> 14/10/2271; metrópole draconiana, planeta Hunkal; Universo 255-P
Tudo esteve indo bem em Hunkal, incluindo o John Parker tendo um trabalho estável, por enquanto monótono, mas que dessa vez ficou um pouco mais dinâmico porque os Ouron tiveram que fazer uma viagem de negócios por lá, e Sean e Akari, que voltaram da peregrinação espacial, reconheceram o John (Akari pelo poder do Chi e Sean por sua telepatia) que eles já tinham ouvido falar e até visto umas poucas vezes pessoalmente, e até iam cumprimentar ele, mas não estava permitido de se distrair do trabalho, e só pedia pra que eles se afastassem, já que os Ouron estarão ocupados com os preparativos de uma viagem, e o John estava ali para manter ameaças longe.
Algo interrompe a operação de John: Uma versão alternativa dele caía, junto com uma armadura simbiótica que, perdendo vida, começava a se desmanchar, revelando a aparência dele, o John do universo em que estamos não entendia, Sean e Akari menos ainda, e os Ouron ficavam até mesmo com medo, e sacavam suas armas de alta potência, achando que ia ter uma ameaça eminente, e tinha mesmo.
O ar parecia mais pesado, uma sombra gigante aparecia, e quando olhavam para cima, uma nave de grande porte, similar a uma Ultra, porém maior horizontalmente na largura, em vez de muito alta, e num tom cinza bem escuro e com uma estampa de pata como símbolo dela, estava caindo, e dali saíam uma Tifanny de vestes escuras e cabelo rosa, lutando contra uma forte massa de metais, e caindo juntos, John, reconhecendo ameaça só naquele monstro de metal, corria e dá uma ombrada poderosa contra aquela massa, e socorria aquela Tifanny, enquanto Sean socorria o outro John e até curava aquela armadura simbiótica.
John 255-P: Todo mundo bem?
Akari segura aquele monstro de metal, e com muita força, o rasga, achando uma espécie de "coração de energia", e o esmaga aproveitando a chance, enquanto isso, o outro John e a Tifanny de cabelo rosa tentavam responder e reagir.
John IMX: Aquela coisa! O homem de ferro! Cadê!?
John 255-P: Era aquela coisa? Ou tem mais?
Akari: Pelo menos se tiver mais deles, já descobri o ponto fraco dessas coisas.
Mulheres humanas de traje similar ao da Tifanny alternativa, junto com os Ouron, enfrentavam outros daqueles monstros de massa de metal.
Tifanny SPX: O senhor me parece familiar, mas já vi tantos rostos, você pode ser só mais um...
John 255-P: Olha, Tifanny, não temos tempo pra conversar, vamos logo!
John saltava e se lançava com sua teia, para deter aquelas coisas ao lado de Akari, Tifanny ficava confusa, mas o outro John que ainda estava perto esclarecia.
Tifanny SPX: Como ele sabia o meu nome?
John IMX: Estamos num outro universo, eu também vi uma garota chamada Tifanny, mas ela está morta junto com o marido dela, o baixinho Naej, por culpa desses pedaços de merda metálicos!
Tifanny SPX: N-Naej?
Tifanny ficava confusa, mas ainda sentia que o possível Naej alternativo que aquele John e a Tifanny do universo dele perderam podia ter algo a ver com o palhacinho que ela viu em seu mundo, então, ela se sentia precisando vingá-lo, se a Tifanny dele não conseguiu impedir, melhor a de cabelo rosa remediar.
> cidades grandes, planeta Kepler-22b.
Izabel: Então eu falei pro Jozua, 'não, pô, mas veja bem, aquele forno precisa de energia elemental pra funcionar, se eu injetasse a mesma chama dele na placa, não ia fazer a mesma sobrecarga'.
Jozua: Ainda falou estranho, como aquela fonte de energia não explodiu, se o forno sobrecarregou e você tava colocando a chama dele de volta?
Izabel: Ah, sei lá.
Oprah: Pode não ter colocado o fogo por dentro, né?
Izabel: É, eu injetei energia elementar na fonte e...
Jozua: Isso é colocar dentro da forja, menina!!
Naej: Ei, pessoal, olha!
Izabel e Jozua foram acompanhar o Naej, Michael e Oprah porque estavam interessado no que o baixinho iria fazer comprando cristal dimensional mais uma vez, embora ele tenha dito mais de uma vez que ele ia entregar pro Dr. Shiro recarregar as pilhas daquele relógio que atualmente está sendo sua tecnologia favorita, porém, quando eles menos esperam, eles viam um vulto humanoide e de tamanho um pouco mais baixo que a Izabel, e indo ver entre as minas por onde esse cristal é minerado e vendido, eles veem uma versão do Dr. Shiro, careca, com as costas muito machucadas, sem jaleco, e com uma regata preta, além das calças e sapatos de sempre.
Naej: Shiro?
Oprah: Ué, se ele pediu pra gente comprar cristal por ele, por que ele tá aqui?
Michael: Baixinho, esse Miyazaki Shiro é todo machucado assim?
Naej: Não, é...
Jozua: Eu sabia!
Jozua derruba o Dr. Shiro movendo ele a partir da água de seu corpo, e ele virava pra cima com o rosto bem triste, e o máximo que ele tinha pra se defender era uma arma de portais, que tinha se descarregado totalmente.
Shiro ?: Por favor, fiquem longe de mim! Estive viajando entre os universos pra conseguir recursos!
Naej: Espera, eu nunca vi o Shiro assim quebrado, espera aí, o que aconteceu onde você morava, velhão?
Shiro ?: No meu universo, o Reino Unido se tornou um império cruel, dominou a Terra inteira, e depois o sistema solar, e milhões de pessoas morreram, incluindo amigos, e... eu acho que nunca tive tempo de conhecer.
Naej: Agora deu o caralho...
Oprah: E o universo seu tá catalogado, moço? Talvez esteja mapeado.
Shiro: Olha, o meu tá mapeado como 'Terra 1', e essa aqui como 'Terra 89', foi a octagésima oitava fuga minha daqueles homens-dragões enlouquecidos.
Jozua: Espera, se você precisou de 88 fugas pra cá, quer dizer que eles iam pros mesmos universos que você, então quer dizer que...
> Porto Cuspe-do-Dragão, Inglaterra.
Isabella e sua família estão tendo que enfrentar suas duplicatas sem ao menos compreender as intenções deles, e Isabella até mesmo comandava para que eles não deviam enfrentar suas versões próprias, porque encostar neles é muito doloroso, eles podem conhecer seus próprios poderes, e bem quando ela ia alertar o terceiro detalhe, ela é interrompida por um ataque explosivo de som da sua versão alternativa do tal outro universo.
Bondrake cuspia um fogo poderoso que afastava a sua versão, e ele usa isso pra dar tempo dele chegar na voadora, e nocautear uma versão alternativa do Isker Ry que estava quase matando o Julius Dermurer original com seu poder sobre o medo.
Bondrake: Julius, por favor, fala comigo!
Julius: Ai, a Isabella, a Isabella, a Isabella, a Isabella... A Isabella vai dominar todos nós.
Bondrake: O que? Como assim? Ela já é nossa rainha, você tá caduco já?
Juliu: A Isabella, ela virou uma tirana.
Bondrake: Espera, é ela que trouxe esses nossos 'clones' pra cá?
Isabella estava ensurdecida por causa da sua audição sensível completamente detonada pelo ataque, e a sua versão inimiga ia usar isso como oportunidade pra bater nela sem a menor piedade, porém, corpos iguais não conseguem se interagir, e Isabella sentia um choque quando socava ou chutava a sua versão 255-P, e passava tão direto que parecia que estava errando tudo.
Isabella RTX: O que? Como você não morre?
Isabella RTX desiste, e solta um ataque sonoro poderoso que joga Isabella 255-P pra longe, ela se levantava, e formava os dedos da sua mão direita como uma arma, e disparava um Just in Time, a RTX não entendeu nada, era como se ela tivesse um poder exclusivo apenas de manipulação térmica, mas estava muito além, o seu rim esquerdo, atingido, foi queimado ao nível molecular, e doía muito. Seu grito era tão forte que estourava vidros e tremia a região, porém, era interrompida por Boadrake, uma prima de Isabella bem grande e forte, que agarrou aquela Isabella maligna e a lançou ao chão com um suplex, Linda Dermurer, que manipulando a dimensionalidade de seus corpos, trouxe Boadrake e mais uma pra socorrer Isabella, como a Emily Xir, que curava Isabella com seu poder de controlar vida.
Emily (em língua de sinais): Está tudo bem, Prima-Rainha?
Isabella (também em sinais): Sim, tive um zumbido horrível e sentia ter caído de muito alto. Obrigada, Folhinha.
Emily e Isabella, falando em seus idiomas de sinais, usavam apelidos e codenomes porque podiam ser usado em poucos sinais, no caso da "Prima-Rainha" seriam só dois pela Emily juntar dois apelidos, mas Isabella não teve criatividade pra criar um apelido tão elaborado e escolheu aquele. Com isso não teria um sinal pra cada letra. Boadrake e Linda encaravam a Isabella, que estava muito ferida mas ainda pronta para contra atacar.
Linda: Boa, preciso de muita força.
Boadrake: Certo!
Boadrake se esticava, especificamente pela sua barriga, que ficava mais longa e fina, e Linda conjurava estacas 2D de vento sólido que furavam as mãos daquela Isa, e Boadrake constringia e esmagava o corpo da Isabella, e enquanto Emily curava os civis, incluindo reviver os com mais daquelas condições, das feridas causadas pela Isabella maligna, a própria Isabella boa usava sua velocidade para levar Emily a diferentes pontos, e o seu poder de ataque para socorrer seus parentes daqueles Dermurers alternativos enlouquecidos. Isabella RTX era esmagada por Boadrake, que se sentia com nojo daquele feito, mas Linda tentava a confortar, garantindo que não era culpa dela.
> espaço sideral; Universo SPX.
Naej, Michael, Oprah, Izabel e Jozua pegaram a arma de portais daquele Shiro, que perdendo forças acabou falecendo, e descobrindo a partir do John Parker sobre alguns paradeiros multiversais, eles foram ver o universo da Tifanny que foi encontrada por ele, juntos com a própria, porém, ela também guiava para reverem a Tripulação Pata Morta, contraparte da Tripulação Pata Negra, na qual participam a Kibele, Aiko, Fridgy e Hikiro, porém, também a "Tifanny, a Venenosa", ou "Tifanny Venenosa", ambos codenomes comuns pra ela nesse universo.
Naej: Espera, eu já enfrentei essas daí.
Tifanny: Hã?
Naej foi conhecer as quatro, Michael e Oprah acharam que ia dar tudo certo, afinal, ele já sabia como elas "funcionam" de certa forma, porém, Aiko ia mais pra perto de Naej, de frente pra ele, com um olhar mais intimidador, e Fridgy tentava afastar Aiko do Naej, achando que ele tava com medo.
Fridgy: Aiko, para com isso, quando você fez isso pro Naej daqui ele correu de você.
Naej: Ah, achei que era um olhar sedutor.
Fridgy ria e também a Hikiro, mas Tifanny mandava elas voltarem ao foco, e que tinha 3 pontos em que haviam aqueles monstros metálicos, e Naej resolve escolher o da Terra, aproveitando que lhe disseram que é lá em que está "a rainha" daqueles monstros de metal.
> ??/??/????; Albuquerque, Novo México; Universo NDX
John sentia vozes estranhas quando dormia, como se algo estivesse tentando voltar, ou como vozes paranoicas que tentavam o assustar, como "O que seus amigos agora pensam depois desses três anos?", ou "Por que você foi atravessar a rua no sinal vermelho?" ou "E se aquele universo dos seus sonhos for só imaginário, e for esquecido como se fosse nada?"
> espaço sideral; Universo SPX.
Enquanto Naej, Izabel e Jozua está em Deming ajudando os mutantes a tirar "a rainha" e seus filhotes do esgoto da cidade, Michal e Oprah foram junto com o grupo da Tifanny Venenosa e descobrem que os artistas do circo desse Naej estão em uma vantagem que a Tifanny assume não ter visto antes.
Michael: Espera, eles são doidos assim mesmo?
Tifanny SPX: Eu sei lá, quando o circo do Naej explodiu uma vez, eles não eram assim!
Oprah: Hã?
Tifanny: Vocês vão ajudar ou não?
Michael: Uma francesa dando ordem pra dois negros?
Tifanny: ...
Michael: Tô brincando- Ei, olha ele!
Oprah: Bora!
Michael e Oprah saem da porta em que estavam se escondendo e, com a Oprah se segurando sentada nos ombros do irmão, com a Espada de Kravus pra frente, e o Michael atropelando um dos monstros, correndo muito rápido e empurrando com o Escudo de Tintaril, eles dão uma facilitada em eliminar um dos monstros de metal, especificamente eram duas criaturas gêmeas: Uma vermelha e outra amarela, diferente das outras criaturas simbióticas prateadas. A vermelha estava toda ferida por aquele ataque dos irmãos Boltagon, mas irritada ela ainda avançava contra eles de volta, Oprah seguia o que o John Parker contou pra eles, seria arriscado pelo tamanho daquela massa, mas ela dá vários cortes, ela só usava roupas simples, então estaria desprotegida, e o máximo que garantiria sua resistência ao contra-ataque é o mesmo que garante ao Michael: Um complexo de moléculas e nutrientes que poderiam ser normais pra outros povos, mas que pra eles é como Ícor, e então, a criatura vermelha era aberta, e Michael se joga no interior dela, encontrando seu núcleo.
Oprah: Michael, não!
Oprah é pega pela criatura amarela e estava prestes a ser devorada, mas Oprah saca um par de castanholas que Naej entregou pra ela por ele ter considerado que combinasse com ela, as duas criaturas eram hipnotizadas, e dançavam, e o Michael, que parecia que foi engolido pela regeneração da criatura vermelha, se liberta dela, com o coração esmagado daquela coisa na mão direita. Tifanny Venenosa usava uma magia de híper velocidade, e chutava com força suficiente para cortar a criatura amarela, que estava hipnotizada pelas batidas das castanholas.
Michael: O que você tá fazendo, Oprah?
Oprah: Ostras do Amor, o Naej achou por aí no plano elementar e entregou pra mim.
Michael: Espera aí, deixa eu te ajudar!
Michael, com dificuldade, puxava a Oprah pra fora da massa amarela, felizmente facilitado porque simplesmente um robô gigante pisa naquela criatura, esguichando os irmãos e a Tifanny pra diferentes direções. Michael e Oprah olhavam pro Naej segurando o controle remoto, e tavam impressionados que ele tinha tecnologia pra lutar também, e o baixinho daquele universo admitia que ele mesmo já investiu nisso por sua segurança.
> Deming, Novo México.
O Naej que nós conhecemos esteve nos esgotos de Deming, ainda fugindo de medo porque aquilo era forte de mais, e ele não conseguia acreditar que Charles estava envolvido naquilo.
Charles: Baixinho... Por que tá fugindo de mim?
Naej: Sai daqui, você é nojento!
Naej usava seu Chi, e disparava água na maior pressão que ele conseguia com seu poder, furou um lado de Charles, e Naej usava seu Chi de Metal, e conseguia tirar várias camadas de casca do Charles, e até mesmo girá-los como imãs para eletrocutá-lo em seu próprio campo magnético, piorado por estar conduzindo em água suja, porém, não era o suficiente, no máximo Charles estava menor depois daqueles ataques, porém, Izabel e Jozua se reagrupam e, caindo numa armadilha de teia que John criou com uma teia modificada, o Charles é pego por bombas elementares, misturando garrafinhas plásticas do lixo e um pouco de água para conduzir a energia elementar dos dois, e então, o Charles era despedaçado, enquanto Izabel e Jozua jogavam Naej pra fora da área pra ele não morrer, os dois levaram um pouco do golpe da própria explosão, mas Jozua com o poder da água se regenerava, e Izabel pelo poder do fogo como fairiana, e do vento pelos seus equipamentos, resistiu muito, e eles voltam à superfície.
Naej: Caramba, achava que eu ia morrer.
Izabel: E aí, era mesmo uma criatura?
Naej: Tinha um cara lá dentro da 'criatura', e era meu melhor amigo!
John: Oh... Então o eu do seu universo tava certo. Vamos tirar aquela coisa antes que ela volte.
John ajuda Izabel a queimar aquele lixo com seu fogo, e Jozua a afastar a água e impurezas de perto daquele corpo, e agora que Charles estava inconsciente, não tinha mais controle daquelas coisas simbióticas, mas mesmo depois de arrancá-lo daquela massa, ele sentia um forte perigo, mas antes de tomar uma decisão quanto ao Charles, ele pedia pra que Izabel e Jozua ajudassem quanto àquela criatura metálica, que claro, eles empurravam com os elementos que eles geravam de seus corpos, como sempre, o fogo de Izabel e a água de Jozua, e tudo ia pelo ralo, enquanto também a água naquele esgoto em si, parecia menos suja, e menos fedida, depois do lixo que o próprio Charles absorveu, seja ela sucata ou restos orgânicos que alimentavam a parte viva da simbiose.
Naej, enquanto isso, telefonava pra Michael e Oprah, e descobre que eles estavam bem. Agora era questão de tempo pra eles se recuperarem de vez e voltarem pra casa. John aproveita a chance, e pede pra Naej levar aquele Charles pra uma outra realidade, afinal, depois de tudo aquilo, ele seria muito malvisto, mas ainda teria alguma esperança.
Naej: Poxa, mas depois do que ele fez?
John: Não diria ele, mas sim o que ficou nele por... todo esse tempo.
Naej: É tipo... a analogia das armas, não é? Que não são as armas que matam as pessoas, elas matam umas às outras.
John: Eu não queria uma frase pronta.
Naej: Sim, mas... aquela massa de ferro nem tinha mente pra ser responsabilizada, e a culpa cairia pra esse loiro sem futuro, mas acho que eu tive uma ideia.
> Albuquerque, Novo México; Universo 011-C
Naej usou os números daquela máquina de portal pra ver algum universo ideal pro Charles agora recuperado, e junto com os Boltagon, a Izabel e o Jozua o acompanhando, eles compram uma pizza naquele universo e faziam o Charles carregar, eles terão uma surpresa pra família Charles.
Michael: Aí, chegou a pizza.
Oprah: Hihihihi.
Sr. Charles: O que? Mas ninguém aqui pediu pizza!
Michael: É um presente, e não precisa pagar.
Sr. Charles: O que isso significa, o que isso quer dizer?
O pai de Charles ia abrir a porta mirando uma arma neles, mas ao ver o Charles, com a pele toda machucada e recém-cicatrizada, parecendo até restos de tatuagem queimada a laser, ele chorava, e largava a Desert Eagle que tinha sacado, pra abraçar o Charles.
Sr. Charles: O que aconteceu com você? Você... Eu, sua mãe, seus irmãos, eles viram você pendurado!
Charles: Ah, eu... não sou o mesmo Char-
O grupo: Shhhh!
Sr. Charles: Deixa pra lá, talvez eu... eu...
Charles: Sou de outro universo, não sou mais bem-vindo lá, então me levaram pra um lugar que não me tivesse, segundo o que pesquisaram, essa é a... Terra 33?
Sr. Charles: Multiverso, sua mãe esteve cogitando usar isso pra te recuperar, venha, talvez você também tenha tido uma vida horrível por lá, e aliás, vocês aí... peguem uma gorjeta.
Sr. Charles joga notas e moedas pro grupo, que sem muita resposta, aceitaram o pagamento, e então, eles vão rever agora a "Terra 89".
Continua>>>
Boas vindas
[Aviso: Esse blog e suas histórias podem envolver mortes, suicídios, conteúdos de duplo sentido ou explicitamente sexuais e conceitos filosóficos muito difíceis de se entender, não recomendo que você leia se for menor de idade]
Nota para novos leitores: A versão mais recente e que deve ser acompanhada ou então levada a sério é a de 2022 em diante, de 2021 para trás é a versão antiga atualmente descanonizada.
16/03/24
Projeto Dream, episódio 280
Fogo do Céu, parte 8
> 12/10/2271; Las Vegas, Novo México; Universo 255-P
Muramasa ouviu falar que John e Charles irão demorar um tempo para voltar, o John por causa do trabalho temporário, e o Charles por causa da Xiza e Charlotte Chalér, mas Ego o guiava a usar os computadores e se comunicar com os outros membros da equipe total deles, como o construto de Piccu e a equipe galáctica, até agora tudo indo normal. Durante esse tempo também, Ego absorveu suas clones, incluindo seu fator elemental antigo, retornando àquela energia escura original de sua forma completa.
> espaço sideral.
Tifanny, Naej e seus colegas visitaram alguns planetas, e no meio do caminho pararam em um restaurante espacial. Michael, Oprah, Sugar e Maize foram curtir um fliperama, enquanto a Tifanny só pegou um suco de uva e o Naej um sorvete de casca bem pequeno, entre os que estavam lá, tinha o Turbalani conversando com Sean e Akari, que também viajaram no espaço, como uma espécie de "peregrinação estelar", e o restaurante nessa estação espacial foi só um descanso. Os dois foram rever os amigos.
Tifanny: E aepa, como vão aí!?
Naej: O doguinho eu não via faz muito tempo, e aepa?
Turbalani: Eu também tava com saudades de vocês, e... sim, as agências genéticas estão um sucesso, consegui erradicar uma Enox Eternis, uma doença vampírica sexualmente transmissível de Navit.
Naej: E foi difícil passar por lá? Lá o ar é forte demais pra seres 'simples' que nem a gente.
Turbalani: Eu operei à distância.
Tifanny e Naej: ... Gênio!
Akari: Ah, conheço os dois, só não falei antes por educação, é... e aquele motor rubi lá? Deu certo?
Tifanny: Deu sim, o transporte da O&S praticamente dobrou!
Akari: Caramba, imagina de 5 milhões pra... 5 milhões.
Naej: 5 octilhões e meio pra 9 octilhões de cargas!
Tifanny: Pegar ou largar!
Akari: Isso é legal, haha!
Sean: Aliás, Tifanny, Naej, venham ver uma coisa.
Akari: É aquilo que cê falou pra mim e pro Lobo-Íris aqui conosco?
Sean: Sim, se quiserem ver de novo...
Sean saía junto com Akari, e Turbalani ficou pra guardar lugar, mas enquanto isso era abordado pelos Boltagon e as Velvet, que estranharam a Tifanny e o Naej ter reconhecido ele numa boa, e o grupo que Sean levou estava olhando para o céu, que por causa da falta de um sol, as luzes serem fraquinhas, e ainda haver um tipo de atmosfera, era possível ver algumas estrelas.
Sean: Sabe aquele clichê que falam, sobre como as estrelas são bonitas, ou como nós somos tão fracos e de pouco valor perto do que tem ao redor do planeta em que moramos?
Tifanny: Sim.
Naej: A Izabel falou algo assim uma vez, algum dia a gente reencontra ela.
Tifanny: Exato, talvez o Yaksba também entenda o que você quer dizer, Sean.
Sean: É, e bem, as estrelas não são conscientes como os 'inúteis' dos seres vivos, que são por padrão tão pequenos, e só aqueles com alguma fonte externa muito forte consegue destruir elas, mas têm sentidos e consciência pra aproveitar.
Akari: É, parando pra pensar, podemos não ser um acidente da natureza, uma falha, mas o que fazemos são os acidentes e as falhas.
Naej: Por que vocês nos chamaram pra conversar sobre isso?
Akari: Sabe, baixinho, é que depois de viajarmos tanto pelo universo, uma estrutura construída por 3 dimensões de espaço, uma de tempo, uma de probabilidade e cerca de 6 a 15 dimensões menores que dão consistência ao que ele e seus talvez infinitos reflexos têm a oferecer, entendemos que essas jornadas fizeram sentido, não por sermos fortes, embora aqui pelo menos nós dois sêjamos mesmo, mas porque tivemos consciência pra entender a maravilha da natureza e a conquista das civilizações.
Naej: Ok, vocês me pegaram, isso é cinema! E cosmologia muito foda.
Tifanny: Acho que na Terra tinha isso também, filósofos passaram séculos e milênios se perguntando o que podia ter além do que já vimos, mas agora, não é mais algo maior o que eles estariam procurando com as descobertas que temos, mas algo menor, invisível demais pro macrocosmo, mas ainda fundamentais pra existência de algo maior...
Naej: Que nem os átomos de Platão e os 4 elementos de Aristóteles?
Tifanny: É, faz sentido, essas '20 dimensões' também podem se encaixar, afinal, um multiverso, infinitas realidades, em suas camadas mais profundas, talvez... os elementares.
Tifanny e Naej chamam seus amigos gêmeos pra conversar sobre isso pra ver se eles tinham alguma conclusão. Enquanto isso, Shiro esteve ajudando Izabel e Jozua, que embora tenham seus próprios empregos (Izabel uma engenheira e Jozua um policial), eles também faziam alianças pela paz dos fiterianos, a civilização formada pelos fairianos e uaterianos.
Os soldados estavam treinando normalmente no tempo de folga, e aqueles que desobedeciam as ordens de seu serviço eram penalizados, porém, ocorreu um incêndio, aparentemente por um acidente na forja fairiana de energia, talvez sabotada, talvez acidentalmente danificada, e Jozua e Shiro transformado em um uateriano puderam ajudar a formar uma chuva pra apagar o incêndio, porém, Otasha, com seu radar de calor, detectava um problema ainda mais profundo.
Jozua: É só isso o incêndio?
Shiro: É, incêndios na Terra já foram mais brutais.
Otasha: Pessoal, há fogo dentro das cabanas e do subterrâneo! Precisamos de ajuda!
Izabel: Droga! Eu mesma resolvo isso!
Izabel dava um pulo impulsionado por um ataque de fogo pelos seus pés, e voava usando a sua espada de pena elementar do vento, e usava essa mesma espada como um leque, empurrando o fogo com força suficiente pra apagá-lo. Shiro tem uma ideia, de criar clones holográficos com o seu relógio e transformá-los junto com ele mesmo, também em uateriano, e apagar aquele fogo era bem rápido. A arquitetura de Fiter-B é em boa parte composta por casas pequenas de madeira bem firmes e baratas, algo parecido com casas pobres, humildes ou simples nos Estados Unidos, porém, com revestimento de pedras ou um tipo de concreto chamado Eugrise, que há debates se fairianos ou uaterianos fizeram de tão útil que foi esse material, enquanto esculturas ou prédios maiores são feitos desse concreto em forma pura, e por isso, foi um pouco mais demorado para incendiar o quartel, enquanto também mais resistente a erosões como a da água.
Shiro ia para o subterrâneo, mas Izabel o impedia, jogando ele e seus clones, que se desfaziam, mas Shiro ainda insistia, e se transforma em C-Ventaniano.
Shiro: Espera, Izabel, eu também vou.
Shiro acelera e Izabel, prevendo seus movimentos pelo fluxo do vento, se segura nele, e é levada por ele que, usando sua velocidade, formava uma ventania que até reduzia o fogo, mas quebrou muita carga, e Izabel segurava Shiro enquanto o encarava.
Izabel: Só, confia, em mim!
Izabel ficava de pé em postura ereta contra o forno de energia e, sabendo que havia mesmo uma sobrecarga naquele equipamento, ela decide usar uma habilidade arriscada, em que ela absorvia todo o fogo que se espalhou pelo ambiente, ela estava vermelha e quente, mas seguia até a força, e passando esse fogo de volta para a forja, também fechava os danos no casco do forno, e soldava a escotilha do forno, ela caía deitada pelo cansaço, e Shiro, se destransformando, a carregava em seu ombro em segurança.
> Reino Vermelho.
Pattarak esteve convivendo normalmente com os outros demônios-vermelhos, absorvendo energia caótica do mundo material junto com os outros como sempre, ele já tinha perdido seu interesse em lutar dentro do universo como antes, mas depois que o Muramasa, ele ficou tão triste que, quando ele chorou, ele congelou um planeta inteiro em que ele estava quando peregrinava entre as galáxias, e depois daquilo, terminou sua viagem o quanto antes, pra depois voltar pra seu lar.
Hematon ficou curioso com o que aconteceu no universo, e pediu pra Pyrman investigar o que aconteceu, descobrindo que Pattarak tinha a ver. A dimensão onde Pattarak nasceu e ainda mora é bem vermelha, mas não era doloroso à vista que nem o Tártaro, mas sim como se estivesse se, em cada lado, tivesse um sol nascendo ou se pondo, em tons mais laranja no céu, mais castanhos no solo bruto, mais violeta para algumas rochas, incluindo aquelas processadas na arquitetura dos seres sapientes catalogados como "demônios-vermelhos", enquanto os próprios são alaranjados com cabelo preto e roupas muito vermelhas.
Além disso, até mesmo Pyrman, que foi criado pra suportar desde chamas comuns ao poder cósmico de estrelas, sentia um calor estranho do caos puro daquela dimensão, enquanto o mesmo interagia com Pattarak e descobria mais pontos que ele não sabia antes sobre a experiência de Pattarak sobre o mundo humano.
Pyrman: Então quer dizer que você conhece o Muramasa desde uns 1000 anos?
Pattarak: Não necessariamente, minha família em si é leal ao Chefe Mura, e fizemos isso em troca de energia do caos, que existe por causa do caos de cada evento que acontece no mundo, bem, que o Mura prometeu proteger.
Pyrman: O que é uma pena, o Muramasa protegeu muito poucos pontos do universo.
Pattarak: Não dá pra culpar ele, ele me disse que ficou mais na Terra e no máximo visitou uns planetas mais 'vizinhos', você sabe o quanto é 40 mil quilômetros, em comparação a mais de... 46 bilhões?
Pyrman: O que? Isso tudo?
Pattarak: Pra falar a verdade, isso é só o que a humanidade ainda enxerga com sua tecnologia, há pontas do universo em distâncias que os humanos não conseguem nem calcular.
Pyrman: Caramba! Mas e a Terra? Não é porque o papai Amon também tava indo atrás?
Pattarak: É, bem como a Aisha disse, vocês queriam um planeta inteiro à força, mesmo vocês tendo uma dimensão própria pra si, é finita diferente do que dá a entender do mundo material e elementar, mas cabe você e quase uma infinidade de conteúdo.
Pyrman: Falando nisso, você já teve, assim, um interesse em uma humana ou então alguma humanoide material muito linda?
Pattarak: Nunca liguei pra me relacionar com alguém de fora desse plano, talvez eu até planeje uma família própria bem tarde, diferente dos meus pais e avós, mas aí algo legal, você sabia que dá pra chover diamante em Saturno? Tem tours por lá, que alguns conseguem até levar algumas dessas joias como lembrança.
Pyrman: Que tal essa? No planetoide Esparta e no extinto planeta Kratos, existiam leis em que tinha pena de morte pra ladrões.
Pattarak: Existiam?
Pyrman: Kratos foi destruído e os Elcsum não tiveram mais isso em sua cultura, e Esparta revogou essa lei depois da população cair muito por falsas acusações, e porque o filho do presidente daquele planeta foi eliminado por esse julgamento, hoje em dia no máximo eles decepam um dos dedos pra roubos muito caros, e só prendem quando é um roubo simples, tipo, sei lá, roubar uma bolsa.
Pattarak: E por que estamos falando curiosidades interplanetárias... tão fora de um planeta normal?
Pyrman: Às vezes nem toda história vai ter jornadas tão icônicas e dignas, e às vezes a gente perde tempo conversando algo que soe inútil fora de um contexto certo, e no fim... eu só vim aqui pra saber como você tava. Quer ir ver o reino do papai?
Pattarak: Pra mim tá ótimo.
> praia do verão, planeta Fiter-B.
Tifanny e Naej foram junto com seus colegas pra poderem ver Izabel e Jozua, e pra surpresa deles, Shiro e Otasha também estiveram lá, inicialmente por motivos comerciais considerando o alcance da O&S, mas também puderam ajudar a impedir um acidente grave que quase destruiu o território e suprimentos dos militares, com um fogo tão bruto que chegou a danificar parte do Eugrise até de alguns lados do muro do quartel.
De qualquer forma, outros colegas como o Norville não puderam ir porque preferiram ficar na Terra tendo sua vida normal, mas Tifanny aproveitou que foi buscar 8Mike da escolinha para poder levar ele na jornada, enquanto Jane foi dormir junto com os Manoel, e 8Mike conhecia Izabel pela primeira vez.
Izabel: Oi, pãozinho fofinho!
8Mike: É verdade que vucês conhecem papai e mamain?
Izabel: Sim, sim, aliás, fazia tempo que não via ocês, hein? O que aconteceu?
Tifanny e Naej: Ah, é, hã...
Michael: Ah, eles tiveram um monte de missão pra fazer, né?
Maize: Pelo que vi são planetas bem longe.
Sugar: Trabalho e família são difíceis, sabe?
Oprah: Além disso, o Naej teve que ver uns familiares da Terra e isso também atrasou.
Izabel: Familiares? Quais?
Naej: Um primo meu se casou, mas como era de uma família de vampiros, quase morremos.
Izabel: Nossa! Mas vampiros não caçam humanos? Você podia ter perdido esse primo.
Jozua: Talvez a família inteira...
Naej: Era uma família de vampiros mais 'humanos', os que sobreviveram eram mais bonzinhos.
Jozua: Bem como ela disse, ainda é estranho.
Shiro: Ah, e não deu pra usar o poder de vocês dois pra deter os piores de lá, eu tava doente e isso afetou o genoma elemental de vocês.
Izabel: Que!? Mas como assim?
Shiro: Complicado de explicar, é como se o relógio transformasse o vírus junto comigo, só deu certo porque carreguei durante a estadia uma cura total usando como base o programa de transformação genética.
Jozua: Então teve solução?
A conversa seguia, e enquanto Izabel conseguia amizade com o 8Mike, Jozua ainda estava curioso com as propriedades tecnológicas, não só do "PHD" do Shiro, mas também na logística dele e da Otasha, como a Ultra que carregou eles junto com os arsenais da loja fiteriana deles, e no fim, a jornada deles também foi tranquila.
> metrópole draconiana, planeta Hunkal.
John Parker usava sua audição e o sentido especial dele de reconhecer perigo para patrulhar a casa, estava tranquilo, ele fazia isso de 10 em 10 minutos, fazendo uma pausa para usar seu celular, inclusive trocando mensagens com amigos na Terra ou o Charles em Krippa, e descobre que todos estão bem, e ele até mesmo falava com os mordomos e com a própria família Ouron, com os relatórios da segurança da casa, também descobrindo que, além da marca Ouron de hovermotos, terramotores e alguns tipos de barcos customizados, a família Ouron também é popular por uma marca de mesmo nome, porém para brinquedos.
John: Isso é interessante, eu nunca vi algum dono de empresas de brinquedos na Terra, mesmo eu tendo visto alguns com vários tipos de empresa no arsenal.
Dulkas: Pode anotar isso na sua lista, saco de pelos, esses brinquedos são vendidos em massa, não só em Hunkal, se possível, vê em algumas máquinas de garra se não terá alguma pelúcia de luçacino ou de 'dragão-barbudo' de vestido rosa.
John: Algum dia, senhor Ouron.
Saco de pelos é como alguns alienígenas não mamíferos se referem a mamíferos inteligentes, como humanos, e Luçacino, pelo que John Parker estudou, é um gênero de espécies de feras felinas bípedes, comuns em Hunkal por serem caçadores bem fortes, de diferentes cores, geralmente em vermelho ou laranja, com garras negras e dentes de ferro, e embora muito assustadores na vida real, há personagens e até símbolos de reputação positiva na cultura hunkaliana com base nesses seres. Depois de um tempo, John recebia uma pausa para poder jantar junto com os Ouron e seus mordomos, em uma sala bem grande, espaçosa, com paredes brancas com detalhes de madeira avermelhada, e móveis brancos com detalhes em tom dourado bem bonitos, incluindo as mesas de jantar. Depois disso, foi só mais um tempo operando, e depois John se arrumava pra dormir, em um quarto pronto para abrigá-lo, mesmo que temporariamente, e que depois que ele ir embora possa ser esvaziado, e aberto para algum membro novo da casa.
Continua>>>
15/03/24
Projeto Dream, episódio 279
"O problema não é cair, é ficar no chão, afinal, todo mundo cai, tudo cai"
> 10/10/2271; Versalhes, França; Universo 210-P
Sora e Kinblu estiveram mais motivados a lutar ao lado de Diamantur em nome dos humanos, e dessa vez eles estavam detendo uma hora de vampiros de invadirem a cidade de Versalhes, até mesmo Garen Safiris e um grupo de magos azuis foram ajudar, os magos combinavam as magias de energia de Kinblu, e de escuridão de Sora, com forças luminosas que davam um dano sagrado naquelas feras, e Garen usava suas flechas abençoadas por uma chama solar, compensando a falta de um sol, porém, um Ghoul se manifestava, se teleportando para perto deles e tirando sua máscara, os grifos de Diamantus iam embora em terror, enquanto Diamanturs desmaia pelo medo, e Kinblu e Sora... simplesmente ficavam confusos com tamanha desfiguração, e mesmo assim, Sora e Kinblu usavam seus poderes.
Kinblu: Até parece que um bicho feio como você vai nos impedir, toma!
Kinblu dá um soco no vampiro, imbuindo com aquela energia sobrenatural, e o demônio ficava assustado, ele via coisas rápidas ao nível subliminar, ainda assustadoras, e ele olhava pra Kinblu com medo, enquanto Sora segurava o vampiro telecineticamente, segurando-o a partir de seu sangue, e o esmagava em uma esfera de escuridão, similar a um buraco negro de magia, e depois, esse buraco era dissolvido no escuro do céu.
Sora: Vamos voltar pros próximos.
Kinblu: Espera, e a tia Kouttura?
Sora: Eu socorro ela, ajude os magos!
Sora cura Diamantur física e mentalmente controlando o sangue em suas veias, e a mesma usava a magia dos ventos para chamar os grifos de volta, enquanto a frota aos poucos terminava, facilitado por Garen ter suas flechas mais fortes que só com a sua magia de vento, embora tenha sido muito difícil e doloroso de usar as duas magias ao mesmo tempo, e chegava Takara montava em seu dragão Rowa, que com seu bafo de trovão e voo em alta velocidade, obliterava até mesmo um dos mais fortes da frota, e ela até cumprimentava eles e via se tava tudo bem.
Takara: Tá tudo bem? Mestre Mura chamou-me por causa de vocês, achara que não iam dar conta.
Garen: Estamos sim, senhorita Takara, inclusive não precisava ajudar-nos, embora tenha sido de grande honra.
> Universo CD-63.
Lunére Blanc estava conhecendo os amigos de Lunére Nouvierre, seu irmão mais velho, e o Blanc, tentando se recuperar mentalmente do estresse que não superou mesmo tendo resolvido há meses, estava junto de Lunére Máni, que mesmo militante irritante de grandes pautas, ele queria se mostrar como "sério" e "corajoso" pra ter uma boa imagem com esses tais amigos de seu primo, eles e o Carlos Oxton e o Clube do Livro Aquamarine, todos gentis e extrovertidos, porém seus assuntos envolvendo livros raros eram confusos de mais para Máni e simplesmente inaudíveis para Blanc.
> Universo 255-P
Luna Ártemis esteve conversando com Carla Oxton, Alex Valiant, Meluisa e Laura "Tomatina", inicialmente sobre desenhos e princesas fictícias, mas depois que elas se interessaram mais no assunto, ela também falou sobre como a vida dela era "patética" (entre aspas porque pode ser meio de mais dependendo da perspectiva) pra uma princesa, mas que depois de um tempo ela começou a se consertar, embora por meio da pressão da família, o que preocupou as quatro, por consequência cortando o coração da Ártemis que achou a Meluisa bem bonita e a Laura muito parecida visualmente com ela mesma, o que a fez apegar a mais com elas, ainda assim ela estava melhor e operando com mais serviços da família, seja pelo hospital Lelistarble ou pelo suporte administrativo.
Tais famílias reais, de forma parecida com o que tem em Hunkal, não têm controle absoluto dos territórios, mas têm uma alta responsabilidade, seja pelo símbolo daquela família e dos Redlar, ou pela responsabilidade dessas famílias por carregarem também muita tecnologia e serviços pra França. No fim, Carla ficava entediada e resolvia dar uma volta, ela via toda a Versalhes em 3 segundos, e até mesmo falava o que ela mais achava legal.
Carla: Os tais prédios e palácios que ainda tem na cidade tão meio brilhantes, mas tão bem bonitos.
L. Ártemis: Ah, é que foram erodidas por bombas nucle- Espera, como assim? Você só saiu da porta e voltou.
Carla: Mas eu sou rápida mesmo.
Alex: É, ela tem poderes, mas diferente da gente ela... nasceu assim, rápida.
L. Ártemis: Mas e aquele vento todo?
Carla: Eu devia ter tomado cuidado mesmo, fui rápida até de mais.
Alex: Interessante, non, madame Luna? Ela correndo rápido consegue gerar um vento mais forte que as nossas danças.
L. Ártemis: Danças?
Laura: Nossa magia mais forte, a Dança Vermelha, algum dia a gente te ensina.
L. Ártemis: Toi sont sûr? Oui? Achava que iam mesmo manter essa magia de vocês só em seu clube, mas...
L. Pleine: E aí, Ártemis, o que aconteceu?
L. Ártemis: Ah, rien, rien, nada mesmo!
> Floresta Amazônica, Brasil.
Kinblu e Sora, que embora num grau menor, estavam numa condição parecida com a de suas contrapartes, foram chamados por Lunks para poderem ver as Amazônias por causa de uma pesquisa botânica que ele estava ajudando, no caso era bem simples, enquanto Kinblu e Sora poderiam proteger a equipe de pesquisa usando seus poderes, enquanto Lunks ia liderar seu lado da pesquisa.
Aquele campo a ser pesquisado estava bem longe da cidade, mas não necessariamente longe de humanos, os tribais que estavam lá já tinham contato humano suficiente para poderem até obter confiança e ajuda deles, embora eles não falem tanto o português quanto sabiam o idioma Macabá, o mesmo que Maramá usava para falar com as amazonas, apenas os mais velhos, sejam eles guerreiros e caçadores que caçavam muito longe, seja para comer a carne e usar outros materiais junto com suas famílias ou para vender a civis das cidades quando sobrava, ou mulheres que preparavam produtos mais delicados e precisos, como tecidos e artefatos, para os suportes culturais locais, tinham mais acesso ao idioma latino mais comum.
Voltando ao foco, essa tribo era a dos Iaguarucu, uma tribo que esteve há muito tempo acostumada com a floresta e, embora tenham artes de Chi como as amazonas, eles as usavam de forma mais passiva e interna, seja para aumentarem sua força em duelos de passagem pra vida adulta masculina, ou para curarem feridas físicas, enquanto as flores e folhas medicinais catalogadas eram para doenças ou até mesmo em algo equivalente a um chá calmante.
Os pesquisadores ingleses não estavam tão confortáveis quanto os brasileiros, já que como além nas floresta estar densa e com rios bem fortes, também eles tinham que lidar com a segurança dos Iaguarucu, que eles nem sabiam quem eram e falavam um idioma até então pouco conhecido, mas de qualquer forma, Sora e Kinblu achavam um máximo conhecerem mais pessoas e também terem uma jornada mais diferente do normal, enquanto isso, Maramá Macabá esteve operando nas florestas, inclusive com um rádio comunicador de alta frequência pra manter contato com o Anzol de Bronze, uma equipe de segurança pública com diferentes divisões.
Maramá: Tô falando, estou patrulhando por duas horas, achei nada, será que não tá tendo em outro lugar? Espera aí.
Maramá manteve a comunicação com a equipe, enquanto sentia ao redor da floresta, e tinha alguns grupos que, embora ela não tenha visto que tivesse a ver com vida sapiente, ela sabia que sentido a partir da energia vital deles.
Maramá: Deixa pra lá, preciso ver quem são.
A Srta. Macabá achou que iria ter algum incêndio ou outra forma de desmatamento intenso, mas pelo que ela via, havia alguns grupos mistos entre as vilas indígenas, ou a equipe de pesquisa já dita antes, porém que Maramá não sabia, e era logo a primeira que Maramá foi conferir se era mesmo quem ela desconfiava, ela atacava alguns dos humanos pesquisadores com seu poder e cajado, porém, é interrompida e lutava contra Sora e Kinblu, que mesmo treinados por Tsul e Pation depois de um certo tempo com elas no Tártaro, eles tiveram desvantagens contra eles, e quando ela ia finalizar o Kinblu na frente da Sora e dos outros, Lunks estica seu braço e empurra Maramá, que contra ataca puxando o braço direito usado, levando Lunk para perto dela, e ela o segura pelo ombro esquerdo.
Maramá: Espera, eu te vi em algum lugar.
Lunks: Macabá?
Maramá: Droga, você tá junto com eles? Então o que eles tão fazendo?
Lunks: Eu só tava ajudando uns pesquisadores, os mais claros aqui são os meus colegas.
Maramá: Eu consigo reconhecer a origem de alguns daqui pela vitalidade, e você tá desconsiderando alguns deles. Tem mais brasileiro branco do que você pensa.
Lunks: Desculpa a generalização precipitada, até os índios...
Maramá: Meríndios, talvez você pode tentar indígenas, ou nativos-brasileiros.
Lunks: Então, uns nativos tão nos ajudando.
Realmente tinha os Iaguarucus disponíveis, humanos bem altos e fortes, com tinturas vermelhas bem familiares em xadrez, fractais e polígonos simples, e um dos caciques do grupo, chamado Kauê Marcos, conhecido por ter, além de um desenho vermelho na região de sua boca, também desenhos fractais formados por quando ele foi atingido por um raio do céu, e que já conheceu as amazonas na infância, falava pelo ouvido de Maramá um pouco melhor do que eles estavam fazendo, e Maramá, em voz alta, mas ainda no idioma Macabá, falava sobre a missão dela pra proteger o território, por isso aquela intervenção.
Maramá é interrompida por barulhos estranhos nos matos, tinham onças prestes a emboscar eles, então, ela só ordena para que os pesquisadores, os mais fracos no grupo, se afastassem das folhas, e saíam, uma delas é a primeira a sair, mas os Iaguarucus, sacando zarabatanas com agulhas anestéticas, nocauteiam a onça que saiu e se expôs, e Maramá se voluntaria para acalmar as outras por lá. Kinblu se recupera, e Sora o tirava de perto. Maramá conseguiu afastar aquelas predadoras amarelas a tempo, porém, o grupo dos pesquisadores ingleses ouve um dos operários sofrendo dores por ter mijado numa água errada, enquanto alguns dos brasileiros acharam engraçado e até riram da cena, médicos Iaguarucus, entre eles uma humandista (sendo mais específico, a mãe dela é uma mandisista, enquanto o pai é o próprio Kauê Marcos), conseguem o socorrer, inclusive com uma bebida azul esverdeada que ela entregou ao pesquisador, o pesquisador podia aliviar a dor, porém, precisarão de uma cirurgia em área urbana, o que aquela indígena humandista se voluntaria pra ajudar a levar eles, porém, a equipe pesquisadora brasileira consegue contratar uma ambulância voadora, pra poderem ir ao hospital mais próximo disponível pra resolver.
Kauê: Muito bem, o que mais os cara-pálida têm a dizer?
Sora: Cara-pálida?
Lunks: É a gente, e desculpa, a gente pode ajudar mais alguma coisa em compensação?
Kauê: Tamo no mesmo campo, então temos que ajudar-nos a nós mesmos de qualquer forma, seja ou não pra 'compensar', seja o que você acha que precisa compensar.
Lunks: Ah não, é pelo colega que perdemos, deve ter sido uma dor de cabeça.
Kauê: Não vamos nos enrolar.
Kauê passava, quase atropelando Lunks, o empurrando pra frente e pro seu lado, e ele apontava para a própria frente, dando uma dica a Maramá de quem ela pode ter julgado ser a real ameaça, e misturado com a vitalidade dos colegas dele por serem alguma energia até pouco tempo antes desconhecida, e então, os Iaguarucus aliados se dividem em dois grupos: Um vai junto com Sora e Maramá para enfrentar o grupo misterioso que está invadindo a Amazônia, enquanto o segundo, em que estão Kinblu e Lunks, continuava a pesquisa botânica, que até então incluiu as seguintes plantas.
- Rosoida Dolomedium: Um tipo de flor parecida com rosas bem pequenas, cuja seiva extraída pode ser cozida em um remédio relaxante e que elimina dores, e que a filha de Kauê, Iara Marcos Filha, usou no remédio simples entregue ao pesquisador agora hospitalizado.
- Nastrica Cerebrica: Um tipo de erva azul com detalhes em rosa, com fractais que parecem rugas de cérebro, e pode ser moída em uma espécie de pó curativo que pode ajudar em algumas doenças e dores mentais e psicológicas.
- Rubus Regeneratus: Um tipo de fruta-vermelha bem pequena e de cores que variam de linhagem pra linhagem, e que em pequenas quantidades pode só fechar feridas, e em quantidades maiores pode até restaurar ossos quebrados, olhos perdidos e queimaduras de 3º grau em 1 minuto. É muito amarga, e por isso preferem servir consumida com açúcar, ou secada e passada na pele como uma pomada.
Maramá: São eles, todos, se preparem.
Um dos garimpadores abria um pequeno vaso de cobre com pequenas talhas, e esfregava a mão no mesmo, libertando dali um djinn verde que até mesmo falava com o seu dono.
O djinn: O que preciso fazer agora, meu amo?
Maramá: Amo?
Sora: É um gênio ele, se for selado numa lâmpada ele perde sua liberdade, só há uma forma de resolver.
O garimpeiro: Acabe com eles.
O djinn: Certo.
O djinn estalava os dedos, e lançou-lhes uma doença muito letal que faziam os membros daquele grupo sangrar pelos orifícios, desde a boca e narinas às órbitas dos olhos, mas Sora, mesmo sofrendo e em choque por ver muito sangue, não quis se deixar abalar, e fazia o sangue dela e dos colegas voltarem ao corpo de cada um, e Maramá via nisso uma oportunidade, em que ela ia usar o poder de seu cajado para criar um antítodo mágico, porém, precisaria de tempo.
Maramá: Vocês, todos, em frente, preciso me concentrar!
Kauê: Cara-pálida de cabelos vermelhos, siga-me, vocês aqui, ataque à distância.
Sora ainda estava sangrando e ficando com agonia, mas ela dava um tapa pra se acordar, e usava seu poder pra desfazer seu sangramento, e com um movimento de mão direita, ela fazia as sombras das árvores arranharem as dos garimpeiros, e desarmar os caçadores, que estavam muito prestes a atirar.
O chefe: Seu idiota, seus inúteis? Por que não deram tiro neles!?
Caçador 1: Olha o tamanho daquele cara, olha os brilhos da magia deles, você acha que balas iam adiantar?
O chefe: Porra, mas e agora?
O garimpeiro: Malus, faça alguma coisa.
Malus (o djinn): Se matar por dentro não adianta, vou ter que fazer por fora.
O djinn Malus sacava de sua sombra uma espada, e ia em direção de Kauê para cortá-lo em pedaços, mas os outros Iaguarucus o seguravam, o furando com suas lanças, e Sora, formando asas de suas costas, membranosas e escuras como as de um morcego, leves como as de uma pomba, e voou até atrás do garimpeiro, e roubou o vaso por onde estava conduzido o djinn, o garimpeiro tentava tomar de volta, mas já era tarde, um caçador até sacou uma espingarda de volta e ia mirar em Sora, mas Kauê foi mais rápido, e entortou a arma até quebrá-la. Malus saía do controle daqueles garimpeiros, e Sora fazia um pedido.
Sora: Aí, Malus, 3 desejos.
Malus: Hã?
Sora: Desejo número 1, devolva o que esses homens roubaram de volta a da onde eles tiraram.
Kauê: Mas, Sora, nem sabemos se eles já conseguiram alguma carga.
Sora: Malus, se isso for real, realize esse desejo.
Malus olhava pras bolsas e bolsos daqueles homens de menor status do grupo que servia antes, algumas pedrinhas de ouro e Mithril e num tom de pena, fazia aquelas pedrinhas voarem de seus bolsos, e voltarem para os poços e rios da onde foram coletados, e Sora pensava rápido no próximo pedido.
Sora: Pedido número 2, dê forças à nossa amiga Maramá e saúde pra todos nós, e nos desculpamos pelo que você fez antes.
Malus: Certo.
Malus curava todos os Iaguarucus, a Maramá e a Sora, e quando o Kauê ia da um soco no chefe daquele grupo de garimpo ilegal, o poder de Chi que era para curar eles pela energia vital positiva, agora os deixou bem mais fortes, e Kauê esmagou a cabeça do chefe.
Kauê: Hã? Eu só ia nocauteá-lo!
Os garimpeiros iam embora, e os caçadores estavam imóveis, e Sora tinha uma ideia.
Sora: Pedido número 3, capture eles, eles precisam ser levados por nós.
Malus: Olha, eu posso ter sido desculpado por ter salvado vocês do que eu mesmo fiz, mas eu posso fazer algo ainda melhor, não considero isso um desejo gasto.
Malus formava de sua própria sombra correntes escuras que seguravam aqueles garimpeiros, os Iaguarucus que estavam os seguindo puderam os segurar e reagrupar perfeitamente, e Maramá reconhecia a escolha da Sora ao usar o djinn deles contra eles mesmos, até parabenizava a garota, porém, o Anzol de Bronze irá demorar pra chegar e prender aqueles garimpeiros, e pra gastar o tempo, eles conversavam enquanto vigiavam a área, e sabendo que Malus "não gastou" o terceiro desejo, enquanto dependendo do nível dos desejos ou do poder do djinn, pode haver até mesmo desejos ilimitados, Sora tem uma ideia.
Sora: Bem, eu sei que gênios foram usados como servos mágicos de humanos, mas eu vi como você tava em péssimas mãos, mas eu quero fazer algo melhor.
Malus: Infelizmente não é pedindo pela minha liberdade que você me solta da relíquia.
Sora: Como você sabia que eu ia pedir isso!?
Malus: Os humanos são previsíveis demais quando escolhem mal o que querem dizer, mas não te culpo, você deve ter visto desenhos em que tinha isso. Mas o que você poderia querer também além de... me salvar?
Sora: ... Poderia ajudar a gente nesse trabalho?
Continua>>>
14/03/24
Nem no Céu e Nem no Fogo
> ??/??/2271; Morte; Universo 210-P
Dor, inflamação, medo, loucura, muitas vezes associados a quando alguém ruim morre, mas nesse mundo, não são necessariamente as pessoas ruins que vão aos lugares ruins, isso porque não há um julgamento preciso para recompensar ou castigar pela sua vida, mas sim o plano espiritual reflete a vida física daquele que passou. São raros os casos daqueles que se encontram no plano espiritual, geralmente depois de longuíssimas jornadas ou tendo mortes que se conectam, e no fim, aqueles que sofrem após a morte podem ser pessoas boas que sofreram injustamente, e como aqui a Morte é só uma consequência da finitude do tempo e dos seres, os deuses raramente interferem.
Aurel Focalant, um romeno comum, cheio de sonhos e medos, foi abatido por quem ele jurava que fossem seus amigos, de uma forma muito violenta e depois perdido como se fosse só mais um, na escuridão, seja ela do esquecimento, ou dos becos em que foi deixado, e no fim, bastou fugir da dor, mas foi espetado, enroscado em correntes e tendo sua alma queimada num mundo de dor, sentia chorar como se tivesse olhos e canais lagrimais pra isso, e quando achou algo diferente, longe do sofrimento em que se instalou, parecia pior.
> Tártaro.
Aurel caiu no Tártaro, no meio de montanhas vermelhas secas, dominadas por entidades que, apesar dos formatos humanos e animalescos, eram distorcidos, e pareciam feitos de alguma energia que ele não compreendia, mas que poderia ser interpretada como trevas, essência do vazio e antimatéria, todas forças que deixavam demônios tão difíceis de matar, e ao mesmo tempo tão fáceis de afungendar, em que meras melodias e simbolos com um significado divino podia espantá-los, e custava muito poder para poder se soltar do Tártaro, e por isso aqueles que se manifestam por conta própria são tão fracos, ou pequenos, ou como Lux Cypher, não chegava a todo o seu patamar quando passa do plano etéreo, a brecha entre os outros planos, maiores e mais cheios.
Ainda assim, Aurel escapava, agora podendo voar, já que sua alma não funcionava como um corpo físico nessa mesma camada, e poderia funcionar ainda menos se ele pudesse ir pra lugares mais seguros, embora fosse perigoso, mas no fim, ele acabou se escondendo em uma caverna que os demônios temiam que ele chegasse, em que tinha armas negras e de natureza única, ainda normal para aqueles experientes com magia e armas.
Aurel: Espingardas? Mas tudo o que eu vi, não parecia um mundo normal, ou parece? Talvez... eu tenha ficado com mais medo do que o normal.
Aurel sacou uma que se parecia mais com uma espingarda, e também uma espada negra com linhas prateadas que formavam uma escrita antiga, e saía da caverna atirando em um dos demônios, que mesmo recuando pela força do tiro, não parecia se sentir dolorido ou intimidado, é como se ele tivesse apenas trombado naquele disparo de energia desconhecida, e o demônio avançava, e socava Aurel, que resistia por já estar morto demais para sentir alguma dor física significativa, e então, ele contra ataca com sua espada, e cortou a sua barriga, o imobilizando, e o demônio, ficando com medo, negociava uma última coisa.
O demônio: Espere, resto de humano! Por que você veio aqui?
Aurel: Não é nada pessoal, seja lá quem você for, mas eu quero voltar pra casa, armaram pra mim.
O demônio: Talvez você seja o único em 6.666 anos consecutivos a derrotar um humano em sua casa, me... me deixa vivo, eu posso ajudar.
Aurel: Espero que seja verdade, porque não quero morrer depois do meio do caminho.
Aurel socorre aquele demônio, que evitava ao máximo citar seu nome, pois saber o nome verdadeiro de um demônio pode dar acesso à mente dele, o que não é difícil para usuários de magia, que quando sabem usar telepatia ou uma oratória eficaz pode obter o nome deles a seu favor, e por isso e outros fatores Lux Cypher está traumatizado de ter saído tantas vezes pro mundo material.
Conversando, Aurel e aquele demônio, gigante, forte, de olhos brilhantes em tom amarelo, descobriam mais daquele mundo, em que mesmo estando a poucas camadas de distância, é como se Aurel tivesse percorrido universos inteiros até chegar ao Tártaro, o que só foi possível por ele não estar preso às limitações que ele teria se fosse um corpo vivo, e também os demônios e seus deuses só eram tão opostos ao plano elementar por terem vivido numa forma, uma essência pior que a ausência dos elementos, formada pela Escuridão Pura, mas ao mesmo tempo, era alguma coisa, não uma brecha entre o "ter" e o "não ter" como o vazio destruidor, e no fim, lutando contra uma força elementar agressiva, eles tiveram um poder de ferir elementares com muito mais poder e vigor, enquanto elementares podiam explorar sua sensibilidade elementar, e composição oposta, para contra atacar, um ciclo vicioso.
Humanoides vermelhos, animais de pelos em tons escuros e raramente vibrantes, de olhos pequenos e pretos na luz levemente avermelhada das montanhas, brilhantes e grandes na escuridão, feras parecidas com lagartos brigavam por território, por fêmeas ou por comidas: mais entidades também vagamente materiais, fortemente espirituais, que imitavam as formas de diferentes presas já vistas pelos mortais, assim como o plano espiritual reflete o plano dos vivos, mas todos eles tinham medo de uma mesma fera: Sayfas, um tipo de pássaros gigantes, com uma máscara enigmática que dava muito medo até mesmo às feras reptilianas que se consideravam o topo da cadeia alimentar daqueles campos.
Porém, mesmo quase sendo pego pelos demônios lagartos, só sendo impedidos porque o Aurel usou suas armas novas para se defender, e ainda estando assustado com a violência entre a "vida" animal daquele plano, ele conseguiu avançar, e despertou em sua alma uma forte ligação mágica com a inflamação daquele mundo, um fogo vermelho e rosado que podia não ser poderoso contra aqueles seres, já que parte da energia que compõe aquele poder compõe ainda mais aqueles seres, mas que os próprios demônios poderiam usar como arma contra os seres materiais.
Aurel: Você já visitou a Terra?
O demônio: Algumas vezes.
Aurel: E o que você fazia lá?
O demônio: Eu já tentei possuir os adultos e assustar as crianças, eu até conseguia, mas o máximo que eu conseguia fazer era batendo nos móveis e esfriando as salas, eu não conseguia fazer algo mais elaborado pelo que você já ouviu.
Aurel: Mas tem como vocês irem pra lá com seu poder máximo?
O demônio: Tem, o único que eu lembro foi Leo Tandas, há 121 anos, é o mais recente até agora, só foi impedido porque vocês da Terra eram mais fortes que o esperado.
Aurel: Você fala de anos, milênios... Mas e quanto a horas e dias? Vocês têm essa medida.
O demônio: Nós somos imortais, pra vocês sete dias é de mais, mas pra nós, sete dias são como 27 minutos e meio pra vocês.
Aurel: Que!? Tudo é tão demorado assim!?
O demônio: O tempo no plano espiritual é milhares de vezes mais lento que onde você viveu, um ano daqui é um dia pra lá.
Aurel: Hmmm... Olha... eu posso não gostar daqui, e só sobrevivi porque aceitei a sua propósta.
O demônio: Sim?
Aurel: Mas isso de um ano aqui, um dia na Terra, me deu uma ideia.
> 06/10/2271; Timisoara, Romênia.
Sora e Kinblu estavam operando ao lado de Diamantur, a feiticeira atualmente mestra dos grifos de Bulandhorn, e os poderes da Sora sobre a escuridão, e de Kinblu sobre aquela energia cósmica e que, ao longo do uso, ficava assustadora, assustava Diamantur e seus grifos, ela sentia algo ruim, mesmo eles usando ao lutar contra pessoas ruins, talvez aquilo pareça mais uma certeza ao saber do rosto de pavor dos bandidos capturados e entidades mágicas mortas por aquele poder, mas então, eram ouvidas notícias de três homens na cidade que foram mortas misteriosamente, segundo relatos, explodiram em fogo, Sora e Kinblu estavam com pena.
Sora: Coitados, o que será que fez isso?
Kinblu: Não faço a menor ideia, e se isso for do nada?
Diamantur: Por que essa preocupação toda? Vocês são meio humanos, mas ainda com uma força de entidade misteriosa que eu adoraria compreender, se a Matemática do Fim do Mundo fosse segura pra trazer respostas em vez de poder, e... O que é aquele ali?
Sora e Kinblu: Hã?
Os três olhavam para Aurel, com roupas parecidas com o que ele usava: Um tipo de terno empresarial simples, porém, inteiro preto com a gravata vermelha, e agora ele só carregava aquela espingarda, enquanto seu demônio servo, Xynj, carregava a espada que o feriu, e que na sua mão parecia uma adaga, e ao lado dele, havia uma mulher de aparência muito humana, pele clara bem macia, e um cabelo verde parecido com o de Kinblu, e de peças de roupa, apenas placas que cobriam seus peitos e também entre suas pernas, e também usava luvas de botas também pretas, peças essas com textura de borracha, parecidas com o que vestia a entidade irmã dessa daí, de cabelos azuis lisos e com mechas que chegavam aos ombros, e uma pele só um pouco mais escura, ainda macia. A de cabelo verde se chamava Tsul, e a de cabelo azul se chamava Pation, e as duas eram as assistentes atuais de Aurel para seu plano, e mais atrás ainda, estavam três seres humanoides, com o corpo vermelho e esquelético, e o rosto parecendo caveiras.
Diamantur: Sora, Kin, cuidado! Ele carrega almas humanas com ele!
Diamantur sentia o espírito daqueles três como sendo das tias vítimas da "explosão em fogo" daquelas notícias, e aqueles seres eram logo os primeiros a atacar, porém, Sora soltava uma espada com seu sangue, e Kinblu com aquela energia, e os três inimigos eram partidos ao meio, e caíam, Tsul e Pation parabenizavam ironicament, enquanto Tsul ia até Kinblu, que se sentia apaixonado por ela.
Tsul: Olá, docinho, há quanto tempo eu não via um rosto tão familiar.
Kinblu: É... É... Você sempre vem aqui?
Tsul: Pra falar a verdade... Eu tava com saudade desse planeta tão frágil.
Tsul ajeitava a coluna, ficando mais alinhada, se espreguiçava e... Recebia uma bola de fogo de Diamantur, e recuava.
Diamantur: Você não vai seduzir nenhum de meus filhos!
Tsul: Seus filhos? Esse gordinho e barbudo é Meu filho! Só estava dando as boas vindas~
Kinblu se sentia extremamente constrangido, e olhava pra trás com a mão no rosto, enquanto Sora só estava muito confusa, ela nem falava com elas da área, e o Xynj só ia para Diamantur e dizia.
Xynj: Em nome do meu mestre pronuncio, não iremos ferir civis.
Diamantur: Eu não consigo imaginar demônios fazendo justiça, a menos que... Aurel?
Diamantur reconhecia Aurel, e lembrava de ter visto ele quando viajava pra Romênia durante suas patrulhas com o construto de Piccu, e ela estava assustada com aquela condição, e caía de joelhos em pura decepção.
Diamantur: Você... Você tinha uma vida pela frente, eu dizia pra sua mãe que-
Aurel: Eu era um filho da luz, nascido na sétima hora do sétimo dia do sétimo mês, até parece que eu ia manter as mesmas crendices de quando você me via, eu tinha 10 anos quando você visitava minha família.
Xynj: Então o senhor conhece ela?
Aurel: Sim, prometeram luz, e olha como eu tô, vazio, irritado, muito irritado, e com um plano em mente, de me vingar, mas não precisarei da sua ajuda... Madrinha, pois eu já tenho os meus reforços.
Sora: A gente pode ir com você?
Aurel: Hã?
Sora conversava com eles, e dizia que no máximo ouvia falar de seu pai, Sanguinaris, e não teve a mesma sorte que o Kinblu, da Tsul, mesmo vulgar, no mínimo soava gentil à primeira vista. Sora estava magra e pálida, triste, e Kinblu, engordou, sua barba cresceu de mal jeito e suas roupas estavam rasgando, não por estarem apertadas, mas por estarem velhas, mesmo eles patrulhando como eram os jovens heróis de antes, eles ainda eram dois marmanjos que eram sustentados numa ilha mágica, o que podia ser mágico pra uma criança ou adolescente, mas depois de tudo o que aconteceu, e com as crises de adultos, passou a ser doloroso.
Kinblu e Sora, conhecendo Tsul e Aurel, se sentiam menos vazios e infelizes, e mesmo sabendo que precisariam de muito esforço pra resolverem seus próprios problemas, pediram pra Diamantur os deixar, o que foi possível depois da pressão, ajudar o Aurel a resolver os problemas particulares dele. Faltavam três, em que um o Kinblu matou usando os morcegos de energia que ele aprendeu a criar com a Tsul, outro Sora, Tsul e Pation seduziram e absorveram suas energias, ambas essas vítimas foram transformadas por Aurel por uma chama amarela não tão conhecida, forte no frio, fraca no calor, o fogo anômalo, que conduzia a magia de tormento que transformava os mortos naqueles seres vermelhos.
O último, chamado Blikre Papadakis, que namorou a ex de Aurel chamada Sophie Laiane, estava curtindo com ela em um bar, mas Aurel mandou que eles "vissem o mestre em ação", ele entra no bar junto apenas com Xynj, que se manifestava em forma de uma escuridão que interrompia o funcionamento das iluminações, e ele chegava à sua ex-namorada Sophie com uma proposta irresistível, em que ela retornaria a ele, e ele nunca mais a abandonaria, e se possível, até mesmo a deixaria imortal pra cumprir sua palavra, Blikre se irritava, e se levantava.
Blikre: Seja como você voltou, eu posso te mandar de volta pra lá!
Aurel: Kin, Sora, Tsul, 'Tion, e os 5, ação!
Blikre: O que é isso? Um código?
Sora e Kinblu tiravam os civis do bar, e Tsul e Pation, juntas e com ajuda do bartender, faziam um coquetel especial com as bebidas disponíveis, e entregavam em taças finas para Aurel e Sophie, que se beijavam enquanto bebiam, e com uma magia intensificadora de paixão da Pation e da Tsul, os dois se abraçavam e se envolviam mais intimamente, enquanto os agora servos seguravam Blikre, o fazendo olhar, e quebrar mentalmente.
Depois disso, Aurel se despedia, junto com sua equipe pro Tártaro, Sora e Kinblu estavam em choque, e junto com D. Kouttura, também iam embora, agora pra Bulandhorn.
Continua>>>
Projeto Dream, episódio 278
Enquanto Tifanny, Naej e seus amigos tiveram aquela viagem, o Charles Manfred foi viajar com John Parker e também com a família krippana de Xiza, com a Charlotte Chalér já crescida ao lado dela, eles foram ver uma espécie de feira de motores especializada que tem no Hemisfério Sul daquele planeta, lá tinha membros de diferentes planetas conhecidos por manusearem carros, motos, hovermotos e naves particulares, incluindo goblins laraggianos, hunkalianos, Elcsum, humanos de diferentes tipos, mas não era apenas membros de consecionárias complexas ou de empresas de carros, até técnicos que constroem ou cuidam de veículos caseiramente podem participar.
Depois de passarem por alguns deles, e até mesmo o Charles comprar peças para o carro que ele vai modificar: Um Chevrolet Onix que foi passado desde o seu tataravô entre algumas gerações, e que o Charles atualmente está cuidando, já que a família Charles (que possui esse nome desde antes do Charles ser registrado "Charles Charles Charles") conseguiu seus carros próprios com o dinheiro que o próprio Charles Manfred ganhou com as missões do Muramasa, e então eles não iriam depender mais de um carro herdado.
De qualquer forma, um Onix Vermelho com a placa CHA-5735 ainda pareceu muito legal pro Charles, e curiosamente, os assentos ainda eram confortáveis, só estavam velhos demais e perderam parte da sua resistência, tanto que dá pra ver a espuma e até puxá-la dos bancos, os cintos não estão mais firmes como eram no século XXI, e falando nesse século, como os humanos foram tendo suas famílias, incluindo filhos, cada vez mais tarde, o Charles nunca teve chance de conhecer seu tataravô, mas seus bisavós contavam relatos dele e também o pai de Charles o teve com a mãe dele, Tanya Charles, a por volta dos 40 anos.
John: Você sabe quanto custa um Chevrolet Onix hoje em dia?
Charles: Não sei, talvez por ter um ar-condicionado mofado e precisar frear a uns 10 metros antes dos sinais de Pare mesmo na segunda marcha, eu diria que uma moeda de prata dessas que esses lagartossauros tão usando.
Xiza: Ah, pense bem, o seu carro é mais velho que você.
Charles: O pior é que até considerei isso, mas lembro do meu pai lavando o carro mais dentro do que fora, até pedia ajuda pras gostosas do lava-carro tirarem a ventilação pra isso, mas como elas nem faziam ideia de como funcionava, nunca conseguimos o serviço.
Charlotte: Então por isso o cheiro de gorgonzola no banco da frente?
Charles: ... Sim, narizinho fofinho, ou quase isso.
John: Espera um pouco, e se contratarmos um dos técnicos daqui pra consertar?
Charles: Espero que achemos rápido, já que aqui tá quase um shopping de tanta oferta num só lugar.
Xiza: Vamos!
Xiza e Charlotte voavam entre os lugares para achar algum sistema de ventilação e climatização novo para carros terrestres, ou terramotores como é chamado em Hunkal, enquanto John e Charles achavam um técnico para ajustar a parte anterior do carro, e na volta pra reagrupar, Xiza acha um rádio com frequência interestelar especial, mas embora ela tenha gastado 10.000 fixitaus do cartão do Charles, valeu a pena, e bem quando elas duas acharam Charles e John, os mesmos até iam chamar elas para alertar das hunkalianas técnicas especializadas em terramotores, eram a família Yalander, composta por uma mãe, três filhas e uma enteada, filha do pai atualmente falecido da família, a mãe era séria, silenciosa e não falava com os clientes, enquanto as filhas e a enteada são alegres e muito receptivas, mas as 5 operavam juntas, e a partir de 500 fixitaus, adicionavam o sistema novo de ventilação e o rádio também novo e moderno, mas quando Xiza entrega o papel dos preços...
Charles: 10 mil fixitaus!? Como!?
Charlotte: Quis comprar o melhor pra você, papai.
Charles: Mas, caramba, como eu vou recuperar essa conta toda?
Xiza: Nem vi quanto sobrou. Quanto cê acha que é?
Charles foi ver em seu pulso celular esquerdo e descobre que ainda tinha dinheiro suficiente para os próprios dois meses, o que não parecia suficiente pra ele.
Xiza: Poxa, amor, mil fixitaus, tá bom! Uns quatrocentos já são muito pra vocês lá da Terra.
Charles: Aí que tá, amor, eu ia comprar também um motor novo pro carro do meu tátara, mas uns 4 mil e oitocentos não vão ser o suficiente.
Xiza: Sério!?
Charlotte: Vamos consertar os assentos pelo menos. Oh tias, vocês podem fazer banco novo pro carro também?
Matriarca Yalander: ... Tias?
Charles: É só uma expressão que eu ensinei pra ela, mas não é por intimidade, só não se ofenda.
Ilmota (a primogênita): Por que a gente se ofenderia?
Xiza: Ah, os humanos chamam de tio quem não é tio deles pra... se referir a gente velha.
Frena (a do meio): E por que seria ruim?
Taruona (a caçula): É, é normal pra hunkalianos parecer ser mais velho por status.
Taruona e Frena riam juntas, e Ilmota tinha uma ideia, em que junto com a mãe e a meia-irmã dela, elas chamam por dois primos que são irmãos telecãos muito habilidosos, também Yalanders, e que, em uma hora e por mais 500 fixitaus, completaram a convecção dos assentos novos, e depois disso todo, eles foram ver a exibição de alguns carros bem valiosos hunkalianos, já que algumas famílias globais combinam o talento deles com tecnologia com o elevado orçamento para criar algumas invenções, sempre no mínimo algum veículo, alguns fazem mais desses veículos anualmente, outros fazem, demoram muito tempo pra fazer um novo ou vender o já feito, e o protegem e conservam para manter o valor até alguma venda mais tardia. De qualquer forma, estava muito divertido, mas Charles até mesmo achava estranho.
Charles: John Parker, você não acha que tá estranho aqui?
John: Não, pra mim tá bem normal.
Charles: Exato, cara, tá normal demais.
Xiza: Pra mim é bem justo, vocês sempre tão em alguma encrenca por dinheiro.
Charles: As missões públicas pagam muito bem, mas como é em grupo tenho que dividir a renda, pelo menos dá pra capturar ladrões, matar estupradores, proteger vereador ou guiar uma compra com melhor custo-benefício por um preço quase maior que um salário diário.
Xiza: Isso é bem louco.
Charlotte: Quando eu crescer quero ser que nem o papai! IvI
Charles: Não recomedo, narizinho fofinho, tudo que eu faço na Terra é bem perigoso.
Os quatro seguiam para ver as exibições dos veículos automotores das famílias reais, e era interessante ver carros de cristais raros, como o Kris-400, um carro feito de Kristalu, bem resistente, porém, muito caro, feito especificamente para arte, embora tenha registros de ricos que tenham alugado viagens com esse automotor, ou então as linhas de hovermotos (motocicletas flutuantes que podem desde viajar em chão firme sem rodas a voar curtas distâncias) de diferentes cores e jeitos, que John Parker até mesmo aproveitava para comprar uma que era vermelha com várias estampas de aranhas.
John: Caramba! Uma Spider Mark! Eu vou comprar uma dessas, a Giulia vai amar isso!
Aparece, entre os cuidadores daquelas hovermotos, um sauro hunkaliano magro e velho, que avisava que aqueles modelos eram, por enquanto só para exibição, mas John Parker pede para levá-lo aos gerentes já que ele adoraria pra negociar por um modelo desses mesmo que custasse muito, e no fim, uma das gerentes, sobrinha do chefe atual (Dulkas Ouron), Isalta Ouron, aceita fabricar um modelo um pouco mais customizado para ele, inicialmente por 25;600 fixitaus, John negocia por 12.800 e compensa com uma semana trabalhando pra proteger a família Ouron, os donos daquelas hovermotos.
Xiza e Charlotte levavam Charle para uma área com barracas que vendiam diferentes tipos de alimentos, e no caso o Charles comprava sanduíches de barcin com muito queijo para ele e para Charlotte, mas Xiza, que não gostava de comida gordurosa, comprava pra si mesma uma porção de batatas assadas azuis, servidas como se fossem batatas fritas comuns, e junto, no fundo do pacote, tinha uma salada de repolho refogado bem salgada, mas ainda deliciosa, e eles três passavam um tempo mais juntos.
Xiza: Nossa, parecia que foi praticamente ontem que a gente se viu enquanto coletávamos folhas medicinais pra uns remédios alienígenas.
Charles: Falando nisso, eu não esperava que a gente estivesse assim, juntinhos, em uma feira de exibição de automotores alienígena, isso é, alienígena não só pra mim, mas pra você também.
Xiza: Concordo! IvI
Charlotte: Eu ainda não vi a Terra, espero poder ver algum dia.
Charles: Algum dia, Charlottezinha, algum dia.
Depois disso, eles foram ver mais a fundo na feira, e descobrem uma espécie de parque de fliperama, incluindo uma corrida de karts em que a Charlotte pôde participar, porém, ela estava em último lugar, e não ganhou muita coisa além de uns tickets, mas depois de brincarem em outros jogos daquela sessão eles conseguem um brinquedo: Uma action figure do Ferreiro Vermelho, uma figura mitológica popular, considerado o caçador de feras do Abismo e aquele que forjou o sol e a lua, em algumas mitologias hoje abandonadas ou vistas como apenas história, como carruagem para Yvu (deusa do sol) e Yba (deusa da lua), que por sua vez elas protegem os humanos a partir do céu e da superfície.
John volta aos três, e ele tinha uma novidade.
John: Ei, gente, cês vão me desculpar, mas... vou ter que ficar aqui por um tempinho.
Charles: Poxa, mas por que?
John: Vou pagar por uma moto que vão entregar pra mim futuramente, mas relaxa, vão ser só 9 dias.
Charles: 9 dias?
John: É, 9 dias, é uma semana em Hunkal, 9 é um número importante pra eles.
Charles: Droga... Aí, narizinho fofinho, o Aranhudo não vai com a gente.
John: Ah, deixa disso, Bicharles, é isso ou eu pagar uma grana alta, e ah, Charlotte! Na próxima não compre as coisas no nome do seu pai sem sua permissão.
Charles: Me xingou distorcendo meu nome e tenta dar moral pra minha filha, que filho da...
Xiza: Não se preocupe, depois do Charles quase ter um treco acho que não vai se repetir.
John: Isso é ótimo.
Continua>>>
Projeto Dream, episódio 277
> 10/10/2271; Versalhes, França; Universo 255-P
Luna Nouvelle cumpriu uma promessa que fez pras suas amigas do Clube do Livro Larapink, de mostrar a França para elas, e elas estavam bem impressionadas com as cidades em que passaram, porém, a jornada teve que ser interrompida já que Luna Nouvelle foi chamada para ajudar o ministério da saúde e da medicina ao lado dos Redlar e outras Luna no Sul da França, e então, Luna Pleine e Luna Ártemis foram convidadas por Nouvelle a substituí-la. No momento, estava sendo um intercâmbio bem divertido, e Ártemis estava um tanto constrangida, já que ela quis muito melhorar a sua imagem, ainda mais para garotas tão bonitas que, embora ela não tivesse interesse, ela amaria fazer uma boa causa a elas.
> espaço sideral.
Michael: Caramba, essas lanchonetes cabricham mesmo, hein?
Norville: Como eu dizia mesmo, esse bacon espacial é ótimo.
Tifanny: Barcin, e é bem mais grosso e carnudo que o bacon normal.
Oprah: Me pergunto como vocês conseguem achar tanta coisa maluca assim no espaço, será que no mar tem tanta coisa comparável? No momento só descobriram trinta porcento dos oceanos e quase tudo do espaço.
Tifanny: Lá na Atlântida tem umas coisas legais, mas não tenho experiência com isso.
Michael: Poxa.
Enquanto Tifanny estava comendo X Barcin junto com os amigos do Naej, o próprio Naej está viajando de trem-minhoca no Setor C junto com Dr. Shiro e Otasha, além de chamar reforços com a equipe de Rachel Sanchez, para poderem investigar uma suspeita de terrorismo temporal, enquanto hoje é dia de folga para Tifanny, o que levou o Naej a ocupar o lugar dela como se fosse um trabalho temporário.
Passando entre os planetas, eles encontraram bem rápido e, pela tecnologia do casal, a mera descoberta da energia temporal registrada foi rápida, e Naej tinha armas para deter os tais terroristas na base dos tiros, o que foi mais fácil de pôr em prática por ter mais gente no grupo, embora tenha sido descoberto que esses terroristas eram imortais por causa do looping temporal.
Naej: Aí, cês sabem como matar eles, tipo, pra sempre?
Otasha: Deve ser aquele aparelho atrás deles, ele tá induzindo um loop no corpo deles!
Shiro: Deixe que eu resolvo, amor.
Shiro se transforma, alternando entre sapienraptor, saltando e cortando alguns dos bandidos, depois fairiano para, com uma explosão de fogo em forma de anel, ele expulsar de perto os mais próximos daquela tecnologia: uma bobina elementar do tempo, que inclusive acaba rebobinando tudo, e Shiro começava a fazer tudo de novo, dessa vez com intervenção de Lisa Spice, Vizoro e Bucky, até que, pensando um pouco mais rápido, ele se transforma em Elcsum puro, e arranca uma parte de vidro redonda, e se transformando em demônio-vermelho, ele absorve a energia temporal a partir do caos, desligando a máquina totalmente.
Shiro: Qual é o próximo passo?
Depois de Naej e Otasha eliminar aqueles que ainda tinham revivido pelo efeito do loop temporal...
Otasha: Vamos à estação 9400, no planeta seguinte, lá temos agora viajantes do tempo atacando monumentos importantes.
Pegando uma viagem com o trem-minhoca de novo, eles chegam para investigar, e juntam ajuda com os policiais para os três poderem viajar no tempo e resolver as anormalidades que estão acontecendo. Enquanto isso, voltando ao grupo da Tifanny, Jane e 8Mike estavam curtindo, respectivamente, uma pizza fina de queijo-cura hunkaliano e um hambúrguer vegetariano bem pequeno, que era o Hambúrguer Jr. da lanchonete, e Tifanny contava umas histórias engraçadas pro grupo, como...
Tifanny: Aí o oficial Jamikins capturou o ladrão da hovermoto daquele cara, né? Mas aí a gente foi investigar também esse dono da hovermoto, e... ele tava devendo pensão e batia na esposa.
Oprah: QUÊ!?
Michael simplesmente cuspia o refrigerante com força pelo susto, e Jane ria da reação deles, Norville já sabia dessa história, então ele também ria da reação dos amigos dele, enquanto isso, as irmãs Velvet, que estavam juntas com o grupo mas ainda bem quietinhas, riam baixinho e a Tifanny continuava a história.
Tifanny: Calma que lá vem a melhor parte! O cara da hovermoto foi preso junto, né, mas o cara tava muuuito puto, e xingava a gente, e gritava, e enquanto eu dirigia o Jamikins apenas anotando o que ele falava e o que ele fazia, e... vocês acreditam que o cara mordeu o ladrão da hovermoto?
Tifanny seguia falando o relato dela, e o que as Velvet estavam comendo eram, cada uma, um prato com macarrão dourado hunkaliano, considerado uma das melhores macarronadas do Setor Ceú-da-Terra, amarelo com brilho laranja, de consistência bem firme, saboroso e bem molinho de mastigar. Enquanto isso, o grupo do Naej está em uma época que eles não conheciam no planeta Páris, um planeta hoje muito industrial, mas que na época parecia muito rural e com cidades rochosas aparentemente simples e esféricas, algo parecido com o que tem hoje com placas de metal e carbono, porém, o foco era uma equipe de assassinos que estava indo assassinar o inventor Stanis Orange, conhecido por ser "louco mas muito útil" localmente, e que esse assassinato iria impedir a industrialização do Setor C por atrasar os avanços do transporte implementados por ele e também o começo da energia elétrica.
Porém, usando um campo modificador vindo de uma melhoria do relógio PHD de Miyazaki Shiro para disfarçar eles de nativos daquele planeta, eles encontram esses tais assassinos, que estavam, além de nítidos, também sendo gravados pelos parisianos daquele tempo, já que eles nunca viram extra-parisianos antes, mas Shiro tinha um plano, em que, enquanto o Naej e a tropa de Rachel iam, ainda sob o disfarce parisiano, para deter os assassinos, inclusive alguns deles mantendo seus poderes pela transformação genética ser meramente externa, o Shiro e a Otasha aproveitavam para ajudar esse tal Sr. Orange a escapar do assassinato, e convencer um pouco mais a mídia a impedir aqueles seres, um pouco mais parecidos com humanos, enquanto os parisianos são mais parecidos com lesmas de vários olhos e mãos.
Manfred, Key Jones, L. Spice e os irmãos Watterson ficaram na linha de frente, enfrentando o maior daquele grupo: um homem C-setorense com um poder de transformação, bem raro, mas presente na fisiologia desses humanos azuis, seu corpo estava do mesmo tamanho, porém mais forte e com pele parecendo madeira, e Lisa Spice até mesmo usava muito de seu poder de fogo pra dar um dano mais poderoso.
Lisa: Droga, por que não queima?
O homem: Porque não é fogo!
Aquele homem transformado tirava um pedaço do chão em forma de uma rocha um pouco maior que ele, mas quando ele ia lançar aquela pedra, Naej saca um rifle de caça a laser estereano, usado para caçar alguns dos animais mais forte e resistentes, contra o saco daquele homem, ele cede e a rocha cai sobre ele, rachando a pele dele e cancelando a transformação.
Manfred: Homenzinho, Manfred não disse do código de honra que não se deve atirar no saco de um homem?
Naej: O pior é que não, mas já fiz pior com alguns inimigos.
Manfred: Manfred achava que o homenzinho era menos violento.
Vizoro e Mirabellie, enquanto isso, lutavam contra um flamígera macho que estava usando um nunchaku laser, muito perigoso mas uma das armas-brancas mais letais em mãos experientes, e que o Charles até adoraria ter um desses mas nunca achou uma loja boa pra comprar uma arma dessas, mas de qualquer forma, a katana de Vizoro foi cortada pelo laser daquele nunchaku, e a corda que Mirabellie usava para as estocadas de kunai foi queimada, mas Manfred interfere, e em sua forma de bola, girava de atropelava aquele flamígera macho várias vezes, e na última, ele pula, ainda girando, e cai no flamígera.
Manfred: MANFRED ESMAGA!!!
Três dos viajantes do tempo tentaram fugir, mas Shiro aparece na forma de aviúno de falcão, e enfrenta eles usando sua força física e os derruba sozinho.
Rachel: Po, dava tempo pra gente deter eles sem você.
Naej: Espera, e o disfarce de alien foi pra nada?
Otasha: Já resolvemos o caso e até contamos pro conde daqui, vão achar que somos só um relato.
O grupo volta no tempo junto com os criminosos derrotados, e aparentemente houve um ciclo temporal, em que graças àquela viagem os parisianos descobriram que vida extraterrestre existia e, pra se prepararem, receberam dicas de Shiro e Otasha, que sabiam de algumas guerras alienígenas em Páris antes dessa viagem, e catalogaram para eles, aparentemente o registro que eles usaram era muito antigo por justamente eles dois terem criado naquele tempo. Depois daquilo, eles descobrem que a bomba temporal que poderia explodir junto com o universo, apesar de impedida de explodir por uma força policial especial, um tal de Jamikins, amigo fiel da Tifanny e cabo muito determinado dos policiais espaciais do Setor C, conhecido por sua pele castanha escura e sardas amarelas que brilhavam como estrelas, acabou se sacrificando para desarmar ela por completo.
Os terroristas tinham armado a bomba para explodir num equivalente a 3 horas terrestres, e Jamikins deu prioridade a essa missão, porém, os terroristas também adiaram fogo no prédio, já que a bomba não seria destruída tão facilmente por ter Rubimanto em sua casca, algo que inclusive tornou a bomba muito cara e sua produção muito demorada, até assustou as forças armadas quando descobriram esse detalhe.
Jamikins mesmo assim não se abalou por aquilo, ele conseguiu arrombar o compartimento da bomba com seu kit de arrombamento próprio, e sabendo das dicas de desarmamento que sabia por causa do retreinamento anual dos policiais espaciais, ele digitou os botões certos que abriam o acesso dos cabos de fibra óptica que eram a única coisa que conduzia energia temporal, cortava os cabos, o seu corpo envelhecia e rejuvenescia rapidamente por causa daquela energia, e o que catalogam como Choque Temporal, que podia destruir a expectativa de vida do seu corpo e a saúde espiritual, mas mesmo assim, enfiando a mão naquela bomba, ele arrancou o núcleo de cristal dimensional namekiano, mas não resiste, ele perde oxigênio, e desmaia, sendo pego pelo fogo.
Naej: Espera, Lazuli, espera, eu também já perdi um amigo pra sempre! Mas... mas... quem eu tô tentando enganar? Só sobraram só os ossos!
Michael: Oh, baxinho, o que aconteceu?
Maize: Espere um pouco, Mike, eles tão ocupados.
8Mike: Uki a mamain viu pra deixá-la taum triste?
Jane: Ah, é... Irmãozinho, acho que... um amigo dela disse que ia embora, mas acho que ele não vai mais voltar.
8Mike: Que!? :(
8Mike se solta da Jane e corria pra Tifanny e Naej, e ela o abraça bem apertado, isso a fazia se sentir melhor e até mesmo ela tem uma ideia: De ao menos poder ver o enterro de Jamikins.
Tifanny: Naej, o que acha de eu ver ele uma última vez?
Naej: ... Sim, uma última vez.
Rachel: Naej, 'Lazuli', podemos ir também?
O grupo de Rachel sorria, ainda esperançoso.
Naej: Pra mim vocês são bem vindos.
Continua>>>
13/03/24
As Aventuras de Tifanny e Naej Vol 9
> 06/10/2271; Liberdade, Novíssima Iorque; Universo 1118.
No universo em que os humanos terrestres são azuis, Naej e Tifanny tiveram aventuras diferentes, incluindo algumas enfrentando Gohan Carlton depois de suas tentativas de explorar o baixinho, e nessas lutas os dois sempre estiveram sob apoio dos irmãos Boltagon e das irmãs Velvet, contra os exércitos de mercenários de Gohan.
Oprah teve sua carreira como modelo e Michael como jogador de Basquete e Busterball, além de streamers semanais, como nos universos padrões, mas infelizmente Oprah nunca teve uma sessão de fotos que acarretou nela conhecer Summer Anthonny, e Michael foi convidado por Naej, e Sugar e Maize pela Tifanny, pra algumas jornadas espaciais a mais, fazendo Michael gostar mais da Maize, a mais dinâmica das duas, embora adorasse passar um tempo com ambas, inicialmente por pensar na "sorte de ter duas mulheres grandes, fortes e laranjinhas a seu lado" em múltiplos sentidos, mas depois a relação se tornou mais fofa.
De qualquer forma, hoje Tifanny, Naej, Michael, Sugar e Maize vão à Liberdade, e se dividem em dois grupos: Enquanto Naej, Michael e Maize vão ver Oprah e até mesmo curtirem e passear juntos, Tifanny e Sugar, juntas com um tutor delas vindo do planeta prateado, conhecerem Hope, Dan e alguns amigos no Bar'A, que esse tutor adoraria conhecê-los.
Tutor esse se chama Bleomus Plat, de um clã de sacerdotes da patrona do fogo, ou terceira deusa, porém, que também treinou Tifanny pra ensiná-la magia, e mesmo não sendo sacerdote da sétima e a mais querida deusa dos prateados, qualquer prateado de adolescente a adulto tem uma libido intensa, o que uma vez já foi motivo de zoarem o Naej de deixarem a Tifanny com um membro dessa civilização, o que por um lado pode ser preconceituoso ou no mínimo pejorativo, mas também por outro é uma realidade.
Bleomus conheceu os garçons e alguns dos clientes instantaneamente, olhando ao redor adicionado de uma magia telepática que ele nunca ensinou à Tifanny pela mesma se especializar mais em elementos comuns, e até mesmo tentava conversar com o gerente Hector Brando, logo próximo do bartender Robert Puzo, e mesmo assim, ambos se sentiam intimidados com um alien tão distante da Terra ser tão parecido com eles e tão encantador pra ambos os lados, Bleomus usava uma calça bem larga e folgada e um equivalente chevrilothiano de um par de sandalhas, diferente do padrão prateado, em que os membros dessa civilização usava apenas luvas, botas, sutiãs e, no caso dos mais tímidos, uma tanga ou saia, afinal, de tanto viajar entre os planetas com a Tifanny e sua companhia, ele precisava se acostumar com grupos que se vestiam muito.
Bleomus: A propósito, eu adoraria esse... Rum 10 anos, o que é isso? Bebidas têm idade?
Sugar: É-é que, diferente de comidas que estragam, tem como fermentar, que... é... o alimento melhora quando passa o tempo.
Bleomus: Ah, acho que entendi- ah é, no planeta prateado tem medidas diferentes de tempo, isso dá 1 gramé.
Robert: Gramé?
Tifanny: Confira no tradutor do celular, geralmente gramé é 'década' em franco-prateado.
Robert: Eu vi aqui e significa ameixa.
Tifanny: Procura em outro tradutor... ¬¬
Robert: Ah, perdoe-me, realmente é tipo a década dos nossos idiomas.
Depois disso, Robert foi logo servir rum para o Bleomus, e smoothies de banana para Tifanny e Sugar, que aproveitam o espaço pra trocarem ideias com Dan e Hope, e descobrem que está tudo bem com eles.
> espaço sideral; Universo 255-P
Tifanny e Naej foram pegos por Taumas Turgi, um feiticeiro alienígena, de pele violeta com um brilho de cor irreconhecível, porém muito clara, tentáculos no corpo e na boca e usando vestes semelhantes às de um padre ou de um mago mais elaborado e nobre, com detalhes de preto, branco e dourado, e que os aprisionou em algo que parecia um piano gigante, eles dois estavam nas cordas do instrumento, e seja quem for a entidade com tamanho suficiente para tocar aquele piano com as mãos, que no caso era um servo de Taumas, começou a tocar Moonlight Sonata.
Tifanny: Acho que a gente só vai sair daqui com nossos clones...
Naej: Eu me pergunto... Por que eu tô com a cara na mesma direção que os seus p-
Os pinos do piano batiam com força na cara da Tifanny, e entre as pernas do Naej, os dois eram feridos mortalmente, mas não era o suficiente para matá-los tão rápido, e Taumas ria, ele já atraiu seres de diferentes tipos no universo para eliminá-los de formas exóticas, para dar energia a seu deus como um ritual, porém, aquilo tudo era interrompido por um portal da onde saíam Sugar e Maize, que Sugar quebra os dedos de uma das mãos, e Maize cria uma espada de luz que corta a outra, e Oprah cortava em formato de porta com sua Espada de Kravus e chutava para abrir uma "porta", e Michael se jogava entre as cordas para soltar os dois dali, e descobrindo que tinha mais gente ali, e que eles estavam vivos, também os ajudavam.
Taumas: Non, non! Voi non dovresti fare a questo! Questa è la mia più grandiosa criazione!
Oprah: Rápido, vamos sair daqui.
Michael: Espera aí, preciso dar uma mijada.
Michael saca o mesmo canhão acoplado entre suas pernas, e dispara um feixe que era só pra partir as cordas do piano, mas acaba explodindo o lado esquerdo do instrumento, enquanto Sugar e Maize seguravam os servos menores, porém especializados em força e combate físico, Sugar os socava ou jogava uns nos outros, enquanto Maize disparava feixes elétricos que os matavam igualmente rápido, porém, o grupo se reúne, e eles saem pelo portal.
Tifanny: Ah, achei que o Muramasa que tinha feito esse portal.
Bleomus: Na verdade não, essas laranjinhas imploraram pra eu ajudar em troca de uns favores.
Tifanny: Ah, eu sei como é! Posso ajudá-las, madames?
Sugar: Hã? É... o///o
Maize: Fica só entre nós, por favor!
Bleomus: Ei, moças, se acalmem!
Oprah: Aí, baixinho, cê também conheceu ele?
Naej: Sim, às vezes comemos pizza e jogamos algum jogo multiplayer juntos.
Michael: Poxa, mas tão tribal assim.
Naej: Não subestime, depois que esse planeta se aliou a humanos, nobres têm celulares.
Michael: Ufa, só os nobres, pelo menos não terá um Tik Tok 2.
> Nova Lander, Stereo; Universo CD-63.
Stefanno, junto de Cinnamon (versão de Sugar) e Starch (versão de Maize), os irmãos Velvet, chegaram a Stereo, enquanto Jane esteve fazendo desenhos para seu trabalho artístico e cuidava da 8Misa, e aqueles três trouxeram uma moça do planeta prateado, a Blemiro Plat, uma sacerdotisa que ensinou magia a Stefanno, que por sua vez também ensinou a Cinnamon e Starch.
Blemiro não estava sozinha, seu filho, Blenimes, aparecia, e Ejan (filho de Jane e Stefanno) o reconhecia, e eles se abraçam.
Jane: Não sabia que já eram amigos.
Ejan: Amigos não, mãe, namorados.
Jane: Tem que anunciar pra casa, Ejan!
Ejan: Ah, não se preocupa, só estamos nos conhecendo...
No fim, Ejan tira da geladeira, e esquenta num forninho, uma pizza de 10 queijos, e ele e Blenimes comiam juntos enquanto assistiam a um filme de ação genérico atuado pela atriz Isabella Stewart, com muita explosão e envolvendo naves voando, explodindo ou atirando em guerras insanas. Jane achava que ia ser estranho quando Ejan tiver intimidade com um prateado, mas Stefanno e Blemiro mandavam ela se acalmar.
Jane: Fácil falar quando vocês dois já... são muito ligados com a 'magia'.
Stefanno: Opa, calma lá, minha briochezinha fofinha, vamos, dê uma chance!
Stefanno concluía aquela frase enquanto segurava Jane no ar, a nanica tinha 40 anos já, mas Stefanno a segurava como se fosse muito nova, era engraçado até para a Blemiro, que não é acostumada com isso ser considerado cômico de certa forma, mas Jane deixa isso pra lá, se solta do Stefanno e, pegando um suco de maçã verde, chegava chutando a porta.
Ejan: Hã? Mãe!
Jane: Ah, o que foi, fofuras? Achava que já tava acostumada comigo chegando no seu quarto.
Ejan: Mãe, estamos juntos aqui, zoa isso não.
Jane: Ah, que nada.
Jane servia um copo pra cada um, e enchia de suco, no final Ejan é convencido a não se preocupar, e Jane assistia ao filme junto dos dois, enquanto conversava sobre umas aventuras que ela teve com o Ejan, que nesse universo os seus poderes despertos pelo rubi de fogo foram dos ventos e da eletricidade, em contraste ao poder de água das Janes padrões.
> Liberdade, Novíssima Iorque; Universo 1118.
Tifanny, Naej e seus amigos se encontram mais uma vez, enquanto Hope e Dan tentavam relembrar do Naej, que eles não chegaram a ver muito além daquela vez que eles só começaram a se conhecerm diferente da Tifanny que os viram mais vezes, e as duas duplas de gêmeos que a Hope não sabia que eram amigos deles, e Dan até achou que não tivessem uma relação.
De qualquer forma, Bleomus resolve ficar um tempinho separado daquele grupo, respeitando a privacidade deles e também mantendo a Tifanny e o Naej mais próximos, já que eles costumam se separar quando ele está envolvido na mesma missão que eles, e no fim, Hector e Robert ficavam interessados no que o Bleomus era capaz, e os três foram se divertir em um parque de diversões próximo.
Maize e Sugar descobrem que Hope está grávida, Dan ficava desesperado e tentando saber o que fazer.
Dan: Ai caramba, ai caramba, AI CARAMBA!!
Naej, Tifanny e Michael: O que?
Dan: Se minha mãe souber que tive um filho antes do casamento... ela me mata!
Naej: Vocês até que ficaram um bom tempo sem se casar mesmo tão próximos.
Dan: A gente jurava que éramos amigos!
Tifanny: Ah, se quiser, a gente pode dar um apoio.
Dan: Agora já é tarde, não quero abandonar a Hope por causa de uma criança, e nem destruir ela por causa da H-
Oprah: Quem disse de ir comprar leite ou abortar? Vamos te ajudar a cuidar desse filho.
Sugar: Exato.
Maize: Cadê o Bob e o Hec?
Dan: Deixa isso pra lá, foco!
Hope: É, deixa os cara brincar, são só um casal de bobões e um alienígena, o que pode dar errado?
Robert estava escondido atrás de uma lixeira, enquanto Bleomus usava uma magia telecinética para segurar um monstro tentacular gigante que invadiu o parque, e Hector, lendo e mentalizando as palavras de seu livrinho mágico, disparava bolas de fogo, chuvas afiadas que cortavam a criatura, e até mesmo um bullet hell de chama draconiana poderosa, que incapacitou e encolheu a criatura, porém, não era o suficiente, Bleomus soltava um vento gelado para que pese e a criatura caia, levando um golpe físico poderoso, e depois, Bleomus materializa uma espada de prata encantada, e entrega a Hector e dizia a ele telepaticamente.
Bleomus: Eu te nomeio Sir Hector, e agora, abate essa criatura antes que ela volte a fuder tudo.
Hector só faz um gesto de X com os braços, e segue com muito fervor, e finca a espada no centro daquele ser, o imobilizando e tirando força vital, e a criatura caía mole de vez.
Robert: Hahaha, não sabia que o azul-de-prata fosse tão poderoso! Mas sabe, Bleomus~ Opa, Hector, você tava olhando.
Hector só ficava olhando os dois seriamente, Robert ficava constrangido pela situação, e Hector o chamava com um gesto de dedo, Robert obedece e vai até ele, enquanto Bleomus era chamado por Hector com um gesto de mão aberta e um movimento mais amplo de antebraço, e então, os três foram rever o grupo maior.
Hope: Oh, teve estrondos estranhos ao lado.
Bleomus: Eu te conto depois, talvez como dizem aqueles dois... fora de tela.
Continua>>>
