> 18/08/2270; Albuquerque, Novo México; Universo 255-P
John Parker não entende o por quê de terem que ir ao Novo México de novo, mas ao saber da arquitetura nova e muito anormal no centro da cidade, ele começa a entender. Era a tal cidadela dos ladrões de antimatéria que estavam invadindo a Terra. Com isso, o subgrupo do Construto de Muramasa e os reforços terrestres da O&S se agrupavam, e veem que essa torre não era normal, era de antimatéria, uma arquitetura de 100 metros à base de um maquinário do equivalente da Stelligra ao concreto. Stelligra é o nome do plano de antimatéria recém-descoberto por Otasha, Dr. Shiro e 3 cientistas da constelação de Pégaso.
John: Aquela arquitetura é impossível pra nossa realidade! Entrar lá é um perigo, mas aquela porcaria ainda existe na matéria, isso... isso é injusto!
Charles: A minha armadura tem proteção contra esse tipo de radiação, confie em mim.
Melissa: Talvez eu possa invadir aquela base.
John: Melissa, espere!
Melissa teleporta várias vezes, seja para alcançar ou para entrar no prédio, tudo leva 2,9 segundos para passar pela área, ela passa por algumas das instalações e salas e descobre a melhor entrada e algumas das saídas, e volta. John ficava em choque.
John: Mas o que diabos você fez?
Melissa: O de sempre, invadi tudo e inspecionei o máximo que eu achava. Tem 40 armas sentinelas que poderão matar a gente se nos acertar, e minha pele tá assando um pouco.
Dragondorf: Beleza, já sabemos a onde podemos ir.
O grupo consegue alcançar o prédio e, então, eles enfrentam, e quebram as sentinelas e eliminam os soldados, que alguns pareciam claramente humanos, outros eram mais insectoides, John Parker usava a sua teia de mão, já que ele não foi a Deming reabastecer o traje, enquanto Charles lutava heroicamente contra os robôs voando com os propulsões de sua armadura, e cortando aquelas coisas com seu sabre a laser. Dragondorf e Melissa usavam seus poderes para burlar o espaço, cortando caminho e limpando área para os outros do grupo. Enzo e Florenzo usavam o Fator Utnent para emitir um campo espiral comparável a uma anti-gravidade ou campo-magnético, repelindo maior parte da radiação, e Lorenzo usava os discos da família para, não só eliminar os seguranças, mas também cortar as portas que estavam todas trancadas.
Porém, em uma sala em que o grupo se encontrava, uma parede gigante com uma estrutura parecida com um Barbeiro apontado para baixo, e com gravuras em uma língua desconhecida, começava a se arrastar em direção deles, Charles disparava os mísseis, e nada, Enzo, Florenzo e Lorenzo disparavam seus discos, e nada. Porém, Dragondorf abre um espaço entre o chão do andar em que estava e o teto da onde os outros estavam, e Melissa teleporta com todos eles para onde o Dragondorf estava em segurança.
Enzo: Io pensei que a gente iria morrer.
Lorenzo: Ainda benne que tinha gente que teleportava.
Florenzo: Mas e o homem dragão?
Dragondorf: Tá tudo bem, já fiz coisa mais significativa e nunca recebi crédito, então tá tudo bem.
Lorenzo: Beh, vamos?
Charles: Pode até ser, mas... pra onde?
Melissa: Ali!
O grupo acessa uma porta ao norte, Lorenzo corta e arromba essa tal porta e eles encontram o que parecia ser todo um grupo de soldados de pele azul, cabelos brancos e roupas rosa-choque que pareciam irreconhecíveis. Eram os principais membros da máfia, que tentam eliminar o grupo de Muramasa com suas armas, mas Florenzo e Lorenzo preparam seus espirais para bloquear os tiros, e ainda refletem as balas junto com os discos, envoltos em uma chama combinada da fricção excessiva e do ar misturado com antimatéria, causando uma chama incolor com pontas brancas que prejudica muito os soldados, isso dá tempo para todos fugirem, e agora no chão das ruas de Albuquerque, o grupo chama reforços, o que se coincidia, embora não viesse desse chamado, com a força aérea americana indo lutar contra a torre, mas o Charles, com um computador de IA da Sh31la, avisa os aviões, os mandando parar.
Charles: O QUE ESTÃO FAZENDO!?
Piloto 1: Isso é uma ameaça, temos que atirar.
Charles: Isso é antimatéria, seus animais! Se vocês destruírem, essa desgraça vai explodir o Novo México inteiro!
Piloto 1: O que?
Piloto 2: Abordar missão, repito, abordar missão.
Piloto 1: Mas senhor, acabamos de chegar!
Piloto 3: Não é nada seguro estarmos aqui, precisamos de uma interceptação via portais.
Charles: Droga. Portais... Dragondorf, você sabe onde transportar essa coisa?
Dragondorf: Até poderia, mas tem um problema... Meus portais são muito pequenos, não dá pra levar algo equivalente a um Empire State!
Charles: Essa não...
A torre começava a se mover, voando lateralmente, enquanto disparava mísseis esféricos, que se tocarem qualquer prédio de matéria irão explodi-lo totalmente, e claro, alguns destes prédios foram destruídos, e pessoas morreram violentamente, mas a força aérea impedia o prédio de seguir a sua destruição, e ainda destroem os canhões, a explosão era bruta, mas o prédio não irá destruir mais do que o normal.
Charles: O que? Deu certo?
Enzo: A gente não tá mais interferindo como antes, o que a gente faz?
Charles: Esses idiotas tão demorando demais, e não tem máquina de portal por perto!
O prédio de antimatéria desaparecia aos poucos, e quando o teletransporte se completa, uma explosão sonora ocorre, a energia cai, e as pessoas são empurradas. Uma emergência urgente ocorre, e o grupo para em um hospital. Ninguém entendeu o que aconteceu, ou como que aquela instalação não destruiu mais do que teve de verdade.
> Stelligra.
O prédio volta e se reinstala na camada de antimatéria do universo, todo danificado, mas os ladrões de antimatéria ainda têm membros da equipe sedeados no Novo México, então com o passar do tempo a equipe irá transmitir informações da Terra para esses seres.
Continua>>>
Boas vindas
[Aviso: Esse blog e suas histórias podem envolver mortes, suicídios, conteúdos de duplo sentido ou explicitamente sexuais e conceitos filosóficos muito difíceis de se entender, não recomendo que você leia se for menor de idade]
12/09/23
Projeto Dream, episódio 182
Projeto Dream, episódio 181
> 18/08/2270; espaço sideral; Universo 255-P
Uma frota de naves modais da agências espaciais da D.R.V.G., organizando sua primeira estação espacial durante essas duas últimas semanas, e Sofia e a Família Versace ajudaram no trabalho braçal da nave, seja usando seus poderes ou empilhadeiras flutuantes, esteiras laterais e guindastes para ajustar a estação. Com essa instalação, a VFC acabou também tendo curtas participações nas modalidades espaciais de futebol, como em Stereo, Hunkal e Hocerti, não ganharam muitas partidas, mas a sua participação angariou muito para a corporação.
Izabel, do planeta Fiter-B, enquanto isso, esteve viajando pela Via Láctea a partir da sua nave movida a energia elementar, e visitando o planeta prateado, ela anda, cruza uma floresta, depois a vila de Tijara, uma das vilas mais avançadas daquele planeta, ela buscava conversar com as pessoas, eles demoravam para entender ela, mas aí ela fala sobre "Tifanny", "Zohl", "Lykos" e também Babelikanban, uma espécie de "senha" especial para viajantes espaciais se identificarem como alguém que não sabem o idioma local, ela só é usada em federações de interação humana, por onde a palavra é conhecida, assim valendo também para locais terrestres.
Enfim, os civis levam Izabel para uma espécie de casa de cadeira azul e prateada, com os rodapés de pedra, o chão de terra rochosa firme, e o telhado horizontal de telha de barro sobre um teto de madeira azul, e sobre a construção, está uma estátua de bronze da quarta deusa com um que parece ser uma espada, servindo como um para-raio. Era assim o tribunal da cidade, e quando Izabel entra no tribunal, estavam 6 juízes, suas assistentes Kirucéias, membros da família do réu e da da vítima do mesmo, a Izabel não estava entendendo nada, então ela assistia em silêncio.
Logo depois do julgamento, as famílias saem, os juízes ainda iam decidir o julgamento, já que mesmo o julgamento sendo mais rápido em Tijara, aquela investigação estava complicada, as Kirucéias assistentes dos juízes, que trabalham coletando provas e dando assistência com base na lei, começaram a encontrar pistas sobre o réu não ser o culpado, como uma das inspeções temporais, usando o mesmo modelo de anel do tempo que as sacerdotisas usam, que viram que os responsáveis pelo assassinato do herdeiro da família Liwan não correspondia ao réu que foi associado. Os juízes aqui são fortes e cada um carrega uma espada de bronze, além de usarem uma magia que fecha o Ego do alvo, o impedindo de usar magia para escapar, assim os tornando úteis como executores, mas parece que não irão executar esse papel tão cedo, além disso e das vestes locais, os juízes de todo o planeta prateado têm algo em comum.
Suas máscaras, em uma espécie de argila vulcânica sagrada chamada Canaracata, algo como rocha vermelha do sol, e é esculpida na forma de um rosto irritado, de olhos arredondados ocos e uma grande boca fechada, representando uma espécie de demônio do julgamento, chamado Gāyamasun, ou Gaayamasun, um demônio bárbaro que, segundo divisões da lenda criacionista de Chevrilloth, em que esse demônio expulsou e eliminou as trevas de Fiord, o continente da qual surgiu a civilização sapiente do planeta, e exilou os demônios para semear a vida. Esse demônio, eufemizado por civilizações da G.A.H. como apenas "ogro primordial", ainda é um símbolo de justiça e moral no planeta.
Os juízes ainda estavam prestes a sair do tribunal, mas quando veem a Izabel, perguntam a ela o que ela estava fazendo aqui, sendo que só quem trabalha na área ou os envolvidos e seus parentes têm permissão de passar, e Izabell de responde.
Izabel: Vim atrás de um tal de Lykos, eu perguntei sobre ele e me guiaram pra cá. Babelkanban.
Os juízes lembram do Lykos, e um deles e sua assistente criam um portal e atalho para a casa deles, e os dois e a Iza entram. Izabel cumprimenta e abraça Lykos.
Izabel: HARIBÁ, LYKOS!! TÃO MACIO!
Lykos: A-ah... Iza? Achei que você nunca viria pra cá... Mas por que veio?
Izabel: Eu precisava mostrar isso daqui.
Izabel saca do bolso da sua mochila uma espécie de rocha com um fóssil rico em prata, e ela queria saber se o Lykos sabia daquilo.
Lykos: Nunca vi isso, não sei dessas coisas, só magia e... direito, por causa dos juízes que eu negociei pra perdoarem um amigo meu. Você deveria ver com os amigos humanos, terrestres, algo assim.
Izabel: Não achei a Tifanny. Ela tá onde ultimamente?
Lykos: Talvez patrulhando no Setor C ou ajudando os amigos em Stereo.
Izabel: Ótimo.
Izabel pede para levarem ela para a nave que ela estacionou, e bem, quando eles acham a nave, Izabel se despede e se prepara para ir a Stereo. Enquanto isso, Tifanny se machucou muito enquanto impedia uma máfia de ladrões de antimatéria que traficava o material para combustível ilegal, com a pele queimada, a boca insípida e até mesmo umas queimaduras na sua roupa que feriram até mesmo os dois pulmões e provavelmente vai causar um câncer no seu pâncreas, e ela passou por uma estação do Setor C para se curar normalmente, limpando a radiação e as queimaduras do seu corpo, fechando as feridas com faixas e gessos, e colocando cápsulas de curalina nos ombros.
Enquanto isso, Naej e Harii, em uma rua vagabunda no planeta Tesla-936-D, descobrem que essa mesma máfia também tinha operações na Terra, então eles resolvem chamar pelo construto de Muramasa sobre o que eles podem fazer para impedir o ocorrido, e durante essa ligação...
Naej: Eles podem não tar nos States, porque não é o único lugar rico na Terra, mas as chances são altas, lá tem muitos mercenários, cassinos e algumas sedes de antimatéria um pouco mais disponíveis que a maioria dos países no primeiro mundo, como Japão e C-
A instalação em que os dois estão começa a desmoronar devido a um bombardeio programado, os ladrões de antimatéria rastrearam os grupos que estavam o atacando e precisavam e uma forma de eliminar eles. Parte da antimatéria deles foi detonada para maximizar a destruição, já que a radiação daquelas detonações não era pouca, tanto que para acessar dimensões de antimatéria sempre usam filtros de energia, como as películas de polifiltrina-9, que impedem a colisão de pósitrons e elétrons ou qualquer penetração de antimatéria nos átomos dos seres e cargas de matéria. Naej e Harii não tinham essas coisas, mas quando a nave estava prestes a sair da estação devido ao vácuo, o grupo resolve se arriscar. Harii, sendo uma irmã maior, segura o Naej, e protege o rosto e o sistema respiratório dele com o seu cabelo, improvisando uma máscara, enquanto outras mechas do mesmo seguravam o que parecia que seus braços não carregariam, como mochilas e o Desfibrilador Quântico do construto, e os dois se jogam da estação, alcançando a nave que perdeu a ponta da asa esquerda e está com o casco arranhado, tendo um pequeno risco na viagem, então, com tudo o que precisavam lá dentro, Harii reposiciona o Naej, que toma controle da nave e faz eles irem a Stereo, por onde poderão se recuperar.
Symphony: Então vocês quase morreram... pra uma gangue de antimatéria?
Tifanny, Naej e Harii: Sim...
Symphony: Bem, talvez a gente acabe em perigo, afinal esses caras são muito agressivos.
Harii: Pois é, nem deu tempo de enfrentar ninguém, só fugir.
Tifanny: Eu peitei, tipo, umas 400 tropas deles, quase morri bem nas últimas 17.
Symphony: A gente até viajou pelo universo à procura de reforços, como...
Naej: Espera aí, a Jane e o 8Mike tão bem?
Symphony: Sim, tão em outra dimensão treinando.
Tifanny: Espero que pelo menos ensinem um idioma novo pra Jane e ensinem o 8Mike a nadar.
Naej: Como assim?
Tifanny: Já que tão treinando, assim, por esses meses, é bom que aprendam mais que só dar porrada diferenciada.
Symphony: Concordo, inclusive eles tão sendo muito legais com os dois.
Naej: Pois é, a Jane é muito boazinha pra andar com malcaráter, e o 8Mike ainda é uma massinha de pão.
Tifanny: Hehehehehohohoho, massinha de pão!
Harii: É esse o apelido carinhoso dele?
Naej: Ele é clarinho e gordinho, que nem um pãozinho cru.
Harii ria. Enquanto isso, Otasha estava preparando os tais reforços para poderem encarar, incluindo Enzo, Florenzo e Lorenzo, trigêmeos da família Cristigallo, bons cozinheiros e usuários do Fator Utnent, e também a mutante de Deming chamada Melissa Pudding, uma garota de jaqueta negra com detalhes roxos, calça e sapatos negros, uma camiseta branca sem estampa, pele muito clara, cabelo moreno liso e maquiagem emo, e também alienígenas, como a B-Proxima Centauriana chamada Spelia Argentia, de orelhas pontudas, cabelo castanho, 3 olhos, e um Femmesuit branco de detalhes vermelhos, junto de uma jaqueta castanha avermelhada e um boné vermelho da O&S.
O grupo está sendo chamado de seus territórios natais, e de pouco em pouco se agrupando com a equipe de Otasha e Dr. Shiro. Naej, Tifanny e Harii vão para a casa da família Galdrich-Scarlet, e Symphony orienta Muramasa e sua equipe para investigar os ladrões de antimatéria.
Continua>>>
09/09/23
Pizza de Sushi: Karatê Espiral
Pisa, cidade da Itália na qual começou o desenvolvimento e uso do Fator Utnent, um poder cósmico capaz de controlar energia cósmica em forma de espirais, em sua maioria vinda de armas esféricas, e por isso que Julia Versace, membra de uma dessas famílias usuárias do Utnent, sempre carregava esferas de metais como cobre, chumbo ou ouro, porque esses metais poderiam, respectivamente, ser leves para disparos mais rápidos e repetidos, ou acertar com mais força, ou então conduzir mais energia do Fator Utnent, chamado na Itália de Fattore Spirale.
Além da Família Versace como usuários condutores dessa energia cósmica, tem também outras famílias com acesso a essa energia, em sua maioria humanos, diferente dos Versace, e algumas dessas famílias também participam de empresas, ou até fundaram empresas bem-sucedidas no mercado europeu. Apesar de serem mais conhecidos pelo acesso ao Fattore Spirale, a Família Versace é boa com esportes, sejam eles olímpicos, responsáveis por 60% das medalhas ganhas pela Itália na história deste mundo, ou não, montando times de Futebol como a Primeira e Segunda Divisão da Versace Football Club, e uma marca de energéticos chamada VED (Versace Energy Drink), e a Família Cristigallo é conhecida por grande parte do Agronegócio Italiano, graças à sua corporação chamada Grani di Cristigallo, produzindo uma grande variedade de alimentos na Primavera, Verão e Outono, e projetando aquecedores limpos (sem contaminações e sem combustíveis fósseis) para proteger os europeus durante o Inverno, com pontas de comércio em Novíssima Iorque, sul do Brasil, China, Hong Kong e pontas extremas da Rússia, e também desenvolvendo inteligências artificiais para automatizar as fazendas e acelerar cálculos de cargas alimentícias ou de condições climáticas, e por fim, a Família Stilo é popular por sua empresa de moda chamada Stilo Corps, produtora de roupas sob medida e revistas físicas e digitais sobre moda. As armas que essas 3 principais famílias usam para o Fattore Spirale são como essas acima. Os Versace usam a partir dessas esferas, ou palle, com uma média de 5cm, 10,5cm ou 7,15cm, cada medida para cada metal utilizado, embora que o Fattores Spirale possa ser ensinado para os jogadores da Versace Football Club, podendo conduzir essa energia em bolas de futebol. Os Cristigallo usam discos, ou dischi, que funcionam como bumerangues ou frisbees com o uso do Fattore Spirale, embora o patriarca possa usar também a Spada Zeta, uma herança da família desde a Era Medieval. E por fim, a Família Stilo usa um modelo de palla diferente, feito de couraça (como as bolas de Busterball) com uma tinta amarela modificada chamada Etelimone, algo como Éter-Limão, e essa tinta, junto com os pontos negros em linhas cruzadas de forma irregular, pode "enganar a luz", fazendo com que a imagem da esfera lançada, ao invés de sair normalmente em relação ao projétil, se divida em duas, mas nenhuma das direções da esfera será a verdadeira, e sim ilusões da luz distorcida pela tinta, enquanto a esfera é disparada para uma terceira direção. Seria aproximadamente assim que a esfera é vista durante o ataque. Enquanto as imagens falsas têm a cor amarela destacante e a ausência dos pontos negros, na esfera verdadeira somente os pontos negros aparecem visíveis, algo que só um ou outro que vá enfrentar os Stilo tem tempo de perceber, como foi o lutador de artes marciais japonês Shin Akakuni (心 赤国), um dos mais jovens entre os representantes da família Shin, campeão de artes marciais em Kanto.
> 01/08/2270; Fuchū, Japão.
A família Stilo foi conhecida por ser uma grande concorrente da família Versace, e por isso já prototipou vários modelos de roupas para atletas de Futebol italianos, o que cortou alguns laços de exclusividade entre a Versace Football Club e outras equipes que compraram alguns de seus jogadores, e para experimentar outros esportes para ter alguns contratos, eles foram visitar um campeonato de artes marciais em Fuchū, e com os resultados de Shin Akakuni, a família Stilo decidiu convidar ele para um teste. Akakuni inicialmente recusa, mas com uma negociação simples (uma comissão de € 20.000 por luta ganha para os próximos turnos do torneio, ou futuros torneios), Akakuni repensa um pouco.
Akakuni: Sabe, eu nunca fui de ganhar dinheiro por ser membro de uma equipe, eu ganhava tudo pelos torneios, e eu não quero ser operário de gente fraca como você.
Luigi Stilo (o mais jovem da expedição): Como é?
Draco Stilo (patriarca): Luigi, não comece!
Luigi Stilo: Pois você não nos parecerá útil com os ossos quebrados! AAAAAAAA!
Luigi saca uma das esferas e dispara, as imagens saíam da esfera, a mesma parecia invisível, mas com um Oi-Zuki de esquerda, interrompe o caminho da esfera verdadeira, a jogando pra trás, com um Nukite de direita para o giro dela, e com um chute de perna direita joga a esfera para longe. Os Stilo se assustavam, mas mal dava tempo para dizer alguma coisa, Akakuni avança contra Luigi Stilo com uma cotovelada, e Shin "AK" estava vermelho, com o corpo tão quente que seu suor já saía evaporando, embora esse fenômeno tenha durado alguns segundos. Logo seguido desse avanço, AK dá vários socos, sendo 23 de mão esquerda e 28 de mão direita, e termina com um Shuto-Uchi de mão esquerda, jogando Luigi ao chão. Os Stilo socorriam Luigi enquanto perguntam o que o Akakuni acabou de fazer.
Luiza Stilo (tia de Luigi): Mas o que acabou de acontecer? Você é uma bala humana?
Akakuni: Na verdade esse ataque que eu fiz não foi só artes marciais, é uma técnica milenar do Chi, que pelo que entendi não é comum onde vocês moram.
Draco Stilo: Chi? Achei que só tivesse o Fattore Spirale.
Akakuni: Não, na verdade tem umas 135 formas de adquirir poderes só na Terra.
Akakuni descreve 70 das que ele conhecia, e depois mostra com mais clareza o que ele usou pra aumentar seu poder, era o Ryūshin, uma técnica que fazia o metabolismo acelerar, fazendo o corpo atingir 440 bpm e 60°C, e Akakuni afirma como aquilo melhorava o seu corpo.
Akakuni: Com o Ryūshin os meus músculos se contraem melhor, e meu sangue distribui mais nutrientes pra cada parte de mim, mas não posso usar por muito tempo, minha pele fica sensível, sai muita água do meu corpo, e eu corro risco de infartar a qualquer momento.
Akakuni desativava a forma, se mostrando completamente magro, os músculos estavam mais visíveis, as veias estavam ressaltadas, e era possível ver o seu corpo se contraindo ao ritmo do seu coração.
Akakuni: Podem ir à minha casa, eu mostro como eu me recupero disso. Lá na casa dos Shin, o grupo de expedição da família Stilo tentava conversar com os membros da família, enquanto o Akakuni mostrava cada um dos 14 membros do grupo que o conheceram, e bem, a família Stilo fala sobre uma ideia de patrocinar os Shin para mais e melhores torneios, e inicialmente alguns iam aceitar, mas a mãe do Kakuni e de outros 9 membros mais jovens da família, chamada Shin Kasumi IV, afirma que eles não podem participar por 3 motivos.
Kasumi: Primeiro, não estamos em nenhuma crise, mesmo podendo pagar bem não tem necessidade, segundo, nossa família não tá à venda, e terceiro, vocês deveriam ter mais respeito à casa.
Akakumi: Espera, mãe, como assim? Eu realmente pedi pra...
Kasumi: Sim, eu vi os seus esclarecimentos, mas diria que você deveria ter prestado mais cuidado.
Giovanni Stilo (irmão mais velho de Luigi): Ah, até parece que a gente entrar sem sapatos ia matar alguém.
Kasumi: Primeiramente você deveria ter mais respeito com a casa dos outros, segundamente eu limpei a casa e esse tatame, e terceiro, os seus calçados estão muito sujos, olha as marcas!
Giovanni olha para o tatame e percebe que estava tudo sujo, ele não entende o por quê das reclamações, e Mizu, irmã de Akakuni, responde com outra pergunta.
Mizu: Na casa de vocês não se limpa os pés, nem batendo no chão de fora da casa?
Draco Stilo: Mas que porcaria...
Giovanni Stilo: Ma che, padre, cosa è il problem-
Draco dá um murro muito forte em Giovanni, como foi de qualquer jeito, o soco não atordoa e nem faz sangrar, apenas dói.
Giovanni: Io ho ti viziato molto, marmmochio, io dovrebbe essere più attento di te!
Mizu: O que eles estão falando?
Akakuni: Tão falando na língua deles, tá tão irritado que não tá falando que nem a gente...
Kasumi: Oh, gaikoku-san, deixa disso, vocês são visitas.
Draco: Hã?
Kasumi: Deixe que eu resolvo.
Kasumi faz uma chave com Chi solidificado, e o lançando, abre uma porta que conjura uma entidade guardiã da casa, grande educadora e serviçal dos Shin, chamada Jūkyūgoshin, que pega o Giovanni, e o arrasta para a entrada.Giovanni Stilo: Ei, quem você pensa que é!?? Me tira daqui!
Jūkyūgoshin: 家を軽視する者は罰せられるだろう!
E a porta se fecha com os dois lá dentro, Draco e Luiza perguntam o que vai acontecer com ele.
Kasumi: Ele vai ficar bem.
Depois disso, Kasumi resolve reiniciar a conversa, e os Stilo repensam a negociação.
> 12/08/2270.
Um novo torneio começava às 6:00, a família Stilo refez o contrato com a família Shin e então eles poderiam aproveitar a parceria para um intercâmbio mais intensivo. Sempre antes de começar as lutas, Shin Akakuni, assim como outros usuários do Ryūshin, usam como pré-treino 6 potes de sorvete de melancia com uma receita própria da família. E sempre depois das lutas, Akakuni bebe 1,5L de água.Piermario Stilo (primo de Luigi e Giovanni): Você não acha que isso vai te dar enjoo?
Akakuni: Dá nada, esses sorvetes são muito leves, o melhor pré-treino da família.
Sofia Stilo (mãe de Luigi): E esses galões? Você bebe tudo de uma vez?
Akakuni: Na verdade não, eu bebo pouco mais de um litro sempre depois de cada luta, eu suo muito.
Seguiam-se as lutas, e Akakuni, além de aumentar a sua força e velocidade com o Ryūshin, também conseguia usar o Chi sensorialmente, com uma técnica de análise parecida com o Devate, ele sabia cada ponto fraco dos adversários, e os acertava até terminar a luta. Porém, aparece um oponente à altura, que não tinha nenhum ponto fraco.
Leandro Juarez de Albuquerque, um faixa preta brasileiro que está participando do torneio por estar bem próximo de sua estadia em Kanto. Ele normalmente anda e treina carregando mais de 130 kg de peso junto com suas roupas, e ele não irá tirar tão cedo por mais que isso o deixe mais leve. Leandro e Akakuni se encontram na arena, se reverenciam, e iniciam a luta, eles trocam golpes de Karatê, Akakuni, sendo mais rápido, emitia Oi-Zukis e Nagashi-Zukis, enquanto Lenadro, mais lento e resistente, segurava os golpes, com Soto-Ukes e Uraken-Uchio, mas depois que eles veem que um era forte demais para lutar normalmente com o outro, eles usam o seu poder máximo. Enquanto Akakuni às vezes parecia sumir, ou parecia ser vários dele mesmo, ambos com usos diferentes da sua velocidade, usando a mesma técnica sanguínea de antes, Leandro tirava os pesos da sua roupa e aumentava os seus músculos, ficando mais durável e mais difícil de tirar do lugar.
Akakuni: Mas o que? Ele tá maior que antes?
Leandro: Pensei que você melhorasse!
Leandro e Akakuni trocavam socos, e quando Akakuni começava a sentir seus músculos se esticando e se queimando, ou seus ossos se rachando, ele começa a tomar distância e desativa o Ryūshin, e Leandro, por sua vez, voltava ao tamanho e peso original, e eles voltam a trocar golpes normais, dessa vez com o Akakuni desviando e o Leandro emitindo chutes e voadoras de capoeira, a maioria dos golpes erravam, mas 3 dos chutes faziam Akakuni cair no chão, e Leandro se abaixava de cócoras, encarando Akakuni nos olhos.
Akakuni: Ai... O que aconteceu?
Leandro: Tu ainda aguenta lutar, cara?
Akakuni: ... Sim!
Eles reiniciam suas posições, e lutam a sério, Akakuni se recusava a usar o Ryūshin de novo, enquanto Leandro controlava os seus músculos e ficava mais poderoso, e então Akakuni tem uma ideia: Ele avançava, alternando posições e direções próximas do Juarez, e ele acertava o rosto de Leandro, e mesmo acertando 20 dos 21 dos socos em Leandro, aquilo não o fazia cair, enquanto Leandro dava um soco na barriga do Akakuni, ficando imobilizado, e Leandro ia agarrar Akakuni para continuar o próximo passo, mas Akakuni desviava, se afastava, e então, ele avança contra Leandro com toda a sua força, o empurrando, e então, Akakuni ativa o seu poder máximo, aquela névoa de suor subia de seu corpo, sua pele se avermelhava, e ele estava mais rápido.
Akakuni: Irei te mostrar o verdadeiro Kogarashi!!
Leandro: O... O que? Como ele tá tão rápido? É como se ele tivesse tra transformado numa bala viva!
Leandro de Albuquerque segurava os golpes de Akakuni, mas alguns o Shin mudava de direção, ainda o acertando, e outros eram tão fortes que, quando acertavam os braços de Leandro, o machucavam ou o empurravam, e então, Akakuni resolve correr em círculos, o lutador afro-brasileiro não entendia nada, mas o artista marcial japonês estava precisando de algo para acumular a velocidade, e no último segundo...
"やった!! 心赤国ンが勝った!!"
Akakuni sofre um ataque cardíaco, e cai, mas ele conseguiu tirar Leandro da arena. Stilo socorre Shin AK com sucesso, e eles poderão seguir com o contrato.
Continua>>>
03/09/23
Onna
> 12/08/2270; Chalés Lunares, Suíça; Universo 255-P
Tifanny, Luna Pleine, Nouvelle e Naej passaram um tempo nos Chalés Lunares, um pequeno complexo de chalés construídos pelo Clã Luna, família matriarcal francesa e que inclui Pleine e Nouvelle, como um agradecimento após 10 anos de parceria entre a França e a Suíça, de um período entre 2238 e o o início de 2249, e esses chalés costumam ser liderados por Lunére Jubuh, um Lunére filho da Luna Recóte com um advogado árabe chamado Abdul Tabin, que passou por Lille por causa do caso a ser investigado, mas conheceu Recóte por lá, eles se casaram e Tabin se integrou ao Clã Luna.
> Lille, França.
L. Pleine: Foi legal, não é?
Tifanny: Um arraso! Não sabia que os seus primos por parte da Recóte fossem tão fofos!
Naej: A Ártemis foi estranha comigo, não entendi...
L. Pleine: Acho que mesmo eu falando pra ela que a Tifanny tava namorando um americano bonito ela tava esperando um fisiculturista com uniforme de franquia de fast food vagabunda.
Luna e Tifanny riam, mas o Naej lembrava de uma coisa.
Naej: Aliás, o que aconteceu com aquela pintora da família? "Jaúne"?
L. Pleine: "Jaúne"? Onna Jaune Suyane le Troisième?
Tifanny: Oui! Bem lembrado! O que aconteceu?L. Pleine: Bem, ela sumiu por alguns dias.
Naej: Ela morreu? Foi sequestrada?
L. Pleine: Calma lá, baixinho! Não é isso, ela só esteve viajando pra fazer umas artes próprias, eu vi algumas no Mixert. Bem, atualmente ela tá...
> Tombstaff, Arizona. Onna está em um trem que está percorrendo o Deserto do Arizona para uma cidade desse estado americano a fim de conseguir inspirações para sua arte. Ela odeia arte digital, mas se vê sem escolha, já que não conseguiria carregar mais de uma tela ou suas bisnagas de tinta e estojos de pincéis que parecem ilimitados, então ela está com um tablet da Wave, uma empresa alemã de celulares recém-fundada em 2269 e a primeira a aplicar o método 7 Sigma, com base em métodos de gestão de qualidade, estoque e custos e alto treinamento trabalhista de outros sistemas planetários na Via Láctea.
Ela chegou na cidade, e lá tinha uma arquitetura moderna com casas de concreto altamente firmes, os muros são baixos e as casas e lojas são grandes, e como é cidade no interior, tem muito pouca correria mesmo de noite, embora que a pouca criminalidade não seja porque as pessoas são tranquilas, mas sim por um medo primordial e que existe desde antes de Cristóvão Colombo conhecer a América. Existe na região uma entidade muito estranha, ela geralmente é vista como uma sombra em formas de pessoas ou animais, acreditava-se que eram vários, como os skinwalkers de Utah, mas na verdade é que essa entidade é onipresente na escuridão do Arizona, e somente há duas formas de afugentar essa coisa, enquanto eliminá-la, mesmo com Ego ou Chi, é impossível... As formas são:
- A luz pode espantar a entidade por completo, enquanto ela só consegue se manifestar na escuridão, seja ela em salas ou de noite ao ar livre;
- Músicas relaxantes reduzem o seu poder, amansa aquele ser, e reduz a energia negativa que, assim como forma os fantasmas no mundo material, transporta a entidade entre as casas.
Onna: Eu não sabia que vocês eram civilizados, eu...
Luzúhti: O que você queR dizeR com isso, cara-pálida?
Onna: Nada! Eu sempre via os filmes que falam de Oeste dos Estados Unidos e entendi que ia ser tudo umas casas de madeira ou aquelas ocas de cone, é...
Luzúhti: Cara-pálida mimada, estamos no interioR mas não vivemos na seRva, então pare com a faRta de respeito comigo e com os orto. Óia, essa é a Rua Quatro Ventos, sua casa é a 333, e num se esqueça de deixa as luz acesa na madrugada.
Onna: É... tá? Boa noite e desculpa.
Onna se instala na casa, e ela repara em como a casa é parecida com as outras deste bairro em particular, com paredes amarelo cítrico com rodapés vermelho escuro, o chão é de madeira vernizada em um vermelho rosado, e o teto é de concreto, para não abrir espaço para queda de pó ou goteiras. A sala de estar e a sala de jantar têm a mesma área, os três quartos e o único banheiro da casa são pequenos, e na sala de estar tem um elevador que pode descer ao sótão ou descer ao porão. As luzes são em lâmpadas ovais de cor branca com tons amarelados, e as portas são brancas com maçanetas de ossos. Onna via a porta e chegava a se assustar.
Onna: Mon Dieu... Isso é osso, talvez... talvez possa não ser, apenas alguma madeira muito dura, ou podem ser ossos de boi, eu já ouvi dizer que até a cola de escola é feita de ossos de boi...
Onna falava sozinha, ela estava um pouco mais confortável em falar em voz alta, senão, ela pensaria em silêncio... Quem dera se ela estivesse sozinha.
Onna: Hã?
Onna ouve sons estranhos, e volta para a região próxima de uma das luzes acesas, e ela vê que a porta estava aberta, ela acende as luzes que faltavam, e fechava tudo. Algo que parecia estar a observando estava achando interessante o jeito dela se defender de algo que ela nem sabia que estava acontecendo, e então, um vento forte começava a voar ao redor da casa, e então, umas sombras passavam ao redor. Onna não entendia o que sentir, ela já viu criaturas bizarras, e fenômenos celestiais únicos, mas aquele tipo de situação sobrenatural não era algo bom, ela achava que ia ser tranquilo, mas mal conseguia ter coragem de ir ao quarto, afinal, ela só consegue dormir na completa escuridão, algo que estava fora de questão numa situação dessas.
Ela apagava as luzes, e corria das salas, até achar o quarto com um abajur, e ela se cobre no cobertor, ela se sentia protegida, porém, ela começa a ouvir sussurros, não eram ao seu redor, mesmo nos cantos mais escuros do quarto, era bem mais perto que ela esperava, ela ergue o cobertor, e encontra isso: Onna desmaia, e só pôde acordar no dia seguinte.
> 13/08/2270.
Onna acordou cedo hoje, e ela não se sentia bem, ela dormiu sem nenhum sonho, e sentia dores de cabeça e um cansaço anormal, até cogitou dormir de novo para poder compensar o que aconteceu. "Aquela coisa engoliu os seus sonhos?", Onna pensava, mas era estranho, afinal, aquela entidade era muito mais forte que ela pensava, ele poderia ter causado pesadelos dolorosos, mas parecia que os planos daquela entidade eram outros.
Com tamanho desgaste mental e emocional, a jovem pintora já não conseguiria dormir direito, e com isso, ela teve um sono pesado, sem sonhos, ela não atingiu o estado REM do sono. Depois disso, ela prepara um café da manhã com o que tinha na casa, lá tinha pães italianos e de milho, um tijolo de manteiga um pouco raspado, e um pouco de pepperoni, a geladeira não estava tão cheia, isso porque esperavam que seus inquilinos já trouxessem a sua comida, mas bem, Onna só prepara quatro torradas com manteiga usando os pães que tinha, e procurando o que beber, o máximo que ela achou foi uma garrafa de vidro da Kuma-Kola, largada fora da geladeira, no canto que, na óptica de Onna, está no canto superior esquerdo da mesa de mármore branco.
Depois do café da manhã, ela procura o que desenhar, e ela procurava cenários para pintar, ela desenhava e desenhava, sem muitas exigências, a vila era tranquila, as crianças ainda corriam e brincavam na rua, caíam e se machucavam, mas se recuperavam rapidamente, há casas parecidas do lado da em que a Onna se instalou, e isso era mais nítido por causa dos muros de menos de 1,20m de altura, e bem, ela resolve sair da casa tomar um ar fresco e procurar inspiração.
Quase que ela é assaltada e perde os materiais, mas os Vigias impedem o ocorrido. Depois desse cenário, ela tentava carregar tudo na bolsa para poder esconder até achar um local seguro para desenhar normalmente. Ela encontra um subúrbio, ou favelinha, com casas mais fracas feitas de cimento comum, mas reforçado por vergalhões retos nos pilares e fibra de carbono para ter um telhado leve, os muros são placas de metal reutilizadas, como portões, peças de carros ou de naves, e janelas venezianas velhas. Onna via naquilo uma ideia. Porém, algo que ela não percebeu eram justamente os tênis pendurados nos cabos, sejam eles varais ou fios de postes. Quando tem um par de tênis intactos pendurados nos cabos, já é um sinal de problemas, porque sinaliza gangues humanas, mas os mais vistos eram tênis queimados, um sinal de gangues de mandisistos. Mandisistos são bondosos e convivem com humanos de forma saudável, mas quando lutam, não têm piedade com quem fizer mal à sua sociedade, seja à gangue em particular, ou com o território deles. Os Vigias operam muito pouco nas favelas, porque gangues de mandisistos como a Boca Doce, uma gangue local que ficou conhecida por esse nome porque antes lavavam dinheiro vendendo doces (balas, pirulitos, chocolate, barrinhas e bolos prontos), mas depois de um longo tempo de guerras com as forças policiais, eles fizeram um acordo, e as lojas deixaram de ser campo para lavagem de dinheiro para serem meramente pontos de encontro deles.
Crianças podem visitar essas lojas, os doces não são tóxicos, nem contaminados com alguma química ruim, muito menos tem drogas na mistura, são doces de qualidade normal, as pessoas da favela até preferem comprar doces da gangue, não sabendo o que eles fazem fora das lojas, porque é mais barato. Porém... ela tombou com um dos membros da gangue, que empurra ela para a direita dele, ou a esquerda da O. Jaune, com força.
Membro da BD: Sai daí, muié, é coisa sériah!
Porém, Onna volta a cometer erros.
Onna: Oxe, seu vagabundo mondermo! Você acha que é quem pra mexer com uma mulher desse jeito?
Membro da BD: Uai! O que você dizi?
Onna: O que? Ninguém respeita mulher aqui não, é? Você sabe como é seu salário estar abaixo de 90% do salário do outro que faz a mesma coisa?
Membro da BD: Oxe, e eu co' isso?
O mandisisto segura Onna pela gola da roupa.
Membro da BD: Eu sou déiz vehzes menos amparado que o seu grupinho, você mixinga com base na minha cohr e fohrma, não sabe da onde eu soh e ainda vem com racihsmo explícito em plehna rua gravda? T'é doid'é.
Continua>>>
13/08/23
Planeta dos Lagartos
> Ato 1: O começo
O planeta Hocerti, da estrela da Via Láctea chamada Cotton Prime, uma estrela azulada com uma zona habitável bem curta, e cuja civilização só foi possível por um dos planetas da órbita se aplicar exatamente na zona habitável do sistema estelar. As formas de vida evoluíram de forma parecida com a Terra, porém, aqueles que começaram a evoluir até ter formas de vida bípedes, com polegares opositores que os faziam se segurar melhor em rochas, árvores e terrenos mais íngremes, e depois evoluído em alguns exemplares para agarrar armas e alimentos, e o cérebro melhor alimentado aumentando para absorver mais informações e memorizar mais conhecimento, levando a civilizações de algumas evoluções como os humanos e os Dermurer (chamados nativamente de Shinoda) hocertianos (cuja nacionalidade começou como algo do império, e depois passou a ser generalizado desse planeta).
Esses guerreiros, chamados de Anfíbios Hocertianos devido à habilidade de lutar em água e terra, eram comandados a somente lutar contra os soldados, nunca atacando os civis, ou até socorrendo aqueles do próprio reino ou de reinos já aliados, usando as magias do Ego recém descobertas daquela época devido a um reinado anterior, e também, após derrotar ou eliminar os soldados inimigos, converter os civis, comunicando com eles até a assimilação dos habitantes ao novo sistema. Com o governo aumentando cada vez mais, Hocerti precisava melhorar a logística de seu povo.
> Ato 2: A logística dos lagartos Após juntar filósofos para formar a Academia Melia, com nome que homenageava sua irmã mais nova que foi assassinada durante uma guerra civil que o motivou a alistar no exército e se eleger a rei a partir da política republicana da cidade, e os filósofos, enquanto pesquisavam leis da natureza, estudos éticos como os Princípios Hocertianos do exército, e também melhorias tecnológicas para agilizar as viagens, como o desenvolvimento de novas carroças que atravessassem mais a resistência do ar, arquiteturas resistentes, incluindo descobrir o concreto, e também duas magias novas: o Voo e o Portal Vazz.
Vazz, em língua draconiana, significa Voz, e era uma magia capaz de abrir um portal para qualquer lugar que o ser que conheça a magia também já tenha algum acesso prévio, usando como "faísca" para ativá-la a voz do usuário, nesse caso, o grito mais alto que o feiticeiro consiga emitir esse portal, com um formato de bolha, possível pela vibração do som, que se possível, será forte o suficiente pra pressionar o espaço atingido. Após as melhorias, o império Hocerti se manteve estático, se melhorando e alterando gradualmente por dentro, ao invés de se expandir mais e mais, e com isso, o império se protegeu por eras.
> Ato 3: Era moderna
Durante a Era Contemporânea, a paz entre os reinos já descobertos e dominados e levou a uma corrida armamentista para obterem o nível de uma nova ordem mundial. Alguns países se quebraram, incluindo o milenar império Hocerti, e isso levou a um longo atraso na civilização, incluindo a queda total dos Shinoda, vivendo nas montanhas do Ocidente, e os hocertianos originais, em cidades separadas, a buscarem melhorias próprias, seja se aliando a governos próximos, ou entre eles mesmos, dominando cidades inimigas, buscando aliados mágicos, como dragões, ou utilizando da sua tecnologia e unicidade para, não só resistirem, mas também avançarem.
A guerra levou 93 anos, e enquanto os governos ao redor se quebravam fisicamente, o pouco que restou de Hocerti se reconstruiu como República Nemeia, e ao invés de atacar reinos próximos, começaram a se aliar a eles, com diplomacias e assistências, e conforme o tempo passara, a República Nemeia tomou todas as posições até a ordem mundial, descobrindo, melhorando e neutralizando tecnologias como a bomba nuclear, a tecnologia fotoelétrica que levou ao acesso prematuro da tecnologia a laser, como a computação quântica e fontes de energia infinita, e também a viagem espacial, o que levou à descoberta de novas civilizações.
> Ato 4: Outras curiosidades.
Os sapiens hocertianos comuns, conhecidos informalmente como "humanos hocertianos", ocupam 80% de toda a vida sapiente nativa deste planeta, enquanto há 12,3% dos seres composto por Shinodas e os 7,7% restantes de algumas espécies que os hocertianos só estão catalogando agora. Sua magia, baseada no mesmo Ego que move a magia mental, é melhor e mais eficiente, capaz de assumir atributos transcendentes a partir da telecinese, ativar portais a distâncias indefiníveis com apenas um grito, e sua proximidade com os dragões levou a poderes muito grandes, como o Clawritu (Garra Espiritual; fogo draconiano ancestral), o Maharitu (Palma Espiritual; um raio de plasma de alta extensão) e as Cinzas (uma magia ancestral que Sean encontrou em ruínas perdidas no Nordeste do planeta, conhecido como Oriente Ártico, ou Sibéria Bárbara como era o nome da nação em que foi localizada, seu desaparecimento é pouco conhecido). Os hocertianos também têm um poder físico próprio de adaptabilidade elevada e reativa, capazes de ficarem mais fortes em corpo, mente e alma, se regenerarem de pequenas feridas, que até então só a cauda se regenera por completo, e com isso eles podem aprender informações melhor e mais rápido e até aprenderem línguas novas só de conversar com alguém que estiver as falando.
12/08/23
Ômega Vermelho
> Ato 1
Em um tempo imemorial da Via Láctea, no sistema Psychino, vista no céu do Hemisfério Norte, havia uma enorme civilização, potente o suficiente para aproveitar energia dos planetas e da estrela à vontade, porém, movidos pela ganância, eles começaram a militarizar suas fontes de energia, a Esfera de Dyson passou a ser como uma estrela da morte, disparando feixes de energia para destruir planetas julgados "inferiores" por esse povo, construções de silício eram convertidas em robôs feitos para caçar rebeldes, e inteligências artificiais para expor informações dos civis, e líderes e diplomatas elevaram a burocracia, em que até mesmo comprar um equivalente deles a um pão levaria 1 dia de processo, com a farsa de que aquilo garantiria comida fresca e segura, mas na verdade os civis não conseguiam nem mesmo comprar suprimentos em paz.
Toda essa ganância, militarização e paranoia levou ao uso de uma energia própria que eles descobriram, cujo nome atual, da Agência Galáctica dos Humanos, agora é factum omega (Fator Ômega como traduzido da língua franca C-200, do Setor C), mas seu nome antigo era algo tão atroz, tão assustador, de pronúncia tão desconfortável, que uma mera leitura pode causar dores de cabeça, náuseas pesadas, desmaios e ataques epilépticos.
> Ato 2
Essa civilização, chamada de Telquines em alguns idiomas terrestres, ou Ghouls em idiomas alienígenas, foi declarada como autodestruída, devido a condições inaceitáveis para vida orgânica macroscópica, com o planeta considerado a Capital, o planeta "Psychino C", ou Sepharani como acharam nos fonemas da escrita das cidades, estava cheio de nuvens negras de poeira e o que sobrou da água em vapor do céu emitindo raios elétricos vermelhos, ossos dos antigos animais, como os sapiens da civilização, terras completamente secas, e grandes pirâmides negras com pontas e linhas de brilho escarlate, tudo com aquela energia ômega.
Foi então que a energia disse seu verdadeiro nome, causando 12 mortes de uma só vez, e assim, para nunca desencadearem uma situação de risco mental e mágico como aquele, batizaram de factum omega, assim como essa letra representava o fim e o alto poder destrutivo, algo que condizia com o propósito daquela força, que devido a ela ter uma mente, e se comunicar com quem tenha contato, era confundida com uma entidade, um deus ou uma dimensão senciente ou sapiente.
> Ato 3
A Agência Galáctica dos Humanos não usou a energia ômega para apenas a elite de seu exército, e nem mesmo seres que já tenham poderes, e ela sobrecarregava robôs, também os tirando de cogitação, e então, eles decidiram escolher seres de atributos medianos, ainda selecionados para o exército e que demonstraram alto desempenho já no início de sua carreira, ajudando pessoas, combatendo criminosos de alta patente e segurando incidentes meteorológicos, que a G.A.H. já tem a possibilidade de combater.
Os soldados são introduzidos a essa energia, que se une aos corpos deles, e ela os tornava mais fortes, imunes a efeitos da manipulação da realidade e da mente, somente podendo ser detidos por golpes físicos diretos, que embora acessíveis para a magia do Ego, eram muito raros, já que os magos, arrogantes do que são capazes, sempre escandalizam manipulando invasivamente o que desejam. A energia cósmica podia se modelar em armas, como lâminas, raios elétricos, laços e flechas de força imaterial, que inimigos não conseguiam desfazer, mas os golpes eram sempre certeiros.
Uma armadura azul, de ligas de aço modernas eram prototipadas pelos Laboratórios Sinan, do Norte da Via Láctea, para resistirem ao excesso de energia cósmica, mantendo os usuários ainda vivos e prevenindo os efeitos danosos daquela energia. Com tamanha gama de poderes, o Concelho Galáctico decidiu preparar algumas funções para que a energia ômega não fosse desperdiçada como se fosse apenas mais uma entre as nonilhões de opções de armamentos da galáxia.
> Ato 4
Depois de investigações envolvendo os níveis de realidade, incluindo a descoberta de uma quarta dimensão após ultrapassar o nível mapeado como "realidade 100", enquanto os níveis mais normais de realidade são considerados de 25 (neutro e sem atividades anômalas) a 50 (neutro, mas com atividades anômalas leves), porém o factum omega, uma energia cósmica com inteligência, alcançava 78 em nível de realidade.
Depois de longos século de uso, seja no presente ou no passado como era para a óptica para uma energia com mente cruzando milhares de anos luz a partir dos Portões de Partida, a energia ômega passou a tomar um novo propósito, de além de deter anomalias na realidade, também medir níveis de realidade, incluindo a Operação D'rax Hozierti, uma missão para neutralizar um demônio das profundezas do Tártaro, chamado D'rax, o Deicida.
Essa entidade vivia a camadas muito profundas do plano demoníaco, tão profundas que podiam esmagar matéria e alma como um buraco negro, porém, após a guerra que levou à danificação irreversível da Constelação de Leão, eles caçaram essa entidade, levou dias, meses e umas poucas décadas, até que eles encontraram um método para acessar essa dimensão: O palácio hermético. Usando a mesma técnica dimensional conhecida no planeta Blumodoro, ou aquela para criar os Biblioplanos para magos estudarem e tecnólogos prepararem projetos sem perderem prazos, ambos dilatando o tempo e sendo centralizados por estruturas de tecnologia e composição comparável à instalação de entrada, ambos algo capaz de criar dimensões de bolso com altas cargas elementares, eles construíram uma espécie de dimensão de bolso vermelha com acesso ao Tártaro. Ao passo que os Biblioplanos tinham ambientes liminares e de tamanho variável ao redor das instalações centrais, com cores verdes da energia temporal do plano, os Departamentos Sagitários de espaços azuis têm apenas a energia do elemento espacial para melhorar a armazenagem de materiais, ou o Vale Desconhecido em Blumodoro para selar uma entidade anciã, essa dimensão – o chamado "palácio hermético" para a Agência – tinha uma cor vermelha, pela alta concentração de elementos agressivos da natureza para segurar as brechas dimensionais para o Tártaro, junto, é claro, dos soldados armados com o factum omega, e que segundo relatos e uns poucos documentos do ocorrido, tirando toda a arquitetura física, mágica e dimensional, e a preparação de planos para chegar a tamanha conclusão, os soldados ômega assassinaram D'rax em cerca de 3 segundos, o que provava que, além do alto poder e adaptabilidade daquela energia, ela podia ferir seres imateriais de nível platônico.
11/08/23
A Microsaga em Deming
> 12/08/2270; Deming, Novo México; Universo 255-P
John Parker esteve indisponível devido a uma missão, contratado pelo Jolly Sunshine para ajudar em algumas pesquisas, além de também ajudar a vigiar o Peter Gris para evitar outros incidentes envolvendo a libertação forçada do espécime. Giulia Valentine e Marcus Akira estiveram no laboratório, construindo o que vão precisar para continuarem seu patrulhamento na cidade por mais alguns meses. Devido às cápsulas de teia durarem dias depois da ejeção, e terem uma validade de uso de um ano, não será necessário produzir tantos cartuchos de teia artificial.
Oxton não tinha só a velocidade, com a sua Fisiologia Acelerada, ela pode correr rápido combinando força muscular e impulsos no tecido do espaço, seus músculos e pele são mais resistentes que o normal, prevenindo várias cicatrizes, que por sua vez podem nascer e fechar feridas muito mais rápido, ela pode se regenerar a partir do seu sangue, também acelerado para sempre repor nutrientes.



Tem comidas que ela já tem em casa, como frutas, macarrão de ontem, pães que ela compra normalmente na padaria, salgadinhos, barras de chocolate e vitaminas de maçã ou morango, tudo das maquininhas de compras, mas os favoritos dela são os Bolinhos de Avelã, pequenos bolos de creme de avelã de 6 cm de altura e uma área do topo de 50,26 cm², são bolinhos gordinhos de 750 calorias, que a Carla comia 2 seguidos para se repor e continuar usando os poderes.
Com um pouco de história por aqui, em uma data não especificada, entre Julho e Agosto em 2178, uma névoa química escapou de uma empresa tecnológica atualmente fechada, o dano não foi muito, além das queimaduras e da alteração dos pelos e cartilagem, o que causou calvice e reduziu a estatura da maioria das pessoas, porém, elas tiveram poderes, e os descendentes desses sobreviventes, incluindo John Parker e Carla Oxton, tiveram os poderes sem nenhum dano colateral. A Agência Galáctica dos Humanos até cogitou contratar alguns para o exército deles, mas o Concelho recusou, soaria uma colonização o ato de tirar as pessoas de suas casas para lutarem em uma guerra intergaláctica só por não serem como os humanos normais, tanto que o 05 satirizou, complementando que "se um ser humano dessa cidade queira ser um padeiro, mesmo tendo energia para causar explosões nucleares, que seja, ele tem direitos de um humano mesmo que seja uma nova evolução de outros humanos terrestres", e ele não falou de um humano com tamanho poder apenas para exemplificar, mas sim estava falando de Pihaden Atombo, apelidado de Nuke, devido à destruição de alguns quarteirões causados pelo despertar do seu poder. Atualmente seu poder está estabilizado, apenas adormecido, e ele trabalha na Padaria Kaizen, a melhor da cidade.
Depois de comprar e comer o que precisa, Carla Oxton decide usar seus poderes para alcançar e visitar a Web Cave, por onde ficam alguns supers da equipe do John Parker, liderados pela Giulia Valentine e seus robôs aracnídeos. Aparentemente o real poder da Giulia vindo da evolução acidental de Deming é a sua inteligência, com 185 de QI e 2 PhDs após a primeira graduação em biologia em 2234, mas também tem uma pele adesiva que garante uma melhor capacidade de manusear objetos, embora ela use roupas grandes para não grudar braços nas maçanetas ou as coxas nas poltronas.
Além dos equipamentos para John e Marcus, e um novo soro regulador chamado Óxido de Draconuano Saturado, para 3 outros integrantes que têm poderes mais instáveis, como Luca Kashinabi, que tem poder de controlar e gerar fogo de seu corpo, a Giulia esteve fazendo também uma bebida energética própria, chamada Sairi, com todas as vitaminas descobertas na Terra, e pequenas concentrações de Ferro e Zinco, isso porque, além disso ajudar a patrulha dela, também poderia ser vendido como um bom energético, e isso daria uma vantagem econômica para a Web Cave.Carla: Caramba, quanta coisa vocês têm, dá pra eu correr aqui por horas.
Carla corre pelos corredores, bibliotecas digitais e salas de operações, e volta.
Carla: Deixa pra lá, vi tudo em 10 segundos.
Giulia: O que você está fazendo aqui?
Carla: Como você me sentiu? Evitei fazer barulho.
Giulia: Pode não ter feito som, mas o vento que você solta quando corre se move muito.
Carla: Tá me chamando de peidorrenta?
Giulia: Claro que não, menina! Quando você corre, o vento se mexe muito, mas não como se eu não pudesse te ver com os sensores térmicos dos corredores.
Carla: Caramba, eu ia ser pega de qualquer jeito?
Giulia: Sim, exatamente.
Carla: Ai não...
Giulia: Bom, tô fazendo esse suco esportivo aqui, Sairi, e também preciso que você me ajude a vender e distribuir essa bebida pela cidade. 20% dos lucros ficam com você.
Carla: O que? Mas e o meu trabalho? Não posso sair do ramo de proteger a cidade, sou patrulheira!
Giulia: 1 hora, qual é o meio-tempo mais livre que você tem?
Carla: Das uma à cinco da tarde, por que?
Giulia: Preciso que você se arrume pra umas...
Carla: Ao meio dia já tô em casa, na primeira hora da tarde eu pego o que você precisa pra preparar tudo.
Giulia: Legal, anota aí.
> 15/08/2270.
Tarde de Segunda-Feira, Carla começou a se acostumar com a compra de frutas para fornecer à produção de Sairi pela Giulia, ou levar as caixas e engradados desse suco especial, 1 hora, com 25 minutos em um quarteirão vendendo as latas e garrafas, 5 minutos de descanso e reposição, e mais 25 minutos em um novo quarteirão, depois de dois dias de trabalho a Carla até conferiu se podia fazer uma hora extra, porque aquilo estava muito rápido, mas a Giulia recusou porque, mesmo podendo produzir esse suco muito rápido, ainda era artesanal e sob medida, não dava para acelerar a produção sem afetar a qualidade, e que automatização, devido ao lucro, poderia levar alguns dias até que o ganho com as vendas passe de $3.000 para $3600 por dia, já que as despesas estavam em $100 por pacote, sobrando sempre $1200 para o dia seguinte, então, Carla tem uma ideia.
Carla: E se a gente aumentar um pouco os preços e fazer uma propaganda?
Giulia: ... Pode ser.
> Velha WDC, Nova Jersey.
John Parker esteve ajudando nas pesquisas de Jonathan Sunshine, dessa vez não cuidando do Peter Gris, que já aprendeu algumas palavrinhas da língua moderna essa semana, mas agora testar alguns robôs de combate. John não entendia o porquê dos projetos, mas Jolly diz que é só uma cortesia para a base do Muramasa, afinal, ele viu que, além dos robôs inteligentes que operam lá, também tem mechas e armaduras tecnológicas. John Parker testava com alguns soquinhos, não dava em nada, então ele começa a socar com mais força, e ele conseguia esmagar os robôs gigantes com poucos golpes, porém, o John Parker estava sem o traje de Tarântula, então seu corpo, desprotegido, se cansava e gastava mais, e ele quase é pego e esmagado por um dos mechas que tentavam revidar.John: Pensava que isso ia superar minha força... por meio dedo.
O mecha estava com um dos dedos do braço esquerdo danificado, a viseira negra quebrada e com o que sobrou da teia orgânica do John Parker, que a propósito, o próprio mutante aranha usou seu sensor de perigo para rastrear, não só o ataque "inesperado" do mecha do momento, mas também uma forma de escapar e contra atacar, e dando um mortal enquanto segura uma das mãos do mecha, ele vira a força do robô contra ele mesmo, o forçando a cair de costas sem o braço direito inteiro.
John: Bom, e aí, Jolly, o que mais?
> 17/08/2270; Deming, Novo México.
Carla deixou a venda do Sairi, mas pela popularização do suco, outras pessoas se voluntariaram para comprar e fornecer a bebida, com o passar do tempo, ele se tornou o suco esportivo mais popular de Deming, e o segundo mais popular do estado americano do Novo México. Carla conversava com Pihaden na padaria.
Carla: Essa semana tá cada vez mais corrida.
Pihaden: Você ainda tem o que aprender e presenciar, garota.
Carla: Oh no, frases clichê?
Pihaden: Todo personagem com cara de mentor fala isso e nem é uma quebra de quarta parede, embora que eu perceber que tô falando sobre quebrar a quarta parede só faça quebrá-la ainda mais, todo mundo acabaria falando quando tem um colega mais inexperiente na vida, pra falar a verdade, quando você é criança, um dia parece uma eternidade, mas quando você cresce, por mais que pareçam maiores ou mais cheios os dias, eles passam mais devagar, porque você viveu mais tempo, tem mais anos de vida, e com isso o mês passa a ter proporções menores com o seu tempo de vida, depois que eu fiz essa padaria aos meus 25 anos, era tudo uma terapia, fazer pães pra alimentar quem não foi de base pelo meu desespero, mas assim, eu tenho 102 anos, os dias que eu sentia como horas, agora passam como segundos, não é como uma doença degenerativa, em que as memórias somem e pulam, é que tá tudo tão rápido, mas eu tô tão dentro da mesma rotina, que eu...
Carla interrompe Pihaden, correndo e passando pelo balcão para abraçá-lo.
Pihaden: É... tá tudo bem?
Carla: Você foi como um vovô pra mim, vejo você toda Segunda e Sexta, pelos pães, pelo bolinho de avelã... agora vejo o tanto de coisa que eu poderia te ouvir, mas que eu perdi a oportunidade... não quero perder mais histórias suas...
Carla chora de emoção.
Continua>>>





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