fazendo, menina!? O que você aprontou!? E o que cês tão fazendo aqui!?
L. Minuet: Espere, Pleine, ela fez nada.
L. Boudica: Nada grave como você acha.
Fugaret: É, ela encheu o saco num espetáculo na faculdade do Frank.
L. Pleine: Ah, o Frank? Como ele tá?
 Luna Pleine joga Ártemis pra frente e vai em direção do Fugaret pra conversar sobre o caso. Nouvelle e Haraniku foram socorrer a Ártemis, pelo menos as Luna sabiam como a Ártemis era, e mesmo elas sabendo como ela costuma ser, a Pleine exagerou, já que hoje foi bem leve com o que poderia se julgar "polêmica". Depois disso, Fugaret leva os três junto com o seu grupo original, para poderem ir à Terra, já que eles não tinham muito tempo.

Continua>>>

16/01/24

O que é isso?

> 23/06/2271; cidade Titã, planeta Batatt; Universo 255-P
 Depois de horas viajando no espaço, o grupo de Fugaret faz uma estadia no planeta Batatt, por onde, além deles poderem fazer uma pausa, também terem uns estudos, poderia parecer um intercâmbio que tangenciasse totalmente o assunto, mas Fugaret sabia que o Clã Luna, diferente do Clã Redlar e até do Clã Dermurer, nunca teve estudos tão complexos na infância e adolescência e, na fase adulta, nunca tinham algum conhecimento fora de sua cultura, e isso poderia ser útil para aqueles três. Minuet se sentia enganado por eles terem passado pelo espaço, junto de estações e dois planetas órfãos antes de chegar onde obviamente não tinha as suas irmãs, já Ártemis não fazia ideia do que podia aparecer nos planetas, já que pode ter coisas que eram ofensivas pra ela, mas que eram normais por onde eles estivessem, como por exemplo a relação de gênero e sexo, para Ártemis, era algo super complexo, cheio de espectros, porém, em planetas como Batatt parecia até que nem tinha.
 Os homens batattianos têm os cromossomos AB, e as fêmeas têm os cromossomos AA, e há apenas três gêneros da identidade trans, similares aos gêneros masculino, feminino e neutro, terceira opção apelidada de "triamanos", e mesmo Ártemis descobrindo algo assim, que para ela parecia mais interessante que os carros voadores, arquitetura flexível e moderna das construções, ou as feiras de ciências expetaculares do planeta, a própria Ártemis tinha medo dos batattianos, e corria a seus primos, que tentavam desviar das confusões dela, enquanto se desculpavam com os civis com pés de lesma.
 Fugaret e os operários inspetores se reorganizaram, e junto com o médico batattiano Dr. Frank, eles chamam os três Luna para um laboratório de biologia nativa-batattiana cheia de animais de diferentes tipos, como os Flufflings¹
, similares a coelhos desse planeta, os insetos Lumifulis² e Desoximoscas⁵, as estranhas Rãs de Cristal Azuis³, algumas colônias de Toxifitzes⁴ em placas de petri, uma Yamormi andando por ali e comendo as poeiras que caíam no chão, e também um Thermoxitase⁷ em um cativeiro para umas pesquisas tanto térmicas, pela sua habilidade réptil de sobreviver a altas temperaturas combinada com um órgão que o absorve e expele, ou comportamental, para ver como esse ser se comporta em um ambiente tão pequeno, mas suficiente para a sua sobrevivência, e também uma colmeia, quase do tamanho de um quarto de apartamento, habitada por várias Spasojevicviddarverdemaduckeys, conhecidas fora de Batatt como Abelhas Doutores.
 Ártemis tinha medo daquela Yamormi andando por ali, essa fera era vermelha com detalhes em preto, a textura ela não tinha sentido por ter medo de ficar perto daquele ser, mas era como a pele de uma minhoca, por mais que esse ser se parecesse com um crustáceo, e ela achava estranhos aqueles insetos, mas ela quase leva um choque elétrico de um dos Lumifulis do laboratório, só quase porque as luvas das Femmesuits têm pouca condutividade elétrica, apenas nas pontas dos dedos pra poderem manusear eletrônicos como celulares e Tamafones, ou então, quando ela foi tocar em uma Desoximosca e ela... solta um conjunto de gases tóxicos e fedorentos que faz ela se afastar.
 Boudica estava simplesmente encantada com os animais que tinha no laboratório, mas ela acabou vendo uma cena bem assustadora para um terrestre. Frank deixou um Fluffling em uma caixa, com só a cabeça e o pé traseiro de lesma pra fora, e então, ele coloca uma substância líquida no olho da criatura, o olho se fecha, parecia vermelho de ardido, e a extensão se encurtava, retraía, Ártemis se irritava, e corria em direção de Frank, enquanto Boudica só ficava com dó, e Fugaret segurava ela.
L. Ártemis: Tire suas mãos de homem de mim! Isso não é admissível!
Fugaret: Espere aí, agifant!
(Agifant = Agité + Enfant = Criança Agitada)
Frank: Quem são esses daí, Fuga?
 Frank pegava um pote de plástico cilíndrico com um gel verde curativo, a tampa tinha no lado de dentro um pincel, e pelo pincel ele passa o gel no olho machucado da criaturinha, o gel é chamado apenas como Cera Médica⁹
, e é sempre útil para tratar queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau, e tratar feridas químicas.

L. Ártemis: Hã? Mas... ele tá passando mais porcaria no olho do pobre bichinho?
Fugaret: Você não tá vendo algo além da 'porcaria'?
 Fugaret deixa Ártemis mais livre, e abre caminho pra ela ver, e o olho do Fluffing estava coberto pelo tal gel, e parecia bem mais claro e limpo, e Ártemis ficava simplesmente confusa, enquanto Boudica e Minuet ficavam maravilhados que tinha como recuperar o bichinho, e em seguida, Dr. Frank solta o Fluffling, e o deixa numa espécie de campo, onde os Flufflings cobaias são colocados para se repousarem ou até mesmo brincarem e serem cuidados até a próxima experiência.
L. Ártemis: O que aconteceu?
Frank: Eu não sabia que iam estar tão em choque... Ah é, lembrei, o Muramasa falou umas coisas assim.
L. Boudica: É porque... os experimentos em animais foi banido na Terra, tanto que nos remédios de Taiwan, China, Coreia e Cuba tem avisos de ser livre de experimento animal.
Frank: Ah, oh... Entendo, na verdade é que eu tava testando um ácido raro, não fez mal na pele desses bichos, e tava sendo útil nos produtos de limpeza, mas começou a dar problemas porque irritava órgãos sensoriais.
L. Boudica: Órgãos sensoriais? Tipo, os olhos, como você testou no coelho espacial?
Frank: Olhos, nariz, até as orelhas, uns colegas meus de faculdade até fizeram umas ampolas disso daí pra limpar ouvido.
L. Minuet: Mas vocês não têm ouvidos.
Frank: Pra limpar ouvido d'ocês.
Os Luna: Ah...
 Depois de um tempo, o pessoal passeou mais um pouco no laboratório do Dr. Frank, até que Fugaret e os operários também responsáveis pela viagem chamam eles três para verem uma jornada científica numa faculdade, Boudica e Minuet acham que pode ter coisa melhor, já Ártemis estava assustada com o que presenciou, mas mesmo assim, eles vão. E indo assistir à jornada, às 3:20 C, um equivalente às 19:30 se fosse num horário terrestre, e que no caso o tempo batattiano se baseia em 3 períodos de 8 horas, horas essas divididas em 40 minutos.
 A faculdade de tecnologia em que eles estiveram é bem espaçosa, afinal, a grande raça de Batatt tem uma média de 3 a 4 metros de altura, e as Luna e o Minuet, como não estão nem um pouco acostumados a correr, se cansavam muito mesmo "correndo pouco", e isso levou Frank a pelo menos segurar a Ártemis e a Boudica, e o Minuet ainda tinha que andar muito, e Fugaret até mesmo andava mais devagar pra acompanhar ele. As pessoas lá falavam uma língua nativa batattiana, que por mais familiares que alguns fonemas sejam, nenhuma palavra dava para associar a alguma língua terrestre, ou de colônias populacionais ou de aliados de humanos, enquanto aqueles que parecem dragões-barbudos (aquela espécie de lagarto) antropomórficos, vindos de Hunkal, junto com alguns outros seres de visual mais parecido com os de humanos, porém, azuis, vermelhos ou ambos, estavam organizados como uma orquestra, e Frank, comunicando-se com os alunos e um dos professores do projeto, lidera a orquestra.
 No meio dos artistas hunkalianos, 11 dos 13 músicos são mulheres de uma casta subestimada chamada Raanmir, um nome sem plural, e que se refere a mulheres belas e com grande habilidade em música, o que faz sentido para a apresentação experimental, e também pintura e poesia, embora não dê para mostrar nessa sessão da aula, e elas falavam com o grupo musical em Vermizulense Moderno, um idioma atualizado do antigo Alto Vermizulense, uma língua morta e ancestral da família linguística do oriente de Hunkal, especificamente em 15 províncias, incluindo o país Vermizul, além de ser considerada uma língua franca ótima para se comunicar com viajantes espaciais hunkalianos, e que Sean aprendeu em 3 minutos quando foi morar com Akari, que aprendeu o idioma em 3 semanas, ambos no mesmo território.
 Tais Raanmir falavam naquele idioma sobre como a música funcionava, e como ela pode influenciar na psicologia dos seres ouvintes, e então, o professor da escola chama o maestro da equipe, um duende do sistema estelar Laraggiana com um terno bem pequeno, mas também bem folgado para ele, e um gorro preto com detalhes em roxo, diferente dos gorros vermelhos dos duendes normais do mesmo sistema, e então, o duende, sem falar nada, comandava a música, vindo de uma ópera popular na Via-Láctea, chamada Femore del Orione, uma música criada por uma grande mestra Raanmir, ou Altan, chamada Margherita Sanzio, compilando habilidades musicais terrestres com uma composição artística conhecida em outros setores estelares da mesma galáxia.
 Boudica e Minuet eram os mais maravilhados, Fugaret ouvia a música se sentindo muito bem, e os operários apenas acompanhavam o ritmo, e gravavam, inicialmente para eles mesmos guardarem, mas que o Fugaret pedia que depois compartilhassem para a D.R.V.G., como um relatório, e Ártemis estava se sentindo irritada com aquela música. Depois disso, o maestro, agora falando em um idioma batattiano, bizarramente misturado com 
Vermizulense Moderno, e segundo o que Fugaret dizia pro grupo, ele estava querendo dizer sobre como aquela música era mais bela e feliz por causa da composição mais leve e brilhante, com mais tons que semitons e também tendo notas de vibração mais aguda, e que agora, o maestro irá mostrar um exemplo de música em tom menor. A música escolhida era Moonlight Sonata, as pessoas sentiam uma tristeza na música, e alguns mais sensíveis até mesmo ficavam cabisbaixos pela tonalidade, e Luna Ártemis se sentia mais animada por aquela música.
 O maestro então fala sobre como a música em tom menor, por ter mais semitons, e usar as notas de vibração mais grave, é usado para músicas mais tristes ou sérias. A jornada científica seguia, e entre as músicas apresentadas, havia três músicas românticas da cultura Raanmir, muito presentes para animar festas hunkalianas, como festas de aniversário e de formatura, e pareciam de um tom bem oriental e místico, embora com instrumentos que funcionam como violinos, flautas transversais, bandeiros, tamborins e alaúdes de diferentes tamanhos, algo que mesmo o Frank e o Fugaret não sabiam, já que estavam acostumados com a figura de Hunkal marcada por construções com muita arte deco, tecnologias e armas de figura mais europeia, e até mesmo a estética cotidiana é similar a uma vida média terra-ocidental ou então estereana.
L. Ártemis: Sabe... eu tô começando a gostar dessas músicas estúpidas.
Fugaret: Garota, cê não tinha palavras melhores não?
L. Boudica: Não sei se vai convencer, Monseur, ela tem, sabe... um problema.
L. Ártemis: AAAAAA!
 O maestro estava demonstrando, entre os exemplos de instrumentos para mostrar a variedade de músicas que tem no universo, um theremin, ou teremin, que segundo o maestro, "era como se você tocasse cordas invisíveis sob uma base de matéria visíveis", porém, a sua apresentação estava sendo interrompida com as reclamações da Ártemis, e os "shh" que eram tão altos e numerosos que parecia que estavam mijando no fogo, ou algo como o chocalho de 10 cascavéis.
 O maestro interrompe a apresentação, e pergunta por quem está fazendo barulho, e então, os batattianos se afastavam, abrindo espaço para o grupo da Terra, e Fugaret até ia se pronunciar.
Fugaret: Olha, a gente ia se desculpar.
O maestro: Ah, sim, terrestres, sempre fazendo bagunça, e... espera aí, Frank Suun, você sabe quem são esses?
[Suun é algo como "Senhor" em alguns dos idiomas, como o idioma batattiano, as línguas Vermizulenses e o idioma nativo de Laraggiana, do qual o maestro veio]
Frank: Sim, eles são meus convidados.
O maestro: Pois chame-os pra cá.
 Frank carrega Luna Ártemis, os outros Luna, Fugaret e seus operários ainda ficavam, o maestro falava pra chamar eles, mas Frank diz que eles não tinham a ver com o caso, e enfim, a Ártemis passava por uma conversa constrangedora com o maestro, ele falando em um idioma alienígena, no máximo parecendo com o que parecia italiano, e Ártemis falando em italiano, que era uma das 10 línguas que ela sabia que fosse a mais parecida, na esperança deles se entenderem, a conversa é demorada, pra uns, é vergonhosa, mas o maestro usa isso a seu favor, pra falar sobre a importância da diversidade para todo lugar que tenha civilização, e ele usa como exemplo as músicas que ele liderou, e as aulas que ele apresentou a partir dessas músicas.
O maestro (concluindo): E com isso eu digo, pessoal, eu vos digo, à primeira vista, nós achamos ruim, achamos irritante, achamos triste, mas no final, nós conseguimos extrair as coisas boas, mesmo das piores coisas, como uma pessoa que nunca vimos, uma pessoa inconveniente, ou então, um distúrbio, numa das jornadas científicas mais valorizadas do universo.
 Luna Ártemis não entendia o que o maestro dizia, já que ele ainda estava falando em uma língua estranha, mas ela desmaiava, e era socorrida.

Continua>>>

10/01/24

Projeto Dream, episódio 241

> 23/06/2271; espaço sideral; Universo 255-P
L. Pleine: Então é por aqui que a Lazuli e o Petite se divertiam? Parece bem colorido, uma pena que tá muito... terrestre.
L. Nouvelle: Ah, deixa disso, tem até mais jogos e máquinas que um playground ou fliperama. O que é isso? Um planeta cyber-café?
Haraniku: É, é basicamente isso.
 No planeta Tesla 936-D, Haraniku mostrava alguns jogos para as irmãs Luna, que nunca passaram por aquele planeta antes, entre os jogos, tinha um jogo de acertar a boca do Cthulhu, cujos tentáculos dessa boca eram como uma cortina bem leve que, com um pouco de força, dá pra bola atravessar ainda, o que não era difícil considerando a firmeza da bola, ou então um playground com piscina de bolinhas, escaladas em baixa gravidade, e um escorregador tubular com efeito estelar que, quando alguém desce, é como se a pessoa estivesse viajando em alta velocidade no espaço, e o terceiro que eles também viram eram os Simuladores de Voo com aparência que pareciam miniaturas de naves populares da Vegsir e da O&S, sendo os modelos mais recentes os que imitam as Osbourne Eagles.
 No fim, eles se sentam em poltronas, comem Petiscos de Queijo Lunar, um tipo de comida bem comum em festas, bailes e lan houses extraterrestres, que são queijo temperado com pó lunar comestível, raríssimo no sistema solar por ter pouca colheita do material, mas bem comum fora porque algumas civilizações souberam como fazer isso de forma sustentável, inclusive ensinando isso a civilizações humanas, como os colonos estereanos, e que a Lily Cocoa já testou em suas receitas salgadas que são pouco conhecidas, mas muito amadas pelos fãs mais passionais. Pleine e Haraniku liam uns mangás que tinham ali disponíveis, e era a vez da Luna Nouvelle ligar para as Luna na Terra para saber como elas estão, e ela descobre que tem membros do clã viajando pelo espaço, e isso preocupa ela, que avisa eles que tinham que voltar pra casa rápido.
 Mas ainda em paralelo, Fugaret está navegando pelo espaço pela Vivaviuva, uma nave espacial moderna de uma empresa parriana independente, porém que serviu como distribuidora para a logística espacial da D.R.V.G., e além dele, das Luna Boudica e Ártemis, e do Lunére Minuet, também estavam dois inspetores da empresa que pudessem ajudar com operações menores.
 Indo para uma estação espacial transitória, isso é, uma estação para reabastecer a nave com hidrogênio e energia elétrica solar, com instalações menores para uma curta estadia antes de retomarem rumo no espaço vazio. Durante a estadia, Fugaret organiza o reabastecimento de energia e até mesmo de suprimentos porque o grupo ficou muito tempo vagando em seguida sem pausa, e eles gastaram boa parte dos comes e bebes até chegar aqui, nessa estação, a Ea-900, tinha pequenos armazéns e o que parecia ser um restaurante. Minuet e Boudica estavam inseguros, e bem próximos dos inspetores por segurança, já Ártemis, mesmo insegura, ainda queria tomar uma atitude a mais, ela tinha um peso na consciência por estar envolvida em mais um caso em comum com as suas primas, mas dessa vez, ela tenta desacelerar esse peso procurando uma coisa para comer, e ela vê as opções e vai falando pros dois primos.
L. Boudica: Sabe, talvez isso não faça sentido, e se elas estiverem caçando criaturas cósmicas matadoras de titãs, ou cérberos incompreensíveis que cospem fogo, ou exércitos de uma ditadura planetária? E se eles estiverem m-
L. Ártemis: Vocês gostariam de pizza de omelete Nakache Todelano, ou omelete de pizza Besson Paris?
L. Boudica: Qual é a diferença?
 Nakache Todelano era uma pizza com ovos misturados ao queijo e vegetais alienígenas que o grupo ali desconhecia, e tinha um tempero espacial chamado supernova amarelo em menores quantidades, já que o recheio já era bem saboroso, e Besson Paris era um prato com ovos, com aditivos de queijo e especiarias, incluindo tomate estereano, e o supernova amarelo neste prato é mais concentrado. Isso era uma versão estendida do que Ártemis tentava explicar com base no que ela viu sobre os pratos, e ela ia falando mais opções.
L. Ártemis: Se não quiser, tem Ovos à Textura do Dragão, salada de ovos lunarianos, alguns pratos de frango lunariano, ovos fritos, e ovos de morango.
L. Minuet: Eu quero um chá.
L. Ártemis: Só tem Zero-G Frizz, sei lá o que é isso.
L. Minuet: Pode ser.
L. Ártemis: É... como a gente paga?
Inspetor 1: Não se preocupa.
Inspetor 2: A gente paga pelo serviço.
 O grupo come alguns dos pratos à base de ovos, Ártemis e Boudica comiam pizza de omelete juntas, Minuet só tomava um Zero-G Frizz, um refrigerante azulado bem espumante, e que fazia várias bolhas saírem da boca da tampa do copo, copo esse que funciona como uma cápsula, que Minuet tinha que apertar um botão para pressurizar e empurrar a bebida pra fora, já que a gravidade estava muito baixa, e Minuet sentia o gás sair de seu nariz ardente, em forma de miniaturas daquelas enormes bolhas, e os inspetores comiam ovo à textura do dragão, um ovo com casca bem grossa, isso porque a casca, ao invés de quebrada depois de cozinharem o ovo, esse ovo é esculpido e misturado com uma massa de fungo comestível chamado Borimali, que se alimenta e se funde com o ovo, que por ser de Galinha Lunariana, é bem grande.
 Fugaret não comia nada do restaurante, apenas compra os abastecimentos e, entre eles, comia uma marmita de arroz espiral com pó de ovo, que ficava como um risoto. Enquanto isso, Luna Nouvelle estava com uma crise de ansiedade considerando o risco que a sua mãe, Luna Origi, estava passando, e as Luna, com guia estelar do Haraniku, iam embora, de planeta em planeta, e isso ainda iria demorar, porque o Haraniku não tinha uma habilidade sensorial suficiente para ir tão longe, direto de um planeta tão fora do setor Céu-da-Terra para a própria Terra, e acertar o lugar de primeira, era necessário estar a cada vez menos anos-luz de distância para ter uma melhor noção.

> Sonho.
 Luna Origi está sonhando, a onde ela está, por um tempo está ainda de madrugada, e as Luna normalmente dormem cedo, e embora a Origi tivesse um sono pesado, porque cuidar da casa pesada demais pra sua mente para ela ter sonhos marcantes suficiente para ela lembrar, hoje ela esteve bem mentalmente, e uma cirurgia inicial para tirar amostras do tumor e atrasar a progressão do câncer pode ter ajudado.
 Sendo mais específico no sonho, Origi esteve conversando com Lunére Jean, antes dele desaparecer, e chegar à sua vida Luna Pleine, e no sonho, Origi conversava com Lunére Jean, em uma versão antiga da casa.
L. Origi: Mas por que você tá aqui? Cadê a minha filha?
L. Jean: Mas a sua filha já tá aqui, ela está nas suas fotos.
L. Origi: Quoi?
L. Nouvelle: No seu coração.
L. Origi: Quoi?
L. Pleine: Mamãe, eu estarei, em todo lugar, nós, estaremos em todo lugar, estaremos, na sua memória.
 Origi via várias Luna Pleine e Nouvelle, e alguns Lunére Minuet, e só um Lunére Jean em sua frente, a casa aparentava pegar fogo, e tudo ficava vermelho, inclusive sua visão, até que...

> Lille, França.
 Origi acorda na madrugada assustada, a mesa metamorfa do balcão se ajusta, e emite um paralelepípedo de abajur azul, que ilumina para Origi, ela estava ainda mais preocupada, e um robô empregado de emergência é acionado para consultar a sala, ele pede para Origi dizer como ela se sentia, e Origi respondia.
L. Origi: Eu... tive um sono ruim, eu... tinha medo, sabe, de perder gente muito preciosa para mim.
Robô de emergência: Oh, certo... eu sinto muito, mas pode se manter deitada, rainha, vai ficar tudo bem.

Continua>>>

06/01/24

Um Saveiro Pronto Pra Partir

> 22/06/2271; espaço sideral; Universo 255-P
 Haraniku fica junto das irmãs Luna no planeta Parr inicialmente para uma estadia intermediária antes de poderem ver o planeta Stereo, onde eles lembram que estarão seus amigos albuquerquenhos, logo após terem descoberto o que a Dona Origi está passando, e que as irmãs Luna, além de não terem tempo para irem para lá resolver, essa viagem iria atrapalhar muito a jornada, um equivalente espacial de uma peregrinação, e também elas iriam se desperdiçar muito ao criar uma magia que custaria muita energia mental só para curar uma doença, superar a ligação entre a realidade e a mente humana pode trazer uma diversidade de poderes, porém, não valia a pena, se tirassem Origi do risco, alguma outra Luna sofreria em troca.

> Lille, França.
L. Boudica: Isso tá estranho.
L. Ártemis: É, realmente, não sabia que a doença real iria atingir até a tia O.
L. Boudica: Também, mas sabe, o que você sabe da onde podem tar a Pleine e a Nouvelle? As duas sumiram há quatro dias e o máximo que dão de ligação é dar um oi pra dia, o que a gente faz pra dar juízo nas duas?
L. Ártemis: Sei lá, vou ficar xingando no Mixert.
L. Boudica: Ah, cê vai não, eu, você e o Minuet vamos atrás delas de um jeito ou de outro!
L. Ártemis: Ah, eu vou não!
 Algumas Luna e Lunére seguram Ártemis, e levam ela para um carro particular de pequeno porte, dirigido por um dos mordomos do castelo, e com guia do GPS, eles vão para a casa dos Redlar, logo quando a reunião tinha se concluído, e Boudica e Minuet, levando Ártemis, conversam com as pessoas dali para saber se a D.R.V.G., com seu transporte de alto nível e conhecimento espacial, estava disponível para ajudar eles a reverem as irmãs Luna, Isa e Ju até pensam o caso, e depois de uma negociação, considerando a intimidade entre as Luna e os Redlar, com uma transação de 402.500 euros, além do transporte, a equipe da D.R.V.G. também irá ajudar com os cuidados da casa e da Lelistarble.

> espaço sideral.
 As bordas do universo estão dançando, o universo se expande para mais mistérios, a velocidade da luz é insuficiente, e controlar o espaço para viajar deixou de ser um feito incrível para se tornar uma necessidade, e assim funcionam os Portões de Partida e, como Haraniku e suas amigas Luna viajam, os portais. Diferente de buracos de minhoca, como os Portões, que usam a gravidade como uma furadeira imaterial para cruzar um atalho entre os caminhos, um portal mágico comum simplesmente salta entre os espaços, como se fosse uma porta não-euclideana para algo realmente próximo, usando o espaço a seu favor de forma ainda mais surreal, algo que o teleporte pode fazer de forma ainda mais rápida, já deslocando o usuário entre os pontos que, normalmente, se conduzem pelos portais.
 Luna Pleine e Nouvelle conheceram, no planeta Parr, um restaurante solitário, isso é, um restaurante em tenda onde cada um tem seu espaço próximo do balcão onde, em vez de um caixa ou então um chefe atender, é deixado um cardápio de madeira, onde o cliente marca o que vai desejar com um lápis, e pode apagar se também quiser, com uma borrachinha azul com rosto, parecendo o rosto de um Bóris e um símbolo comum de alegria e proteção desse planeta, e enfim, com o pedido marcado, é só colocar em um espaço fino, e esperar um minuto, onde os chefes, sendo eles nativos-parranos anônimos bem habilidosos, que sabem fazer boas massas com carne e laticínios, ou então sucos e saladas, e o prato mais endêmico entre eles, que o Haraniku tinha escolhido por ser o seu favorito, é o Lisedrin.

 Lisedrin é uma salada de flores com um tofu feito de frutas rosadas parranas frescas, que pode ser servido diretamente, ou em combinação com outros pratos, sendo a combinação mais comum o Wadym, uma massa prateada em fios com molho, e quando esses dois são selecionados juntos, o molho, em vez de algo feito de verduras e temperos comuns, o que dá um gosto mais salgado e picante, é algo mais parecido com as frutas usadas no tofu rosado, servindo assim um macarrão prateado agridoce. Depois disso, os três foram descansar um pouco na mesma estadia, e usarem seus celulares com a pouca internet que o lugar tinha a oferecer.

> Idaho Town, Nova Colúmbia.
 Passando agora por Idaho Town, a Família Revolus estava indo à procura da localidade física da equipe da PC Enterprise, que tinha um prédio azul se destacando entre as casas gentrificadas da cidade vazia de Idaho Town. Enquanto os Revolus, Tifanny, Naej, Enna e Rekko consultavam a cidade por pistas, seja por eles próprios com pequenos materiais e conversando com locais, ou com drones espiões com câmera e lidar, Gérmaine Roger observava o que estava acontecendo, enquanto ainda não entendia o por quê daquele demônio que odiava as bruxas ter dado um objeto garantido como o mais poderoso para ela, no máximo com o que parecia uma promessa.
"Em nome dos filhos de Zeus e Hera, do Tártaro ao Éter, tu não tirarás esse anel assim que colocá-lo, pois ele será um com vossa pessoa"
 Gérmaine se via sem opções, e usava um manto de invisibilidade para apagar provas de que aquela localização fosse legítima, seja destruindo outdoors e estruturas em seu nome, ou matando aqueles que estavam ajudando os detetives, para só assim, então, agora caçar eles. Sia é pega por uma maldição, runas antigas Gérmaine espalhou como se fosse uma teia de aranha, que pegasse qualquer um que visse essas runas, como a Sia, que além de ver, tocou a runa. Agora amaldiçoada, Gérmaine tinha 3 minutos para persegui-la, e Sia, em contraponto, usa o pouco do poder de controlar sorte que ela ainda tinha, e ela desvia todos que estavam a acompanhando dos ataques de G. Pierre, e então, uma batalha incompreensível acontecia.
 Sia perdia forças por efeito da maldição, era como se cada segundo de vida valesse um dia, e quando ela usava força, por sorte não necessária para seus poderes, a perda dobrava, e Gérmaine disparava vários raios elétricos do céu, que feriam seus companheiros, sejam eles amigos, aliados diretos ou até familiares, e Sia, irritada, se guiava pelos caminhos da sorte que ela via, e ela pega uma pedra que voava de um raio que atingia um prédio, inicialmente para fazer escombros caírem sobre Naej de forma indireta e menos previsível, e ela joga a pedra contra o escombro que ia cair contra Naej, um golpe que não faria sentido, se não fosse o ponto exato que ela ia atingir.
 A pedrada foi com força suficiente para alcançar o escombro, virando menos de 1° de ângulo para o Noroeste, e isso fazia o escombro perder parte do rumo, e atingir um poste de luz, o partindo e fazendo um estouro de faísca elétrica e peças metálicas e rochosas fazerem Gérmaine, em um desvio, acabar se revelando.
Naej: O que acabou de acontecer?
Justin: É minha mãe, o poder dela é fazer coisas acontec-
Tifanny: A gente tá sem tempo!
 Tifanny pega Naej debaixo do seu ombro direito e ela e Justin vão para outro lugar, e Sia, agora sendo noção de onde está Gérmaine, ia até ela, distraída em saber que o seu plano estava falhando, e dá um soco que fazia Gérmaine cair, porém, pelo poder do anel da vida, não sofria um dano como um desmaio, e quando Sia ia chutar G. Pierre com um pontapé de direita, porém, Gérmaine faz um portal em forma de bolha aparecer na cabeça de Sia, e o fecha imediatamente, a matando em instantes, teletransportando sua cabeça para outro ponto da cidade. Todos ficam em choque com o ocorrido, Lana e Justin não conseguiam nem se mover, e quando Raggin fica irritado e corria em direção da bruxa loira, Bruno ia atrás dele para impedi-lo de piorar a situação, e quando Gérmaine iria se levantar para o próximo passo, ela vê que Raggin e Bruno estavam indo em direção dela, porém, ela não podia fazer tal habilidade de novo, já que eles poderiam desviar, ou até mesmo o mero fato de que eles estão se movendo mais impediria o caso de...
Gérmaine: Peraí, cadê eles?
Bruno: Tá bom, Raggie, já pode queimar.
 Raggin, gritando de raiva, concentrava valor suficiente para brilhar no peito de Gérmaine, em uma chama elétrica, indomável, que estava além do conhecimento mágico, e Gérmaine, desesperada, usava seus portais de bolha negra e roxa para fugir, e Rekko e Enna precisavam agora recuperar o corpo de Sia, já que eles poderiam improvisar alguma ressurreição se acharem a cabeça, enquanto Tifanny e Naej ainda tentavam ao menos ajudar o grupo com uma rota de fuga, e enquanto o grupo da família Revolus saía da cidade, os próprios Tifanny, Naej, Rekko e Enna tentam enfrentar ela para dar tempo.
Enna: Você acha que a gente tem chance de deter ela?
Tifanny: Vamos fazer ter chance.
Naej: This is cinema.
 O grupo avança, cada um indo mais angulado, em seu caminho, para um lado próprio, e Tifanny usa um portal portátil para chegar mais perto de Gérmaine, e usando os Olhos do Tempo e a Quebra do Tempo, golpeia G. Pierre com força para baixo, e ela, se curando durante a queda livre com o anel da vida, cria um portal de bolha bem por onde cai, e como um disparo, atinge Tifanny com o seu próprio corpo caindo, as duas se quebram, porém, Tifanny não tinha poder suficiente sobre a vida o suficiente para resistir tanto, e Enna então improvisa um míssil combinando um fogo de artifício e uma Granada Bóreas, criando uma nuvem semissólida e elástica que segurava Tifanny antes que a queda seja danosa.
Enna: Naej, Rekko, cês têm poderes, GO!
Naej: Oxe, mas eu...
Rekko: Eu mesmo resolvo.
 Rekko Pemco rompe o chão com força suficiente para dar impulso para que ele, com sua força e um colete amortecedor, ele segura a Tifanny antes mesmo da segunda queda, rasgando a nuvem da granada. Gérmaine se vê sem opções, e então, se teleporta o mais rápido possível para a sua sede, e alerta Gohan para acionarem o plano C contra eles, enquanto o grupo buscava sair da cidade da forma mais discreta possível, enquanto Naej liga para seus amigos buscarem o grupo.

> Lille, França.
 Luna Origi tem o tumor do seu cérebro ainda sob estudos, em que o scan foi convertido agora em um scan 3D para uma referência melhor, em tempo real e que economizará uns watts de energia, o que é basicamente nada a curto prazo, mas pode fazer uma diferença futuramente? Talvez, mas agora Recóte e Saang chamam os tecnólogos para, não só concluírem a pesquisa, mas também organizarem as ferramentas e produtos para a cirurgia, que se der tudo certo, irá demorar, mas será antes que a doença se agrave.
 Dona Origi ouvia uma música relaxante de piano ao estilo de Jazz suave, uma música bem simples, de domínio público, usada entre as salas dos pacientes para, a partir da calma, controlar melhor a saúde dos civis, e enfim, ainda tendo consciência e uma relativa saúde, Origi ainda tinha um celular para se entreter, porém, as dores de cabeça passavam, Origi sentia as suas mãos mais fracas, e até mesmo parecia mudar de mentalidade, estranhando o que ela via no Mixert ou então não se sentindo muito confortável vendo fotos de seus familiares, mesmo os que ela tem até hoje, e que estão nas fotos mais recentes, e mesmo tendo uma ligação tocando um som bem alto, e a enfermeira avisando da mesma, Origi ignorava, e deixava o celular numa mesinha próxima de sua cama, e deita de vez.
 Ligação essa era a ligação de Minuet, que iria avisar que eles iriam pro espaço à procura das irmãs, e que a D.R.V.G. iria ajudar com a casa e o hospital do Clã Luna.

Continua>>>