Boas vindas

Sejam bem vindos ao meu blog, Projeto Dream, esse blogspot eu criei para registrar uma história que eu estava criando e planejando há tanto tempo, com muitas raças, muitos poderes e muita, mas muita luta. Espero que gostem.
[Aviso: Esse blog e suas histórias podem envolver mortes, suicídios, conteúdos de duplo sentido ou explicitamente sexuais e conceitos filosóficos muito difíceis de se entender, não recomendo que você leia se for menor de idade]
Nota para novos leitores: A versão mais recente e que deve ser acompanhada ou então levada a sério é a de 2022 em diante, de 2021 para trás é a versão antiga atualmente descanonizada.

20/09/23

Projeto Dream, episódio 187

> 03/09/2270; Stelligra; Universo 255-P
 Na Stelligra, conhecida também como o plano negativo, a maioria das espécies eram monstruosas como aquelas que Otasha catalogou, aquelas feras variavam entre insetos gigantes, vertebrados de formatos anormais e alguns tipos de dragões de antimatéria que cuspiam um fogo vermelho muito radioativo.

 As expedições do Raio de Ereon estavam igualmente difíceis, e eles eram sempre deportados para o mundo normal, curados e higienizados, e então, isso levou Dr. Shiro a construir robôs, não só para construir as colônias, mas também para fazer as expedições no lugar dos humanos. Enquanto isso, os ladrões de antimatéria, em outro canto dessa dimensão, estiveram conversando sobre o plano deles de conquistar pelo menos a porção que alcançaram da Terra, mas algo inesperado estava acontecendo, enquanto nenhum dos heróis estava sabendo: os Taron estavam em desvantagem lutando contra os centauros, que também estavam na cidade.

> Albuquerque, Novo México.
 Os centauros podiam ter no máximo a força dos animais, terem armas normais, e ainda se curvarem às leis da física natural, mas eles eram ótimos caçadores, e eles lutaram contra os antihumanos, não por altruísmo de proteger a cidade em que eram vizinhos, mas para evitar que aquelas coisas contaminassem as florestas e as áreas rurais por onde eles habitam, e aquele cheiro de acetona era horrível, dava para senti-los a quilômetros.
 Michael, Oprah e Norville levaram Jane e 8Mike para a casa da Aika Naan, por onde também estavam Jean Wayne, Licia Trish e Joseph J.J., e eles conversavam algumas coisas.
Jane: Eu tô com saudade do papai e da mamãe.
Aika: Eu nem consigo imaginar como você vive tão de boa com os pais tão longe, acho que eu...  morreria se meus pais sumissem.
8Mike: Uki é morrê? '^'
 Norville improvisa o que contar pra deixar o garoto sem dúvida mas também sem trauma.
Norville: É... digamos que é como se cada pessoa, cada animal, e algumas das plantas, tivessem uma validade, e quando passam dessa validade, elas morrem, como se tivessem que passar por um sono eterno. É...
Michael: Acho que contou bem como é.
8Mike: Ispero naum dormí pa sempre, quero fazê muita coisa, kinem minia imãzinha! :)
Joseph: Queria ter esse ânimo na infância, quantos anos ele tem?
Jane: 3 anos, pois é, ele passa pela mesma anomalia que eu, de envelhecer mais por causa do fuso-horário.
Jean: Como isso funciona?
Jane: É porque em Stereo os calendários são diferentes, os fusos-horários sempre dão 1 ano de Portão de Partida, e essas viagens faz a gente avançar mais no tempo, boa parte porque é como se a gente estivesse acompanhando os tempos de viagem, e...
Oprah: Acho incrível como ela sabe dessa gambiarra toda, e eu esqueci que dia eu tirei os sisos.
Jane: Eu já participei de duas olimpíadas de matemática, uma na Lua da Terra e... peraí.
 Jane abre um holograma pelo chip de sua mão direita, e ela acha o certificado.
Jane: Ah! É em Hawtália também, Stereo!
Aika: ... E eu-
Jean: Eu achando que a Licia era a mais rica da turma.
Oprah: Filhos da Tifanny e do Naej, e olha que o Naej já passou por uma crise quando ainda tava pra ter a Jane.

> espaço sideral.
 Tifanny, Naej e Symphony Manoel voltam à Via Láctea muito rápido, e acabam se encontrando com a equipe espacial da D.R.V.G., e eles se cumprimentam. Foi muito curto o reencontro, afinal, eles estavam com pressa para rever o pessoal da Terra, além de saberem que Jane e 8Mike estão lá nesse momento, e que Muramasa avisou que eles não vão para a dimensão dos monstros por um longo tempo.
 Isabella dá dicas a Julie sobre investimentos, afinal, ela sabia que o trabalho de policial galáctica estava difícil e seria ainda pior tentar arriscar tudo para ganhar mais, enquanto Naej conversava com Julie e interagia com o Oliver Dermurer, jogando rugby com ele. Iam falar que era injusto colocar um adulto e uma criança, ou no caso um adolescente, no jogo 1x1 de rugby, mas... estamos falando de um adolescente híbrido de dois monstros poderosos com um poder telecinético elevado, contra um humano anão que no máximo consegue se regenerar, Naej leva muito tombo e é até jogado para longe.
 Depois de 1 hora de interação, o trio se reagrupa, e Julia Versace entrega para Tifanny e Naej, cada um uma esfera de bronze dos Versace, como lembrança entre os grupos, e o Symphony Manoel tem seu poder atualizado com ajuda da Rihana Pacheco, que a propósito, sabendo dos assuntos familiares da Tifanny e do Naej, pede uma coisa.
Rihana: Também vê a Venturina 172, Oaxaca, pra dizer pro meu pai que eu ainda amo ele!
Symphony: Certo.

> Las Vegas, Novo México.
 Muramasa termina a ligação, e confere com o John Parker como ele e outros mutantes estão nos afazeres deles, seja dentro ou fora da cidade de Deming, ou também o John e a Melissa agora com a equipe da O&S, e que no caso, ainda irão voltar para a Terra para ajudar o Construto.
Sean: Seu projeto com essas coisas tá bem difícil, será que o meu poder das Cinzas irá ajudar?
Muramasa: Temo que não, seu poder controla a matéria, você pode acabar com dois riscos. Ou... você não conseguirá afetar esses antihumanos, porque são de antimatéria, ou... você pode colidir átomos de matéria contra os desses seres, e causar uma reação em cadeia perigosa.
Sean: Tem razão...
Muramasa: Pode não ser perigoso pra você, mas pra toda a Albuquerque.
 E falando em Albuquerque...

> Albuquerque, Novo México.
 Thomas Albakar e Yuri Yoshida de Atameru tiveram uma oportunidade com os antihumanos, sequestrando um deles, e o impedindo de escapar ou se rebelar pela pura força e poder espacial da Yuri com suas adagas de teia cósmica, poderosas para ferirem aquele ser sem causar uma reação matéria-antimatéria em cadeia, enquanto Thomas liderava um ringue de luta clandestina, em que esse antihumano – com o nome de Pelcin Mark, mas com o codenome forçado de Diablo – sempre ganhava, porque seus meros socos queimavam a pele dos humanos, ou continuava forte mesmo para ferir monstros, dos menores aos maiores.
 Thomas ganhava algumas centenas de dólares com aquilo tudo, e enquanto assistia às lutas do "Diablo", ele e Y. Yoshida tomavam, cada um, um copo americano com 6/7 do copo cheio de leite achocolatado, juntos, não se importando com quem esteja se machucando mais, se é o "Diablo" ou se são os seus concorrentes, cujas apostas sempre falhavam, enquanto aquele antihumano não recebia nem um "parabéns".
 Essas lutas clandestinas geraram uma longa renda e também uma nova gangue para Thomas e Yuri, enquanto eles tinham perdido a anterior anos atrás por intervenções da Harii, que ainda não tinha reconhecido Thomas como um dos ditos responsáveis. Depois das 19:00, a gangue se reunia em um banquete provisório, com costelas de porco assadas e temperadas, frangos e patos assados, com carne artesanal, ou seja, de frangos e patos de verdade, e muito vinho para beber, e uma única garrafa de Kuma-Kola.

Continua>>>

Projeto Dream, episódio 186

> 02/09/2270; espaço sideral; Universo 255-P
 Naej, Tifanny e SV Manoel arriscaram viajar um pouco longe pelo universo, conhecendo alguns povos na Galáxia Anã Cão Maior, que a civilização via-lacteana registrou alguns lugares devido às reservas de minérios de ouro, prata, cobalto, ferro e níquel, além de diversas fontes de carbono como grafite e diamante, então, para tornar a negociação sobre esses produtos, a G.A.H. preparou instalações, principalmente metrópoles de humanos por onde ocorrem as exportações dos produtos dessa galáxia e importações do que a Via Láctea já tem ou já pode oferecer.
 O trio visita uma dessas megalópoles humanas no planeta Inatan, Axopolis, a cidade tem prédios de uma receita de concreto nativa de Inatan, a maioria dos prédios são longos, altos, cilíndricos, com o topo de cada um sendo elíptico e de maior área, há um imenso Jardim-Verão pela saúde dos civis que saem pouco dos prédios. O grupo resolve parar um pouco para apreciar os alimentos que possa ter por lá, afinal, tinha pouca comida nos armários e geladeiras da Nave Taguchi do Naej, e não será fácil eles irem atrás de alimentos.
 Lá tinha hambúrgueres pequenos, custavam menos de um dólar, então, cada um comprava dois, sendo 3/6 dos hambúrgueres (2 do Symphony e 1 do Naej) de carne de Yuurti e um queijo amarelo similar ao Cheddar, porém de Inatan, chamado Queijo Gordo Inatarense, e 2/6 dos hambúrgueres (1 hambúrguer da Tifanny e 1 do Naej) sendo hambúrgueres de opção vegetariana, com grãos, maionese e cebola extra, e um tubérculo macio e comestível deste planeta, parecido com os tomates, e o 1/6 que sobrou, pra Tifanny, sendo um hambúrguer de polvo, ou como eles chamam, de Ciun Titiun, algo como Cefalópode Vulgar das Profundezas, tem um ótimo sabor de frutos do mar. Para acompanhar, pediam uma porção de doces agridoces nativos chamados Kitin, são como bombons coloridos, crocantes, com um gosto semelhante ao chocolate, porém, com a massa feita de poupa de Ohote, uma fruta semelhante a mírtilos ou açaí, e para beber, cada um tem um copo de milk-shake de Toronto, uma fruta comum nas montanhas da região deste planeta. Eles podem estar com saudade dos filhos, mas demorará para sentir saudade dos amigos, já que se sentiam bem à vontade.
 Enquanto isso, chegando no espaço, Spelia e uma frota dos Brasões de Latão buscaram Melissa Pudding e John Parker para dar apoio às investigações dos ladrões de antimatéria, pela qual o grupo conseguiu resolver os casos daqueles seres, e impedir um atendado que estava prestes a acontecer contra a estação SB-129, e depois revisitando Olympicus, a maior estação Tekran da O&S, e alguns membros dos Brasões, curiosos, perguntavam sobre o que a Melissa faz.
Bração 1: O que acontece se ela se teleportar, sabe, com uma nave, ela pode transportar a-
Melissa: Não.
Bração 1: Ela é homem?
Melissa: Primeiro, me chame de 'mulher feia', que combina mais e tá mais viável, e segundo, não, meu teleporte não leva junto o lugar em que eu estiver, só leva o que tem no meu corpo, o que eu tô vestindo, ou o que se segura comigo. John, vem cá, tive uma ideia.
 John Parker se aproxima e eles ficam de mãos dadas, e Melissa, segurada com o John, se teleportava para diferentes regiões, é como se o John, enquanto estiver se segurando na Melissa, fosse confundido como parte da Melissa.
Bração 2: Mas... mas... qual é a diferença de algo que tá segurando ela, e onde ela tá pisando?
Melissa: Nunca parei pra pensar, mas não é como se eu estivesse carregando o chão nos pés.
John: Acho que já vi ela teleportando sentada, a cadeira ia junto... E só.
Melissa: Cês têm pudim?
Spelia: Tem sim. Pode ir lá pegar, na sala B6.
Melissa: Certo.
 Melissa teleporta, demora 3 segundos terrestres, e ela teleporta de volta com um pudim de copo e uma colher de plástico pequena, e ela aproveita o pudim, era um pudim simples, porém de receita estereana, com leite e açúcar diferentes, um humano normal não reconheceria, mas Melissa sabia, e tava gostoso.

> Albuquerque, Novo México.
 Jane e 8Mike estão em Albuquerque por um portal conjurado pelas shiruuts, e eles visitaram a casa que Naej e Tifanny se instalavam na Terra estava sob aluguel, já que o casal estava ocupado demais com as viagens e deveres espaciais, e curiosamente, estavam ali um dos filhos, nora e alguns netos do Long Cheng naquela casa. Fazia 7 anos e 6 meses que Tifanny e Naej não conversavam mais sobre o velho chinês, e como gratidão por terem sido, por um tempo, vizinhos de apartamento, eles deixaram Sr. Cheng, ou pelo menos, os herdeiros dele, se hospedarem, mesmo temporariamente, por um contrato de 4 anos que irá terminar em Dezembro do ano que vem, dando tempo para eles comemorarem o Natal antes de partirem de volta à China.
 Jane conversava com o filho do Long Cheng, chamado Wei Cheng, enquanto Rachel Jeanson, esposa de Wei, preparava o macarrão para a família, e via que irá sobrar para Jane e 8Mike comerem também. Falando em 8Mike, ele fica amigo dos filhos de Wei e Rachel, as crianças, inocentes e amigáveis, brincavam, corriam e conversavam normalmente. Curiosamente, 8Mike teria 2 anos em um calendário terrestre, mas devido aos lapsos temporais dos fusos-horários interestelares, ele não cresceu ou teve aniversários ao mesmo ritmo que a Terra passou, assim como foi com a Jane, e 8Mike tem 3 anos e está próximo dos 4 anos. Jane, por sua vez, completou 19 anos.
 Jane, entediada, interage com os filhos de Wei e Rachel, e 8Mike mostra a Jane para os agora amigos dele.
8Mike: Essa é minia imãzinia. :)
Jane: Oioi!
 Jane resolve se sentar de pernas cruzadas entre as crianças, e contar algumas histórias de aventuras, algumas dos seus pais, algumas dos amigos dos seus pais, e umas poucas das próprias aventuras dela. Foi algo muito fofo, no meio-tempo, eles almoçam junto com a família Cheng-Jeanson, era um macarrão tradicional de receita criada por Long Cheng, com muita carne de frango e bem temperado. Essa receita a família Cheng usa para vender macarrão em um restaurante caseiro, geralmente em trailer, já que pode mudar de lugar com frequência e ainda voltar pra casa. Depois de 3 horas por ali, os dois se despedem e resolvem visitar Michael e Oprah, com ajuda da Aisha, ainda a atual responsável pelos dois.

> dimensão dos monstros, plano etéreo/material.
 Na casa das shiruuts, Inka Liva está praticando os seus serviços para os monstros de maior poder monetário, liderando as guerreiras-prostitutas da casa já que, normalmente, as shiruuts trabalham como prostitutas, algumas vezes tendo outros serviços como enfermeiras ou reforços de exército, e o principal serviço existe como uma forma de motivar e, ao mesmo tempo, controlar a reprodução dos monstros sem a criação assexuada de Amon.
 Os monstros que se acasalam com as shiruut, apelidados de kiranter (plural: kirantuur, feminino singular: kirontir, feminino plural: kirontuar, agênero: kirant), algo como cavalheiro ou anfitrião, como se eles se candidatassem ao apoio das moças, ou se esse elo entre os kirantuur e as shiruuts fosse mais do que platônico ou prazeroso, mas sim romântico. Jane não deixou 8Mike ver sobre essas casas de shiruuts porque sabia que ele é novo dms pra ver esse tipo de coisa, e quando ela mesma viu essa situação, foi como entrar em uma comunidade.
 Primeiro, o choque cultural e o espanto, depois, ela se acostuma, e entende que lá era natural, para os humanos, a prostituição é perdição, é sinal de criminalidade ou de muito baixo poder econômico, já para os monstros, é algo... bonito? Não diria isso, mas sim que os monstros usam a prostituição como uma forma dos monstros se conectarem e se reproduzirem independentemente do poder de um ou mais deuses, embora, é claro, não seja a única forma dos monstros namorarem, se casarem ou terem filhos.
 Fora isso, Aisha Nusha está de volta à academia de magia daquela dimensão, por onde ela revê os professores e alunos, e conversava com Muramasa, que esteve lá porque, com os dias mais longos nessa dimensão, o samurai caveiroso tinha tempo para pensar em como eliminar aqueles "antihumanos".
Aisha: Antimatéria?
Muramasa: Pior, antimatéria macroscópica, nem a garota que descobriu esse treco tá conseguindo controlar, e não foi culpa dela ter parado aquilo onde eu moro, ou no caso, onde sou vizinho. E agora, o que eu faço?
Aisha: Não sei como resolver, assim, tããão bem assim, mas como estão os seus poderes sensoriais?
Muramasa: Já tentei, nem todos eu consegui pegar, nem todos os guerreiros humanos, mutantes, monstros, Pattarak, nenhum teve eficiência, não teve eficácia, nada!
Aisha: Eu... sinto muito, por não ser suficiente, um dia éramos inimigos, agora... sou uma aliada insuficiente.
Muramasa: Não é culpa sua, era responsabilidade minha cuidar dos humanos desde que a civilização terrestre era um bebê. Não sabia que aquelas coisas iam ser, pra mim, o que os pictos foram pros romanos.
Aisha: Isso... é uma referência aos humanos que você cuidava?
Muramasa: ... Sim. É sim...

Continua>>>

19/09/23

Miss Lua

> 02/09/2270; Lille, França; Universo 255-P
 As Luna já sabiam que aconteceu algo de errado, só demoraram para ter alguma ideia de como resolver o caso dela justamente por causa das acusações que levaram à prisão dela, e uma ficha criminal que elas não sabiam que também envolvia racismo, embora com outros humanos ao invés de entre ela e um monstro. Enquanto isso, as Luna mais jovens e a maioria dos Lunére não interromperam os seus serviços ou cotidiano, como as irmãs Luna Pleine e Luna Nouvelle na empresa 
Arôme de Francine, o Lunére Jubuh na cozinha da mansão junto com os cozinheiros empregados, e uma Luna em particular chamada L. Boudica, filha mais nova entre 4 dos filhos de Luna Saang – que por si própria, é irmã mais nova de Luna Origi, a mais velha, e Luna Recóte, a irmã média –, e também um pouco mais nova que a Luna Pleine.
 Ela trabalha como tecnóloga de informática e análise e desenvolvimento do sistema, como computadores, robôs domésticos e industriais, e também ajudando com a operação do satélite Dahu, desenvolvido pela parceria da Família Luna com a Universidade de Lille, que melhora os GPS's de boa parte do país, junto com a Alemanha, Espanha e Portugal. Como uniforme, ela usa um Femmesuit azul, com detalhes de ondas na região das coxas, e luvas e botas rosadas, e não usa um Type-F, embora tenha uma gargantilha rosa-choque do mesmo tom das extremidades.
 Porém, depois que a família toda se reuniu na casa, o jantar estava completo, a casa bem limpa e as tarefas diárias concluídas. O jantar era, individualmente, um bife tártaro, um prato pequeno de 5 cm de Ratatouille, e um croissant de queijo, às vezes um deles é subtraído por falta dos ingredientes ou por escolha dos membros da família. Durante o tempo de jantar, estavam lá no maior sofá da sala de jantar, à frente da grande televisão, a Luna Pleine com um prato de Ratatouille e um croissant, a Luna Ártemis comendo um Tartare, e Luna Boudica comendo um croissant de queijo e dois macarons de morango.
L. Ártemis: Você sabia que a amiga 'da' Pleine namora um americano?
L. Boudica: Não sab-
L. Pleine: Por que você falou 'da' de um jeito tão estranho?
L. Ártemis: Ha, e o que vai fazer? Chamar seu pai?
 Pleine apenas olha nos olhos da Ártemis, a Ártemis e a Boudica não percebiam, mas era uma magia mental, aquilo não ia machucá-la, nem nada, mas fazia a Ártemis sentir o que ela passou, e entender o porquê daquele jeito que ela tratava a Pleine não estava sendo legal, afinal, faz anos que ela fazia. Ártemis, se sentindo mal, coloca a mão direita na frente do rosto da Pleine.
L. Ártemis: Pare! Eu... Já entendi... Desculpa.
L. Boudica: Quem é o americano?
L. Ártemis: Um baixinho, tem uma pele clara demais, acho que toma pouco sol, enquanto aquela amiga é mais torradinha, e... quando só falavam pra mim dessa ex da Pleine, e desse namorado baixinho, eu achei que o namorado fosse maior, mais forte, e talvez mais burro.
L. Pleine: Ele já matou minha irmã na época que eles brigavam.
L. Ártemis e L. Boudica: O QUÊ???
L. Pleine: Eles já tavam agindo estranho, a irmã esquisita dele até cobrou de eu tomar cuidado, e aí, não sei o que aconteceu, paramos num mundo bizarro, e... não sei como vão acreditar em mim, mas era uma das coisas que eu só veria em uma arte abstrata animada.
L. Boudica: Miga... você ainda tá usando cogumelos? Achei que fosse só do ensino médio?
L. Pleine: Vocês acham que isso é alucinação num mundo em que existe isso?
 Pleine tira do seu ouvido o Mercury, um tipo de dragão felpudo, branquinho e com um símbolo da alquimia no lugar do seu rosto.
Mercury: Bounjour, gatas!
 As duas primas se assustavam.
L. Pleine: Qual é, gente? Ele é tão... mignon!
Mercury: Hehehe, eu sou demais.
L. Ártemis: E essa coisa foi dessa dimensão de arte abstrata?
L. Pleine: Não, esse dragão-maria-mole eu tirei de uma espada mágica.
L. Boudica: Oooooh, é um supremo senhor Kaiō!
Mercury: O que é isso?
L. Pleine: Pode ignorar, ela só quis fazer uma referência mesmo.
Mercury: Mas sério, tanta conversa pra você me chamar... tem isso?
L. Pleine: Elas tavam me estranhando só porque não sou uma padrãozinha.
L. Ártemis: Tá me chamando de padrãozinha?
L. Pleine: Não tô te chamando de padrãozinha, você é uma padrãozinha.
L. Ártemis: Se eu te bater, isso é errado?
L. Pleine: Você só vai conseguir me socar, ou no máximo chamar o seu falcão, eu consigo mais do que isso.
 Luna Ártemis tenta agredir Luna Pleine, mas não conseguia, ela errava alguns socos ou marteladas de punho, mas a maioria, quando acertava, é como se nem tivesse relado nela, a distância era molecular, falsamente próxima, mas nunca alcançava. Luna Pleine desiste daquela discussão, e saía da sala, as 3 se separam, e na cozinha, Luna Ártemis conversava com Lunére Jubuh, mas nenhuma resposta parecia agradar a irmã, e Luna Boudica ficava no quarto, jogando um jogo de Endless Run no seu pequeno celular.
 Luna Pleine passeava pela casa, aquilo era uma forma dela de memorizar o que aconteceu no seu cotidiano, seja escrevendo um diário na agenda eletrônica em seu quarto, contando e cuidando das flores junto com a Luna Recóte e seus jardineiros, enquanto conversava com o grupo, ou visitando o bar particular da casa para beber um milk-shake de morango com sorvetes de glicose, enquanto conversava com o Lunére Haladin (primo de Luna Origi), ou então, depois de percorrer 3 salas seguidas, rezava à deusa Urshka, presente na região nórdica da Europa depois da perda de algumas civilizações e também uma nova vertente abraâmica com base em religiões de monstros que estiveram juntos com os humanos nessa época, e é claro, é a religião dominante do Clã Luna.

> 03/09/2270.
 Luna Pleine recebe uma ligação, e quando atende, ela vê que era o Muramasa que estava ligando.
L. Pleine: Ah, oi, Muramasa...
Muramasa: Caso você for pros Estados Unidos, evite o Novo México, estamos com problemas com, digamos, antimatéria.
L. Pleine: Poxa, mas... O quão fortes são essas coisas?
Muramasa: Não são só fortes, mas também são feitos de antimatéria, que o fato de ter vida macroscópica desse tipo de coisa é tão complicado que nem sei se contam como uma mesma espécie.
L. Pleine: O que você descobriu sobre essas coisas?
 Muramasa resolve explicar, deram 33 minutos e ela continuava sem entender nada, e desiste de manter a ligação, desligando na cara dele. Enquanto isso, Luna Boudica está certificando e corrigindo anomalias na rede eletrônica de Milk Run de uma microempresa fornecedora de peças, foi bem simples porque os trilhos eram curtos, as peças eram fáceis de achar e reajustar e aquela microempresa já tinha uma noção básica de SMED, e os operários já foram um suporte para corrigir o sistema, tudo isso, no mesmo período em que Luna Pleine estava telefonando o Muramasa.
 Fora isso, Lunére Haladin, quando não está no bar trabalhando, ou tendo horas de tempo livre assistindo TV, ele também prepara comes e bebes para as Lunas e os Lunére que saem para trabalhar, e a Luna Boudica, na pausa, comia um sanduíche parecido com misto quente, era um sanduíche de queijo mussarela, brie e provolone, em uma meia baguete grelhada manualmente numa frigideira com azeite de oliva. Depois de comer o sanduíche, ela recebe notificação do próximo passo, e era para anotar as estatísticas dessa mesma microempresa, como parte da inspeção como estava programada naquela semana.
 Tal microempresa está com uma renda de 255.890 euros por ano, e está no início da aplicação da manufatura enxuta e evolução da metodologia de (3 desvios padrões, sendo a medida "σ" os desvios padrões que diferem um bom produto de um produto falho e perdido) para 6
σ, no momento ainda um nível-auge das inspeções de produtos e processos na Terra, tendo chance de ocorrer apenas 3,4 falhas a cada 1 milhão de oportunidades, enquanto empresas espaciais como a Vegsir, e por enquanto, só a Wave entre as empresas terrestres, têm o Método 7σ, que por sua vez por ter espaço para 4 falhas a cada 1 bilhão de oportunidades, sendo então um método muito desejado no mercado de trabalho, porém rebutiado por empresas francesas que acreditam que esses métodos são muito caros e geram todos os desperdícios que, em realidade, os métodos sempre buscam eliminar.
 A microempresa que Luna Boudica está trabalhando foi fundada por 3 microempresários muito empreendedores, sendo eles Jean-Marc e Oliver Fontainelle (irmãos que prepararam seus projetos durante e após a faculdade) e Léon Lucien (amigo e ex-colega dos irmãos, e que ajudou eles a concluir o TCC), e esses estão progredindo desde o lançamento da empresa e de seus computadores, com a marca Ordre de Verre, e o crescimento dela está começando a romper paradigmas na França.

> Tombstaff, Arizona.
L. Nouvelle (gritando): Putain, Onna, o que cê tinha na cabeça quando foi puxar briga com um mandisisto!? Cê podia parar num pneus e queimada!
Onna: Mas... Aquele homem, ele me agrediu.
L. Nouvelle: Você não conhece a gangue Boca Doce, não é?
Onna: Não, e pra mim isso não é desculpa.
L. Nouvelle: Como não? Eles são homens muito perigosos, e aquilo deles venderem doces é fachada, é raro saberem, e a maioria dos que sabem não falam, porque a negociação deles com a polícia é muito grande. Agora você reconheça o seu direito ao silêncio e não fala coisa que se vire contra a senhorita!
 Luna Nouvelle deixa a sala de conversas, e conversa com a advogada humana-marciana de 2,10m de altura, Mariona Bastien Jr., e diz a ela que a situação da Onna está bem difícil, e Mariona que talvez a Nouvelle deveria se desculpar por ter sido tão agressiva com a Onna, afinal, ela está sendo a cliente do caso, e o membro da Boca Doce responsável pelo caso já não está se dando muito bem com os outros membros, inclusive, embora elas não saibam, esse membro está recebendo uma tortura dos outros membros, pendurado a 1 metro do chão com ganchos e água fervente nas costas, por ter sido agressivo e ameaçar destruir a imagem da gangue.
 Luna Nouvelle se candidatou a conferir como estava a Onna Suyane por causa dessa relação de amizade entre a Onna e o Clã Luna, e pela decepção de saber do envolvimento da Onna Jaune com o racismo, já que, enquanto isso, o Clã Luna prega a paz entre as raças, etnias e civilizações, além da religião da Urshka envolver bastante o amor ao próximo, o que contraria os preconceitos definidos por diferenças físicas. O destino dela ainda será decidido.

Continua>>>

16/09/23

Calzone di Catione

> 02/09/2270; Atlântida, Oceano Atlântico; Universo 255-P
 Valentina Same esteve nadando pelo Oceano Atlântico à procura de peixes e algas pra poder comer às 15:30, mas logo às 15:21 ela acaba de encontrar um submarino indo em direção da Atlântida. Ela não entendia se eram visitantes ou então alguma importação, então ela passava pela frente e interrompia o submarino, o segurando com as suas mãos e o poder do Fator Utnent, e quando ela nadava até uma das escotilhas, ela começa a reconhecer uns 2 dos rostos dos que estavam por ali, e sorri.
Bentonson: Quem é essa, gente?
Charles: Tio Mura garantiu que ela fosse uma delas. Don, How, qual de vocês tem magia de mensagem telepátic-
Dragondorf: Same, pode falar, liguei áudio marítimo.
Valentina: Ah, são eles mesmos! Podem ir, eu me preocupei à toa.
 E então, Valentina, nadando, guiava o submarino, que tinha um sonar bem sensível, que identifica obstáculos próximos mesmo com poucos sons, além do radar e um GPS marinho rudimentar, pouco utilizado mas comum agora que usam sinais de rádio no mar similares aos de satélites. Eles conseguem desembarcar e sair do submarino para uma área respirável, e eles podiam ver agora a Valentina Same, embora não fosse a primeira vez que viram ela pessoalmente.
Bentonson: Uau... Deu vontade de comer peixe...
Charles: Ela é muito mais nova que-
Valentina: Bem, eu pesquei muito dessa vez, será ótimo!
Charles: Olha, Bentonson, vou avisar uma coisa. Ela não quer namorar humanos e também tá nova demais pra maioridade, e cê já tem mais de 40 anos.
Bentonson: Ah, ah, eu não sabia, a propósito, já vi garota desse tipo assim no tempo do ensino médio. Não sabia que monstros amadureciam rápido.
Charles: O tio Mura tinha um irmão que sabia falar às primeiras horas de vida, não duvide do que os irmãos, sobrinhos e descendentes desses irmãos e sobrinhos são capazes.
 Dragondorf foi inspecionar o submarino, e vê que no frigobar tinha, além de comes e bebes americanos genéricos, como mac n cheese, hambúrgueres congelados, pizza dura de morder com queijo borrachudo, a também alimentos mágicos, como os cookies especiais que o Muramasa guarda e distribui em Las Vegas, são gostosos, mas os poderes são importantes demais para desperdiçar pelo prazer de mastigar biscoitinhos crocantes com gotas de chocolate suculentas.
 Enquanto isso, Alina Kame e Valentina Same preparam o café da tarde: Um ensopado de peixe pouco temperado, e torradas de pão de algas. O grupo aceita comer junto com as duas, e Charles fala do que o Muramasa estava precisando.
Charles: É que o Muramasa disse que gostaria de ver a ve... a Dona Tartaruga.
Alina: Sou velha mesmo, humano, e sim, faz tempo que não vejo ele, acho que eram uns 130, talvez 410? Eu lembro que, quando eu conheci ele, era um meio termo entre a França ter total domínio da Europa, ou a época do "A Cobra Está Fumando".
Bentonson: Você já viu o Brasil?
Alina: Sabe, eu adoraria, mas acho que essa guerra de monstros e humanos idiotas tirou o pouco brilho que o país tava tendo.
Bentonson: Na verdade, foi quase isso, a economia caiu porque o Brasil não tava conseguindo comprar e vender nada, e o próprio BRICS perdeu vantagem porque os países integrantes tavam se discordando muito.
Donald: A propósito, o que levou a Atlântida e a Itália a terem uma guerra tão longa?
Alina: Ah? Bem, eu acho que não vivi essa época, mesmo sendo, assim, esticada de velha, mas acho que ensinam nas aulas de história daqui. Benzinho, você lembra onde tão os DVD's?
Valentina: Tudo bem, velhinha.
 Logo em seguida que Valentina sai da sala de jantar para pegar os DVD's da biblioteca particular da casa, Donald e Howard olham um para o outro, e falam.
Donald e Howard: DVD?
Alina: É, não sei se ainda é esse o nome, mas tem, acho eu, uns 3 tipos de discos que usam aqui na Atlântida. Acho que o mais ultrapassado daqui é o Blue-Ray.
Donald: Blue-Ray?
Howard: O mais ultrapassado.
Charles: Por que vocês tão falando ao mesmo tempo?
 Eles olham um para o outro, e depois para o Charles.
Donald e Howard: Não sabemos...

 Valentina acha os Ushiron (plural para Ushiri, um modelo avermelhado de disco com detalhes prateados, feitos pela empresa de locadoras e streaming chamada OpenDisk, de Stereo) que tinham conteúdos de história da Atlântida. O filme do primeiro disco tinha 44 minutos de história resumida das grandes civilizações marinhas, com os atlantes sendo monstros de adaptação aquática que habitaram os oceanos por tempo o suficiente para criar suas instalações, incluindo zonas respiráveis e rotas para visitar a superfície em segurança, além de uma descoberta dos padrões matemáticos que levaram ao Fator Utnent, que serviu como fonte de energia substituta do fogo na Atlântida. Depois de pular slides que vinham depois do filme, eles mudam para o segundo disco.
 O filme, agora de 50 minutos, mostra uma animação que ilustra o que o narrador está contando, diferente do anterior, que era um filme atuado, e fala sobre os tempos da Antiga Roma, em que este império também teve conflitos muito pesados com os atlantes, embora um pouco mais leve que o que teve com os nórdicos e os Dermurers, e essa guerra entre Atlântida e Roma levou Pisa a estudar que tipo de energia era aquela que fazia eles induzirem tornados, tsunamis ou tempestades, os magos pisanos desenvolveram o Fator Utnent italiano, que usa como armas condutoras as esferas, normalmente de ferro e com o símbolo de uma águia dos romanos, mas depois de um tempo, as armas começaram variar com o tempo e uso, incluindo o desenvolvimento da Spada Zeta, que segundo o vídeo, depois daquela guerra, a espada nunca mais foi vista, mas Valentina pausa.
Valentina: A propósito, isso da espada é real? Ela desapareceu?
Charles: Eu não lembro, mas cara, a gente tem uns amigos que conhecem essa galera, peraí...
 Charles pesquisava pelo celular, enquanto isso, Alina para para pensar.
Alina: Espada...?

> 15/01/1964; Mar Mediterrâneo.
Muramasa: Estamos perto, gente, não param!
Alina: Mas o oceano está muito agitado! O risco é crítico!
Piccu: Eu vou dar um jeito nisso!
 Piccu pula do navio, e se estica, mudando sua forma o suficiente para preencher os furos no casco do navio, e Alina, dessa vez pulando para outro lado, usava o poder espiral para cancelar a correnteza agitada dos oceanos, inclusive virando as maiores ondas contra elas mesmas, levando o navio mais adiante.
Muramasa: Alina!
 E Alina é levada pelo mar, e não se sabia onde ela foi parar, o máximo que sabiam, era que aquela ação dela, mesmo pouca, levou o esquadrão de Muramasa a deter a feiticeira que eles estavam caçando, e que se não fosse aquele ato, os oceanos subiriam, até afundar as ilhas e as cidades litorais mais próximas.

> 15/01/2106; Oceano Atlântico.
 Depois de tantas lutas, e tantas jornadas, Muramasa e Kame se reencontraram, e Muramasa precisava dela para investigar um incidente muito estranho. O Kraken foi despertado, e estava afundando navios, tremendo a região Leste dos Estados Unidos, e estava começando a marchar em direção do Hemisfério Sul, e o Muramasa precisava de ajuda dela para deter aquele monstro, enquanto ele chamava os gêmeos elementares Mercury e Sulfury.
 Na hora de deter o Kraken, Alina formava as nuvens, as rodando no céu, e girando as moléculas de água ao nível de gerar as cargas elétricas e, assim, fazer cair um raio elétrico liso e espiral, supercarregado com o Fator Utnent, para paralisar o Kraken, enquanto um redemoinho mágico se formava ao redor do Kraken, e Mercury e Sulfury cantavam a canção-de-ninar feita na Atlântida para selar o Kraken. Só Muramasa, Kraken e os gêmeos na atualidade lembravam a letra inteira, mas o refrão era:
Ele estava sozinho, e ninguém o atendeu
Suas prezes por paixão, ninguém concedeu
100 braços, mas seu coração, 0 como um breu
Pensaram que ele era o puro mal
Mas ninguém conhecia o seu sentimento real

> 02/09/2270; Atlântida, Oceano Atlântico.
Valentina: Vovó? Vovó!
Alina: Hã? Ah, desculpa, acho que eu... tava lembrando, sabe, de umas jornadas minhas com o Muramasa. Vocês poderiam me levar até ele? Ou ele não tá mais na Terra?
Bentonson: Ele tá lá em Las Vegas como sempre.
Alina: Nunca vi essa cidade...
Charles: A gente leva vocês pra lá.
 Valentina e Alina arrumam as malas, e aceitam ir com o grupo para o solo firme.

Continua>>>

15/09/23

Projeto Dream, episódio 185

> 01/09/2270; Morioka, Japão; Universo 210-P
 O Construto de Piccu está operando no Japão com um pouco mais de prioridade pois, nesse universo, os ladrões de antimatéria pararam nessa cidade, e Piccu, tendo um arsenal maior devido à disposição de Ordineur com as tecnologias, Rifuté na medicina e as Yoseis na gestão e inspeção, são boas líderes, e o exército liderado por Ivan conseguia rastrear boa parte deles. Os antihumanos, que não sabiam desse termo e só se identificavam como Taron, algo como espiões na língua nativa desses seres, já que mesmo longe da torre de antimatéria da máfia, eles pareciam úteis para os ladrões de antimatéria.
 Os ladrões de antimatéria têm esse título por causa da máfia ter sido vista usando armas mortais como os raios de pósitrons ou as bombas AH (ogivas nucleares que emitem fusão nuclear de matéria e antimatéria, causando o dobro da explosão das bombas termonucleares modernas), armas que a G.A.H. levou anos para descobrir como fazer, afinal, o mero controle de anti-hidrogênio foi um dia uma das maiores conquistas da humanidade, e esse controle da antimatéria fez acreditar que eram seres de matéria com acesso a muita antimatéria.
 Até podia ter seres de matéria na equipe como o mais esperado, mas na realidade, 95,45% dos integrantes são de antimatéria e vieram da Stelligra, uma dimensão que, ao descobrir, Otasha batizou com um nome que pudesse significar Estrela Negra, já que eram os detalhes mais bonitos daquela dimensão, e ela quis associar essa descoberta a alguma coisa boa. Fora isso, os Taron, ou antihumanos, eram um pouco mais fáceis de caçar em Tohoku no Japão justamente porque a equipe de Piccu, acostumada a enfrentar criminosos, exércitos, monstros e outras entidades violentas, sabia muito bem como interceptar esses seres pela mais pura força do hábito.
 Ivan não era necessariamente o que mais rastreava os seres de antimatéria, por mais que esses seres tinham um cheiro que parecia acetona, mas que só conseguia ser sentido de perto ou tendo um olfato muito sensível, algo que Ivan, Enily e Lênia conseguiam sentir, mas membros do grupo como Niyosei com sua boa habilidade de mapeamento, ou Rifuté com seu conhecimento médico e uma pequena operação veterinária após o super cão, Hawking, quase morrer de intoxicação química pelo odor tóxico, eram quem identificavam a maioria dos antihumanos.
 Eles podiam se parecer com humanos, mas tinham pele rosada, azul turquesa ou roxeada, e somente os de pele rosa saíam pelas ruas de dia, deixando notável a segunda caracterização. Seus corpos não eram normais, com braços desproporcionais, um 30 a 45% maior que o outro, ou com portes físicos estranhos, sendo estes magros demais ou gordos demais, e mesmo com a roupa certa, as anormalidades soavam óbvias. Aquelas coisas, quando atacavam de dia, primeiro se escondiam, e depois, buscavam pelas regiões mais isoladas, depois, esperava quietamente ao céu aberto, enquanto olham fixamente as suas vítimas e planejam como ir atrás delas. Com suas propriedades anormais de antimatéria, esses seres conseguem até mesmo andar nas paredes, pisando com os pés como se fosse um chão, e depois, eliminam as vítimas e usam seus dispositivos para transmitir as informações para os ladrões de antimatéria.
 Os que atacam de noite, por outro lado, aparecem de forma mais livre e feroz, aparecendo em ruas, becos e, para o azar de alguns, diretamente na casa e apartamento das vítimas, e devido à estrutura física deles estar longe das leis da física da matéria positiva, eles conseguem alcançar esses lugares em segundos, porém, depois de 2,5 semanas, as criaturas foram rastreadas, e eliminadas uma por uma.

> espaço sideral.
 Otasha desse universo montou uma equipe de reforços e confiou o combate aos ladrões de antimatéria na Terra ao Construto de Piccu, e ela pediu por suporte dos Brasões de Latão para ajudar nos estudos da Stelligra, sendo os Brasões uma equipe privada de marinheiros espaciais, ótimos em investigar e estudar unidades sobrenaturais, sendo elas mágicas, fantasmagóricas ou de nível científico pouco estudado, sendo donos de grandes mercados de utensilhos mágicos e pedras espaciais cósmicas, incluindo rubis de fogo.
 O Capitão Ekko Nomio, batattiano fundador do grupo, ajudou nas inspeções, incluindo fornecer polifiltrina-9 para os filtros de energia que impedem a colisão de matéria e antimatéria, ou cristais dimensionais verdes para abastecer as máquinas de portal multiversal. Durante as pesquisas entre Agosto e Setembro, Otasha decidiu ver como estava a sua versão vizinha também estava pesquisando sobre essa tal dimensão chamada Stelligra, e ela percebe uma surpresa.
Otasha 255-P: E aí...?
Otasha 210-P: Nossa, Tasha 255, você tá... diferente?
Otasha 255-P: Eu tô estranha assim porque eu trabalhei demais, meu marido até mandou parar as missões da Stelligra porque aquilo tava começando a me fazer mal. Talvez depois eu tome um banho.
 Otasha 255-P estava com olheiras e rugas no rosto, uma leve queimadura no pescoço, umas manchas de sujeira simples e estava vestindo uma roupa mais longa, com camisola, calças largas e pantufas, além de algumas áreas do corpo com muita bandagem. Elas conversavam sobre como estavam as pesquisas delas, cada uma em seu universo.
Otasha 210-P: E então eu chamei a dimensão de Stelligra, porque significava Estrelas Negras, porque...
Otasha 255-P: As constelações negras no céu alaranjado era a melhor coisa de lá? Eu também, hahahaha! Mas e aí, o que você conseguiu com essa dimensão? Talvez tenha diferença.
Otasha 210-P: Eu ainda tô começando, e... acho que as pessoas daqui eu não conheço, espera, esse eu vi, esse não vi, essa nunca vi no meu universo...
Otasha 255-P: Ela me salvou de um acidente na Stelligra, essa marca aqui, é parte da magia curativa dela, essas sujeiras, bem, digamos que essa magia esfarela, e gruda na pele.
Otasha 210-P: Isso parece interessante, de onde ela é? Stereo?
Otasha 255-P: Proxima Centauri, o planeta B foi o mais difícil de recrutar colegas, mas cara, a magia dela é tipo a magia espiral da Terra.
 Enquanto elas conversavam na estação da O&S do universo 255-P, a Tifanny, o Naej e o Symphony Manoel do Universo 210-P estiveram no Setor V para treinar um pouco de artes marciais e exercícios físicos por recomendações dessa Otasha, já que ela precisava deles mais fortes para enfrentar algumas ameaças, porém, na Toua Ecusum, academia de uma grande família de Elcsums fisicamente muito fortes chamada Anama Cupitajubá, ou Família Cupitajubá, Naej acabou aproveitando uma pausa para passear naquela academia, e ele encontra o que parecia ser um imenso forno alto, e por lá, fluía toda a energia necessária para manter a Toua Ecusum intacta e de luz acesa. Roluan Cupitajubá, principal engenheiro dessa fonte de energia entrópica, alerta Naej.
Roluan: O que você tá fazendo aqui? Não deveria ter descido pra cá!
Naej: Desculpa, eu só quis ver como é essa torre.
Roluan: Não vejo necessidade disso, mas sabe, cara... Vou contar o que é.
 E Roluan conversa com Naej sobre como os Elcsums tiveram seus próprios territórios depois do planeta Kratos ter explodido, e que essa rede de energia é tecnologia alugada do planeta Nike, habitado por seres humanoides de pele verde, quase parecidos com os Elcsum, o que levou a elevar a empatia entre as espécies, porém, com 2 braços como outros seres de classe humana, e tinham o que pareciam asas, mas devido a desusos e uma pequena seleção artificial, serviam mais para a beleza deles, do que para algo útil fisicamente, como voar. Roluan não conseguia contar tudo, já que essa história foi, em partes, de boca à boca, e que os que mais sabem são os Pirdans (plural para Pirdán♂, ou Pirdân♀, os sapiens do planeta Nike), e não o clã Cupitajubá, atuais donos da Toua Ecusum. Tifanny e Symphony conversavam enquanto viam a água e os pré-treinos que os Cupitajubá deixam para seus discípulos não-Elcsums.
Tifanny: Esses caras parecem legais, espero que a gente não esteja nesse planeta só para malhar, talvez a gente até encontre uma magia nativa.
Symphony: Concordo. Esse macarrão, ou Iuúium, como eles chamam, é bem saboroso, pela textura, talvez tenha mais calorias no tempero que no próprio macarrão.
 Iuúium é um macarrão do planeta Nike, visualmente parecido com o Shirataki japonês, pelas cores e forma, porém, com temperos em pó de algas e cianobactérias, como a páprica azul B12 ou o carbonáceo K-aminada, que cada 10g inclui 20 calorias, enquanto o macarrão tem um teor calórico negativo, já que apesar de 100g desse macarrão valer 22 calorias, a digestão leva a 58 calorias, e assim, cada refeição tem no máximo 24 calorias por refeição.

> Universo 255-P
 Enquanto isso, no outro universo, Tifanny, Naej e Symphony estiveram cruzando por estações espaciais, algo equivalente de postos de gasolina, hotéis e restaurantes de beira de estrada, porém espaciais, e em um desses bares, aparecia uma proposta de jogo de realidade virtual que, traduzido, seria algo como "CSVEOM: Como seria você em outro mundo?", um jogo experimental que usa uma tecnologia de micro-realidades parecida com a de Ginnungagap, no planeta Asgard, porém, com um universo físico com complementos digitais adaptáveis, capaz de fornecer todas as possibilidades necessárias para o jogador.
 Naej resolve testar aquilo, afinal, ele já estava acostumado a ter um monte de vidas e corpos, então ele sofreria menos caso dê algo errado na realidade virtual, e conferindo o jogo por 5 minutos, o Naej desabava, chorava. Tifanny se perguntava o que acabou de acontecer, e Symphony até ia afastar a Tifanny dos programadores para evitar um risco de briga, mas o Naej falava...
Naej: Calma, calma... tá tudo bem.
 Naej sentia como um sonho, ele tinha total controle do que fazia no sonho, mesmo o seu avatar sendo sem poderes como ele sem as modificações, e as suas interações podiam ser interferidas pelo lado de fora do CSVEOM, como as falas ao redor, que para o Naej soavam como vozes da sua cabeça, e a cena em que ele estava, era ele cuidando e confortando o 8Mike, que na cena estava assustado e chorando, enquanto Jane se desculpava por ter deixado ele ver um filme de terror.
Tifanny: O que... O que será que ele tá vendo?
 Não tinha uma tela o CSVEOM, afinal, nem teria como ver todos aqueles anos de vida do avatar passando em minutos, diferente de como o jogador conseguia passar, e o que tinha na base do console era a cápsula com o universo, um cartucho com a memória daquela realidade, e também os cabos que se ligavam ao capacete e óculos. Tifanny, sem saída, usa sua telepatia, ela lê a mente do Naej e tenta conferir as suas sensações, e o que ele estava vendo, e ela... se emociona, afinal, ela estava com saudades dos filhos também. Então, Tifanny manda desligarem o aparelho, afinal, ela tinha medo que isso fosse piorar, os programadores dizem que não podem fazer nada, afinal, podia ser mais perigoso que se ele morresse no jogo, e então, Tifanny, irritada, avança contra um dos programadores, o Spanza Jozia, de Marte, e ela agarra ele pelo pescoço e o pressiona contra a parede.
Tifanny: Olha, moleque, você sabe que meu marido morreu um monte de vezes, mas se o seu comparativo é se ele puder morrer no jogo ou só sair dele são coisas perigosas, dá pra ver que vocês tão fazendo merda!
Symphony: Tifanny, espere!
Spanza: Até parece que eu deveria obedecer a uma terráquea de cabelo pintado só porque o marido segurança-de-maquete morreu de mais.
 Spanza tentava bater na Tifanny, mas seu braço é muito leve, sua mão muito fraca, e o máximo que ele conseguiu foi alcançar a cabeça da Tifanny, enquanto isso, Naej estava se sentindo desconfortável, mas não conseguia sair do jogo, e então, ele pensa em como sair dali, mas sem acabar perdendo a alma, então no jogo, ele enfrenta uma gangue de bandidos estereanos, enfrenta eles usando armas, e um pouco do Krav Maga e Karatê que ele aprendeu naquela realidade, ele levou muitos tiros, mas diferente da sua versão real, não tem as Células Misarabua, e então ele estava em perigo sério, o Naej tinha dificuldade, o principal, o mais forte, agarra o Naej pela perna direita e, quando o homem ia jogar o baixinho pra longe, Galdrich montava uma armadilha, carregando álcool puro numa garrafa d'água, jogando um pouco do mesmo nos olhos do homem, e depois incendiando o inimigo encharcado, o matando, e quando o bandido sabia que ia morrer naquele truque, abraça o Naej e o segura de um jeito que não ia soltar nunca, mas antes do Naej morrer naquela realidade... Symphony Verve tira os óculos do Naej, o acordando daquela realidade.
Naej: Eita caralho, filho da puta, arrombado!
Symphony: O que foi que aconteceu, cara?
Naej: É como um sonho só que muito esquisito. E a Tifanny?
Tifanny: Petite!
 Tifanny joga os dois programadores para um lado, como se fosse nada ou como se eles não fossem sair tão feridos, e ela abraça Naej. Os três resolvem ir embora, já que aquilo estava ficando perigoso.

Continua>>>

14/09/23

Projeto Dream, episódio 184

> 30/08/2270; espaço sideral; Universo 255-P
 Isabella e Julie estiveram viajando pela galáxia depois dos sucessos espaciais da D.R.V.G. e seu setor interestelar chamado S.D.A.R.T. (Stellar Dermurer And Redlar Travelling), e com isso o grupo passa um tempo no planeta Stereo, por onde elas inicialmente só iriam ver algum parque ou fliperama com Lan House, mas a Isabella acaba se apaixonando pelo hambúrguer hawtaliano que tinha em uma hamburgueria artesanal, são raros restaurantes industrializados, devido a Stereo ser um planeta com tecnologias muito limpas, evitando o que possa soar prejudicial em troca de ser mais barato. Enquanto isso, Julie escolheu comprar uns bolinhos e rosquinhas para comer durante a viagem, e a equipe de expedição comprou os comes e bebes que gostavam e se divertiram um pouco, foi o dia de férias mais longo que eles já tiveram.
 Depois disso, Isa e Ju ficam um tempo isoladas na varanda de um dos prédios turísticos que elas estiveram visitando, e conversavam.
Isabella: Disseram que dinheiro não traz felicidade, não é? Talvez não seja porque nunca compraram o que tanto queriam, mas sim porque a felicidade não tava no dinheiro e sim no que se conquista com ele... Bens, suporte, negócios, raramente amor. Só um intermediário...
Julie: Hoje tá um dia bem nublado, não é? Talvez chova daqui a 22 minutos, espero que nossos guarda-chuvas holográficos, pra não nos molharmos.
Isabella: Eu também quero dizer que... eu já tive o pensamento de que a economia que a gente tava vivendo na Terra era ruim... só porque era uma economia movida pelos mercados, até que a gente começou a lucrar com as viagens.
Julie: Os prédios... eles parecem resistentes a tudo. Calor, chuva, vento forte, e vendo pela cor do vidro, pode ser temperado, blindado, ou daqueles vidros de safira. Continuam bonitos, eu imaginaria os prédios de uma cidade futurística... cilíndricos, finos, e na ponta tendo uma casona redonda, tipo a Torre do Karin.
Isabella: Sabe, um mercado plano em que todos ganham igualmente não significa liberdade, é só preguiça de definir o valor das pessoas, que é só um estimulante pra decidir qual é o melhor emprego, ou pra resolver seus desafios financeiros, e no final... um líder não precisa controlar a decisão dos outros, só inspecionar se os companheiros tão fazendo certo, e isso eu aprendi quando eu, e também você, começamos a cuidar tanto da nossa empresa, e só de saber que tudo começou com um sonho de blogueirinha...
Julie: Esse hambúrguer é bom?
Isabella: É sim, eu tava de dieta pra facilitar os exercícios, só comi uma guloseima porque...
Julie: Tá tudo bem, nem tudo é um compromisso tão grande assim, você talvez deva se preocupar também com coisas menores ao redor, ou quem sabe... se acalmar.
Isabella: Eu tô calma, só faço o possível para que o compromisso não seja um favor, só... algo natural do cotidiano. Bom, o que você gostaria de falar?
 Isabella passa o que sobrou da metade do seu hambúrguer para a Julie, enquanto o novo assunto começava.
Julie: Sim, que é... eu tava com saudades desse planeta, e não sabia que íamos voltar por causa dos negócios espaciais, foi legal.
 Enquanto isso, o grupo de Tifanny, Naej e S.V. está cruzando por alguns planetas à procura de como deter seres feitos de antimatéria, como os ladrões de antimatéria que, por notícia do Charles, pararam em Albuquerque. E falando em Albuquerque...

> Albuquerque, Novo México.
 Aika Naan estava indo para um "acampamento estelar" com as suas amigas humanas e o seu amigo mosmano, já que eles iriam ver uma chuva de estrelas e precisariam visitar um lugar pouco urbanizado onde as estrelas estão mais visíveis. Os quatro conversavam revivendo assuntos que passaram nesses anos, incluindo o dia em que assistiram ao show de Vitanos e as Esfinges de Albuquerque, e como esse grupo chegou a fazer um álbum em homenagem à cidade em que eles começaram a sua carreira.
 Eles estavam prontos para assistir às estrelas azuis no céu escuro, e depois a chuva dos pequenos meteoros que irão se desfazer na atmosfera lindamente, porém, sons estranhos começavam a ecoar na escuridão.
Joseph: Tem uma coisa estranha.
Jean: Tem chance de ser um guaxinim, sempre tem nessas regiões.
Licia: Só não podemos ficar separados, de jeito nenhum.
Aika: Talvez possam ser aqueles antihumanos.
Licia: Como assim?
Aika: Tá recorrente. Sabe aqueles casos em que a gente se sendo observado, e nunca acha o responsável por essa sensação? Sabe aquele medo de encontrar um ser idêntico a um ser humano, mas que claramente não é, nem humano, e nem um derivado amigável? Eu... já encontrei um bicho assim. Ele... parecia comigo, mas não tinha um rosto.
Joseph: Por que você tá contando isso!? Era pra ser uma noite incrível, caralho!
Aika: Desculpa, é que isso tá me perseguindo desde semana passada e eu não sei como resolver isso!
 A criatura se aproximava mais e mais, e Jean Wayne começava a sentir a situação, estava tudo estranho, uma entidade, parecia algo como os quatro, em uma mistura anormal em forma humanoide, e os quatro, desesperados, saíram correndo, e não voltaram para os campos nem quando chamaram pelas autoridades. A entidade não foi encontrada, e ainda começa a seguir os quatro, agora que eles saíram com vida e sabendo da sua existência.

> Stelligra.
 A torre de antimatéria ainda está ativa, em um planeta a outro canto desta dimensão, diferente de onde o Raio de Ereon operava, e durante os dias normais deles, enquanto os "antihumanos" faziam suas missões na Terra, os ladrões de antimatéria preparavam peças novas para a capital da sua torre, preparavam suas refeições à base dos invertebrados que evoluíram de forma tão limitada naqueles planetas, temperados com a vida não-animal de antimatéria. Foi bem raro esses seres do mundo de antimatéria evoluírem ao nível antropomórfico como foi com os ladrões de antimatéria, isso porque eles não evoluíram, e sim involuíram.
 Eles eram ferais, monstruosos, gigantes, porém, mais inteligentes e funcionais que costumam ser agora, sua evolução é, em partes, um mistério, que as civilizações galácticas irão demorar para entender como aconteceu.

> espaço sideral.
 Sean Nozawa e Akari estiveram de boa no planeta Hunkal, e por contato de um Superfone, ele ouve uma conversa do Muramasa dizendo que estava com saudades, ainda perguntando se ele ainda gostaria de rever Las Vegas, e Sean, por sua vez, convida Akari para ir junto, e a dupla resolve ir. Enquanto isso, Otasha e Isabella se reencontraram em Stereo, e ambas reconhecem cada uma as conquistas da outra, e sabendo do caso dos ladrões de antimatéria, Isabella oferece parte da sua parceria para ajudar a investigar eles.
Otasha: É mesmo?
Isabella: Sabe, eu já ajudei uma equipe a investigar uma máfia na Terra, pra mim será uma honra fazer de novo.

Continua>>>

Projeto Dream, episódio 183

> 18/08/2270; dimensão dos monstros, plano etéreo/material; Universo 255-P
 Muramasa está junto com Hematon, ambos conversando com Amon quanto ao que possa estar acontecendo nas camadas do universo.
Amon: Um caos, como sempre, e sabe... Eu não sou um guardião, eu estou aqui por causa da pena eterna, de criar eternamente por nunca ter criado algo no início dos tempos. Talvez vocês não deveriam pedir ajuda para mim, o máximo de ajuda que consigo oferecer é o que eu crio.
Muramasa: E o Slaepnir? Como ele está no Complexo?
Amon: Maman esteve revendo o Complexo também, e ele esteve se divertindo com as sacerdotisas de 
Slæpnir, mas não creio que venha ao caso.
Muramasa: Eu vou lá atrás. Hema, como estão a Jane e o Mike?
Hematon: 8Mike? Os dois estão na escola de magia da Aisha, vão demorar pra voltar.

> O Complexo.
 Muramasa cai no complexo com um portal de Amon, entre os prédios de múltiplas direções, a gravidade e a geometria não-euclideanas que não soam naturais para o mundo material, tudo em um padrão de preto e branco por onde se destacam os seres habitantes, multicoloridos. Ele procura pelo Maman naquela dimensão, com ajuda dos Pimpu, sendo esses seres os principais guias, por mais que Muramasa e Deumill se odeiem, e eles encontram o Maman, a Megan Senshin e algumas Pimpu de nível hierárquico menor.
Muramasa: Maman?
Maman: Mura-sama! Há quanto tempo!
Muramasa: Uma temporada inteira, fiquei um tempão sem te ver, nem consigo saber quais aventuras você teve aqui com as sacerdotisas, que devem ser um auge de sustentabilidade pra essa civilização.
Maman: Tá tudo bem, eu andei ajudando o Complexo, a ideia era só fazer o deus daqui confiar em mim e na gente, mas no final... eu tô aqui porque gostei.
Muramasa: Você sabe alguma coisa sobre antimatéria?
Maman: Muito pouco. Por que?
Muramasa: Estão usando antimatéria pra invadir uns territórios dos meus amigos e pupilos, e isso me preocupa, talvez preocupe mais os meus irmãos, afinal, eles se dedicaram muito pra invadir, e depois 'alugar' domínios no mundo normal, e perder tudo é um equivalente a... Ser assaltado depois de ganhar uma Loteria milionária.
Megan: Deve ser bem triste...
Muramasa: Nunca vi Pimpu que nem você. Quem é ela?
Megan: Eu? Bem, sou a líder das sacerdotisas daqui, e nunca te vi também, só ouvi falar mesmo.
Maman: E ela é minha esposa.
Muramasa: QUE!?
Megan: Não grite assim, vai acordar os nossos filhos.
Muramasa: QUE!?
Maman: Sim, tivemos uns filhos, você sabe, Amon fez a gente ser capaz de ter filho com qualquer ser vivo inteligente.
Muramasa: Não era isso o que eu não tava considerando, eu já estive na Terra há mais tempo que você esteve na dimensão do papai Amon, o foco é que... eu não sabia que vocês tavam casados.

> espaço sideral.
 No mundo material, enquanto isso, Otasha esteve conversando com alguns membros da sua equipe, incluindo Dr. Shiro, Symphony V. Mnanoel e alguns dos reforços que ela contatou, e ela cogita uma ideia que soava estranha, mas que ela via um pouco de potencial.
Otasha: Antes eu usava essas máquinas de portal pra ir diretamente de universo em universo, mas vendo essa dimensão da Stelligra, talvez haja uma porta a mais, além da fonte a longo prazo de antimatéria e possivelmente royalties pela descoberta dessa dimensão.
Gerente 1 da O&S: E seria qual, chefe?
Otasha: Poderíamos ter uma base secreta por aqui, talvez seja inevitável a gente ter algum território por aqui, já que isso irá facilitar.
Symphony: Só que tem um problema... Quais perigos a gente pode enfrentar por lá?
Otasha: É, você tem razão. Além do processo molecular de filtração de energia, teríamos que conseguir proteção contra essas coisas. Ainda dá tempo de resolver isso, mas antes...
 Otasha chama pela equipe de reforços, como os Brasões de Latão, ótimos navegadores marítimos e interestelares, além de bons caçadores de artefatos mágicos e quânticos, a Spelia Argentia liderando parte da equipe médica, e 10% do RH da O&S irá ajudar na arquitetura daquela dimensão.

> Stelligra.
Spelia: Essa dimensão... parece algo tão pesado, espero que onde a gente esteja seja uma zona inabitada...
 A dimensão é dominada por planetas rochosos e estrelas de brilho negro, sob um céu alaranjado, e rodeado por coisas rosa que se pareciam com musgo, e ao mesmo tempo, com mofo e cogumelos, e a única forma de arquitetar algo naquela dimensão de antimatéria, é usando estruturas daquela própria dimensão, algo que não foi difícil, os robôs mineravam pedra e terra, e improvisavam um concreto rudimentar para as instalações, que com o tempo o maquinário começa a melhorar a edificação.
 Levaram-se 5 horas, o grupo especializado para a expedição na antimatéria, chamada de Raio de Ereon em homenagem a um cientista Batattiano chamado de Ereon Xmacin, estava se sentindo um pouco mal, e se reduziram, em número de operários ativos, para grupos de 15 em 15 pessoas que revessavam, enquanto as pessoas descansadas no rodízio eram curadas ou recebiam atendimento psicológico.
 Ereon previu a descoberta da antimatéria, a um equivalente deles de como Paul Dirac previu os Pósitrons, embora consideravelmente melhor, considerando que os batattianos eram superiores e sabiam do conceito de átomo há muito mais tempo, descobrindo a tabela periódica na Idade Média, e isso foi uma das coisas que mais impressionou a humanidade pós-terrestre, já que esta civilização estava milênios à frente dos humanos e nunca se comprometeram com as ações humanas na Terra.
 De qualquer forma, a magia da Spelia, apelidada de Sfoglia Miracola, podia modelar uma massa crocante, basicamente massa folhada de pães, porém encantada com múltiplos usos, sendo o mais usado nessa missão para curar e preencher ferimentos, causados por lesões e radiações da antimatéria. O custo dessa magia era praticamente nenhum, era como se Spelia estivesse de acordo com a Máquina, capaz de criar à vontade quanta dessa massa folhada e quando ela quiser. Depois disso, o grupo volta ao plano da matéria, sem nenhuma baixa, eles conseguiram construir cerca de 1000 m² de base, com poucas falhas, o método 7 Sigma estava funcionando bem para uma missão tão insalubre.

Continua>>>