Boas vindas

Sejam bem vindos ao meu blog, Projeto Dream, esse blogspot eu criei para registrar uma história que eu estava criando e planejando há tanto tempo, com muitas raças, muitos poderes e muita, mas muita luta. Espero que gostem.
[Aviso: Esse blog e suas histórias podem envolver mortes, suicídios, conteúdos de duplo sentido ou explicitamente sexuais e conceitos filosóficos muito difíceis de se entender, não recomendo que você leia se for menor de idade]
Nota para novos leitores: A versão mais recente e que deve ser acompanhada ou então levada a sério é a de 2022 em diante, de 2021 para trás é a versão antiga atualmente descanonizada.

15/07/22

Os Magos - episódio 1

[Irei deixar a saga principal em pausa, para dar espaço para mais detalhes também importantes para a história, que temo que não dê para explicar bem nas sagas do presente sem sair muito expositivo]
[Irei reutilizar somente os 4 personagens principais da cancelada série Anomalous, também desse blog]

> 12/02/2036; Las Vegas, Novo México; Universo 255-P
 Nessa cidade no Novo México, está Jonatan Guerra, um humano de cabelos longos, bem alto e usando roupas azuis bem simples e casuais, e que lidera uma equipe de amigos, também humanos, composta por Cherrina Titan (uma humana ruiva de pele parda, e com roupas pretas), Theodor Jackson (um humano de etnia caucasiana e olhos tão pretos quanto seus cabelos, e com jaqueta cinza, calças pretas, camiseta branca e tênis amarelos) e Norman Bendragon (um humano negro com cabelos longos em dread, de camiseta brança, calças e tênis azuis e uma grande tatuagem de um dragão chinês que percorre todo o seu corpo).
 Eles investigam coisas paranormais naquele mundo, independentes, interessados por monstros e magias secretas e esquecidas na humanidade avançada, e só puderam investigar 10 desses casos e ainda por cima eram falsos casos sobrenaturais, sendo 9 desses casos envolvendo TV's amaldiçoadas (que na verdade estavam apenas sem conexão e com a tela chiando), mas o décimo caso, de um falso fantasma, chamou a atenção de Muramasa, já que os 4 são capazes de desmascarar vários supercasos facilmente.
 Nesse caso, a primeira presença deles o assustava, e Theodor até tenta tirar a pele do Muramasa, achando que era só uma fantasia, mas não conseguia mover uma célula da carne daquele ser. No final, os quatro concordam em ajudar o Muramasa e no mínimo acharem monstros, demônios e poltergeists de verdade.

> 10/03/2036; Tokyo, Japão.
 Eles passaram um tempo no Oriente, onde os casos sobrenaturais pareciam de fato mais comuns, e mais reais, e além de armas de fogo bem fortes para abater os monstros e magos corruptos, também aprenderam um pouco de magia. Jonatan tem magias para controlar seus longos cabelos como arma, Cherrina pode fazer sua katana levitar e paralisar objetos no ar, Theodor usar suas balas para transformar seus alvos em qualquer coisa proporcional à sua forma original, e Norman tem um poder de cura alto.
 No caso de hoje, um humano morto-vivo está ressuscitando os mortos para poder saquear Tokyo e, dominando a cidade, poder controlar o Japão a partir de sua capital, o que não dá certo porque, além da maioria dos mortos estarem ali sem a mente original, resumido a animais em corpos meramente humanos, já não eram suficientemente fortes, e o quarteto já parecia muito para destruir aqueles cadáveres, inclusive Norman testa suas magias de cura para ferir alguns mortos com a essência da vida, mas além de curar eles, também os tornava bem restaurados e normalizados, fora do controle daquele lich, e então, Norman ajuda aquelas pessoas a irem embora enquanto também atira nos zumbis que não tá tendo tempo de reviver com sua Calibre 12, e Tankanar, que mesmo antes de se tornar imortal já era membro da equipe dele, consegue alcançar esse lich.
 Com seus nunchakus de aço comum, ele conseguia quebrar quilos e quilos de ossos daquele morto-vivo, mas a energia negativa saía como se fosse um gás negro como fumaça de indústria termoelétrica e tóxico como cianeto concentrado, e Tankanar, vendo que estava perdendo tempo, quebra o lich mais uma vez, com um golpe de seu nunchaku na sua mão virando 210°22' de baixo para cima, jogando a cabeça desse lich para longe e desativando o corpo, e ele corria para bem perto da cidade.
Tankanar: Help! Help! Watashi wa yoppa... yopparatte imasu!
 As pessoas comuns socorrem aquela pessoa, e um mamídeo de elefante até levanta o carinha para algum local seguro, enquanto uma moça chamada uma ambulância em seu celular. Tankanar parecia seguro, mas não iria sobreviver por muito tempo, e Muramasa manda seus novos membros embora enquanto também ajudava Tankanar e as pessoas recém-revividas e restauradas. O Sr. Mura consegue curar o Tankanar com sua magia própria, tirando as forças negativas de seu corpo e também o aplicando um antídoto que curasse esse veneno. Depois disso, eles voltam à base no Japão, apoiada pelo próprio colega de primeira categoria do Muramasa, Piccu, que nessa época não era um presidente ainda.
 Enquanto isso, na base de Muramasa em Tokyo (por fora, um grande prédio de concreto armado branco com janelas quadriculadas azuis translúcidas; por dentro, grandes salas de madeira, com vários móveis e eletrônicos, e uns poucos robôs operando), Norman lia um livro de magia pros seus amigos, e um dos textos naquele livro, no capítulo 8 e da página 44 a 49, resumidamente, dizia que "O universo já existiu de ideias divinas, existe por ideias humanas e ainda existirá para as memórias dos seres inconscientes, desde aqueles que dormem àqueles que não têm mais vida. A realidade pode ser observada, sentida e, se possível, moldada, e os seus reais limites serão se a realidade concordará com as suas vontades, e por isso, pessoas normais só são capazes de controlar o mundo dos sonhos, um mundo de poucas dimensões, que pode ser moldado como um desenho ou assistido como um filme"
Theodor: Tão chato...
Norman: Qual é? É importante, os outros tão ouvindo.
Cherrina: Eu não tava, tava aqui mexendo no Facebook-
Jonatan: Eu tô ouvindo, conta mais.
Norman: Ok, vamos ver...
 Mais uma sessão, na página 56, mais no final desse capítulo, "O Ego não se passa de uma fechadura mental, que protege o universo da ganância humana de violá-lo, mas também impede o universo de dominar a mente dos humanos, e assim, a mente se limita somente ao corpo da pessoa, capaz de pensarem por si próprios, e fazerem o que seus corpos são capazes"
Norman: Ou seja, livre-arbítrio.
Jonatan: Essa história é interessante.
Norman: Não sei se é beeem uma história, isso tá sendo mais uma aula do que um conto.
Cherrina: Então quer dizer que, num mundo determinístico, não existe magia?
Norman: Não sei.
Jonatan: Pelo que eu ouvi, parece que sim.
Theodor: Mas... a gente não tem poder de opção, se a gente tivesse, nós poderíamos fazer o que quiser.
Jonatan: Na verdade, é tipo você querer comprar um brinquedo caro numa loja, mas a sua mãe-universo não deixa você comprar porque você só tem o desejo por si próprio, mas tudo ao seu redor não te deixa realizar o seu desejo.
Theodor: É...
Norman: Eu acabei de ler aqui, o Ego não deixa as pessoas controlarem o universo pra realizarem seus desejos, e nem deixa o universo DOMINAR A MENTE das pessoas.
Theodor: Qual é, é só um texto.
Norman: Lei da gravidade também, saia voando.
Cherrina: Dá pra parar de brigar!?
 Cherrina larga o celular no chão, se levanta e, com sua espada ainda embainhada, bate no Theodor e no Norman, Jonatan pergunta o por quê dela não bater nele, e Cherrina, com a ideia em mente, chuta ele, aproveitando que ele estava sentado no chão e não em uma cama como o Norman, ou numa cadeira como o Theodor. Passa-se um tempo, Muramasa volta com Tankanar e a cabeça daquele lich de antes, e geral vai dormir.

> 11/03/2036; Sonhos.
 Jonatan, o que mais se imergiu no conceito de subconsciente e sua conexão com a realidade física, viveu um sonho lúcido, ele acordou em uma réplica de onde ele acabou dormindo (na mesma sala que estava reunido com os amigos), mas sem ninguém por perto, e com sombras em um tom escuro e bem vivo de azul, e abrindo cada porta daquela base, seja da geladeira, dos armários, de alguns portais ou que vão de uma sala a outra dentro da base, e elas davam em lugar nenhum, e as janelas nunca mostravam o mesmo cenário mais de uma vez, se adaptando a cada olhada do personagem.
 Conferindo por onde sair, ele tenta manipular a realidade daquele sonho, e assim, ele pôde fazer uma saída para o mundo a fora, e mesmo assim, ele não está em nenhuma rua ou algum lugar que pareça do mundo humano, mas uma voz grossa, mas suave e agradável, dizia ecoando, "vem-em-em-em", uma vez a cada 30 segundos do sonho, e Jonatan, sem onde ir, só ia para onde ele julgava ser a sua frente. O lugar é como um grande espaço liminar, com plataformas, paredes e fundos sendo compostos por blocos de 6x6x6 m³ de um tom de azul opaco de diferentes níveis de claridade, mas com uma saturação muito parecida, ainda o suficiente para ser considerada azul, mas não era um azul tão legal de se ver.
Jonatan: Espero que, se eu morrer nesse sonho, eu ainda esteja vivo lá fora.
 Indo mais e mais para a frente, ele entra numa sala ainda mais escura, porém de um tom mais bonito e cheio de vida, com lâmpadas sempre nas pontas desses cubos que formavam as paredes e o teto, direcionadas ao centro, formando um tom único de violeta, graças ao rosa-choque daquelas luzes, e andando cada vez mais naquele reino liminar dos sonhos, ele acha uma sala com piscina transparente que escurecia um pouco do fundo azul dos blocos que compunham as paredes o chão dela. "PISCINA!", grita Jonatan, enquanto tirava as suas peças de roupa (incluindo cueca e meias) e mergulha de cabeça naquela piscina, esperando uma boa sensação.
Jonatan: Uau... será que eu passei por uma realidade além dos meus sonhos comuns?
???: Bingo!
Jonatan: Hã? Aquela voz que tava me guiando! Cadê você?
???: Espere um pouco, também irei para cá.
Jonatan: Será que tem tempo? Sonhos duram muito pouco... E eu tô pelado aqui, será que isso é ofensivo para você?
???: Por que alguém sem roupas seria ofensivo ou chamativo para alguém cuja forma corporal não é meu motivo para eu ter prazer?
Jonatan: ... Isso foi vergonhoso, mas sério, quanto tempo tenho aqui?
???: Quanto eu quiser, você está num meta-sonho, uma realidade que você sonha com entidades poderosas, e tem direito a coisas boas.
Jonatan: Eu vou saber do fim do mundo?
???: Bem, isso é um estereótipo, mas eu tenho amigos capazes disso. Enfim, cheguei.
 Aparece na sala um ser cheio de roupas azuis (quase uma burca com véu integral), mas cujas mãos (únicas partes realmente expostas) são secas e velhas, finas, com unhas pontudas e pretas, e de 6 dedos, sexto dedo esse uma duplicação de seu polegar, em ambas as partes, e sua sombra se mesclou com o ambiente, porque ela também é azulada. Jonatan assustado, afundava e nadava abaixo na piscina, e ficava ali embaixo por uns segundos.
???: Espere, eu sou essa pessoa que apareceu! Deuses são estranhos mesmo!
 Jonatan, com um pouco de medo, subia de volta à superfície, com o rosto a partir do nariz igual a um hipopótamo no rio, e via aquele grande ser feito de trapos azuis com as mãos de bruxa medieval para fora, e então, a entidade de trapos se sentava, e põe apenas seus pés, tão feios quanto suas mãos, na água.
???: Sabe... são raros os humanos interessados em magia, ainda mais hoje em dia, onde os humanos se preocupam mais com a tecnologia... Ok, sabe do fim do mundo?
Jonatan: ... Hm?
???: O mais próximo que eu sei para seu planeta azul, pálido e inútil é que, daqui a uns 102  anos e 5 dias cravados, começará uma guerra entre os humanos tão violenta que metade da vida sapiente será destruída, e como isso terá mais tempo que a sua expectativa de vida, você e seus amigos poderão fazer nada, tanto que, para ter certeza que não dê errado conte para ninguém.
Jonatan: *levantando a cabeça e respirando* O que acontece se eu contar?
???: Olha, eu sei que você vai contar por um impulso, mas se você fizer isso, sua vida vai ser bem mais curta, e você será o primeiro a morrer no seu quarteto. Então... sei lá, se você quiser se sacrificar pelo conhecimento dos seus próximos, eu posso deixar um "bécampe" na sua memória para que você anote com máxima precisão.
Jonatan: Eu... eu... aceito o risco! Me perdoe...
???: Sabe, você terá uma vida longa pela frente, você pode repensar a sua escolha, e não morrer.
Jonatan: Se Deus ainda joga dados... talvez seja melhor eu deixa pra alguma versão alternativa, depois de uma vida chata no Novo México eu tô preferindo arriscar.
???: Interessante... se levanta, eu quero mostrar mais coisas para você.
 A entidade de panos azuis tira Jonatan telecineticamente da piscina e materializa roupas brancas e macias para ele. E enquanto eles iam para algum caminho naquela dimensão, eles conversavam.
Jonatan: Uau, como você fez uma roupa nova pra mim tão rápido?
???: É facilidade de estarmos num sonho, se você entendesse melhor como essa realidade funciona, até você pode ser um deus aqui dentro.
Jonatan: Legal... Só de teste...
 Quando Jonatan termina a sua frase, ele tenta desmontar um pouco do cenário, e juntando 26 cubos daquele cenário e os encolhendo a tamanhos muito pequenos, ele forma um cubo máximo só de lados igualmente azuis, e isso fazia a entidade rir, já que aquele cubo mágico era realmente inútil. Mas voltando ao assunto e ao caminho original, a entidade mostra uma grande sala até que bonitinha, com uma cama perfeita ali.
???: Customize, aproveite.
Jonatan: É... ok?
 Jonatan controla a realidade daquele mundo dos sonhos para depois se sentir relaxado, e assistia a uma televisão em formato de TV tubão, e ele assistia a seriados que ele assistiu na HBO Max, mas era visto por qualquer outro como apenas uma TV chiando, e entediado, ele dormiu na cama, também azul, e bem macia, e assim, ele sonha dentro de um sonho. Naquele sonho, ele está dentro de um grande reino nebuloso, junto com a entidade de trapos azuis, e indo cada vez mais longe do que parecia ser o centro daquele reino, eles encontram um imenso cardume de salmões, que estavam contornando uma grande mente cósmica chamada Mãe Trevas, uma forma de infinitas formas que personifica as trevas que existem antes de surgir alguma coisa.
 Os peixes são os deuses, e aquela mente é uma força predatória que entrópica que se alimenta de universos, como o Universo do Caos um dia já fez, mas aquele universo distante era só uma das interpretações do poder entrópico supremo, e a Mãe Trevas diz a Jonatan uma coisa.
Mãe Trevas: Oh, Rainha de Azul, humano chamado Jonatan, vocês estão aqui! Bem, tudo que tem uma dimensionalidade limitada um dia acaba, porque precisa de um caminho para surgir, e sua duração nunca é eterna. Por isso, é sempre bom aproveitar o pouco que têm.
Jonatan: Bom, o que eu posso fazer?
Mãe Trevas: É tão difícil? Você viajou pra outro lado do seu mundo, enfrentou monstros, magos tolos, mortos-vivos, só pra poder ver magia de verdade. Você já está aproveitando a vida muito melhor que muito trouxa no universo.
Jonatan: Bem... dá pra considerar que eu sou um protagonista?
Mãe Trevas: Bem, isso vai depender do nosso superior, Um Sonho Que Poucos Alcançaram, e que você não poderá alcançar sozinho, porque você não é privilegiado a esse nível.
Jonatan: T-têm certeza?
Mãe Trevas: Claro, nenhum deus seria descuidado de cometer erros graves e sair intacto.
Jonatan: Bom, e se eu contar o "spoiler" do fim do mundo?
Mãe Trevas: Por que humanos são tão preocupados com problemas que tampouco acontecem? Eu odeio admitir que sei, e com certeza a velha já te disse o custo de mudar o que vai acontecer, não é?
Jonatan: Oh... oh...
Mãe Trevas: Só pra testar a sua honra, leve este anel, ele te faz poder sentir a vida e morte dos seres próximos de você, se você salvar 22 vidas e ressuscitar 4 pessoas antes de soltar esse anel, eu te darei alguma recompensa.
Jonatan: Oh... legal... Como eu vou reviver alguém?
Mãe Trevas: Aprenda por si mesmo garoto.

> Tokyo, Japão.
 Jonatan acorda direto daquele sonho para o mundo real, antes de todo mundo, e anota um monte de coisa importante em alguns dos papéis dali, incluindo 3 páginas de escritas e uma com as entidades que ele viu naquele meta-sonho. Cherrina é a segunda a acordar, e estranha o fato do Jonatan estar carregando umas folhas cheios de letras e desenhos estranhos em caneta Bic azul, e Jonatan, assustado, conta o que ele presenciou.
Jonatan: Cherry! Eu tive uma epifania, eu sonhei com deusas, e elas me disseram que o mundo vai acabar em mais de um século, e no caso, eu posso salvar vocês contando isso.
Cherrina: Bem, se você realmente tá prevendo o futuro... e se isso acontecer porque você sabe desse futuro?
Jonatan: Isso vai acontecer de qualquer jeito na verdade, mas eu posso salvar vocês com a ideia desse fim do mundo, mesmo que... a gente morra antes do fim do mundo ocorre- Espera, o Muramasa!
 Jonatan e Cherrina vão atrás dele por aí na base, mas o máximo que encontram são os colegas deles que ainda estão acordados, entre eles, um investidor humano chamado Suzuki Sakurai, que nesse caso, foi contratado pelo Muramasa para poder acumular dinheiro para facilitar as contas da equipe. Ele é muito alto e muito gordo para um japonês, e tinha até uma cara de pai de família, com cabelo preto curto, olhos pequenos, uma barba ainda crescendo, e roupas sociais clássicas, porém, sem um paletó e com uma gravata amarela. Os dois conversam com Suzuki sobre onde está Muramasa, mas descobrem que ele está ausente e em uma viagem para lutar contra um monstro poderoso de Amon, que também se chamava Hematon, e pelo nome parece ser que o Hematon de 2252 é muito mais velho do que parece, mas na verdade, existe mais de um Hematon, só não é possível haver mais de um por geração.
Cherrina: Nossa, mas por que a gente não pôde ir com ele?
Suzuki: Ah, não ia ter como, ele nunca dorme como os humanos, muito menos como os outros monstros daqui, e ele sempre arrisca a própria vida pra cortar o mal pela raiz, mas aí que tá, a raiz não está em nenhuma entidade mágica que ele mata, e sim no pai deles, que é o próprio mal...
[Nesse caso, durante esse longo tempo, o Amon sempre foi julgado mau, porque ele era completamente contrário a Muramasa, herói da Terra e dos humanos]
Jonatan: Droga!
Suzuki: Deixa eu ver... Mura-sama tem um chip no cérebro que imita um celular, talvez se eu enviar uma mensagem por SMS para o número dele, ele possa receber essa mensagem e possa vir pra cá mais cedo.
Jonatan: Você é capaz disso?
Suzuki: Sim, inclusive eu ajudei ele com essa tecnologia.
 Ele envia a mensagem, "村様、見習いがあなたと話したい" para o número de Muramasa.

> Himalaia, Nepal.
 Minutos antes mesmo de Jonatan acordar, Muramasa está no Monte Everest, investigando uma das gambiarras que Amon fez para conseguir território o suficiente para darem mais poder para ele, e assim revivê-lo, mas no caso, ele vê uma pequena cidade feita de máquinas no monte, com os monstros operando e transitando entre o local e a dimensão de Amon, e Muramasa vai. O lugar era bem metálico, com cores de ferro bruto, mas pela composição, é uma grande fibra de carbono indestrutível, seguido de máquinas metálicas que dão energia elétrica ao local, e lá está o Hematon dessa época, um homem alto, forte, com aparência de um homem negro com marcas vermelhas que se pareciam cicatrizes brilhantes.

 Hematon flagra Muramasa chegando lá, e o julga que ele não deveria estar ali, além de o chamar de traidor assim como todos os monstros formados por Amon e criados na dimensão do mesmo. E além da aparência e pensamentos diferentes, esse Hematon tem uma arma diferente, e ele invoca duas Tekko-Kagis vermelhas de energia, e enfrenta Muramasa, trocando golpes físicos por 12 minutos, e um golpe de Muramasa iria cortar a cidade junto com parte daquela montanha, somado com uns poucos quilômetros à frente, mas Hematon desvia com suas garras de energia, e joga a onda de choque para o céu, golpe essa que cria um buraco linear na camada de ozônio, logo em seguida de cortar a grande nuvem que cobria o monte.
Muramasa: Mas... como isso é possível?
Hematon: Eu sou melhor planejado, e mais forte que você, afinal, eu sou um Progenitor, e você é só um protótipo malfeito.
Muramasa: Vocês ainda pensam nisso!?
 Muramasa corta de baixo para cima a frente de Hematon, que ele se regenera pelo poder da escuridão em seu corpo, mas sua roupa no máximo se costuma, mas ainda parecia danificada, e Hematon, em um contra-ataque, dá 78 socos em um único segundo, e com o último soco, suga energia vital de Muramasa, o que não o incapacita, mas o enfraquece muito, e Muramasa recebe o SMS de Suzuki, e então, como última rota de fuga, invoca uma grande explosão de fogo, queimando a cidade em um imenso buraco, e por essa área, vai embora, e então, se transporta de volta ao Japão.

Continua>>>

13/07/22

Projeto Dream - episódio 30

> 25/04/2252; reino amarelo, plano etéreo/material; Universo 255-P
 O jovem azulado de roupas e cabelos vermelhos está em uma dimensão de várias coisas amareladas, e aquelas que não são, são pretas, e lá, os 5 monstros que foram com ele para aquele mundo são 5 entidades filhas do deus caído daquele reino, sendo o primeiro e mais poderoso a grande cobra amarela de cabeça humana, Yaldabaoth, que ficou lutando contra o guerreiro espacial por um dia inteiro, e enquanto esse jovem lendário não perdia uma caloria de cansaço, Yaldabaoth estava quase morrendo no combate, mas, para alguém que enfrenta um usuário da língua dos malditos, esse ser é muito resistente.
 Esse jovem procurado o chantageia a fazê-lo voltar àquele planeta, porque senão aquela entidade irá morrer ali mesmo, e a criatura, por desespero, aceita, e o leva para a "casa" e para as tartarugas cósmicas.

> Las Vegas, Novo México.
 Naej, Tifanny, Venros e Haraniku chegam a Las Vegas, e veem que tava muito sujo logo na entrada da base, e conferindo o que tem lá, Tankanar tenta falar pra eles não verem o que tinha ali, mas... é, eles já viram e com muitos detalhes. Ego foi logo ajudar a explicar o que aconteceu, e quando falam de clonagens, o Naej fica curioso e pede pra mostrarem esses clones. E vendo no grande porão da base, eles descobrem os clones que ainda estão ali, incluindo as 3 Egos que ainda estão despertas mesmo depois da manipulação da realidade da Ego original.
 Venros avisa sobre um caso do Pahapayar estar invadindo o plano físico, e Muramasa até pensa o caso sobre como ele poderia lidar com outra entidade cósmica que está sedenta por poder mundano e material, algo muito inútil para esses tipos de deidades, à procura de sobrevivência no plano cósmico. Enquanto isso, Haraniku não está indo atrás das pessoas e equipamentos mágicos para aprender, e sim saindo da base para ver as coisas que tem na cidade, e nessa viagem ele aproveita para pegar um saleiro em um mercadinho para fazer um experimento.
 Por sorte, Venros lembra do caso de precisarem de um poder que pudesse destruir imortais, e Ego se voluntaria para ajudar eles, mas eles precisam de... mais opções para matar permanentemente criaturas imortais, mas Muramasa intervem.
Muramasa: Isso é inadmissível, porque se a gente criar armas para matar imortais que não se limitam a regeneração e vida longa, claramente qualquer um que descobrir que a gente tem essas porcarias vai atrás da gente, roubar os equipamentos e nos caçar com essas armas.
Ego: Exato.
Venros: Então não temos esperança.
Muramasa: Como se armas que apagassem inimigos da realidade fossem a única opção, eu já tentei de tudo pra poder caçar o Amon e os meus irmãos.
Venros: Você já conseguiu algo pra matar imortais?
Muramasa: Bem, além da minha discípula mais poderosa de hoje em dia, vamos ver... o Pattarak destrói matéria ao nível atômico, o Tankanar tem um efeito estranho de negar imortalidades iguais às dele, e também tenho duas armas quadridimensionais que envelhecem os inimigos e, se não for possível, eu posso paralisá-los no tempo com elas pra dar chance a outros golpes. Talvez eu precise de algo mais químico, tipo... uns venenos.
 Muramasa foi a seu laboratório.
Dragondorf: Sei não, a gente tá há tanto tempo trabalhando, precisamos de um pouco mais de algumas horas pra descansar.
Muramasa: Pode ser, mas por vocês eu vou ter que trabalhar mais, porque essa ideia é importante.
Dragondorf: Espera, eu tive uma ideia!
Muramasa: Qual?
Dragondorf: Precisaremos de algum Portão de Partida para o reino do seu pai.
Muramasa: Droga...
Dragondorf: Não tá bravo com ele ainda, né?
Muramasa: Não é isso, é que...
Ego: Senhor Mura, é pelo bem do espaço a fora.
Muramasa: Bom, sendo assim... Mas quero ficar um tempo longe deles, me senti mal depois daquele caso do Complexo, fiquei caindo lá por dias- Aliás, onde estão os micro-robôs que cê fez uns dias atrás, Dorf?
Dragondorf: Simples, tá lá monitorando os clones e os computadores.
 Enfim, Naej, Tifanny e Haraniku voltam à base, e Haraniku foi logo ver algumas coisas de lá com mais atenção, mas a primeira que o atrai é o grande mecha que Charles Charles Charles está dirigindo em mais um treinamento com os robôs de lá, e nessa aula de mecha, o Haraniku ficava concentrado até que por bastante tempo. Era impressionante demais para ele um robô tão grande sendo conduzido por uma pessoa relativamente tão pequena.
 Era um P-392, um modelo de mecha construído após o aperfeiçoamento dos mechas com o passar das gerações, e descendente do Mech-988 - um mecha usado na guerra entre humanos e monstros pelos exércitos japonês e coreano -, com mais de 10 metros de altura, e capaz de ser dirigido como um carro, além de dar alto poder de combate enquanto o usuário se mantém seguro dentro do veículo de combate manual, além de ser da mesma empresa que inventou o Programa Fênix.
 Enquanto Dragondorf, Ego e uns mercenários recém-contratados vão atrás do Hematon para ajudar no plano de Venros de eliminar o Campeão, e Muramasa faz um híper-veneno capaz de matar um imortal, e no caso, ele faz um veneno líquido forte o suficiente para anular momentaneamente esse poder.

> Quetzalcoatl, México.
 Isabella está testando uma roupa diferente para as fotos: Um longo vestido evasé vermelho-escarlate com brilhos de glitter em tamanha saia, e saltos altos vermelhos mais escuros e sem os detalhes adicionais, e Julie tirou um total de 10 fotos dela. Depois de se trocar para uma roupa preta mais casual, Isabella liga para a casa dos Dermurers, dizendo que planeja fazer o casamento semana que vem, em Novíssima York, o que surpreende a mãe e algumas tias da Isa, mas chamava atenção do pai dela, Julius.
 Uns minutos depois, Julie é chamada para entregar as fotos da Isabella, e ela em vez de só enviar pela internet, resolve ir para a sede da empresa à procura de algo adicional, e indo por lá, ela é convidada para um teste de força, porque sabem que Redlars são bons lutadores e querem saber se ela ainda está forte para algumas apresentações com os músculos dela (mesmo que sejam finos como papas fritas caseiras). Ela aceita e esses são os resultados.
- um peso de 80 quilos em madeira: danificado levemente no topo e no meio, derrubado no último golpe.
- um peso de 80 quilos em plástico de fibra de grafeno: amassado no meio, com marcas de soco mais visíveis, e o topo amassado.
- um peso de 100 quilos em plástico: não muito diferente do anterior.
- um peso de 100 quilos em plástico com regiões de aço: Julie machucou suas mãos no teste, ela chegou a se sentir fora de forma depois dessa.
 Julie avisa do treinamento dela para Isabella, que também resolve ir atrás para vê-la, ela usa sua roupa branca clássica e uma bolsa cor-de-rubi e vai pra jornada a pé. No meio do caminho, ela pega um milk-shake de magia e, bem quando ela tava perto da sede da empresa, duas pessoas tentavam sequestrar Isabella, vendo que ela era uma pessoa de valor. Eles pegam um pano à prova de som cheio de clorofórmio para nocauteá-la, junto com algemas para agarrá-la. Julie se desespera, sai do aparelho em que estava malhando e tenta correr até ela para socorrer, mas é claro, a Isabella é de uma raça muito poderosa de monstro, e ela arranca o pano da mão do primeiro sequestrador com sua boca e cospe com um pouco de veneno na cara do mesmo, quebra as algemas e, com um grito, incapacita o segundo bandido, e com um chute a uma velocidade de 150 mph, o joga para o chão.
Isabella: Isso que dá mexer com a mulher mais preciosa daqui!
Julie: Isaaah!
 Julie abraça Isabella e sentia a maciez de seus peitos, e ela olhava pra cima e vê seu lindo rostinho.
Julie: Eu... estava tão perto de te salvar... como você fez isso?
Isabella: Bem... O óbvio, miga! Eu sou uma mulher poderosa.
Julie: Venha comigo, a gente precisa de uns ensaios pra hoje também!
 E Julie e Isabella entram no prédio da empresa.

> Osakira, Japão.
 Falando em empresa, a fundação de tecnologias e magias Tokawa está arquitetando um novo projeto envolvendo as entidades cósmicas que ela ouviu falar, isso separada de Losui Branford, ou seja, completamente por si própria, o projeto não tem um nome, mas tem algo a ver com essas entidades além do espaço-tempo, e para isso, ela busca contato com os monstros de Alexandria.
 Ela consegue ser atendida, e uma equipe de piscêtropos e aviunos, liderados por um djinn de corpo cinzento e bem escuro, com a aparência de um cara negro de dread e com 4 braços, chamado Darkstar, e ele ajuda Yuri com os estudos, mostrando melhor como o Amon funciona e consequentemente explicando a origem e o poder dos monstros.
 Yuri se interessa na natureza de seres interdimensionais, e com isso, se prepara para viajar com aquelas pessoas, inclusive carregando, além de sua clássica Máquina Analógica Delta-T, também a pedra filosofal que ela usa como joia em seu peito, para caso ela precisar se defender ao ir àquela dimensão.

> Lille, França.
 Enquanto isso, na França, os Redlars seguiam a sua vida normalmente, mas enquanto isso, os pais de Julie estavam com uma ansiedade bem séria pelo que pode ter acontecido com sua filha única, Julie, mas é claro, uma das 7 empregadas da mansão tenta acalmar a senhora Redlar - cujo nome original é Mariana Redlar - e seu marido - Akanata Redlar -, enquanto isso, Fugaret ainda está treinando muito para poder manter seu cargo de soldado da família, porque mesmo esse cargo não sendo mais utilizado no clã, ele ainda é útil para proteger a família e a casa.
 Oneida Redlar julgava os esforços do Fuga como sempre, e como ela faz isso desde quando ele era criança, talvez seja por isso que ele era tão chato com as crianças e outros jovens do clã, e nesse caso, Fugaret tinha uma mente fechada e muito fria, como um adulto ideal de antigamente, e isso o impossibilitou de entender o que seus primos menores sentiam, mas quando Julie partiu, já completando um mês, ele sentiu algo a menos, como se aquela menina, vista por ele como um obstáculo para ele de liderar o clã, não estivesse mais o motivando a continuar, e para relaxar, ele começou a fumar o seu vape, com essências de mirtilos da Nova Colúmbia, que parecia o melhor sabor para a sua boca, e uma sujeira mais compensadora para seus pulmões.
 Mariana tentava conversar com as suas irmãs e primas, todas sangue-puro daquele clã, que diferente dos Dermurers, é imenso e grande o suficiente para a endogamia ter danos mínimos, e bem, Mariana chega a uma conclusão, de que ela tem que ligar para Julie. Ela faz isso, mas como Ju não levou o seu celular, as 10 ligações que ela tentou fazer caem em caixa postal, todas as 10 com uma sequência de mensagens por voz.
"Julie, voici ta maman, m'appelle" (3x)
"Ju, je prie, m'appelle, plaît!" (2x, a segunda vez com uma gaguejada)
"Julie, je sais que vous êtes avec ce merdique fille d'eux Dermurer. Appelex! Moi! Maintenant!"
"Julie, pardonne ta maman, je' tais andry, plaire, pardonne moi!" (em um tom nervoso, como se sua voz estivesse "entortando" enquanto ela falava, no caso, ela estava chorando enquanto falava aquilo)
"Peut-être pouvons-nous vous rendre visite... Quoi que tu penses?"
"Bisous, ma petite"

> Versalhes, França.
 Ainda na França, mas dessa vez em uma cidade diferente, menos comentada aqui e com mais perigos a enfrentar, está a Société de L'ombre, uma sociedade secreta de espiões, assassinos e comerciantes ilegais que existe na Europa toda, e que tentou capturar Isabella para usar sua carne ou sangue para criar novos super seres, ou no mínimo obterem uma fortuna como resgate, mas descobriram que os dois capangas foram derrotados pela própria Isabella, e um desses dois até morreu com um golpe físico dela, assim, instigando ao líder, cuja identidade é um mistério até para os próprios membros de nível mas privilegiado, a entender que os poderes dos Dermurers não são uma lenda, e que eles são tão poderosos que talvez a extinção deles até seja um controle de pânico para o planeta, e então ele muda de planos.
 Ao invés de caçar a Isabella Dermurer ou a Julie Redlar com aqueles que tem, ele tenta contratar alguém forte o suficiente para tal feito, e no caso, ele chama um samurai moderno que opera atualmente na China, chamado Karyu, e ele é um humano também, e não um eugenético ou um monstro/mosmano, assim, parecendo mais confiável para a agência, e quando veem ele, ele parecia um personagem de anime com olhos pequenos, tem uma pele mais amarelada que a média, cabelos azuis em um tom estranho e estereotipado de alienígenas, com um yukata bem branco sob uma capa negra, e com uma katana com lâmina da aço negro e cabo de madeira, que ele chama de Tenryu, a espada dos sete dragões dragões.
 Ele é inicialmente comandado para ir atrás de Isabella, mas Karyu tem uma ideia mais sofisticada.
Karyu: Eu tenho uma ideia melhor. Eu sou um dos mais fortes discípulos de Muramasa e tenho uma espada de ferro meio Noirythril, mas o meu real foco não é lutar.
Moderador 1: Espera, você já esteve envolvido com Muramasa?
Karyu: Claro que sim, mas... não falamos mais disso faz uns 20 anos.
Moderador 1: 20 anos? Você conhece ele desde bebê? Ele te adotou?
Karyu: A ideia é legal, mas... eu já tenho 102 anos de idade, só pareço jovem por causa dos dragões que eu me alimentei. A carne era como bife com azeite e muito açafrão, mas espera, voltando ao assunto... Posso chamar ela para um evento, prometendo coisas boas para ela, e levá-la para vocês, mas... O que eu vou ganhar de vocês?
Moderador 2: Você será nosso novo moderador, você estará num cargo igual a esses que estão conversando com você agora.
Moderador 1: Mas... já temos 23 moderadores, e...
 O segundo moderador saca uma escopeta, e explode a cabeça do primeiro com um tiro, a fim de refutá-lo em troca de sua vida.
Moderador 2: Ignore ele, você valerá muito nesse plano.
Karyu: É... Ok, eu acho.

> Las Vegas, Novo México.
 Enquanto isso, em Las Vegas, Dragondorf, de volta à base de seu mestre, atende a um telefonema, e descobre que Karyu não só está de volta, mas também envolvido em um baita de um esquema e, se eles puderem ajudar ele, ele poderá se livrar daqueles caras e ainda manter umas pessoas envolvidas seguras.
Karyu: Olha, eu tenho uma ideia aqui, que vocês promovam o meu evento falso, e com isso, essa tal Isabella não será pega por esses filhos da puta e ainda por cima eu posso quebrar essa corporação aí.
Dragondorf: Eu não vou chamar meus colegas e nem sacrificar parte deles só pra te livrar de uns metidos a besta nichados na porcaria da Europa. Faça essa merda sozinho, e fuja com a Isabella.
Naej: Isabella!? Peraí!
 Naej rouba o telefone do Dragondorf e sai correndo, e dentro do banheiro, continua a conversa.
Naej: Aí, caralho, o que você planeja fazer com a Isa Dermurer, hein!?
Karyu: Espera, quem é você?
Naej: Sou maior fã dela, conheci ela e sua namorada uma vez, maior vitória da minha vida antes de eu conseguir minha própria namorada. Mas sério, o que cê quer com ela?
Karyu: Olha, garoto, eu não sei se você pode me ajudar, só sei que minhas assistentes não irão ajudar o suficiente.
Naej: Deixe que eu resolvo, eu tenho um bom arsenal na minha casa e posso chamar uns colegas de trabalho.
Karyu: Quem é você?
Naej: Sou Naej Galrich, um dos mercenários do Novo México, e como eu não me meto em coisas de assassinato ou sequestro, eu nem ligo de mostrar minha identidade.
Karyu: Olha, Naej, tenta memorizar essas seguintes coordenadas. Prédio 1903, da Rua Kin Luei, Pequim, semana que vem.
Naej: Ok.
 Naej desliga e, saindo do banheiro, conta ao pessoal a onde eles precisarão ir, e quando ir, porque aquilo será bem importante. Tankanar até dá uma ajuda pro pequenino, e chama o pessoal para poderem ver como é esse Prédio 1903.

> espaço sideral.
 O jovem do espaço foge do reino amarelo, e depois de ter salvado aquele planeta na estrela Sagittarius Phi, ele recebe uma espécie de moto voadora, que o próprio jovem modifica para que possa ser energizada por gravidade, e com seus poderes de controlar a realidade, cria um buraco negro em um reator, que parecia também um orbe completamente preto, onde fica o motor dessa moto, e assim, ele poderá mover seu veículo de boa no espaço sem se cansar.
 E então, ele sai daquele planeta e, junto com as suas tartarugas voadoras, viaja pela galáxia à procura de mais e mais surpresas. Enquanto isso, uma força armada de Andrômeda está indo à Via Láctea, atrás daquele jovem do espaço, revelando que, sim, aquele jovem do espaço é Rewop, e está sendo procurado por seu poder anormal de poder controlar tudo no universo.
 Enquanto essa força armada não alcança nem a Via Láctea, Rewop está indo até o que parece ser a instalação de Losui Branford, e entrando lá, ativa o sistema de segurança, o que parece não assustá-lo, já que nenhuma daquelas armas era capaz de ferí-lo, e Losui, estranhando aquele ser, o trazia cada vez mais para dentro do prédio, com uma arma apagadora de mentes em sua direção, e Rewop, voluntariamente, ia até lá, e Losui, assustado, pergunta o que ele quer.
Rewop: Eu só quero te visitar, tô meio planetão aqui, então tô passando por qualquer lugar que pareça pisável.
Losui: Planetão? Como assim? Tá de pança cheia?
Rewop: Espera, eu acho que não tô falando no seu dicionário, espera aí... Ah, lembrei! No seu dialeto, planeta é os mundos ao redor das estrelas, e pode ser usado como um xingamento pra gente gorda. Bom, na verdade, lá onde eu moro, planeta pode ser usado pra se referir que é um andarilho no espaço.
Losui: Isso é muito legal. Fica aqui, me conte mais das suas experiências.
 Rewop já está em um local mais seguro, próximo de Losui Branford e em uma sala bem branca, digna de filmes de ficção científica ou fantasia dos anos 2000 a 2010, mas com janelas para um espaço negro com estrelas brancas, preenchido pela imagem das tartarugas, junto com umas linhas resultadas de partes que podem mudar de forma, inclusive, algumas dessas linhas abrem espaço para mesas e bancos (que se parecem com puffs quadrados e dutos), sob os quais os dois se sentam e conversam calmamente.
 Rewop começa a contar o seu passado, sobre como a vida dele no seu planeta natal era tão triste que até a felicidade chegava a ser um crime inafiançável, e como o estresse dele estava tão alto naquela vida chata dele de infância que, no primeiro bullying que sofreu, o fez incendiar uma cidade inteira sem remorço, mas depois, relaxa a situação com umas piadas que ele ouviu falar depois de abandonar aquele planeta, e voltando a contar a sua história, ele também conta como a vida dele mudou para sempre após ele conhecer as tartarugas cósmicas, e o quão fofas e adoráveis elas são, além delas também guiar ele a aprender novas coisas.
 No final, o jovem conta que pôde acessar o Reino da Morte forçadamente, e por tamanho feito, foi guiado por ela para poder aprender a língua dos malditos, uma língua alienígena, proibida, que cada palavra é uma arma, cada letra era uma dor, e cada frase era uma arma de morte instantânea e certeira. E no final da conversa, o jovem espacial fala sobre o quão legal foi visitar essa galáxia, mesmo que ele só esteja aqui por umas horas.

Continua>>>

12/07/22

CUIDADO


PROCURADO, MORTO, SOMENTE MORTO, 60.000.000 ISHTONS, ELE ESTÁ ENVOLVIDO EM MASSACRES INTERPLANETÁRIOS, ROUBO E DÍVIDAS PESADAS, QUALQUER PLANETA QUE CONHECER ESSA ENTIDADE DE PURO ÓDIO DEVE DENUNCIÁ-LO IMEDIATAMENTE ÀS AUTORIDADES INTERGALÁCTICAS, SENÃO O SEU PLANETA SERÁ DESTRUÍDO IMEDIATAMENTE POR TRAIÇÃO

Aviso dado, voltem à programação normal

[Dados censurados, expurgados e desmentidos, qualquer informação que contrarie a verdade verdadeira contada acima deve ser executado o mais cedo possível] - Gargalargh Garharlgarl

Ele não está envolvido em nenhum desses crimes, e os únicos planetas que ele de fato atacava tinha relações péssimas com os governos espaciais próximos ou estavam irritando ele, e um dos piores planetas da galáxia de Andrômeda foi logo sua primeira vítima.
Ninguém sabe seu nome de nascença, mas o seu nome atual é Riwapori, mas as pessoas chamam ele de Rewop, porque assim é foneticamente mais fácil de se pronunciar, e ele considera isso até um apelido.
O seu real "crime" catalogado em Andrômeda, mas que está acobertado por notícias falsas sobre esse ser, é que este é capaz de invocar qualquer força sobrenatural ao seu redor, incluindo emanações criativas, destrutivas e até o que parece ser a real forma da Morte.

Projeto Dream - episódio 29

> 24/04/2252; espaço sideral; Universo 255-P
 Enquanto isso, no espaço está um ser vindo da galáxia Andrômeda, de pele azul, cabelo grande, espetado e alto, e olhos redondos vermelhos fortes e escuros, com roupas grossas pretas cobertas por um sobretudo vermelho vinho, e ele explorou vários planetas por tédio de ter tanto poder, ajudando uns, ferrando outros, assim trazendo crenças duais sobre ele pela galáxia, e ele descobriu uma raça de criaturas adoráveis para ele próprio: as tartarugas cósmicas, elas são azuis, belas e podem voar pelo universo, se alimentando da luz que passa por perto delas.

 Voltando ao assunto, esse jovem e suas tartarugas cósmicas estão indo cada vez mais próximos dos planetas da Via Láctea, porém, uma frota de arraias marrons voavam em direção desses planetas, e ele tenta desviar enquanto guiava as suas tartarugas, mas os bichinhos mais atrás levam tiros a laser, o que irrita muito o aventureiro espacial, e o faz lutar contra as arraias, voando a uma velocidade que rompia o espaço e ainda desintegrava aquelas criaturas só de se aproximar dele, e quando o jovem poderoso captura uma última para interrogar, a criatura no máximo avisa que tem 3 demônios por aí naquela galáxia, e que se tiver mais a fora, claramente o jovem já eliminou.
 O semideus espacial elimina aquele monstro, e com a energia vital daqueles seres, revive a sua tartaruga cósmica falecida, e então, indo mais atrás de civilização por lá, ele encontra o planeta prateado, onde por algum motivo nem os malalus foram criados e nem a Zohl foi levada de volta para lá, mas ele conversa com aqueles seres azulados em busca de alguma dica, e o máximo que eles dizem é que, próximo da estrela que, segundo a astronomia terrestre, é a estrela Phi de Sagitário, há um povo que pareça mais próximo do que ele conhece como uma civilização realmente avançada. Mas antes de ir embora, ele resolve conversar com aqueles azulados de roupas simples e/ou seminus, a fim de poder ser melhor conhecido aqui caso ele precisar voltar pra lá. Lykos se interessa em conversar e guiar o homem, e no final o garoto vermelho e azul começa a conversar coisas muito específicas.
█████: Eu já vi a morte uma vez, gordinho.
Lykos: Hã? A morte, tipo... uma entidade que personifica? Ou você morreu e voltou?
█████: Na verdade, não sei se conta como uma personificação, mas tinha uma dimensão inteira que eu acessei, ela era como uma imensidão escura, e bem no fundo, tinha um pequeno paraíso, por onde as almas se divertiam.
Lykos: Será que tem inferno também?
█████: Não sei, já que... eu nunca cheguei tão fundo nesse subplano. O que é o inferno mesmo?
Lykos: Bem, quando pessoas más ou inúteis são condenadas, eu ouvi da minha amiga, Tindany, que tem versões que as pessoas más ficam lá até serem purificadas ou... perdoadas.
█████: Bom, não tem um inferno que propositalmente castiga as pessoas pelo que eu vi, esses lugares que se parecem com um inferno na verdade são um reflexo do estresse que passaram enquanto estavam vivos, e que a jornada de quem passa por lá primeiro tem que sair de lá, antes que enlouqueça e perca a esperança, sendo que a esperança é o que mantém a alma viva.
Lykos: Isso... isso é triste.
█████: É triste porque é real, se não fosse seria até irritante. Bom, o que eu entendi quando passei por lá também, é que a morte só existe, não por destino ou por acaso, mas porque as coisas duram e acabam, e algum dia, até o universo vai desaparecer, porque o real propósito dos vivos é durar e fazer alguma coisa que os agrade, mas no meu caso, eu vou durar mais que qualquer coisa que eu conheço nesse plano, porque minha vitalidade não é natural.
Lykos: O real propósito dos vivos é durar... Você vai durar mais que tudo... bom, tem como medir um limite pra essas durações? Sabe... a gente do planeta prateado, ou pelo menos os das classes mais altas como... euuu, vive por tanto tempo que até perdemos a conta aos 70 anos.
█████: Você tem quantos anos?
Lykos: Acho que uns 64 anos, e para se tornar sacerdote honorário tem que ter uns 56 anos, e depois dessa, o cargo é vitalício.
█████: O que prolonga a vida de vocês?
Lykos: Pelo que eu lembro... bem, pela sua estética, você deve ter muito pudor e vergonha, mas é que a gente vive muito por causa da deusa do amor.
█████: Aí cês transam o dia todo pra agradar a tal deusa dos filhos e ela curte a sensação e os presenteia com vida longa. É, parece uma boa ideia.
Lykos: É? Bem, você foi bem rápido e... falei isso porque tenho medo de você ficar bravo.
█████: Olha, não tenho muito tempo, tenho que ir.
Lykos: Antes de ir, você está sozinho?
█████: Eu tenho um total de 378 tartarugas espaciais, mostro quando voltar.
 E o jovem vai mesmo embora, para a estrela Phi de Sagitário, e conversando com os engenheiros e tecnólogos daquele planeta, consegue uma ajuda deles em troca de umas missões que ele foi fazendo, porém, em um experimento com portais interuniversais, o buraco negro da Metáfita de lá se desfez e o portal abriu espaço para 5 monstros de outro reino acabam saindo de lá, e o jovem resolve lutar contra aqueles seres, os levando para um local seguro no processo.

> Las Vegas, Novo México.
 Dragondorf está clonando alguns de seus amigos por comando de Muramasa e Ego para poderem formar um exército de pessoas-reserva, para poderem reviver eles mais cedo ou até substituí-los caso a ressurreição não for possível, e para isso, eles coletaram amostras genéticas de diferentes pessoas para fazerem a experiência, criando zigotos e células-tronco humanas mas com o DNA dos amigos, e sem barrigas de aluguel, usando no lugar cápsulas grandes cheias de um líquido parecido com álcool, mas ainda com nutrientes para que os clones possam se alimentar só de "respirarem" aquele líquido, além de estarem constantemente conservados. E cada colega/discípulo de Muramasa tem pelo menos 10 clones, e isso será um segredo bem importante mesmo que pareça apenas um experimento inútil.
 Porém, quando fizeram UM clone de Muramasa, ele saiu completamente esticado, como um esqueleto carbonizado de anime gore, mas com olhos e dentes brancos e bem limpos em comparação à sua carne toda ferrada e cheia de sangue, e quando foi colocado na cápsula que usam para os clones, esse ser desperta e sai dali destruindo tudo, e quando ele quebrava algumas cápsulas, isso acabaria matando os clones próximos, mas na verdade só desperta eles, e os clones dos outros, preocupados com aquele ser, tentam abraçá-lo pra segurá-lo, e nesse momento, o clone se irrita ainda mais, e joga eles para longe. Os clones despertados eram 2 clones do Naej, 1 da Tifanny e 3 da Ego, e esses clones tinham parte dos poderes deles ainda em sua genética, mas mesmo assim não adiantava.
 Os personagens de jogos que estão ainda na vida real, incluindo Donald e Howard, vão logo enfrentar aquele clone. Argus e Marcos lutavam contra o clone de Muramasa até cansá-lo, Élia solta uma magia de dano sagrado para queimar e purificar aquele ser, e Tom Papa solta uma magia para imobilizar o monstro. O clone, ainda sem nome, se solta daqueles efeitos, luta contra aqueles seres, e resistia aos tiros laser de Donald e Howard, mas Dragondorf taca o pesinho de uma kurasigama, o paralisando por causa da magia daquela arma.
Dragondorf: Muramasa, você tem alguma ideia?
Muramasa: Eu tenho uma. Ego, vem cá!
 Muramasa chama Ego para poderem executar aquele monstro, e mesmo o clone se soltando, Muramasa saca uma adaga cósmica (que é quase uma miniatura de sua katana de Rubimanto, mas com efeito de uma lâmina quadridimensional) e, com uma estocada, imobiliza aquele ser ao nível quântico, e Ego, com seus poderes de um ser esquecido no tempo, destrói o corpo, a alma, a mente e parte da influência daquele ser nessa linha do tempo, o reduzindo a apenas uma memória, e assim, eles tiram um tempo pra se recuperarem.
Muramasa: Olha, na próxima vez, não vamos mais clonar gente imortal.
Ego: Será que temos um clone do Tankanar?
Muramasa: Não, eu garanto que ele não vai morrer em combate.

> Lille, França.
 Nessa cidade pequena em estrutura, mas grande em poder, fica Sakura Francine, uma jovem humana, descendente de humanos puros e que nasceram, cresceram e morreram na Europa, e em aparência, ela tem uma pele bem clara, um pouco rosada, cabelo chanel e olhos rosa de tonalidade mais frio e viva, com óculos de cabos pretos e lentes bem finas, em contraste com suas roupas macias (incluindo uma blusa de manga longa, calça leg e calcinha) em cores de rosa mais quentes e opacas, e sapatos rosa-choque, e ela lidera uma grande empresa de cosméticos de sua família na França, a Beaté de Francé, e que, por ela se interessar em coisas mágicas, ela já fez perfumes mágicos/encantados e também patrocinou a equipe de Greenio.
 Em outro canto da cidade, vive Luna Pleine, uma mulher alta e forte, de pele clara como a de Sakura e com cabelos e olhos azuis como uma lembrança de Tifanny, que usa um grande bodysuit púrpura escuro que cobre seu tronco, seus braços e suas pernas, e botas, luvas e gargantilha rosa-choque, com uma estampa de rosa na frente e atrás nesse grande macacão que chega a parecer radioativa de tão forte, e brincos que terminam em um losango formado por 4 losangos rosa-bebê, e ela é uma grande modelo para Francine e sua empresa, usando de sua estética e aparência para divulgar a marca.
 Luna esteve mexendo nas redes sociais, e ela descobre que a Tifanny está em Albuquerque, morando em apartamento com um amigo novo e ainda tem postagens no Takmi sobre coisas que ela nunca ouviu falar na época que era amiga de escola de Tifanny. Então, curiosa, marca uma viagem para o Novo México.

Continua>>>

11/07/22

Projeto Dream - episódio 28

> 24/04/2252; O Complexo; Universo 255-P
Slæpnir: Você não fez o que eu pedi. Você o largou no espaço ainda vivo.
Haraniku: Espera, ele não morreu?
Slæpnir: Exatamente, ele é um ser de carne como a maioria dos que tão aqui, mas obviamente, modificado pra não precisar respirar. Olha, aproveitando que você pelo menos atrasou aquele bicho, eu posso te preparar um pouco.
Fortrex: Posso ir com ele?
Slæpnir: Ele tá muito tempo com você e sua família, eu preciso ensinar coisas nossas, daqui, pra que ele saiba mais coisas, que, pelo que você já viu, vocês, povo de Amon, não têm ou não sabem.
Fortrex: É... okay, tô indo.
 Slaepnir ajuda Haraniku a aprender novas coisas no Complexo, e ele pode ficar bem mais à vontade, afinal, como o tempo é bem mais estranho nessa dimensão do que no plano material, ele poderia ter uma rotina bem longa triplamente maior. Em vez de só melhorar o que ele já sabe ou só estudar coisas mágicas, ele começou a analisar a matemática pentadimensional daquele reino, que tinha tantas direções possíveis, seja para paredes, seja para a gravidade, que acidentalmente ele conseguia até nadar no ar devido à gravidade multidirecional.
 Fora isso, ele também descobre que lá tinha também comidas boas, como as salsichas de Ubalih, um tipo de salsicha feita de carne de pturas pradaríferas (um tipo de seres quadrúpedes e azuis, com trombas, cascos de unha única no fim de suas patas, orelhas longas e redondas, e que assobiam para se comunicar ou durante o acasalamento) e as pedras saborosas (pedras que podem ser usadas para construção, mas podem também ser comidas em caso de emergência, e cujo material não é nada específico, embora possa se transformar no que alimenta a pessoa), e também que, como ele já viu que qualquer coisa pode ser um chão nesse mundo, ele não tem nenhum medo de cair de repente como seria na Terra, afinal, uma comparação do mundo normal para o Complexo é como a comparação do mundo unidimensional para o mundo normal, e como Haraniku só pôde ver aquele reino de forma tridimensional, ele não poderá apreciar tudo.
 Voltando ao cotidiano daquela dimensão, ele começou a se sentir entediado, e conferindo mais daquele livro de magia que ele recebeu da Sombra do Cavalo, e ele vê uma página que fala sobre um tipo raro de criaturas especiais, chamadas bóbons. 
Slæpnir acaba interrompendo tudo porque aquele livro chamou atenção dele.
Slæpnir: Que treco de livro é esse?
Haraniku: Pedi para um deus-sombra que realiza desejos.
Slæpnir: Espera, você pediu para o Sombra de Cavalo? Aquele ser é poderoso demais, e quando você pede coisas sem especificações, ele pode fazer um milhão de possibilidades pra te atender, ou fazer o seu desejo sair do controle.
Haraniku: Não é todo absurdo assim, eu só pedi pra aprender magia com ele, e ele fez esse livro que... é tão maravilhoso que o sombrinha até fez com que o livro sempre venha pra mim se eu quiser revê-lo, então eu nunca vou perdê-lo.
Slæpnir: Ok, já que você visitou o Sombra de Cavalo... você sabe alguma coisa sobre ele?
Haraniku: Tem uma ala aqui sobre ele, aqui. O Sombra de Cavalo foi descoberto em 2203, e ele é uma entidade incorpórea que habita uma estrutura errante que percorre pela Via Láctea, e ele tem poder de realizar desejos que podem afetar toda a realidade.
Slæpnir: Talvez ele possa me ajudar... ou melhor, você pode ajudá-lo a me ajudar.
 Slæpnir sai, e Haraniku foi criar um portal para a sua casa no Japão, para poder ler mais em paz, sabendo também que os deuses não podem invadir o mundo tridimensional, aproveitando que está voltando à página que precisava.

> Vila Mushin, Japão.
 Haraniku volta a sua vila natal, e é xingado pelos habitantes da vila até chegar em casa, que seus parentes o recebem com carinho em ver que ele tá bem, e então, ele volta a ler seu livrinho, enquanto sua irmã mais nova tenta pegá-la de surpresa, mas ele devia, e a segura com a pressão do ar.
A irmã: O que você tá fazendo?
Haraniku: Agora ou antes de você tentar me pegar?
A irmã: O óbvio, o que você fez comigo.
Haraniku: Ah, eu só deixei o ar mais pesado que você e depois saí do meio.
A irmã: Como você aprendeu isso?
Haraniku: Aprendi que, desde que eu tenha as coisas ao meu redor, e que minhas transformações não destruam nada, eu posso controlar simplesmente qualquer elemento ao meu redor. E no seu caso, o ar está te agarrando.
A irmã: O papai nunca nos ensinou isso.
Haraniku: Porque eu aprendi com mais gente que o trouxa do papai.
Pai de Haraniku: Eu ouvi isso, e isso não vai ser perdoado.
Haraniku: É, tanto faz.
 Haraniku e seu pai têm uma discussão, a mãe e o padrinho tentam parar os dois, e o pai tem a ideia deles terem uma luta justa, valendo armas, artes marciais e magia.
Pai de Haraniku: Vamos para uma peleja, valendo qualquer método sobrehumano de poder, afinal, somente assim para você ganhar de mim.
Haraniku: Como se você tivesse vantagem sobre mim a essa altura.
 Na luta, que é ao ar livre, às 17:00, ao lado de um belo pôr do Sol e várias cerejeiras brilhantes, Haraniku usa a luz do lugar, a transformando em clones ilusórios que o patriarca Dorakiro, achando que eram clones de verdade, bate neles com sua katana.
Pai de Haraniku: O que? Mas isso não faz o menor sentido! Essas coisas não deveriam existir!
 Aí, quando os clones de luz de Haraniku atingiam a cara do patriarca, ele sentia como se uma tela cheia de luzes piscando tivesse brilhado nos olhos dele com força, e com o patriarca imobilizado pela cegueira alucinógena, e Haraniku joga sapos em seu pai, e os sapo explodiam em chamas poderosas, embora saíam do ataque inteiro, e Haraniku dispara uma explosão de ar que ia empurrar o pai dele pra longe, mas o patriarca se defende com uma supressão de ar, que ele pensou por desespero, e contra atacando, ele vai em direção de Haraniku, com 310 golpes por segundo que só atingiam o ar ou os clones ilusórios do garoto.
 Haraniku solta fogo e calor fortes o suficiente para derreter a espada do patriarca, e claro, ele solta a espada fora, e ele, irritado, foi avançar contra Haraniku com um grande relâmpago em forma de leão, prestes a saltar por cima dele, e Haraniku desfaz o leão elétrico, eletrocutando seu pai no processo. Ele socorre seu pai, eles se desculpam e vão pra casa se recuperar.

> 25/04/2252.
 Venros volta a Mushin e diz a Haraniku que ele precisa vir com ele urgentemente, e o Haraniku só pega uma torrada com manteiga e vai embora com ele.

> espaço sideral.
 Na lua de um planeta terraformado na Constelação de Leão, está o grande dinossauro de juba, Campeão, pronto para invadir aquele planeta para espalhar o caos naquele planeta, mas Haraniku, agora com uma proteção nova do Venros, consegue lutar contra ele. Campeão tentava inutilmente cuspir fogo em direção de Haraniku, e, com uma faca moldada da radiação que ele acumulou ao seu redor, ele destrói as veias do Campeão, o levando a sofrer uma imensa leucemia, e arrancando essa faca e golpeando o monstro ainda mais, o Campeão sofre vários tumores e ainda começa a explodir em sangue.
 Haraniku joga a sua faca radioativa embora, e ela até se desfazia no espaço, e ele larga com o Campeão um monstro sem forma daqueles que ele selou para uso, e o deixou para atormentar aquele homem dinossauro.
Haraniku (pensando, e falando baixo mas sem voz devido ao vácuo): Não vou conseguir matá-lo de imediato, melhor eu fugir enquanto esse idiota apanha pra um dos meus servos temporários.

> Albuquerque, Novo México.
 Haraniku teleporta dentro de um prédio e no meio do concreto, por engano, e bugando no meio das paredes, ele consegue sair, ainda desfigurado e misturado com pedras e um pouco de aço, e usando uma magia de seu livro desesperadamente, ele transforma os pedaços de concreto em partes novas para seu corpo, se curando, e saindo dali, ele encontra Venros com mais gente.
Haraniku: Venros-sensei! Eu destruí aquele monstro bizarro que você me alertou, mas eu não consegui matá-lo exatamente.
Venros: Ok, não sei se isso é bom ou ruim, mas o que você fez com ele?
Haraniku: Bem, bati nele, destruí um ou órgão dele, que parecia até oco e só cheio de sangue, enquanto isso ele tava virando uma massa de carne nojenta, e pus um dos meus bichos pra bater nele.
Venros: Ok, se ele não morrer ali a gente precisa de alguma porcaria que mate inimigos pra sempre, e a propósito, vocês conhecem alguma arma boa pra isso?
Naej: Bem, só vi em histórias mesmo...
Tifanny: Posso parecer aquelas fangirls de personagens edgy, mas eu não duvido que as tralhas do Muramasa tenham alguma coisa assim.
Venros: Vamos lá!
 Eles vão à procura de Muramasa, em Las Vegas, e Mully só observava da janela de seu apartamento.

Continua>>>

09/07/22

Projeto Dream - episódio 27

> 25/04/2252; Albuquerque, Novo México; Universo 255-P
 Uma entidade formada de ventos, com roupas antigas azuis, pele e cabelo brancos e olhos vermelhos que brilhavam como belas estrelas, chamado Venros, está agora avisando a Naej e Tifanny sobre um perigo que está a caminho, e que eles futuramente vão conhecer mais um companheiro, e que enquanto ele vai demorar para voltar à Terra, Venros se voluntaria a ajudar eles a se prepararem para lidar com os arautos de Pahapayar.

> 12/04/2252; Vila Mushin, Japão.
 Precisaremos voltar um pouco no tempo.
 Haraniku Dorakiro é um dos garotos treinados na vila para poder controlar magia. Ele é japonês, embora tenha um rostinho redondo como os chineses e os olhos um pouco menos puxado como os coreanos, embora ele não seja nenhum fruto de miscigenação, e não tivesse nenhum defeito. Ele nunca lutou, mas devido a uma catarse, ele já teve várias cicatrizes físicas, e curou as cicatrizes emocionais, que se essas últimas fossem feridas literais, deixaram de ser cortes que sempre sangravam, pra se tornarem feridas cicatrizadas, seladas por cascas de plaquetas.
 Suas roupas principais são azuis, e ele aprendeu magia com seus pais, podendo se comunicar com os sapos, invocar elementos a curta escala, ou uma sorte que o salva de casos sérios de morte, como já aconteceram 3 vezes na sua infância. No fim de seu treinamento, Haraniku recebeu um medalhão importante da família Dorakiro, um medalhão de latão, que brilha como ouro, com um kanji 火, que representa o rei do fogo Hinaiō, o deus do Sol, da sorte e das artes, e guardião daquela cidade.
 Haraniku conheceu Venros primeiro, e foi convidado por ele para uma viagem que possa salvar o universo, a família Dorakiro - incluindo uma mãe, um pai, 6 irmãs e o padrinho do casamento que também está incluído no grupo - até fica na dúvida se Haraniku deveria ir, mas na votação, e 8/9 das pessoas apoiam que o Haraniku está totalmente seguro de ir. O pai não quer que ele vai, porque não acreditava que ele deveria ser um escolhido, mas os outros viram o Haraniku ser o escolhido como uma honra para a família.
 Então, Venros teleporta com Haraniku por diferentes cantos do universo.

> espaço sideral.
 Haraniku esteve ao lado dos Shiniitas das Três Marias, na constelação de Órion e, com eles, pôde aprender um significado profundo para a magia, que para os Shiniitas, é uma força fundamental que formou o universo, e que pode ser acessada por conhecimento, e durante a viagem, uma maga shiniita, chamada Bunya, o ensina sobre a troca equivalente.
Bunya: Nada se inventa, nada se desfaz, as coisas apenas se transformam. Para controlar um elemento, você não apenas faz eles aparecerem no ar, você usa aquilo que estiver a seu redor.
Haraniku: Isso inclui fogo? Tipo, e aqueles que invocam magia de fogo sem ter um fogo no ambiente?
Bunya: Deixa lembrar, éééé... Lembrei! Bom, no caso de magias que soltam energia, você pode forçar uma combustão no ar, seja destruindo um pouco de matéria no lugar pelo ambiente, seja queimando com um raio ou também forçando um material inflamável a explodir.
Haraniku: Isso também vale para matéria sólida?
Bunya: Sim, a troca equivalente vale, você pode tanto controlar objetos já presentes no ambiente ou transformá-los no que precisa, incluindo mudar para o peso equivalente ao do material original.
Haraniku: Isso parece legal...
 Depois de passar mais um tempo naquele planeta, e anotando o que aprendeu, ele vai para outro planeta com Venros. Naquele planeta, longe das constelações do céu da Terra, ele encontra monstros sem forma, erros de um dos vários deuses que descenderam ao plano etéreo, e vendo aquilo, ele se enche de dúvidas.
Haraniku: Qual é o propósito desses seres?
Venros: Parece que nenhum, afinal, eles são feitos apenas para espalhar a escuridão.
Haraniku: O que seria essa escuridão?
Venros: Uma força primordial e irracional, que odeia os deuses.
Haraniku: Isso tem algo a ver com a magia?
Venros: Em partes, eles têm uma essência primordial e irracional como a magia, mas também têm características naturais, que até dariam certo para uma biologia alienígena ou física não catalogada.
Haraniku: Isso é tão fascinante.
Venros: Você pode selar alguns na sua magia, e assim você terá grandes armas vivas. Aproveite, eles são fortes e o universo não tem espaço para seres fracos.
Haraniku: Não sei como isso funciona, mas vou mesmo.
 Haraniku aprende com Venros, e captura três monstros, que por padrão, tinham 7 patas e 3 bocas, e aquelas criaturas, mesmo que não possam ser usadas como uma invocação, podem também serem usadas como fonte de energia mágica. No terceiro planeta, em Proxima Centauri, temos um mágico chamado Bahal Sigilion, um humano nativo e evoluído de habitantes também humanos no melhor planeta daquela estrela. Ele tem a pele toda azulada bem suave, que lembra a de pessoas com argíria, cabelo ruivo de descendência marciana, e olhos âmbar que cheiram a tentação, e usando uma roupa semelhante a um palhaço antigo, como o clássico Pagliacci, e ele tem uma grande cartola tão branca quanto sua roupa, de onde ele pode tirar todo tipo de animal, sejam coelhos comuns terrestres, ou um grande pterodáctilo, que na biosfera desse planeta ainda tem criaturas parecidas. Porém, ele tinha que colocá-los de volta a sua cartola, senão, eles desapareciam por completo, porque o controle espacial daquela cartola era incompleta, podendo condenar esses animais à não-existência, porque aquilo era o custo da sua magia - eles podem ir para o palco do circo, mas eles terão de sair dali de um jeito ou de outro, mas só o interior da cartola podia transportar a um local seguro.
 Haraniku e Venros conversam com Bahal, o líder do circo, nos bastidores do lugar, e ele explica melhor o que aconteceu, e como a mágica é só uma máscara para não saberem que ele está envolvido com mais coisas obscuras.
Bahal: A magia não foi feita para brincadeiras, pelo menos não a que eu aprendi, porque ela é perigosa demais, vocês viram o show que eu mais aperfeiçoei, de trazer animais para o palco, mas não sei o que acontece, mas se eu não trazê-los de volta à natureza, eles morrem. Outras mágicas que eu já fiz foram a de reanimar corpos, teleportar objetos e transformar os lugares em outras coisas, tudo deu errado, mas me perdoaram porque "ele tentou".
Haraniku: Você... já foi preso alguma vez?
Bahal: Nunca me pegaram, afinal, esses circos nunca param num só lugar, e nem se deslocam normalmente, eles só teleportam, e eu sempre formo identidades diferentes a cada erro que eu faço, e provavelmente vocês não poderão me ver da mesma forma na hora que estiverem me dedurando.
Haraniku: Eu não tô interessado nisso, tô pensando em bater em deuses do mal com coisas novas que eu for aprender que nem num jogo indie do século retrasado.
Bahal: Essa piada foi muito específica e, com o jeito da conversa, vou perder muito tempo... Bom, talvez eu possa ajudar. Pegue essa Ágata dos Céus, ela é útil para vocês se comunicarem com a Sombra do Cavalo.
 Haraniku ria daquilo, era aleatório demais aquilo deles terem que conversar com um cavalo pela jornada, mas ele também leva numa boa, e vai embora com o Venros para mais uma jornada.

> 15/04/2252.
 Haraniku está em uma grande estrutura no espaço, que armazenava uma energia mágica própria, que na verdade é só mais um dos tesouros cósmicos na Via Láctea, e no caso, é a estrutura da tal Sombra do Cavalo, uma longa sombra vermelha que aparece linearmente em todas as 4 paredes e no chão, mas tendo uma ponta no teto, que é sua cauda com patas traseiras, e outra no centro da parede ao Leste, fica a sua cabeça (incluindo o que parece ser a crina e uma de suas orelhas, e um olho humanoide entre essa orelha e essa crina) e suas patas dianteiras.
Haraniku: Olá... senhor sombra de cavalo?
Venros: Você ainda tem a ágata?
Haraniku: Bem, como eu poderia usar?
Sombra do Cavalo: Ele te deu mesmo essa joia?
 A Sombra do Cavalo ri, e com isso eles se assustam e deixam a Ágata dos Céus - uma ágata branca com listras azuis muito escuras - cair, e aquela ágata torna a cor da Sombra do Cavalo de vermelho escuro para um violeta bem brega, assustando a Sombra e fazendo os outros dois rirem. Os dois tentam se organizar e então eles conversam o que realmente precisam.
Venros: A gente tem uma coisa a pedir.
Haraniku: Pode contar mais de como a magia funciona?
Venros: Haran, eu ia fazer esse pedido por você!
Haraniku: Quantos pedidos tem por pessoa?
Venros: Literalmente, u-
Sombra do Cavalo: Bom, pra vocês não perderem as informações, tome esse livro para você, e pode ler à vontade, como trava de segurança, ele pode teleportar pra você só de você querer lê-lo de novo e de novo. Anotei tudo que os povos da Via Láctea já anotaram e um dia já entenderam, e o glossário é imenso, tendo abas para 4999 páginas.
Venros: Espera, o que?
Sombra do Cavalo: Vocês acharam mesmo que eu iria contar todas as histórias e leis das magias que tem na galáxia? Pra um avatar de um deus salvador do universo você está muito burro, hein?
Venros: Saiba que eu sou mais poderoso do que você, tome isso!
 Venros tenta disparar um raio poderoso no pescoço da sombra, mas o cavalo desvia e ainda petrifica o Venros, e depois, leva ele e Haraniku de volta para a Terra.

> 18/04/2252; dimensão dos monstros, plano etéreo/material.
 Haraniku não desistiu, e viajando pelas camadas do espaço, encontrou a dimensão de Amon, e nesse caso, ela conversa especificamente com o Pyrman, que tem uma experiência a testar: de poder catalogar as dimensões e, com isso, poder viajar pelo multiverso e se tornar um dos mais úteis monstros de Amon. Haraniku duvida da necessidade disso, já que o Amon poderia ensinar aqueles seres, mas aí que tá, nem o Amon sabe direito do "mapa" do espaço-tempo, e nem poderá explorar para mapear, então, seus monstros irão fazer o serviço sujo. Pyrman, antes de partir, conta a Hanar uma coisa.
Pyrman: Bem, o máximo que eu entendi do que é a magia, graças ao que meu pai já conviveu, é que a magia é parte das essências de um deus, e por isso que dá a seres vivos a capacidade de fazerem coisas anormais naturalmente, mas ao mesmo tempo parecendo tão pouco perto de entidades tão próximas do completo divino. Você conseguirá ver um dragão enquanto eu estiver ausente?
Haraniku: Por que? Você precisa de algo dele pra pesquisas?
Pyrman: Poderia ser, mas não, é que eu adoro dragões terrestres mesmo. Eu vi os dragões mutantes daqui, mas não os dos mares terrestres ainda. Você consegue um pra mim?
Haraniku: Claro! Mas em troca... você me dá algo de fora desse universo?
Pyrman: Sim.
 Eles sorriam um pro outro. E depois, Pyrman abre um portal e vai embora, e Haraniku pesquisa em seu livro de magia onde encontrar dragões, e descobrindo que o Mar Mediterrâneo e as praias de Quetzalcoatl têm muitos dragões, ele se prepara para a jornada.

> 23/04/2252.
Haraniku: Ufa... trouxe... vários... dragões!
 Haraniku invoca de sua mente os dragões que ele capturou, eram 10, e eles começam a nadar num grande lago de água salgada, onde os dragões pareciam se sentir em casa, e começaram a viver por ali. Ele vai atrás de Pyrman, mas vê que ele não voltou ainda, e na dúvida, pergunta o que ele podia fazer enquanto isso, e Claire Pink-Fire (uma garota humanoide, de rosto fofo, e um corpo gordinho muito belo, pele rosa-bebê, olhos verdes limão e roupas verdes muito curtas, incluindo uma capa verde-azulada) tenta lhe convida para uma pequena missão.
 Ela não fala por palavras, nem sons, nem gestos, é como se ela só falasse sentindo, mas Araniku entendia estranhamente, e seguindo ela, ele vê que Fortrex está construindo uma máquina cujo Portão de Partida poderá se conectar com o Complexo, porque isso será muito importante para eles. Haraniku, motivado, foi ajudar com as peças.
Haraniku: A propósito, onde tá o Hematon?
Fortrex: Tá no Egito fazendo seu império, então sobrou pra mim, e... não, não é que eu sou uma montanha de músculos que eu sou uma idiota.
Haraniku: Eu tô gostando de um detalhe em você.
Fortrex: Qual?
Haraniku: Mulheres da sua espécie são fortes e falam grosso assim ou-
Fortrex: Não desvie do assunto, pequeno, você tá rosqueando uma chave inglesa com as porcas.
Haraniku: Oh!?
 Haraniku vê e tira as peças que colocou errado. Fortrex deixa o manual encima de um computador e ajuda ele com as peças. Haraniku tenta assumir um pouco sobre ele enquanto via ela.
Haraniku: Você é bem forte, e eu adoraria ter sido sempre um humaninho masculino, que talvez meu pai treinaria mais magias de força pra mim, aí quem sabe...
Fortrex: Só um momento... aê, bom, deixo o reator e as programações depois. Fique aqui, vou trazer bolo de carne.
 Fortrex posiciona Haraniku numa mesa perto do computador e, antes de qualquer acidente, desliga o computador do lado dele e deixa um ventilador ventando do lado dele e dos aparelhos.
Haraniku: A carne que vocês usam é do que?
Fortrex: Relaxa, a gente não tem coragem e nem necessidade de comer outros monstros que andam e pensam como gente.
 Fortrex volta com um prato com fatias de um bolo/rolo de carne, temperado com pimenta, páprica e orégano, e Haraniku come uma fatia com medo.
Haraniku: Você não disse aquilo pra não me preocupar?
Fortrex: Não só isso, a gente realmente tem porcos, vacas, cavalos, aves e até peixes nessa dimensão mesmo antes desse mundo ter luz.
Haraniku: Isso é melhor do que eu pensava.
 Fortrex se senta no chão, e mesmo assim ela parecia bem maior que o Haraniku sentado numa cadeira média, e conversa mais sobre ela mesma.
Fortrex: Não pensava que humanos se preocupassem com os outros, mas bem. Eu fui feita pra ser um imenso general dos monstros, mas eu tive uma... não sei se é crise, mas uma disforia, eu reclamei com meu pai sobre o porquê dos homens serem todos só fortes, e as mulheres serem só finas e... gentis, aí eu fiquei tipo "Oh paaai, por que não tem mulheres fortes aquiii", aí bem, eu fui trabalhar pra ele, e bem, eu juntei sangue de uns animais, porque a alma deles não era forte, mas tinha muita matéria pro papai Amon usar, aí ele... conseguiu matéria pra me manter forte, mas ainda me tornar no que eu sou.
Haraniku: Legal... minha história não parece longa e interessante, mas bem, eu era só uma pirralha, fraca... irritava fácil, e usava umas magias elementais genéricas que ensinavam às garotas, mas... SÓ TINHA MENINA LÁ! E... sim, eu tive uma crise dessas, e fiz uma cirurgia pra me transformar, né? Aí, bem, eu tava masculino por completo... 
 A cada reticências, o Haraniku comia um pedaço do bolo de carne.
Haraniku: Aí deu uma briga na família, mas é, só um ficou bravo com isso... e aí eu ganhei esse medalhão do rei do fogo, Hinaiō, e... eu fui oficializado como o filho menino... Tem queijo?

> 24/04/2252.
 Haraniku passa um tempo naquela dimensão, e enquanto ficava lá, ele construiu a máquina de Portões de Partida com ajuda da Fortrex e leu o livro de magia, dessa vez uma das leis herméticas que não foi "distorcida" para continuar fazendo sentido num mundo, não só mais científico, mas menos cheio de símbolos, metáforas e interpretações subjetivas, afinal, precisamos ficar mais práticos. "Lei da Polaridade: Tudo que existe tem sua opção oposta, e consequências bifurcadas - há uma linha entre o racional e o irracional, assim como o irracional pode ser dividido entre uma dúvida prudente ou uma certeza idiota"
 Lendo mais, ele vê uma das leis herméticas que tinha ali ainda, e a mais interessante entre as atualizadas era "Lei da Mentalidade: Tudo tem uma mente, o universo tem a maior, a magia é um diálogo incompreensível entre uma mente humana com a do universo", e subindo um pouco na página, ele encontra a história de Hermes Trimegisto, o pai da Alquimia e, nesse universo, um dos melhores magos de seu tempo, e lendo um texto de 10 parágrafos e mais um parágrafo extra que mostra a história da Alquimia na Idade Média, ele encontra uma frase do alquimista e grande mago suíço Paracelso, "Como o triplamente grande sábio Hermes dizia, nada é literal e absoluto, e é possível encontrar significados profundos em elementos simples do universo".
 Ele deixa o livro de lado e foi com os outros ao Complexo, e conferindo lá, ouve falar de um dos Parparachos que seus colegas estão indo atrás de um monstro que pode ser uma ameaça para o universo, e que Slæpnir e Amon não estão fazendo isso porque são bons ou por concorrência, e sim porque, se conseguirem fazer isso, podem ascender de volta e poderem romper aquela barreira transcendente.

> espaço sideral.
 Haraniku, numa espécie de armadura de oxigênio, foi numa rocha errante no espaço para ver no que os monstros estavam se envolvendo, e ele vê um imenso monstro que era a contraparte do Campeão nesse universo, dessa vez bem menos verde e mais marrom, e Haraniku, em um golpe rápido, rompe aquela rocha, deixando o Campeão rodando no espaço, e Haraniku leva o pessoal de volta pro Complexo.
 Eles podem não ter matado o monstro, mas isso irá atrasar MUITO o caminho deles.

Continua>>>

08/07/22

O Grande Concelho da Via Láctea

> Ato 1: Pós-guerra
 Durante o século XXII, início da Idade Neocontemporânea/Pós-contemporânea, uma guerra entre os humanos e monstros aconteceu. Monstros com a magia que sabiam, que podia formar terremotos e chuvas de meteoros, e os humanos com sua tecnologia, seja bombas atômicas/termonucleares, doenças mortais que eram comuns para os humanos e alguns grupos de monstros que viviam em sociedade com esses humanos, mas eram mortais para as criaturas que viviam somente em florestas, desertos ou montanhas, e a mais avançada biotecnologia da época, que pôde salvar milhões de vidas durante a guerra, com saúde e alimentos.
 A guerra acabou, monstros morreram, humanos saíram mais traumatizados que os americanos na Guerra Fria, e raças novas surgiram somente para ajudar na guerra contra os monstros, o que trouxe medo para ambos os lados, e por isso, os Estados Unidos, a China, o que sobrou da Rússia e até mesmo o Brasil, a Índia e a África do Sul se uniram numa segunda ONU, que se deu o luxo de abrigar monstros sobreviventes, medicar humanos que enlouqueceram pelas atrocidades deles mesmos no combate, e também guiar equipes desses países envolvidos para, assim, poderem viajar ao espaço sideral, na esperança de expandirem sua civilização, e com isso, salvar o que antes só incluía os humanos, mas, depois de fazerem as pazes, inclui os monstros e os superhumanos que estão sendo classificados como parte da civilização.

> Ato 2: Primeiros chefes
 A organização espacial Galactic Agency of Humans (G.A.H.) foi formada, inicialmente se estendendo da Terra até a estrela Proxima Centauri, mas depois de 10 anos de melhoria tecnológica, junto com uma Esfera de Dyson nessa estrela, que era o território mais distante até então, descobriram como controlar a gravidade e a velocidade dos objetos para superarem a luz, algo como os táquions, que são rápidos suficiente para ultrapassarem o tempo com mais eficiência que os fótons e múons.
 Os danos foram mínimos, afinal, as naves já são bem duras, e não há nada de adicional no espaço além de gravidade e radiação, e a um prazo de 1 ano segundo o calendário terrestre, em 2198, eles dominaram as constelações que um dia eram símbolos para a mitologia e astrologia, mas agora são só inspiração para Cavaleiros do Zodíaco. A biotecnologia que era capaz de fazer os elfos e os eugenéticos, também foi usada para recriar espécies terrestres inteiras, o que foi usado para terraformar planetas prontos para ter vida e equipamento para as pessoas mais distantes da Terra.
 Os principais chefes da agência nessa época eram 4 humanos, de vida muito longa devido à medicina aprimorada e genética reestruturada para envelhecer minimamente, mas depois de máquinas cósmicas capazes de transformar matéria em essência cósmica, modelada nas joias planetárias, a joia da vida foi muito usada por eles para torná-los imortais e conservados para continuarem operando, e um desses quatro chegou a voltar a vida dentro de uma semana.
- O primeiro é conhecido apenas como 01, e ele tem todo acesso a tecnologias da informação, para poder restaurar a parte cultural, memética e mental da humanidade, liderando ativistas, engenheiros e tecnólogos. Seu braço direito é o robô Mastermind, que usa a joia da ciência como fonte de energia e de inteligência artificial que supera a de todo ser vivo existente, menos o 01.
- A segunda, 02, tem tecnologia de manipulação espacial, incluindo tanques de táquions, joias de força, canhões quânticos (muito usados antes das lanças 4D, canhões carregados de quarks crus feitos de energia bruta, que podem deformar a gravidade) e um exército de eugenéticos treinados, tudo usado para tirar planetas errantes e buracos negros dos seus caminhos.
- O terceiro e o mais velho, 03, tem arsenais temporais, incluindo um protótipo aperfeiçoado da Máquina Analógica Delta-T, que pode rebobinar ou acelerar o tempo de objetos próximos, incluindo cenários, e ele é velho, mas é sábio e dócil, e antes de trabalhar na galáxia, ele foi antropólogo, sociólogo e arqueólogo.
- O quarto, 04, antes era o chefe das redes de energia entre as civilizações, usando estrelas como fontes de energia para esses territórios distantes, mas morreu num acidente ao testar uma joia de força como reator, e voltou com conhecimento do reino da Morte.
- O quinto, antes substituto do antigo 04, mas agora o 05 após a volta do antigo 04, operou como o novo chefe das redes de energia, desenvolvendo agora as Metáfitas para gerarem energia com base em gravidade.

> Ato 3: Contato com alienígenas
 Mais da metade dos povos alienígenas já entraram em guerra com o povo da Terra, e por isso, sem a empatia daqueles povos, muitos foram transformados em joias planetárias ou simplesmente usados como campos de teste de máquinas muito fortes, como aconteceu com o povo da estrela Gamma da constelação de Leão, destruídos pelos buracos negros criados em laboratório, usados para a descoberta dos canhões quânticos, das armas de buraco negro, e para as primeiras Metávitas.
 Os povos que mais foram amigáveis com os humanos são do planeta prateado (na constelação de █████████), Hocerti (bem distante das estrelas que podem ser vistas da Terra), as constelações de Andrômeda, Órion e Dragão inteiras, três civilizações de aliens grey (inclusive, uma unidade feminina dessa raça começou a trabalhar para a Agência), e poucas criaturas cósmicas - 3 de conhecimento público até então - se aliaram porque, assim como os deuses verdadeiros, também gostam de xeretar o que os humanos fazem.
 Os monstros do Complexo, de Slæpnir, principalmente os Pimpu, se voluntariaram, e em 2203, um piscêtropo, nomeado apenas de 06, começou a participar na ordem dos maiores chefes, servindo na justiça galáctica e tendo todo direito de subjugar os condenados, assim, reduzindo a criminalidade entre os planetas dominados pelos humanos. Fora isso, no ano seguinte, uma das Pimpu foi eleita a 07 da equipe, e como esses seres são bons como magia, ela lidera e representa os melhores magos da galáxia disponíveis.

> Ato 4: Atualmente
 Eles trabalham com frequência, e não são chamados tão facilmente mesmo em casos de emergência, e os sete estão vivos até hoje, mas sempre melhorando com o tempo e fazendo o possível para manter os humanos estáveis, e todos os exércitos e estações espaciais têm apoio dos sete líderes.

Continua>>>